
quarta-feira, junho 06, 2018
terça-feira, junho 05, 2018
Incompreensível

Após tantos anos de vida política há fenómenos que continuo a ter muita dificuldade em compreender.
Um é o autismo e outro o cometer disparates sem qualquer necessidade.
A actual direcção do PSD foi eleita em Fevereiro no congresso,que se sucedeu à vitória de Rui Rio numas directas cujo resultado deixaram o partido dividido em duas partes, pelo que se esperava que a unidade interna que potenciasse um partido mais forte fosse a primeira das suas prioridades.
É verdade que no congresso ainda houve uns arremedos de unidade, quiçá para a comunicação social ver, mas depressa foram esquecidos com a nova direcção a fazer "orelhas moucas" aos que lhe lembravam que havia uns acordos para cumprir.
O inicio de mandato não tem sido feliz.
Foi o caso Barreiras Duarte, foram os casos (ainda não terminados) Elina Fraga e Salvador Malheiro, foi a forma pouco elegante como Hugo Soares foi afastado de líder parlamentar, foi a eleição trapalhona da nova direcção da bancada, são as evidentes falhas de comunicação entre o líder do partido e o líder parlamentar, foi a trapalhada em volta da votação da eutanásia entre outras trapalhadas de que a falta de uma oposição "a sério" não é certamente a menor delas.
Mas nem valeria a penas estar aqui a falar disso, até porque o masoquismo não faz parte da minha identidade enquanto militante, não fora mais uma trapalhada, e das grandes, em que a direcção do partido se meteu sem qualquer necessidade .
Refiro-me ao desaparecimento das setas que são,desde sempre o símbolo do PSD.
As setas que representam a liberdade, a igualdade e a solidariedade e que foram importadas da social democracia alemã, na qual constituiram marca distintiva na sua luta contra o nazismo, pelos fundadores do PSD que quiseram que elas fossem o símbolo da social democracia portuguesa!
As setas que desde 1974 , a par da cor laranja, sempre foram uma forte marca identitária do partido e figuram em todos os seus documentos, materiais de propaganda e outros espaços do partido.
Pois as setas desapareceram.
Desapareceram do site do partido, desapareceram da página oficial de facebook, desapareceram das novas fichas de inscrição de militantes.
É absurdo, é um disparate, é completamente incompreensível!
É fazer desaparecer uma componente fundamental da nossa identidade e uma agressão inqualificável à nossa memória enquanto partido.
Para além da sua reposição imediata a direcção do PSD deve aos militantes não só um pedido de desculpas como também uma explicação,por patética que seja, para semelhante disparate que nada justifica.
Assim não vamos lá!
Depois Falamos.
Eutanásia

Ciclicamente a sociedade portuguesa, e por tabela os partidos
políticos que a representam em alguns orgãos de soberania, veem-se confrontados
com questões a que se convencionou chamar fracturantes e que nela causam
divisões profundas em termos de apoios e rejeições.
E Portugal, nessas matérias, é um país “engraçado” que tem tanta
facilidade em despoletar as questões e ter para elas soluções constitucionais
como a nada invejável capacidade de as decidir mal (ou nem sequer as decidir)
deixando para as gerações vindouras soluções que cabem às geraºões presentes.
Na Constituição da República Portuguesa está, desde 1976,a
regionalização.
Foi feita?
Bem se sabe que não.
Porque a essa disposição constitucional nunca correspondeu a vontade
política necessária a levá-la à prática e quando os partidos foram pressionados
pela opinião pública não arranjaram melhor solução do que convocarem um
referendo que a veio a reprovar.
Um refendo que a Constituição não exigia mas que deu muito jeito
porque alimentadas até ao limite, pelos seus adversários, as desconfianças
populares quanto a intuitos e custos ainda se deu a trágica falta de jeito dos
seus apoiantes que rapidamente se enredaram numa discussão em volta de mapas e
consequentes baronias que desacreditou a reforma de uma vez por todas.
Com a despenalização do aborto, referendada na mesma época, o
resultado foi exactamente o mesmo com o povo nas urnas a dizer não a algo a que
dez anos depois viria a dizer sim embora, se bem me lembro, sem o referendo
atingir uma participação que o tornasse vinculativo.
Pessoalmente sou a favor do referendo .
Seja quanto à regionalização, seja quanto à despenalização do aborto,
seja quanto à eutanásia.
Porque entendo, ao contrário de alguns “elitistas”, que todas as
matérias que tem a importância suficiente para merecerem ser referendadas o
devem ser dado que os portugueses sabem bem o que querem e o que não querem e
não há nada de mais legítimo que o voto popular,universal e secreto.
Vem isto a propósito da despenalização da eutanásia que o Parlamento ,
dentro da sua competência e legitimidade, chumbou na passada semana rejeitando
todos os projectos lei que a propunham e que eram todos eles oriundo dos
partidos de esquerda com excepção do PCP.
Tal como outras questões ditas “fracturantes” foi mais um processo
conduzido aos pontapés pelo PS e pelo governo apenas e só para cumprirem uma
qualquer clausula dos acordos com o Bloco de Esquerda que impunha que a
eutanásia fosse despenalizada nesta legislatura.
Com os votos contra de PCP e CDS garantidos os proponentes dos
projectos lei (PS, BE, Verdes e PAN) precisavam que a bancada do PSD lhes
garantisse determinado número de votos para que a aprovação fosse um facto.
Tiveram azar.
Porque não só não atingiram esse número de votos como ainda houve dois
deputados socialistas que se juntaram aos votos contra e ajudaram a
inviabilizar a aprovação dos projecto lei.
Não tenho qualquer dúvida, até porque falei com alguns, que vários
deputados do PSD favoráveis à despenalização da eutanásia votaram contra apenas
como forma de rejeitarem a falta de ponderação e sensatez com que PS e BE
trataram do assunto com a complacência do governo que nunca pensou que o “arranjinho”
corresse mal.
Mas correu.
E por isso nas votações da passada semana quem sofreu pesada derrota
foi o PS (e o governo) e não a despenalização da eutanásia que acabará por
acontecer , desejavelmente na próxima legislatura, esperando-se apenas que no
corolário de um processo bem conduzido e não fruto de um qualquer arranjo
conjuntural.
Pessoalmente, já o afirmei várias vezes, sou convictamente favorável à
despenalização da eutanásia.
Mas como em todos os processos que em que a Vida seja parte (como na
despenalização do aborto por exemplo) defendo que as coisas devem ser feitas
com calma, ponderação, sensatez e proporcionando às pessoas o máximo
esclarecimento possível.
Sem pressas mas também sem adiar para as calendas gregas como a
regionalização.
E por isso entendo que os deputados que votaram contra a
despenalização deram aos partidos todos e à própria sociedade uma oportunidade
de as coisas da próxima vez serem bem feitas ao contrário das precipitações que
enfermaram o processo terminado na passada semana no Parlamento.
Faltam sensivelmente quinze meses para as eleições legislativas.
Há tempo e mais que tempo de lançar um debate nacional sobre a
eutanásia, com sessões de esclarecimento, seminários, conferências e o que mais
quiseram e acharem oportuno para que todos os portugueses possam ter acesso ao
máximo de informação.
Há tempo para os próprios partidos definirem posições sobre o assunto,
especialmente PSD e PS porque todos os outros já as definiram, e o incluírem se
assim entenderem nos seus programas eleitorais.
Há tempo, finalmente, para depois de tudo isso se realizar um
referendo nacional em que os portugueses livremente se pronunciem sobre a
matéria.
Há tempo.
Haja vontade...
P.S. Por mim defenderei sempre, e com toda a convicção, a
despenalização da eutanásia.
Devidamente regulamentada, exigente nos requisitos para ser aplicada,
sempre dependente da vontade expressa do doente que a ela se queira submeter.
Considero-a uma questão do foro individual de cada um sobre o qual
apenas o próprio deve ter jurisdição.
segunda-feira, junho 04, 2018
Campeão? Duvido!

O meu artigo desta semana no zerozero.
Faltam dez curtos dias para começar na Rússia o maior evento
desportivo a nível de todo o mundo e que apenas tem comparação, em termos de
mediatismo e audiências, com os Jogos Olímpicos.
Refiro-me como está bom de ver ao campeonato mundial de futebol.
Conhecidos os participantes, feito o sorteio dos grupos, divulgadas as
convocatórias das trinta e duas selecções apuradas é tempo agora de se realizarem
os últimos jogos de preparação antes de a 14 de Junho as equipas de Rússia e
Arábia Saudita darem o aguardado pontapé de saída da prova.
Naturalmente que antes de a bola rolar é também tempo de fazer
previsões, avaliar hipóteses e dar palpites sobre quais são as selecções
favoritas a levantarem o mais cobiçado troféu do mundo do futebol.
Para este Rússia 2018 é óbvio que não se foge a essa regra e desde os
simples adeptos às casas de apostas todos procuram adivinhar, porque neste
momento é disso que se trata, quem será a mais forte das selecções e portanto
aquela que terminará a competição em primeiro lugar.
Noutra oportunidade, mais para a frente, também aqui deixarei a minha
previsão mas por agora quero apenas falar da selecção portuguesa e daquelas que
poderão ser as suas ambições neste mundial procurando nesta análise despir a
camisola de adepto e acentuar tanto quanto possível o rigor analítico.
Primeiro dado, e absolutamente objectivo, é que Portugal chega à
Rússia como campeão europeu em título o que lhe dá o direito de ser olhado como
uma das mais fortes equipas presentes (o que é acentuado pelo quarto lugar no
ranking da FIFA) e deixa alguma expectativa quanto à sua prestação.
Transforma-o isso num favorito à conquista do Mundial?
Não.
E num candidato?
Muito dificilmente.
A verdade, a minha verdade para ser claro, é que considero que
Portugal não tem hoje uma selecção que lhe permita ombrear e vencer algumas das
outras que ostentam,elas sim, o estatuto de favoritas quer pelo seu histórico
quer, essencialmente, pelo valor dos seus jogadores.
Costuma-se dizer, com alguma razão, que o Mundial é o Europeu mais o
Brasil e a Argentina em termos de grandes selecções do futebol mundial o que
corresponde à verdade com a devida licença do Uruguai e dos seus dois já
remotos títulos mundiais.
E se olharmos para esse panorama de grandes selecções vemos que existe
de facto um grupo delas que está acima de Portugal em termos de valor absoluto
e que é constituído pelas duas referidas equipas sul americanas mais os bem
europeus Alemanha, Espanha e França que constituem do meu ponto de vista o
quinteto de grandes favoritos a venceram a prova.
Depois...depois há outras equipas que num cenário favorável podem
aliar o valor próprio aos caprichos de um sorteio “amigo” que lhes permita
assumirem uma candidatura que à partida não seria considerada como provável.
E ,aí sim, podemos falar de selecções como Portugal, como Inglaterra,
como Bélgica ou até a Rússia que poderá
beneficiar da tradicional “simpatia” dos poderes ocultos da FIFA pelas
selecções organizadoras dos campeonatos.
Para se ganhar um Mundial é necessário um bloco de jogadores de alta
qualidade, repartido por todos os sectores do terreno, a que depois a presença
de (pelo menos)uma super estrela pode dar o toque de Midas necessário a
conseguir fazer a diferença para os outros competidores.
Mas há casos em que o bloco de jogadores de alta qualidade, sem super
estrelas, foi suficiente para vencer o título e bastará recordar os dois
últimos mundiais para constatar que assim é quando grandes selecções de Espanha
e Alemanha saíram vencedoras.
Mas dificilmente uma super estrela, por si só, pode transformar uma
boa equipa num campeão mundial.
Sem recuar aos primórdios do futebol direi que ao longo dos vinte
mundiais já disputados apenas em duas ocasiões a super estrela foi suficiente
para levar ao colo uma boa equipa até á conquista do título superiorizando-se
assim a adversários mais fortes enquanto colectivos.
Garrincha em 1962 no mundial do Chile e Maradona em 1986 no mundial do
México!
Em 1962 um Brasil sem Pelé, que se lesionou no segundo jogo, e com boa
parte dos campeões de 1958 já veteranos valeu-se do talento fenomenal de Mané
Garrincha para ser campeão o mesmo acontecendo com a boa (mas apenas isso) selecção argentina em que
um Maradona no auge da carreira fez a diferença face à concorrência.
Mas também há muitos casos em que a super estrela, mesmo rodeada de
boas equipas, não conseguiu vencer o Mundial.
Pelé e Eusébio em 1966, Cruijff em 1974, Zico em 1982, Maradona em
1990, Ronaldo em 1998, Cristiano Ronaldo e Leo Messi em 2010 e 2014 são alguns
dos exemplos que ilustram essa impossibilidade-
E o “problema” de Portugal é precisamente esse.
Tem a super estrela, tem em seu torno uma equipa de boa qualidade, mas
não me parece que seja o suficiente para ganhar o Mundial porque no actual “vinte
e três” de Portugal são muito poucos os jogadores em que se “vê” um campeão
mundial.
Para lá da super estrela, cinco vezes considerado o melhor do mundo e
outras cinco o segundo melhor, veem-se poucos jogadores que possam formar a “guarda
de honra” necessária a construir um candidato a vencer o Mundial.
Pepe e Quaresma são os mais categorizados e “cabem” num campeão do
mundo mas são jogadores trintões que com o avançar da prova terão cada vez
maior dificuldade em recuperarem fisicamente.
Rui Patrício também (veremos como chega ao Mundial com todos os
problemas que tem em Alvalade) e Bernardo Silva poderá aproveitar este Mundial
para se afirmar definitivamente no primeiro plano do futebol mundial tal como
Raphael Guerreiro se ultrapassar a falta de jogos com que chega à Rússia.
Depois há os prometedores Gelson e Gonçalo Guedes, o valor seguro de
João Mário, Moutinho, William, Adrien,Fonte , Cédric e Manuel Fernandes os
emergentes Ricardo Pereira , André Silva e Bruno Fernandes, os estreantes Mário
Rui e Rúben Fernandes, o veteranissimo Bruno Alves e os guarda redes Anthony
Lopes e Beto que completam a selecção.
Uma boa equipa mas “curta” para campeão do mundo.
Se por qualquer arte mágica neste lote se pudessem integrar alguns dos
melhores do Euro 2004 ( Figo, Rui Costa, Ricardo Carvalho, Deco, Pauleta,
Maniche, Jorge Andrade, Costinha)com a idade que tinham nessa altura então não
teria duvidas em afirmar que Portugal era não só candidato mas também um dos
maiores favoritos.
Infelizmente não é possível.
E por isso, tal como em França, há que ir jogo a jogo para ver até
onde é possível chegar.
Sendo certo que ultrapassar a fase de grupos é obrigatório e depois
vai depender de quem nos for saindo em sorte sendo certo que nos oitavos de
final teremos pela frente o Uruguai ou a Rússia salvo se o “faraó” Salah
conseguir o milagre de classificar o Egipto num dos dois primeiros lugares do
grupo A.
Ultrapassada essa fase, que creio estar ao nosso alcance pese embora o
“perigo” russo (pelas razões atrás citadas), nos quartos de final teremos muito
provavelmente o encontro com França ou Argentina , se a lógica não for neste
caso uma batata, e aí saberemos de facto o que podemos ambicionar.
Mas uma coisa de cada vez.
E não sendo, do meu ponto de vista,
favorito e dificilmente candidato Portugal será certamente uma selecção
ambiciosa e crente nas suas possibilidades tal como aconteceu no último
Europeu.
E, quem sabe, isso pode ser meio caminho andado para uma boa surpresa.
domingo, junho 03, 2018
Bom Ensaio

Portugal fez ontem um bom ensaio para o Mundial no jogo de preparação com a Bélgica disputado no estádio Rei Balduíno em Bruxelas.
Os belgas são hoje uma das mais fortes selecções europeias, ocupam o terceiro lugar no ranking FIFA (antes de Portugal que é o quarto), e vão à Rússia com a legítima ambição de chegarem muito longe na competição face aos valores individuais e ao forte colectivo de que dispõe.
Era pois um jogo de elevado grau de dificuldade, equiparável ao que vamos ter já a "doer" com a Espanha, e por isso a exibição e o resultado são de molde a transmitirem confiança à nossa selecção dada a exibição realizada que lhe permitiu ser a que mais perto esteve de vencer a partida.
Ainda sem Ronaldo (com ele provavelmente teríamos vencido) e Rui Patrício este jogo terá resolvido algumas dúvidas a Fernando Santos embora, curiosamente, talvez lhe tenha criado uma dúvida que ele não tinha o que é positivo.
E essa nova dúvida tem precisamente a ver com a baliza face à qualidade da exibição de Beto, evidenciando excelente momento de forma física e psíquica, que contrasta com um Rui Patrício que chegará à selecção fragilizado pelos conturbados tempos que tem vivido em Alvalade e sem que se saiba qual é o seu estado de forma actual.
Provavelmente o selecionador optará pelo habitual número um mas acredito que o jogo de ontem lhe tenha mexido um pouco com as ideias.
Quanto às duvidas desfeitas creio que Pepe e Fonte serão os centrais que vão iniciar o Mundial (Pepe era indiscutível mas Fonte terá garantido ontem o lugar), Raphael Guerreiro será o lateral esquerdo , no meio campo William Carvalho e João Moutinho estarão no "onze" e João Mário é muitíssimo provável que os acompanhe e na frente Ronaldo tem lugar cativo e Bernardo Silva também me parece que sim.
Então com Rui Patrício,Pepe,Fonte, Raphael, William,Moutinho,João Mário, Ronaldo e Bernardo praticamente certos que falta decidir?
O lateral direito e o terceiro homem do ataque.
Para a lateral a disputa resume-se a Cédric e Ricardo Pereira sendo neste momento impossível dizer qual a opção. Cédric tem mais experiência e esteve no Euro 2016 mas Ricardo é mais completo e garante uma maior equilíbrio na qualidade com que defende e ataca.
O jogo com a Argélia esclarecerá,ou não, esta questão.
Quanto ao terceiro homem do ataque a lógica aponta para André Silva que é ponta de lança de raiz (e foi o segundo melhor marcador português na fase de apuramento) e permite a Ronaldo,com quem se entende na perfeição, jogar como mais gosta vindo da esquerda para o centro.
Mas por vezes os treinadores tem a tentação de fixar Ronaldo no centro (onde rende menos) para dar entrada a outro extremo e aí quer Gelson Martins quer Quaresma podem ter uma palavra a dizer sem esquecer as boas indicações dadas por Gonçalo Guedes nesta partida e que podem levar o seleccionador a optar por ele numa versão de ponta de lança menos fixo na área.
Ainda há mais um jogo de preparação e será a ultima oportunidade para Fernando Santos esclarecer as suas duvidas.
Depois Falamos.
sexta-feira, junho 01, 2018
Han Solo
Como velho entusiasta de "Star Wars", que viu e reviu sei lá quantas vezes cada um dos filmes até hoje exibidos, é um alvoroço sempre que sai um novo filme da mais famosa saga da História do cinema.
Projectada inicialmente por George Lucas para nove filmes ( e espero que assim se mantenha) a saga conheceu numa primeira fase os episódios IV-V-VI a que se seguiram posteriormente os I-II-III e mais recentemente os episódios VII e VIII faltando portanto o IX para o seu fim.
Entretanto os direitos foram comprados pela Disney, o maior gigante mundial de entretenimento, que para além de levar a saga para espaços próprios nos seus fabulosos parques de diversões entendeu ainda rentabilizá-la o mais possível produzindo filmes paralelos,digamos assim, com personagens e acontecimentos de "Star Wars".
Foi assim que em 2016 lançou "Rogue One" cronologicamente situado entre os episódios III e IV, e que é um excelente filme diga-se de passagem, que gira em volta do roubo dos planos da estrela da morte pela aliança rebelde e na semana passada foi a vez de "Han Solo" (também situado entre os episódios III e IV)em que uma das mais carismáticas personagens da saga é apresentada no período imediatamente anterior à sua integração na história de "Star Wars".
Tinha lido, nomeadamente nas redes sociais, alguns receios sobre a qualidade do filme e a sua fidelidade ao enredo de "Star Wars" e ao personagem "Han Solo".
Uma vez visto o filme os receios dissiparam-se porque na linha de "Rogue One" é uma excelente história paralela ,com uma boa ligação à saga,e na qual é composto um personagem "Han Solo" que não sendo o "Han Solo" de Harrison Ford é ainda assim perfeitamente coerente com o que conhecemos dos episódios IV,V,VI e VII.
Um bom filme, portanto, que nenhum entusiasta de "Star Wars" deve perder.
Esperemos,isso sim, é que a Disney não abuse do filão.
Depois Falamos.
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