quinta-feira, outubro 16, 2025

Balanço Pessoal

Por vezes há também um balanço pessoal a fazer a uma eleição.
É o caso.
E tendo ficado naturalmente satisfeito com a vitória do PSD no país (sozinho e em coligações) e muito em especial com as de Carlos Moedas em Lisboa e Pedro Duarte no Porto, bem como a dos meus amigos Marco Almeida em Sintra e Luís Filipe Menezes em Gaia, havia três municípios nos quais os resultados tinham particular importância para mim desejando muito que se traduzissem em três vitórias.
Esposende, Guimarães e Cabeceiras de Basto.
Esposende onde vivo e participei activamente na campanha do Movimento "Mudança por Todos", Guimarães que é a minha terra e onde a lista da coligação "Juntos por Guimarães" era liderada pelo Ricardo Araújo de quem já aqui falara e Cabeceiras de Basto onde tenho ligações familiares e onde o trabalho do PSD (em coligação com o CDS)  liderado pelo André Gustavo Magalhães e pelo Manuel António Teixeira fui acompanhando nestes anos recentes.
Eram três objectivos difíceis. Muito difíceis até olhando à história dos últimos 30 anos.
Em Esposende o PSD liderava a câmara desde 1989, em Guimarães o PS estava no poder também desde 1989 e em Cabeceiras o poder socialista estabelecera-se em 1993.
Mas há dias "mágicos".
E o ultimo domingo foi um deles.
O Movimento "Mudança por Todos" venceu em Esposende com maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal, o mesmo aconteceu em Guimarães com uma extraordinária vitória do "Juntos por Guimarães" e em Cabeceiras de Basto a coligação PSD/CDS também venceu embora sem maioria absoluta.
Foi o pleno.
Deixarei só uma pequena nota sobre as razões pelas quais apoiando o PSD nos outros municípios apoiei e participei activamente na campanha de um Movimento que em Esposende derrotou o PSD.
Por duas razões.
A primeira é que sendo um cidadão independente não tenho qualquer obrigação perante qualquer partido e por isso apoio quem quero onde quero.
A segunda é que as autárquicas são essencialmente uma escolha de pessoas e de projectos em que as lógicas partidárias valem cada vez menos.
E em Esposende o Movimento "Mudança por Todos" tinha os melhores candidatos, as melhores ideias e os melhores projectos que se encarregou de levar junto das pessoas preocupando-se em explicar o que pretendia fazer  sem atacar os adversários, sem mentir a seu respeito, sem os caluniar nem menosprezar.
Do outro lado teve um PSD que fez uma campanha absolutamente indigna dos seus pergaminhos enquanto partido personalista e defensor de valores  e que teve do eleitorado a justa punição face à indignação que aquele tipo de campanha baseada na maldicência e em ataques pessoais gerou nas pessoas.
Em suma foi um dia eleitoralmente fantástico.
Agora terminado o tempo dos festejos é tempo de não desiludir as expectativas de quem acreditou.
Porque em Esposende, Guimarães e Cabeceiras o povo não votou na mudança para ficar tudo na mesma ou parecido.
Estou certo que Carlos Silva, Ricardo Araújo e Manuel António Teixeira estão bem cientes disso e saberão orientar as suas equipas nesse sentido.
Depois Falamos.

P.S. Numa nota ainda mais pessoal, mas que é a cereja em cima do bolo de uma eleição politicamente inesquecível, o enorme orgulho pelo facto de a minha sobrinha Mariana ter sido eleita vereadora em Oeiras nas listas de Isaltino Morais sendo uma das representantes do PSD nas mesmas.

Farol de Murano, Itália

Lago Pangong, Himalaias

Borboleta

Incómodo

Não tenho a menor dúvida que Portugal se vai apurar para o Mundial de 2026 embora tenha as maiores dúvidas sobre as suas reais possibilides de o ganhar. 
Mas isso a seu tempo se verá. 
Para já, e depois destes dois jogos com Irlanda e Hungria, confesso sentir algum incómodo perante o que vi nalguns aspectos exibicionais da nossa seleção. 
É certo que os irlandeses apenas defenderam, passaram o jogo fechados na sua defensiva e deram a Diogo Costa uma noite tranquila mas é igualmente verdade que Portugal não encontrou soluções para contornar um adversário de valor claramente inferior e apenas um improvável golo de cabeça de Ruben Neves permitiu o triunfo depois de o guardião irlandês ter defendido um penalti de Ronaldo. 
Com a Hungria, equipa bem melhor que a irlandesa, o incómodo aumentou. 
Uma defesa permeável, muito em especial nos lances aéreos, um meio campo muito rotinado no passe para trás e para o lado, extremos que não iam à linha nem por decreto (Bernardo nem tentava e Pedro Neto fintava invariavelmente para trás e tentava o jogo interior) e um enorme apagão de jogadores de quem se esperava muito mais como foram os casos do citado Bernardo e de Bruno Fernandes. 
É verdade que Portugal depois de estar a perder conseguiu dar a volta ao resultado com dois golos do "suspeito do costume" e podia ter fechado o jogo não fora dois grandes remates de Rúben Dias e Bruno Fernandes terem esbarrado no poste e uma cabeçada de Félix ter sido brilhantemente defendida pelo guardião húngaro. 
Podia ter fechado...mas não fechou. 
E depois, num velho karma nacional, viria a sofrer o empate nos instantes finais que não pondo nada em causa deve funcionar como alerta para Roberto Martinez e para os jogadores. 
Há que jogar mais e jogar melhor. 
E se não for com todos estes terá de ser com outros que substituam os que tem revelado menor rendimento. Felizmente há alternativas. 
Embora para o centro da defesa, aquele sector que me parece mais frágil, apenas Ruben Dias está à altura dos grandes centrais do passado recente porque os restantes são apenas bons e longe, muito longe, de nomes lendários como Pepe e Ricardo Carvalho. 
Mas é o que temos e é com o que temos que temos de saber jogar.
Uma palavra final para Ronaldo. 
Se é que ainda há palavras para definir o melhor futebolista de todos os tempos. 
Com mais dois golos tornou-se o melhor marcador de sempre em fases de apuramento para mundiais. Mais um recorde para aquele que é hoje uma verdadeira lenda viva do futebol. 
Que quando se reformar deixará um vazio na seleção nacional impossível de preencher. 
Afinal são 22 anos a jogar, marcar e resolver jogos por Portugal.
Depois Falamos.

Heroísmo

Esta fotografia extraordinária, mostrando Carlos Reutemann no seu Brabham Ford, é bem representativa doutros tempos na F1 em que o romantismo próprio da competição andava de mãos dadas com o heroismo dos pilotos. 
Foi tirada no G.P da Alemanha de 1973 disputado em Nurburgring ( ainda no circuito grande em que cada volta tinha mais de 22 klm) num percurso que atravessava uma floresta e onde as condições de segurança eram praticamente inexistentes e o socorro em caso de acidente podia demorar largos minutos a chegar. 
Como se comprovaria em 1976 com o terrível acidente de Niki Lauda. 
Não é seguramente por acaso que este circuito detém a par da oval de Inndianapolis o recorde de mais acidentes mortais. 
Mas foi, apesar dessa falta de segurança no "circo", um tempo muito bonito da F1. 
De grandes pilotos , grandes carros, competições muito disputadas e circuitos míticos. 
Como este.
Depois Falamos.

Ridículo

Um voto ???
A sério não seria melhor fecharem portas do que andarem a passar vergonhas destas? 
Para que apresentarem listas se nem os próprios candidatos votam nelas? 
Que fim tão penoso se adivinha para o PCP. 
Penoso mas merecido. 
Parar no tempo e estar permanentemente do lado errado da História tem um preço e vão paga-lo caro.
Depois Falamos.

terça-feira, outubro 14, 2025

La Paz, Bolívia

Mocho

Ninhos de Tecelões

Balanço Distrital

As eleições autárquicas no distrito de Braga não trouxeram substanciais alterações no xadrez concelhio pese embora haver algumas conquistas e perdas de câmara por PSD e PS.
A grande novidade terá sido mesmo o aparecimento de listas independentes a vencerem eleições em Esposende e Vizela estendendo a este distrito um fenómeno em crescimento no país e que promete continuar a ampliar-se.
Em termos partidários o PSD é o claro vencedor das eleições mantendo, sozinho e em coligações, as nove câmaras que já detinha em 2021 com as muito relevantes conquistas de Guimarães e Cabeceiras de Basto que eram há décadas dois bastiões socialistas e registando as perdas de Esposende (para uma lista independente) e de Vieira do Minho para o PS.
A conquista de Guimarães e a manutenção de Barcelos, Famalicão e Braga permitiram ao PSD pela primeira vez na história autárquica ter as presidências em simultâneo dos quatro maiores concelhos do distrito o que tem de ser considerar um feito relevante.
Ao PS as eleições correram muito mal,
Ficou reduzido a três presidências de municipios de média e pequena dimensao mantendo Fafe e Póvoa de Lanhoso e conquistando Vieira do Minho ao PSD mas perdeu os seus bastiões de Guimarães e Cabeceiras de Basto para coligações lideradas pelo PSD e Vizela para uma lista independente.
Nos restantes partidos há a registar o desaparecimento do mapa autárquico distrital do BE, o decréscimo irreversível da CDU e o reforço claro do Chega em termos de mandatos em câmaras, assembleias municipais e assembleias de freguesia embora muito longe de conquistar presidências de câmara.
De alguma forma o distrito de Braga foi uma vez mais o retrato autárquico do país.
Vitória do PSD, decréscimo do PS, enfraquecimento da extrema esquerda e crescimento do Chega embora longe dos objectivos a que se propusera.
Foi essa a vontade do povo. 
Depois Falamos.

segunda-feira, outubro 13, 2025

Balanço Nacional

Ontem disputaram-se as eleições autárquicas e o seu desfecho mudou bastante o retrato do país político em termos de autarquias.
Desde logo porque foram vencidas pelo PSD (sozinho e em várias coligações) o que lhe permitirá reocupar a presidência da associação nacional de municípios e da associação nacional de freguesias e essas são claramente boas notícia porque significam mais uma derrota do PS e da esquerdalha que gravita à sua esquerda e pela qual estranhamente alguns sectores socialistas se sentem atraídos.
Foi uma vitória clara e com grande significado.
Desde logo porque as candidaturas lideradas pelo PSD venceram nos cinco maiores municípios.
Manteve Lisboa (mais um rotundo fracasso das sondagens) e Cascais , reconquistou Sintra, Gaia e o Porto.
Depois porque embora perdendo capitais de distrito como Coimbra, Bragança e Viseu (esta pela primeira vez num claro sinal do perigo de não se lerem os sinais do tempo) em contrapartida ganhou outras onde nunca o tinha conseguido como Beja e Setúbal.
E ganhou Guimarães, um dos concelhos maiores e mais emblemáticos do país mas isso fica para depois.
Resultados esses que comprovam que a liderança de Luís Montenegro tem sido eleitoralmente imbatível independentemente do tipo de eleição.
Mas estas eleições comprovaram também outras realidades.
Uma derrota clara do PS que  continua a não perceber que o país mudou, o semi fracasso do Chega com resultados muito abaixo das suas expectativas (apenas três presidências), mas com vereadores eleitos em municípios importantes e que terão o poder de desempatarem votações, a absoluta irrelevância da extrema esquerda que continua com o seu processo de auto destruição de que não virá mal ao mundo nem ao país.
Há um novo mapa autárquico no país.
Veremos o que dele pensam os eleitores daqui a quatro anos.
Depois Falamos.

Resultados

Há de facto resultados que brilham pela sua expressão. 
E pelo que significam de superioridade de quem venceu sobre quem perdeu.
Não estou a falar das autárquicas de ontem que fique bem claro embora pudesse ser. 
Refiro-me "apenas" a um jogo de pólo aquático onde o Vitória, potência dominante na modalidade, deu um verdadeiro arraso no adversário em casa dele.
E bem sabemos que se fosse ao contrário e a potência dominante quem perdeu e não quem venceu seria notícia para televisões e jornais desportivos. 
Assim passa quase despecebida. 
O que em nada diminui o mérito dos atletas vitorianos como é evidente.
Depois Falamos.

Nagano, Japão

Chitas