
Sai do CDS mas não deixa de ser democrata cristão diz Chicão a fazer lembrar aqueles que entram nas auto estradas em contra mão e acham que os que vem de frente estão todos no sentido errado e ele é que vai no sentido certo.
Este personagem absolutamente menor da política portuguesa, que apenas as agendas ocultas da comunicação social premiaram com um lugar de comentador televisivo onde, aliás, não diz nada que se aproveite deixa para a pequena história apenas duas notas de rodapé e um aviso importante para o futuro.
As notas de rodapé são o ridiculo de alguém que liderou um partido como o CDS, fundador do regime democrático e do chamado arco do governo, ser conhecido pela alcunha de "Chicão" que é, convenhamos, mais própria de um jagunço de telenovela do que de alguém que quer ser levado a sério.
E ainda o facto indesmentível de ter sido o pior líder de toda a História do CDS que reduziu à quase insignificância porque em bom rigor era impossível o eleitorado tradicional do partido rever-se em tal personagem.
Mas deixa, isso sim, um aviso importante para o o CDS e para os restantes partidos democráticos que deve ser levado bem a sério porque o que antes aconteceu num lado pode bem depois acontecer noutro.
Seja no PSD, no PS, no Chega ou na Iniciativa Liberal.
Que são os malefícios que o caciquismo partidário pode trazer para os partidos.
Porque apenas esse caciquismo, e os grupos de pressão internos que o promoveram ( ao caciquismo e a Chicão) , podem explicar porque tão mediocre personagem ganhou um congresso a um político talentoso e brilhante deputado como era e é João Almeida.
Ao menos para isso, para comprovar os malefícios do caciquismo, serviu Chicão.
Porque em bom rigor não serviu nem serve mais nada a não ser, talvez, para aportar ao Largo do Rato a ver se lhe toca qualuer coisinha um dia que o PS volte a ser poder.
Depois Falamos.
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