
O castelo de Almourol, edificado numa ilhota no meio do Tejo, é não só um dos mais belos castelos portugueses como um local com uma magia muito própria e um encantamento que se renova a cada visita.
No passado já lá estive umas duas ou três vezes e hoje lá voltei porque a Almourol volta-se sempre.
Mas na visita de hoje, para lá da beleza natural que permanece, ficou uma sensação de desilusão.
Com a limpeza do castelo que deixa a desejar com montes de lixo nalguns cantos, com a exuberante vegetação a necessitar de ser cuidada, com os cais onde acostam os barcos degradados, sem os animais que outrora andavam em liberdade pela ilhota.
E no castelo as próprias condições de seguranca, em escadarias e adarves, estão longe de corresponderem as exigências actuais com percursos francamente perigosos.
A tudo isso soma-se a inexplicável ausência, num castelo cheio de História e que começou a ser construído no século XII, de um espaço onde se possam comprar publicações sobre o castelo, sobre os Templários, sobre o papel que desempenhou e desempenharam na História de Portugal.
Nada. Nem sequer o merchandising normal neste tipo de monumentos. Nada de nada.
Inexplicável mesmo.
Espero voltar a Almourol daqui a alguns anos.
E gostaria muito de encontrar um castelo tratado como merece.
Depois Falamos.
Nota: Até o preço ( 4 euros) do bilhete de barco para duas viagens de dois minutos cada entre a margem do Tejo e a ilhota me parece algo exagerado.
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