quinta-feira, abril 23, 2026

Revelador

A segunda mão da meia final da Taça de Portugal a disputar hoje entre Torreense e Fafe revela em si aquilo que há de melhor e de pior no nosso futebol e na nossa comunicação social.
De melhor porque é notável, e merece todo o realce, uma meia final da competição ser disputada entre uma equipa da Liga 2 e outra da Liga 3 com a consequente presença no Jamor de uma equipa que não joga no principal escalão algo que já não acontece há dezasseis anos.
Ainda por cima quando ambas as equipas fizeram percursos notáveis na competição muito especialmente  o Fafe, da Liga 3, a eliminar entre outros o Moreirense, Arouca e Sporting de Braga enquanto o Torreense eliminava o Casa Pia da primeira liga e outros, como o União de Leiria, da Liga 2.
Merecem jogar  a meia final e qualquer um deles será um justo finalista.
O que este jogo revela de pior é a comunicação social que temos.
Desde tratarem a meia final entre Porto e Sporting como uma final antecipada (algo que não existe e cujo conceito é puramente imbecil), num soberano desprezo pelos outros dois clubes, até ao facto inaceitável e profundamente condenável de a RTP, pseudo serviço público de televisão, ter transmitido os dois jogos entre Sporting e Porto e não fazer o mesmo em relação aos dois encontros entre Torreense e Fafe provando , uma vez mais, que em termos desportivos o serviço público é só para alguns.
Independentemente disso a verdade que realmente  importa é que Torreense ou Fafe estarão no Jamor para jogarem a final frente ao Sporting no dia 24 de Maio.
E convenhamos que haveria (haverá?)  uma certa justiça poética se um deles vencesse a competição.
È muito difícil, face à desproporção de forças, mas taça de Portugal é a prova em que tudo é possível.
E esta final demonstra-o uma vez mais.
Depois Falamos.

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