terça-feira, dezembro 21, 2021

Justiça

A absolvição do Luís Barroso, líder dos White Angels, face à miserável acusação de que era alvo é um acto da mais elementar justiça e a reposição da verdade dos factos.
Estão de parabéns quer o Luís, um grande vitoriano que dá tudo pelo Vitória dentro dos limites legais, quer o seu advogado Pedro Teixeira de Carvalho.
É um bom dia para o Vitória.
Depois Falamos.

segunda-feira, dezembro 20, 2021

Il Divo

Ouvi falar pela primeira vez dos Il Divo em 2005.
Pessoa amiga que já os tinha ouvido recomendou-me o seu primeiro CD que de imediato comprei e constituiu uma autêntica revelação para quem como eu não só não conhecia o grupo como nunca tinha ouvido uma música cantada por eles.
Nestes dezasseis anos decorridos, a bem dizer desde a compra desse CD, tornei-me um fan entusiástico do grupo (como não me lembro de ser de qualquer outro) tendo comprado todos os CD por eles editados que são companhia habitual nas viagens de carro e noutras ocasiões e tido a oportunidade de por cinco vezes assistir a concertos seus no MEO Arena.
Espectáculos inesquecíveis diga-se de passagem.
Pelas músicas, pelo talento dos intérpretes, por todas as coreografias em volta dos concertos.
E também pela simpatia e poder de comunicação de cada um deles.
Foi por isso que sabendo que Carlos Marin estava em grave estado de saúde, por causa do maldito covid -19, fiquei ainda assim completamente chocado quando ontem soube do seu falecimento com apenas 53 anos de idade.
Não sei se Urs Buhler, Sébastian Izambard e David Miller vão ou não continuar com a banda.
Mas sei que para mim os Il Divo acabaram ontem.
Depois Falamos.

Lofoten, Noruega

Lagarto

Cordilheira do Atlas, Marrocos

Peregrina

Sempre achei peregrina esta prática de os partidos convidarem para o final dos respectivos congressos representantes de outros partidos que comparecem na sessão de encerramento e logo de seguida prestam declarações à imprensa a arrasarem quanto podem os seus anfitriões!
E isto acontece da direita à esquerda quase sem excepções.
Seria uma boa prática, indiciadora de fair play democrático, se os convidados comparecessem e no final ou não prestassem declarações ou então se cingissem a frases de circunstância desejando boa sorte ao anfitrião e relevando a importância do debate democrático.
Agora assim é que não.
Porque isto de sermos convidados para a casa de alguém e ainda sem termos saído a porta já estarmos a criticar o anfitrião é de muito mau gosto e , pior ainda, de enorme falta de educação.
Recordo-me bem de três anos atrás , quando o partido Aliança preparava o seu primeiro congresso, termos decidido por unanimidade na comissão executiva que não haveria convites a outros partidos para a sessão de encerramento precisamente para não cultivarmos essa prática que todos achavamos deplorável e redutora em termos de prestígio da própria democracia.
Vem esta reflexão a propósito de ontem no final do congresso do PSD ter visto o secretário geral adjunto do PS José Luís Carneiro, que chefiava a delegação socialista, proferir um estendal de críticas ao discurso do líder do PSD e nomeadamente acusando-o de promover aproximações à extrema direita.
Vindo do representante de um partido que andou seis anos a governar apoiado na extrema esquerda totalitária é uma piada que se faz por si só sem precisar de grande ajuda.
Mas que reforça a ideia de que estes convites a representantes de outros partidos para o encerramento de congressos não faz sentido nenhum.
Depois Falamos

P.S. O facto de este José Luís Carneiro ter vindo em comissão de serviço para Braga como cabeça de lista do PS é um injusto atestado de incapacidade aos socialistas do distrito e uma boa razão para nele não se votar PS. É mais que tempo de não contribuir com votos para estes execícios de paraquedismo que apenas fragilizam a democracia.

domingo, dezembro 19, 2021

Centenário

As comemorações do Centenário do Vitória Sport Clube tiveram hoje um dos seus pontos altos com a apresentação pública do livro "O Clube do Rei 100 Anos 100 Cartoons". 
A cerimónia decorreu no Salão Nobre da Sociedade Martins Sarmento e contou com intervenções de António Amaro das Neves que apresentou o livro (de que também é autor) , de António Xavier um ilustrissímo vitoriano que no clube foi atleta e dirigente e é uma das mais respeitadas figuras do universo associativo vitoriano, de Miguel Salazar autor dos cartoons e coordenador da obra e do Presidente do Vitória, Miguel Pinto Lisboa, que encerrou a sessão agradecendo em nome do clube a todos quantos quiseram estar presentes e aos autores do livro pelo contributo dado ao Centenário do Vitória. 
É um livro que qualquer vitoriano gostará de ler porque para além da genialidade de Miguel Salazar na elaboração dos magnificos cartoons conta também com a colaboração de mais catorze autores que escreveram sobre as dez décadas de vida da instituição dando assim à obra um conjunto de visões diferenciadas, no estilo e na expressão, sobre a vida centenária do Vitória. 
Na assistência que enchia o salão nobre estavam , para lá de dirigentes do clube, de membros da comissão do centenário e de outros adeptos do Vitória, figuras bem conhecidas como Fernando Sá, Luís Esteves, Alex, Nuno Mendes e João Pedro Costa todos eles ligados a grande momentos do Vitória no basquetebol, futebol, modalidades de luta e pólo aquático. 
Foi um belo momento vitoriano. 
Resta-me agradecer a honra e o privilégio que me foi dado pelo Miguel Salazar ao convidar-me para escrever sobre uma das décadas (1972-1982) da vida do clube ficando assim ligado a um livro que será seguramente marcante na História do Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

sábado, dezembro 18, 2021

Palácio dos Papas, Avinhão

Farol de St Augustine, Florida, EUA

Carneiro Selvagem

39

Não tenho acompanhado de perto (nem de longe...) o trigésimo nono congresso do PSD.
Tempos houve em que era "cliente" habitual dos mesmos (participei em 24) mas depois de 2018 a roda da vida política desandou e obviamente nunca mais fui a nenhum nem sequer prestei grande atenção aos directos televisivos.
Com este em Santa Maria da Feira, onde curiosamente em 1996 fui pela primeira vez eleito para o Conselho Nacional, tem acontecido mais ou menos o mesmo e o acompanhamento cinge-se aos telejornais apenas e só.
Ainda assim deu para saber que Carlos Moedas foi o mais ovacionado no dia de hoje, que Luís Montenegro e Paulo Rangel fizeram apelos à unidade, que Miguel Pinto Luz falou do partido com alguma profundidade e que Rui Rio não quis comentar declarações de António Costa num evento da JS.
Nada de surpreendente em qualquer dos casos.
Ainda assim percebe-se, sem que a sondagem agora divulgada que dá empate técnico entre PS e PSD influa na minha opinião, que está no ar a possibilidade de o PSD vencer as próximas eleições legislativas porque as directas deram-lhe, realmente, um alento e uma dinâmica que até então não existia.
Sendo certo que de vencer eleições a ter condições para formar governo vai uma distância às vezes intransponível como Pedro Passos Coelho bem poderá atestar.
Na eleição dos orgãos nacionais se perceberá até que ponto a unidade será valorizada e depois se esta dinâmica positiva que se sente terá expressão prática na corrida eleitoral até 30 de Janeiro e especialmente nesse dia.
Depois Falamos.

Talento

Lewis Hamilton é seguramente um dos maiores pilotos da história da fórmula um e os seus sete títulos mundiais assim o atestam porque ninguém ganha sete campeonatos, mesmo em condições muito favoráveis, sem ter imenso talento.
Agora que as condições favoráveis existem isso é inegável.
Desde logo porque conta com o melhor carro e o Mercedes tem sido nestes últimos anos melhor ou até muito melhor que a concorrência permitindo aos seus pilotos, e nomeadamente a Hamilton, uma clara vantagem sobre a concorrência.
E depois a falta de concorrência que de facto dê outra competividade ao campeonato.
Agora com Max Verstappen, novo campeão mundial,  as coisas mudaram mas nos anos anteriores quase se pode dizer que Lewis Hamilton correu sozinho face à inexistência de quem com ele pudesse disputar o título.
Sebastien Vettel atravessa uma prolongada crise, Fernando Alonso já não é o piloto que ganhou dois mundiais (nem tem carro para isso), Kimi Raikkonen terminou esta época uma carreira que nos ultimos anos foi discreta e para lá destes três ex campeões do mundo existem pilotos prometedores ( Charles Leclerc, Lando Norris, Carlos Sainz, etc) mas que ainda não estão à altura de disputarem o título mundial.
E por isso quando olhamos para esta fotografia que nos lembra o tempo em que Senna, Prost, Mansell e Piquet disputavam nas pistas o triunfo nas corridas e no campeonato temos de concluir que a F1 evoluiu imenso na tecnologia mas andou para trás em termos da qualidade dos pilotos com a consequente inerência na falta de interesse de muitas corridas.
Sinal dos tempos e uma saudade sem remédio desses longos anos em que o talento dos pilotos era muito mais importante, em termos de decisão de corridas, do que a qualidade e a evolução tecnológica das máquinas.
Depois Falamos.

Pica Peixe

Castelo de Walzin, Bélgica

Acrópole, Atenas