quarta-feira, dezembro 10, 2014

Toledo, Espanha


Marta


Cinco Baixas





Quatro são absolutamente certas.
André, Hernâni, Bruno Gaspar e Álvez.
Mas também Bouba, que terminara o jogo em Braga denotando grandes dificuldades , parece estar em sérias duvidas para a próxima jornada o que pode obrigar Rui Vitória a fazer cinco alterações (meia equipa) relativamente ao onze titular da ultima jornada.
É muito, preocupa, mas não é dramático porque dentro do velho principio do grande Quinito (não joga o Quim, joga o Zé) há alternativas e com valor dentro do grupo de trabalho.
Como já houve para Moreno, Defendi e Douglas.
Começando por Bruno Gaspar a sua substituição pode passar por Plange (que me parece ser a opção mais provável) ou por Amorim já recuperado de uma longa lesão.
Bouba, se  se confirmar a impossibilidade, tem em Cafu um substituto perfeitamente à altura pelo que em relação a este dois lugares não me parece que existam especiais preocupações.
Já com André é diferente.
É o capitão, está num excelente momento, e toda a equipa gira em volta dele e da sua liderança dentro do terreno de jogo pelo que a sua ausência se reveste de alguma delicadeza.
Para o substituir existem várias possibilidades.
Cafu, numa perspectiva mais "conservadora" (mas só se Bouba puder jogar) face aos problemas que o contra ataque do Rio Ave pode causar, Bruno Alves que é o mais "parecido" com André na forma de jogar e no posicionamento em campo ou Crivellaro numa perspectiva mais ofensiva mas aí será preciso encontrar espaços para ele e Bernard poderem coexistir nas mesmas zonas do terreno.
O que poderá ter influência na escolha de quem vai substituir Hernâni.
À partida parece que Caiado estará na calha mas a opção pode passar por colocar Bernard na direita e aí sim dar lugar no meio campo a Bruno Alves e Crivellaro.
Ou então (mas aí parece-me uma solução mais...radical) colocar Tomané sobre a direita e dar uma oportunidade a Areias como ponta de lança mantendo Bernard no sitio habitual e optando entre Bruno Alves ou Crivellaro.
É pela substituição de Hernâni que, de facto, passam as maiores interrogações dada a forma como ela pode influencias as mexidas na restante equipa.
Quanto a Álvez terá em Tomané o substituto natural excepto naquela opção "radical" (mas curiosamente a que mais me agrada) de dar uma oportunidade a Areias e colocar Tomané numa posição onde até me parece render mais.
Há outros nomes que poderiam ser considerados nesta equação (Gui, Ricardo Gomes, Moreno e...Barrientos) mas parecem-me muito pouco prováveis.
Por isso, em jeito de antevisão, vou deixar aqui duas equipas partindo do principio de que serão cinco as ausências.
A que me parece mais provável e aquela que eu, adepto de bancada gostaria de ver.
A mais provável: Assis, Plange, Josué, João Afonso, Traoré, Cafu, Bernard, Crivellaro, Caiado,Tomané e Alex.
A "minha": Assis,Amorim,Josué,João Afonso,Traoré, Cafu,Bruno Alves, Crivellaro, Bernard, Areias e Tomané.
Domingo se saberá qual das duas está mais perto da realidade.
Depois Falamos

terça-feira, dezembro 09, 2014

Racismo Não !

A luta contra o racismo deve ser uma causa de todos.
Porque o racismo fere a dignidade da pessoa e deixa vir ao de cima o que há de pior em termos de baixos instintos de quem o perfilha.
O futebol, dada a sua exposição mediática e a participação multiracial de que se reveste, tem sido nos últimos anos um veiculo privilegiado (dispensável privilégio...) de afirmação dos racistas e daqueles que usam o racismo como forma de afirmação pessoal ou politica,
Muitas das vezes por razões que nada tem a ver com o futebol.
Por isso, e muito bem, a UEFA e a FIFA tem nos ultimos anos  desenvolvido campanhas firmes contra o racismo a parte de severos castigos para aqueles que o utilizam como forma de expressão sejam jogadores, treinadores ou adeptos sendo que neste ultimo caso são os clubes e federações a serem punidos pelos desmandos dos seus teóricos apoiantes.
É assim que tem sido e é assim que deverá continuar a ser.
Em Portugal, talvez pela nossa tradição multisecular de integração de raças, o racismo no futebol nunca teve qualquer expressão nem se assumiu como fenómeno minimamente preocupante especialmente se comparado com o que sucede noutros paises.
Acontece que o que se passa lá fora é muito copiado cá dentro (e então se forem hábitos e práticas reprováveis tem sucesso garantido)e por isso nos ultimos anos o outrora menos que residual fenomeno do racismo começou a ganhar uma indesejável dimensão.
Quer nos cânticos dos adeptos quer em atitudes entre jogadores.
E a este reprovável fenómeno não escapa quase nenhum clube.
Recentemente, por causa de cânticos racistas da sua diminuta claque, o Nacional da Madeira foi castigado com a realização de um jogo à porta fechada pelo que é previsivel que clubes com muito mais adeptos venham a sofrer idênticos castigos se a Justiça desportiva for igual para todos nesta grave questão e não distinguir entre filhos e enteados como faz em questões de menor relevância.
E é preciso que se diga com clareza que nesse aspecto também há adeptos do Vitória que tem de mudar de comportamentos quanto aos jogadores adversários.
Mas este texto de hoje tem a ver com casos concretos acontecidos no passado fim de semana.
Em que jogadores do Vitória foram alvo de insultos racistas por parte de companheiros de profissão e de cânticos racistas por parte de alguns adeptos do Braga.
Audiveis e visiveis no estádio e na televisão.
E isso não pode passar em claro. 
Porque é muito mais grave do que as afirmações imbecis de um malcriado que não irá longe na profissão treinador e condutor de homens.
E por isso entendo que o Vitória devia apresentar uma queixa ás mais altas instâncias do futebol (FPF e LPFP) e ao Conselho Nacional contra a Violência no Desporto juntando provas documentais dessas agressões racistas contra os seus jogadores.
É o minimo que pode fazer na defesa da dignidade dos seus profissionais e na assumpção de uma luta contra o racismo que é obrigação de todos.
Depois Falamos.

P.S. Devo dizer com igual clareza que o papel dos dirigentes do Vitória (na minha concepção do que é ser dirigente do Vitória) não é responderem a afirmações de funcionários do adversário.
Dirigentes respondem a dirigentes e funcionários a funcionários.
Preferia ouvi-los falar dos prejuízos que as arbitragens nos causam, de questões graves como esta do racismo  ou da dualidade de critérios dos orgãos disciplinares do futebol sempre em nosso desfavor.
Porque aí sim é que os interesses do Vitória são claramente posto em causa.
O resto são "fait divers" que apenas servem para entreter.
E distrair....

Lendas da B.D.- Wolverine


Castelo de Hohenschwangau, Alemanha


segunda-feira, dezembro 08, 2014

O Nosso 14



Como muito bem lembrou Rui Vitória do onze inicial do Vitória apenas André tinha estado presente no jogo da passada temporada.
E isso "paga-se" em termos de falta de experiência precisamente o factor que terá impedido a equipa vitoriana de alcançar o triunfo perante um Braga com alguns bons jogadores mas sem colectivo nem futebol compatível com as aspirações que parece ter.
O que não invalida que a equipa tenha feito uma boa exibição e sido,uma vez mais,superior ao adversário
Individualmente:

Assis: Um jogo mais tranquilo do que estaria à espera mas em que foi decisivo em duas ocasiões a evitar golos "cantados" do adversário. Logo no primeiro minuto a desviar para canto um livre muito perigoso e depois com uma defesa espantosa a remate quase à queima roupa de Rafa. O resto, que não foi muito, fê-lo com total segurança. Mais um jogo sem sofrer golos e mais uma "bofetada" de luva branca aos que persistem em não lhe reconhecer o seu justo valor.
Bruno Gaspar: Um belo jogo. Bem a defender, pese embora ter "levado" com o melhor jogador bracarense, e pujante a atacar formando com Hernâni um belo flanco direito. Cada vez tenho mais pena que seja emprestado e não jogador nosso.
Josué: Uma exibição tranquila e em que transmitiu tranquilidade. Fez bem feito o que tinha para fazer. Cada jogo que passa mostra que era exactamente de jogar que precisava para uma afirmação definitiva.
João Afonso: Tal como Josué fez um jogo sem problemas de maior. É certo que o jogador mais adiantado (chamar-lhe avançado é capaz de ser exagero...) do Braga também não incomodou mas no não complicar também há muito mérito.
Traoré: Também ele fez um bom jogo. Certo a defender e sempre disponível para atacar. Viu um amarelo "bárbaro" em resultado de uma simulação trapalhona de Pardo na qual Xistra viu uma falta(e perigosa...)  e mostrou um cartão sem qualquer fundamento.
Bouba: Jogou dentro do que lhe é normal. Discreto e eficaz. Pela sua zona de influência nunca o adversário encontrou espaços.
André: Mais uma grande exibição. Defendeu, atacou, distribuiu jogo, meteu o corpo quando era necessário. Foi uma exibição tão boa que a estendeu à "flash interview" em que assumiu a pose de verdadeiro capitão. Também viu um amarelo forçado no critério "caseirinho" de Xistra.
Bernard: Fez o melhor remate de todo o jogo fazendo a bola esbarrar no poste com estrondo. Algumas boas iniciativas, no seu estilo enleante, numa exibição globalmente positiva.
Hernâni: Era o mais temido dos vitorianos e isso viu-se na forma como foi vigiado durante todo o jogo. O que não o impediu de várias iniciativas perigosas numa das quais com o guarda redes batido foi o central que evitou o golo que parecia certo. Foi expulso por acumulação de amarelos, sem nada a obstar quanto ao critério do árbitro nesse caso, mas no segundo foi ingénuo.
Álvez: A relativa surpresa no onze inicial. Apenas 20 minutos em campo que pareciam apontar para uma boa exibição.
Alex: Tacticamente culto, muito disciplinado no posicionamento em campo, foi mais eficaz a defender do que a atacar. Ainda assim teve a primeira grande oportunidade do jogo mas não conseguiu fazer o golo.
Tomané: Entrou a substituir o lesionado Álvez e não regateou,como sempre, esforços. Não teve oportunidades de visar a baliza.
Cafu: Substituiu Alex com a missão de reforçar o meio campo e cumpriu sem problemas.
Plange: Quando se aguardava a entrada de Crivellaro a expulsão de Bruno Gaspar obrigou Rui Vitória a mudar os planos e a fazer entrar Plange. Sem tempo para qualquer evidência.
Não foram utilizados Miguel Oliveira, Chemman, Crivellaro e Caiado.
Depois Falamos

Parque do Retiro, Madrid


Papagaio


Imagens do Braga-Vitória









                                   







domingo, dezembro 07, 2014

Excelente Jogo

Foi um derbi digno desse nome.
Intenso, disputado, com resultado incerto até ao fim e bem jogado especialmente na primeira parte que teve momentos de excelente futebol.
Teve também as suas polémicas mas disso falaremos mais adiante.
Há 15 dias em Guimarães , para a Taça, ganhara o Braga mas jogara bem melhor o Vitória e o resultado foi completamente injusto como reconheceu quase toda a gente com excepção daqueles que como o treinador do Braga tem notórias deficiências a vários níveis.
Hoje o jogo foi bem mais equilibrado.
Mas mesmo assim a haver um vencedor teria de ser o Vitória porque foi a equipa que mais oportunidades flagrantes construiu durante os 90 minutos.
Nomeadamente um remate à trave de Bernard, um remate de Hernâni salvo em cima da linha por um defesa e um remate de Alex defendido in extremis pelo guarda redes bracarense.
Na outra baliza apenas uma espantosa defesa de Assis a remate de Rafa e um livre no primeiro minuto que o mesmo Assis sacudiu para canto.
Por isso considero que a haver um vencedor só podia ser o Vitória mas o resultado acaba por ser justo porque em boa verdade o equilíbrio foi a nota dominante num bom jogo de futebol.
Quanto á arbitragem é preciso separar as duas partes do jogo.
Na primeira um excelente trabalho de Carlos Xistra sem qualquer reparo a fazer.
Na segunda parte já não.
Parece que o intervalo lhe fez mal (não sei se lhe meteram fotografias por baixo da porta...) e voltou para uma segunda parte "caseirinha" em que teve várias decisões erradas sempre a favorecerem o Braga e a prejudicarem o Vitória não só neste jogo como para a próxima jornada.
Nada a opor ás expulsões por segundo amarelo de Hernâni (foi ingénuo ao levantar-se e "crescer" para o adversário) e de Bruno Gaspar mas muitas queixas na dualidade de critérios com que mostrou outros amarelos.
Nomeadamente a André ,que à primeira falta foi amarelado enquanto esse critério não foi seguido com jogadores do Braga, mas essencialmente com a tremenda injustiça dos amarelos a Traoré (não fez qualquer falta) e a Tomané (que sofreu falta e ainda foi punido) em dois lances em que inventou um livre perigoso contra o Vitória e perdoou idêntico castigo ao Braga em sítio bem perigoso.
Se a isso somarmos um livre perigoso perdoado ao Braga por falta sobre Bernard e um fora de jogo inexistente a Hernâni num lance em que se podia isolar percebe-se bem que houve uma amostra de "Xistrema" felizmente insuficiente para influenciar o resultado.
Não foi o resultado que o Vitória queria e merecia mas creio que a equipa e Rui Vitória estão de parabéns por mais uma boa exibição e um resultado que considero como bem positivo.
E aguardo com muita expectativa a próxima jornada. 
Podemos voltar ao segundo lugar ou ficarmos a um ponto de Porto e Benfica dependendo do resultado entre eles.
Mas para isso temos de ganhar ao Rio Ave.
O que com maior ou menor dificuldade acontecerá estou certo.
Depois Falamos.

P.S. Se no relvado fomos superiores nas bancadas os adeptos vitorianos foram muitíssimo superiores na forma como apoiaram a equipa.

Castelo de Wernigerode, Alemanha


Escusado!

Uma coligação entre dois partidos não é evidentemente fácil de fazer e muito menos de gerir durante os anos em que se mantém.
Pessoas diferentes, ideologias diversas, eleitorados com interesses nem sempre comuns tudo contribui para que se exija aos principais protagonistas dos partidos coligados uma enorme sensatez, grande inteligência e imensa tolerância.
Em Portugal os exemplos de sucesso são raríssimos.
Em termos pré eleitorais apenas a AD de Sá Carneiro/Freitas do Amaral/Ribeiro Telles resultou.
E resultou enquanto Sá Carneiro foi vivo porque após Camarate, e a ascensão à liderança de Pinto Balsemão, rapidamente deu para o torto e acabou em eleições antecipadas.
A FRS constituida pelo PS/UEDS/ASDI foi um rotundo fracasso e dissolveu-se logo após a derrota eleitoral.
Quanto a coligações pós eleitorais o cenário ainda parece pior.
A coligação PS/CDS pouco durou.
O famigerado Bloco Central (PS+PSD) acabou em eleições antecipadas ao fim de dois anos após Cavaco Silva ascender á liderança do PSD e dizer claramente não à forma como Soares liderava o governo.
Restam as coligações entre PSD e CDS formadas depois de eleições para obter maiorias parlamentares.
A de 2002, liderada por Durão Barroso e depois Santana Lopes,  correu bem até à"golpada"de Jorge Sampaio e a consequente dissolução do parlamento e marcação de eleições antecipadas a que o CDS não quis ir em coligação com o PSD seu parceiro de governo.
A actual, com altos e baixos,tem sobrevivido aos infortúnios e parece (parece...) capaz de chegar ao fim da legislatura o que será uma absoluta novidade em termos de coligações deste género.
E isso deve-se, essencialmente, à sensatez de Pedro Passos Coelho e à infinita paciência do PSD perante as pequenas(uma não tão pequena como isso), mas constantes, "bicadas" que o seu parceiro de coligação persiste me lhe dar em todas as oportunidades que se lhe deparam.
Sem precisarmos de grandes esforços de memória recordamos a "demissão irrevogável" (a tal "grande bicada") , os episódios narrados no recente livro do ex ministro Álvaro Santos Pereira, o recente "fait divers" da pretendida reposição de feriados ou a forma como ao longo destes anos de coligação o líder do CDS nunca se eximiu a criticar violentamente o governo regional da Madeira liderado pelo PSD.
Que em 2011 afirmou ser(Alberto João Jardim) igual a Sócrates (um comparação que com o passar dos anos ganhou gravidade acrescida)e esta semana , no congresso regional do CDS, acusou de ter arruinado a região autónoma.
Ora isto é inaceitável entre dois partidos que estão coligados.
É certo que apenas no continente e não nas regiões autónomas.
Mas então seria pedir muito ao líder do CDS que tivesse um comportamento idêntico ao do líder do PSD?
Que deixa a politica partidária da região autónoma a cargo do PSD/Madeira, sem nela se imiscuir, não afrontando lá o partido com quem está coligado cá.
É a postura correcta de quem tem sentido de Estado.
Agora estas atitudes do líder do CDS, permanentemente com um pé na coligação e o outro sempre a escorregar para fora dela, é que me parecem perfeitamente escusadas.
Porque enfraquece a coligação, lança duvidas na solidariedade entre partidos, não é aceitável pelos militantes do PSD e hostiliza um eleitorado fundamental para quem quer vencer as legislativas de 2015.
Porque, e já o disse noutro contexto, se PSD e CDS forem coligados em 2015 (do que francamente duvido cada vez mais) uma grande votação na Madeira é importante para vencer as eleições.
Se alguém põe isso em causa é porque não percebe nada de aritmética eleitoral ou...não quer ganhar as eleições!
Depois Falamos

sábado, dezembro 06, 2014

Os Alertas

Sou de um tempo em que só havia RTP.
Um só canal e cujas emissões começavam por volta das 19.00h.
Depois, passados uns anos, começaram com as emissões da hora de almoço que começavam por volta do meio dia e duravam até ás 15.00 após o que encerravam para só reabrirem novamente ao fim da tarde.
Recordo que a emissão da hora de almoço constava de um noticiário e a emissão de séries por episódios que prendiam a atenção dos telespectadores de uma forma notável para a época e para a falta de hábitos televisivos.
Recordo "Flipper", " A Família Partridge", "Viver no Campo", "Uma Mãe para Eddie" como algumas dessas séries de hora de almoço.
À noite a programação era mais variada mas tinha dois programas obrigatórios.
O Telejornal logo seguido do Boletim Metereológico.
Apresentado por nomes que se tornaram familiares aos telespectadores (na imagem Anthímio de Azevedo provavelmente o mais conhecido de todos), com recurso a quadros desenhados a giz como na imagem, falavam do tempo que tinha feito e da previsão para os dias seguintes.
Sem recurso ás tecnologias de hoje, a satélites e sites de metereologia, a verdade é que tinham uma taxa de acerto bem razoável o que os tornava num programa credível e com bastante audiência.
Hoje o que mais há é canais de televisão generalistas e por cabo.
Quase todos emitindo 24 horas sobre 24 horas mas em que o boletim metereológico desapareceu, enquanto programa autónomo, fazendo parte do telejornal.
Curiosamente com taxas de acerto na previsão do tempo que me parecem inferiores ás dos primórdios televisivos.
E até a metereologia, assunto circunspecto e com uma dignidade própria, do antigamente foi substituída por uma metereologia tipo"Correio da Manhã"  cheia de alertas e de sensacionalismo.
Todos os dias há alertas amarelos e laranjas, ás vezes vermelhos, por dá cá aquela palha.
Porque está frio, porque está calor, porque chove, porque o sol brilha.
Para hoje, por exemplo, previam um "fio polar"!
Está um sol radioso!
Que saudades do Boletim Metereológico, do TV Rural, da Bonanza.
Um tempo em que a televisão não era factor próximo de stress e de alarmismo.
Depois Falamos

Lendas da B.D. - Moça de Saturno