domingo, dezembro 30, 2018

A Aliança Vale a Pena!

O caminho faz-se andando!
É uma velha máxima que tem aplicação a dobrar neste processo tão estimulante de ajudar a construir um novo partido político que representa, sem qualquer sombra de dúvida, uma nova esperança para um Portugal progressivamente cansado das soluções tradicionais.
E tem aplicação a dobrar porque a construção faz-se passo atrás de passo mas são precisos muitos passos (leia-se milhares de quilómetros) para que de norte a sul, passando pelas regiões autónomas e pelas comunidades portuguesas no mundo se vá paulatinamente dando forma a uma nova formação política.
É um esforço grande, no qual participam dentro da sua disponibilidade muitas pessoas, mas que se tem revelado gratificante porque da maior cidade à mais pequena aldeia se fica com a clara sensação de que a Aliança é algo que tem o seu espaço mas mais do que isso é algo pelo que as pessoas esperavam para poderem participar de forma activa na vida da sua comunidade e do seu país.
Dos mais jovens aos mais experientes (para já o mais experiente de todos tem 84 anos, salvo erro, e filiou-se pela primeira vez num partido) tem sido possível encontrar um vastíssimo conjunto de pessoas que separados pela idade, pela experiência profissional, pelas confissões religiosas, pelas simpatias clubísticas, pelas comunidades em que residem se encontram fortemente irmanadas na vontade de fazerem da Aliança um projecto de sucesso através do qual possam contribuir para um país melhor.
Pessoas que vem de outros partidos, pessoas que nunca tiveram partido, pessoas que foram militantes deste ou daquele mas estavam há anos afastadas, pessoas que tradicionalmente faziam da abstenção a sua opção eleitoral, pessoas que se sentem mobilizadas por este novo projecto, pessoas que se reveem num estilo de liderança que faz a diferença, pessoas a quem não se pergunta de onde vem mas se querem ir com a Aliança nesta caminhada, constituem a base de um partido que tem tudo para ser um sucesso num país  a precisar de mudanças profundas, de reformas corajosas (das leis eleitorais para começar), de clarificação quanto a quem é quem , quem é o quê e o que  cada partido quer na política portuguesa.
A Aliança vale a pena.
E acredito que em 2019 vai começar a prová-lo através do voto livre dos portugueses.
Depois Falamos.

Nostalgias

Nem sou de grandes nostalgias, que o tempo não está para isso, mas confesso que nesta época tão especial do ano elas por vezes aparecem aqui ou ali ao sabor do que se vai vendo, lendo e encontrando por vezes onde menos se espera.
Claro que não me refiro às grandes nostalgias, aqueles que se prendem com pessoas que já partiram e com convívios natalícios que não voltarão a acontecer, mas a outro tipo de nostalgia mais conducente aos pequenos pormenores que se prendem com o Natal.
Os cartões de Boas Festas por exemplo.
Que dantes se escreviam e recebiam e que mais que nos porem em contacto com amigos e familiares significavam que do outro lado havia pessoas que se lembravam de nós e de que nós nos lembrávamos ao ponto de escrevermos um postal, o metermos no envelope, comprarmos um selo e o metermos no correio.
Dava trabalho mas era gratificante.
Entretanto o mundo girou (nalgumas coisas bem noutras nem tanto...) e essa tradição do postal de Boas Festas foi desaparecendo ao sabor dos avanços da tecnologia que hoje permite outras soluções para enviar os votos natalícios.
Primeiro foram os e-mail, depois os sms, a seguir o messenger, o whatsApp, o Instagram, o twitter, o Linkedin e sei lá que mais e que nos despejam em cada Natal uma enxurradas de votos de Boas Festas de familiares, amigos, conhecidos, mais ou menos conhecidos e completos desconhecidos!
Com tanta tecnologia, tantas formas de comunicar, tanta interacção de onde virá esta nostalgia pelos postais de Boas Festas?
Não sei.
Mas sei que esses rectângulos de papel com texto manuscrito , metidos em envelopes com moradas também elas manuscritas, tinham um "calor" afectivo que nenhuma moderna tecnologia consegue igualar quanto mais substituir.
É...nostalgias.
Depois Falamos

Paisagem


Veleiro


Grou


quarta-feira, dezembro 26, 2018

O Pai Natal

O meu artigo desta semana no zerozero.

O Pai Natal é, como todos sabem, um velhote simpático, rechonchudo, de fartas barbas brancas  que traja umas vestes vermelhas e um gorro da mesma cor e se faz transportar num trenó puxado por um conjunto de renas.
Para os crentes nas suas potencialidades, e são muitos pelo mundo inteiro, o Pai Natal é aquela veneranda figura a quem as crianças (e pelos vistos não só...) fazem as suas encomendas natalícias na esperança de que o simpático personagem as satisfaça por mais estranhas e mirabolantes que possam parecer a quem nele não acredita.
O Pai Natal é um produto de importação, digamos assim, que em Portugal teve o enorme sucesso guardado para tudo que vem de fora como o Carnaval, o Halloween, o dia de S.Valentim e quejandos porque se há coisa que os portugueses adoram é aquilo que é moda noutros lados e aparece por cá mais dia menos dia.
E por isso o Pai Natal foi moda de sucesso imediato, desde há décadas a esta parte, rivalizando na iconografia natalícia com o “Menino Jesus”  a quem tradicionalmente eram feitos os pedidos de prendas de Natal.
É pois uma instituição de Natal ansiosamente aguardada nas casas dos portugueses que nele acreditam constituindo-se numa verdadeira tradição da época natalícia  que começa a ser preparada com bastante antecedência porque as “prendas” demoram o seu tempo a serem preparadas.
Este ano, uma vez mais, o Pai Natal andou por aí visitando as casas de ricos e pobres, de grandes e pequenos, de quem nele acredita ou nele se vê obrigado a acreditar face a evidências que se metem pelos olhos dentro.
Uma das casas que o Pai Natal este ano visitou, correspondendo seguramente à enorme vontade de o ver por lá, foi a sede da Federação Portuguesa de Futebol ali para os lados de Oeiras onde deixou uma prenda ansiosamente aguardada .
Que foi o sorteio da Taça de Portugal.
Eu explico:
Naturalmente que a FPF, como instituição séria que é, organiza todos os anos a Taça de Portugal mas sem privilegiar qualquer equipa sendo-lhe perfeitamente indiferente quem a vence edição após edição.
E por isso nos últimos anos clubes como o Vitória, o Braga, a Académica, o Vitória de Setúbal e o Aves venceram a competição em compita com outros clubes que já eram dados como vencedores anunciados mas...não ganharam!
Num país tão dado a tradições, ainda que importadas como o Pai Natal, terá nalgumas pessoas começado a lavrar o sonho secreto de cumprir tradições do antigamente e voltar a ter uma final de taça em que o vencedor, sendo A ou B não fosse C, e por isso o troféu ficasse pela certa na posse daqueles que tradicionalmente o ganham.
Uma final do antigamente terá sido o pedido, em sonhos naturalmente, ao bom do Pai Natal.
Acontece que o panorama tinha algumas dificuldades para poder ser concretizado.
Nas oito equipas apuradas para os quartos de final estavam sete vencedores da Taça (Benfica, Porto, Sporting, Braga, Vitória, Aves e Leixões) apenas ficando de fora o Feirense como único clube sem o troféu nas vitrinas.
Ainda por cima nos oito cinco deles ocupam os cinco primeiros lugares da classificação o que parecia apontar para uns jogos de quartos de final muito equilibrados e sendo provável que houvessem encontros entre os tais que os sonhos de alguns colocavam na tal final do antigamente.
Mas que chatice terão pensado.
Se calhar ainda não é desta que vamos ter uma final com um dérbi dos antigos,que ponha frente a frente dois dos três maiores clubes do país, e ainda vamos ter de aturar um ou dois “patos bravos” a marcarem presença na única coisa garantidamente velha da final que é o estádio do Jamor.
Desconfio que erraram no pessimismo.
Por um lado porque subestimaram os imensos poderes do Pai Natal e por outro porque se esqueceram que o bom do velhote percebe de prendas e da realização de sonhos mas nada entende de estatística e de leis das probabilidades.
E foi por isso com um encantamento que apenas o Pai Natal poderá explicar que viram o sorteio da Taça corresponder a tudo aquilo com que sonhavam mas jamais se atreveriam a exprimir nem que fosse a brincar.
O Pai Natal deixou no sapatinho da FPF quatro jogos em que os quatro primeiros não se defrontam entre si !
Melhor  não era possível.
Até porque o alinhamento para as meias finais também aponta para uma final do antigamente salvo grande surpresa .
É certo que os quatro primeiros jogam todos fora (eu bem digo que o velhote não percebe nada de estatística nem de leis das probabilidades...) mas excepto num dos casos em que a um dos favoritos do PAI Natal saiu a “fava”, tendo de jogar num estádio dificílimo para qualquer visitante, para todos os outros pouca diferença fará jogar fora de muros tal a diferença de valores que se conhece.
E por isso tudo se conjuga para que esses sonhos natalícios de alguns tenham pleno cumprimento lá para Maio do ano que vem com a disputa da final há tanto tempo ansiosamente sonhada!
A não ser que Vitória, Feirense, Aves e Leixões resolvam arvorar-se em desmancha prazeres e estragarem, individualmente ou a dois (era bonito...) os tais sonhos natalícios de alguns e marcarem presença na final contrariando todo o laborioso e discreto trabalho do Pai Natal em sentido contrário.
Coitado do Pai Natal mas feliz do futebol português.

P.S. Não acredito minimamente na existência do Pai Natal. Mas é problema meu como está bom de ver...

Mãe Leoa


Luar em Banguecoque


terça-feira, dezembro 25, 2018

Reflexão

Começo pelo fim e não posso deixar de pensar que com os nove pontos que o "sistema" nos ficou a dever o Vitória estaria neste momento em segundo lugar a apenas dois pontos do Porto e completamente metido na luta pelo acesso à Liga dos Campeões.
E é pena que todos quantos glosaram na comunicação social a esplêndida exibição vitoriana face ao Sporting não tenham valorizado devidamente esse factor que distorce de forma irremediável a verdade desportiva do campeonato.
Nada de novo, é verdade, mas que não pode deixar de ser denunciado com a força da justa indignção dos vitorianos e de todos aqueles que gostam de campeonatos em que todos os clubes sejam iguais nos direitos e nos deveres.
Quanto ao jogo, em que o Vitória fez a melhor exibição da temporada, já tudo terá sido mais ou menos dito.
Uma equipa que vinha de onze jogos sem derrota (é a equipa portuguesa há mais tempo invicta nas provas nacionais) e acabadinha de conseguir um moralizador triunfo para a Taça de Portugal fez gato sapato de um Sporting que,como o próprio treinador teve a humildade e o desportivismo de reconhecer , nãoe stava preparado para um adversário tão forte.
Ben a defender , assertiva no transporte de jogo e demolidora na criação de oportunidades só não construiu um resultado histórico porque Renan fez cinco enormes defesas a remates de Davidson (2), Ola John, Pepê e Estupinan enquanto Pedro Henrique viu um cabeceamento em que o guarda redes estava batido bater na barra e sair pela linha de fundo.
Num jogo em que Tozé foi mais uma vez o melhor há que registar as belas exibições de Pepê (não acusou a responsabilidade e "secou" Bruno Fernandes) , de Dodô ,Pedro Henrique e Davidson num "onze" que esteve globalmente muito bem e em que Wakaso foi mais uma vez imenso e Douglas chegou para as "encomendas".
O Vitória está num grande momento de forma que torna a diferença para os quatro da frente como algo possível de ser ultrapassado e meter a equipa na luta por uma posição entre os melhores do campeonato.
Para isso além do trabalho do treinador, equipa técnica e jogadores há que conseguir que se verifiquem dois factos entre 1 e 31 de Janeiro de 2019.
Que a SAD consiga reforçar a equipa com dois ou três jogadores de qualidade para posições menos "guarnecidas" e, antes de tudo o mais, que não saia nenhum dos jogadores que são indispensáveise que tem assegurado esta excelente fase da equipa.
Refiro-me a Pedro Henrique, Wakaso, André, Tozé, Davidson, Guedes à cabeça embora haja outros que também não dava jeito nenhum que saissem.
A ver vamos.
Depois Falamos.

Lago Como, Itália


Convívios


25.000 Vitorianos