sexta-feira, abril 10, 2026

Equação

 A equação com Donald Trump é muito simples.
Tem de ser levado a sério porque é presidente da maior potência do planeta (como lá chegou, especialmente da primeira vez, é outra história) mas não se pode acreditar numa única palavra do que diz porque é um mentiroso compulsivo com óbvios problemas cerebrais que até já preocupam o próprio partido republicano.
Bastará analisar o que tem sido as suas declarações sobre a guerra com o Irão para perceber que já são poucos, se é que há algum, neurónios a funcionarem bem.
Agora (em bom rigor há muito tempo mas piorou) resolveu embirrar com a NATO e com os países aliados porque não quiseram ajudar na reabertura do estreito de Ormuz deixando os EUA com a batata bem quente nas mãos.
Esquece-se, outro sintoma dos problemas mentais, é que não perguntou à NATO e aos aliados o que pensavam sobre a intervenção no Irão e  ignora ( a ignorância é a sua imagem de marca e nada tem a ver com os problemas mentais) que a NATO  é uma aliança defensiva que só pode intervir, no âmbito dos seus estatutos, se algum dos países que a integra for atacado o que não é manifestamente o caso.
E daí vem as ameaças das quais a mais recorrente é que os EUA sairão da NATO.
Só dá para rir.
Não só porque a saída de um país membro obedece a um conjunto de regras e prazos temporais mas também porque bem se sabe a influência e o poder da indústria de armamento americana e essa jamais quereria perder os países da NATO como clientes.
Em suma resta esperar que nas eleições intercalares de Novembro os eleitores americanos comecem a desfazer a "borrada" que fizeram com a eleição de Trump e coloquem os republicanos em minoria no Senado e na Câmara dos Representantes para restringir o mais possível os poderes de quem jamais devia ter sido presidente dos EUA.
Depois Falamos.


(Trinta dias de declarações de Trump num apanhdo de Manuel Reis no seu mural de Facebook)

28 de Fev: "Estamos a iniciar uma operação decisiva." "Isto será rápido."
2 de mar: "Prevaleceremos facilmente."
3 de mar: "Ganhámos a guerra."
7 de mar: "Derrotámos o Irão."
9 de mar: "Temos de atacar o Irão." "A guerra está a terminar quase por completo, e de forma muito bela."
12 de mar: "Ganhámos, mas ainda não ganhámos totalmente."
13 de mar: "Ganhámos a guerra."
14 de mar: "Por favor, ajudem-nos."
15 de mar: "Se não nos ajudarem, certificar-me-ei de não esquecer."
16 de mar: "Na verdade, não precisamos de ajuda nenhuma."
"Estava apenas a testar para ver quem me ouve." "Se a NATO não ajudar, sofrerá algo muito mau."
17 de mar: "Não precisamos nem queremos a ajuda da NATO." "Não preciso da aprovação do Congresso para me retirar da NATO."
18 de mar: "Os nossos aliados têm de cooperar na reabertura do Estreito de Ormuz."
19 de mar: "Os aliados dos EUA precisam de se controlar cheguem-se à frente e ajudem a abrir o Estreito de Ormuz."
20 de mar: "A NATO é cobarde." "Podemos começar a desmobilizar isto."
21 de mar: "Não o usamos, não precisamos de o abrir."
22 de mar: "Esta é a última vez. Vou dar 48 horas ao Irão." "O Irão está morto."
23 de mar: "Estamos a dar-lhes mais tempo."
24 de mar: "A guerra está a aproximar-se do fim."
25 de mar: "Ainda estamos a negociar."
26 de mar: "O Irão está a implorar pela paz." "Deram-nos um presente."
"Vamos adiar a ação." "Vamos dar-lhes mais tempo."
30 de mar : Trump diz que quer "ficar com o petróleo do Irão" e admite capturar Ilha de Kharg: "Poderíamos tomá-la com muita facilidade"

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