quinta-feira, setembro 23, 2021

Idiota

Ganhamos com o covid-19 diz Eurico Brilhante Dias

18.000 mortos.
Pessoas que vão sofrer para sempre as sequelas do covid.
Milhares de empregos perdidos.
Um PIB que reflecte a desgraça económica destes anos.
Milhares e milhares de jovens que viram as suas vidas escolares prejudicadas e a prática de desporto dificultada ou cessada mesmo,
Empresas que encerraram.
Tratamento de muitas outras doenças adiado ou cancelado com as consequências daí advindas.
Em suma uma enorme desgraça a todos os níveis para o país.
E vem este idiota, que só é secretário de estado porque nomeado por alguém tão bom como ele, dizer que Portugal ganhou com o covid !!!
Continuem a votar nesta gente e depois queixem-se...
Depois Falamos.

Memória

Braga vende dois jogadores da equipa B por 26 milhões de euros

Foi há quatro anos e talvez por isso já nem me lembre se "A Bola" fez manchete de capa, se o inefável Rui Santos perorou sobre o assunto no "Tempo Extra" ou se os canais televisivos dedicaram alguma atenção ao assunto.
Tenho apenas ideia, embora algo vaga, que alguns que agora arrepelam cabelos com umas notícias que por ai andam de 15 milhões na altura louvaram o Braga e o presidente António Salvador pela sua capacidade de fazerem grandes negócios.
É preciso ter muita paciência...
Depois Falamos.

quarta-feira, setembro 22, 2021

O Namoro dos Pinguins

Entardecer

Comboio, Sri Lanka

Centenário

O meu artigo desta semana no zerozero.pt

O Vitória completa hoje noventa e nove anos de idade e ,por consequência, entra naquilo a que se convencionou chamar o ano do centenário dado que a 22 de Setembro de 2022 o clube completará os seus primeiros cem anos de vida.
Num clube com memória, com respeito pela sua história, grato aos que o tornaram possível ao longo destes noventa e nove anos uma data tão significativa não poderia ter outro tratamento que não o de uma comemoração condigna e que assentasse em vários objectivos considerados como fundamentais.
Agradecer o passado, consolidar o presente, perspectivar o futuro, aumentar a visibilidade nacional  e reforçar as ligações à comunidade.
E as comemorações do centenário, que começam hoje e vão formalmente durar até de hoje a um ano mas deixando as sementes para outras iniciativas, procurarão na sua diversidade cumprir todos esses objectivos atrás elencados. 
Desde logo agradecer, recordar, manter vivos nas memórias vitorianas todos aqueles (associados, dirigentes, funcionários, atletas, técnicos) que da chapelaria Macedo, onde o clube foi fundado, até ao actual estádio D.Afonso Henriques onde pulsa o coração vitoriano construiram esta bela história quase centenária.
No campo da Perdiz, no Zé Minotes, no Bem-Lhe -Vai, na Amorosa, no Municipal, no rinque da Amorosa, no pavilhão do INATEL e noutros recintos desportivos de que o Vitória, futebol e modalidades , fez casa há páginas escritas de uma gesta que nos honra e que permitiram que hoje o Vitória seja uma das maiores potências desportivas do país no conjunto das modalidades que o clube pratica desde a mais antiga, futebol, até ao xadrez que é a mais recente.
E no programa do centenário haverá espaço para tudo isso.
Com exposições a recordarem equipamentos, fotografias, caricaturas e cartoons  e outros motivos ligados ao clube, com colóquios em que terão a palavra antigos atletas, técnicos e dirigentes para evocarem o Vitória dos seus tempos, com a edição de livros sobre estes cem anos de História com um livro de cartoons da autoria de Miguel Salazar que evocará em cem desenhos os cem anos de História.
Também com homenagens aqueles que "por  valerosas obras (vitorianas) se foram da lei da morte libertando".
A consolidação do presente também terá o seu espaço.
Discutindo em conferências e debates temas importantes para o desporto em geral e  para o futebol em particular, trazendo personalidades de reconhecido mérito para participarem nesses eventos, expondo os principais troféus do clube como forma de mostrar  ambição de sermos cada vez mais um clube ganhador, realizando torneios do centenário em grande parte (desejavelmente em todas) as modalidades como forma de homenagear o ecletismo que é uma marca fundamental do nosso ADN.
Haverá também um dia dos sócios, outro dia dedicado aos mais jovens sob a égide do "Super Afonso" (que comemora 25 anos como mascote do clube) e um dia dedicado à própria comunidade sob moldes a definir.
E depois perspectivar o futuro através de factos concretos.
Debatendo assuntos importantes para o Vitória (da revisão estatutária ao ecletismo) e do desporto nacional com particular incidência, a título de exemplo, na centralização dos direitos televisivos mas também deixando marcas como o serão a inauguração das obras em curso no complexo desportivo António Pimenta Machado ( e muito desejavelmente do mini estádio se for possível) e o lançamento das bases para o Museu do Vitória entre outras iniciativas que ainda é cedo para serem referidas.
A ligação à comunidade será uma prioridade deste programa.
E por isso haverá uma série de iniciativas nas escolas, em colaboração com o município, junto dos vitorianos que amanhã assegurarão a continuidade do clube, por isso serão desenvolvidas várias iniciativas no âmbito do "Vitória Solidário" levando o clube a apoiar os que mais necessitam, teremos espectáculos musicais com artistas vimaranenses envolvendo-os nas comemorações, levaremos a cabo várias iniciativas em colaboração e nas instalações de algumas das mais importantes instituições culturais , recreativas e autárquicas do concelho.
De que as cerimónias de hoje foram um primeiro exemplo com a apresentação do programa, da comissão de honra e a entrega dos emblemas aos associados com 75 anos de filiação clubística  a decorrerem no Paço dos Duques de Bragança e a entrega dos emblemas aos associados com 25 e 50 anos de filiação a decorrer no grande auditório da Universidade do Minho.
Finalmente a visibilidade nacional que reforçará o estatuto do Vitória como potência do desporto português.
Desde logo na composição de uma Comissão de Honra onde está plasmada a História do clube com todos os ex presidentes dos seus diversos orgãos, com algumas figuras de referência da região como o Arcebispo Primaz D. Jorge Ortiga e o Reitor da Universidade do Minho Professor Doutor Rui Vieira de Castro, com os Presidentes de Cãmara e da Assembleia Municipal, com os ex presidentes de câmara (lá está o reconhecimento aqueles que no passado ajudaram o Vitória, com todos os associados com 75 anos de filiação clubística e com os presidentes de todas as federações cujas modalidades sejam praticadas pelo clube.
Para lá desta Comissão de Honra, que orgulha o clube, haverá ainda dois outros momentos de significativa visibilidade nacional e que serão pontos altos das comemorações.
A homenagem nacional a Neno, uma grande figura do Vitória e do Desporto nacional, e a gala de encerramento das comemorações em 22 de Setembro de 2022 , dia em que o Vitória completa cem anos, que se deseja um momento tão inolvidável quanto marcante na História de um clube grandioso e que se quer cada vez maior e cada vez melhor.


A Crítica

A propósito. mas não só, do Vitória, de jogadores e treinadores do Vitória, de dirigentes do clube tenho lido nos últimos tempos algumas curiosas teses sobre o que é a crítica, a liberdade de criticar e até onde vão os limites da mesma.
Numa sociedade livre e democrática como a nossa (sem teorizar neste contexto sobre a qualidade da democracia que vivemos) é evidente que existe um bem sagrado chamado liberdade de expressão dentro do qual se insere o pleno direito à crítica.
Direito de que eu próprio faço uso abundante no espaço público desde que há quase quarenta anos comecei a escrever uns artigos de opinião para o jornal "Comércio de Guimarães", ao tempo dirigido pelo Dr. Barroso da Fonte, e depois continuei noutros orgãos de comunicação social como o Toural/Expresso do Ave", jornais regionais, neste blogue desde 2006 e no Facebook desde 2009.
E portanto entendo , respeito, defendo o direito a criticar.
Mas não esquecendo que se há esse direito também há deveres.
O dever da boa educação, o dever da sensatez, o dever do respeito pelos outros, o dever da defesa da Verdade.
É é ai que as coisas assumem divergências.
Porque se há quem escreva regido por esses princípios (às vezes com um ou outro exagero de que no meu caso faço "mea culpa") também não faltam os modernos "heróis" do teclado que acham que em frente a um computador ou a um telemóvel tudo lhes permitido, não há limites de qualquer espécie para o que dizem e insultam, achincalham, tentam humilhar quem tenha a desdita de lhes cair no desagrado nem que seja por um "frango, um golo falhado, uma mau desarme , uma substituição que entendam errada ou uma opção gestionária com a qual não concordem.
E como alguns, quase todos, desses "heróis" conseguem juntar uma escandalosa falta de educação à presunção de uma sabedoria imensa mesclada com uma soberba a raiar a patetice, ai de quem discorde deles, da sua forma de escreverem, do que entendem ser seu direito de dizerem o que querem e lhes apetece.
Voltando ao Vitória onde esse "fenómeno" existe com alguma expressão nas redes sociais.
Acho curiosas as opiniões daqueles que acham que esse género de "valer tudo" tem razão de ser por questões motivacionais e porque quem está no clube tem de saber viver e conviver com a pressão.
É parcialmente verdade.
Porque quem joga , treina, dirige o clube tem de saber viver com uma pressão imensa de um universo associativo que dá muito e exige muito ( e está bem assim ) mas não tem de saber viver nem conviver com a má educação, a cretinice, as humilhações e a falta de limite no que dizem e escrevem.
Aliás gostava de saber se aqueles que adoptam essas lamentáveis práticas de pressão gostariam de nos seus empregos serem tratados da mesma forma e com a mesma "pressão" com que às vezes tratam jogadores, treinadores e dirigentes do clube.
Vitorianismo, amor ao clube, paixão pelas nossas cores não são, bem pelo contrário, incompatíveis com boa educação, bom senso, razoabilidade e ponderação no que se diz e escreve.
E dentro desses princípios todas as críticas são seguramente construtivas e contribuem para um Vitória
maior e melhor.
Depois Falamos.

99

O Vitória completa hoje noventa e nove gloriosos anos de vida.
Para lá de ser uma data bonita na vida de uma instituição o aniversário que se comemora tem também o facto muito especial de hoje mesmo se iniciarem as comemorações do Centenário com a apresentação da Comissão de Honra e de um programa que se vai estender ao longo de um ano até 22.9.2022.
E com iniciativas que perdurarão para lá dessa data.
Mas hoje é dia do nonagésimo nono aniversário.
Dia de dar os Parabéns ao Vitória e agradecer a todos os associados, adeptos, dirigentes, funcionários, técnicos, atletas e colaboradores de todos os sectores do clube que construíram esta história fantástica de 99 anos de vida.
Anos de alegrias e tristezas, de conquistas e decepções, de triunfos e derrotas todos eles contribuíram para esta História de uma instituição grandiosa chamada Vitória Sport Clube.
Parabéns Vitória.
O melhor está para vir!
Depois Falamos.

terça-feira, setembro 21, 2021

Torre de Maiden, Turquia

Mochos

Colmar, França

Terceiro

O Vitória estreou hoje o seu terceiro equipamento para esta época.
Depois dos tradicionais todo branco e todo preto (embora o verdadeiramente tradicional seja o de camisola branca e calção preto) surge agora um em tons amarelo e cinza fugindo por completo das linhas tradicionais como é cada vez mais habitual nos terceiros equipamentos.
Bastará recordar os da época passada de Juventus ou Manchester United para se confirmar isso.
No Vitória as camisolas amarelas já não são novidade porque ao longo dos anos com equipamentos Adidas, Le Coq Sportif, Kappa, John Smith e mais uma ou outra marca elas surgiram e nalguns casos com desenhos bem bonitos e que perdiraram na memória dos adeptos.
Pessoalmente gosto deste equipamento.
Mas admito perfeitamente que haja quem não goste porque não só gostos não se discutem mas também porque os terceiros equipamentos também tem o objectivo de surprenderem, e às vezes chocarem, os adeptos.
E este insere-se nesses princípios e estou convicto que acabará por convencer a maioria dos vitorianos.
Depois Falamos.

Pragmatismo

Quando não se complica o que é fácil as coisas acabam por se resolver com...facilidade.
É a história do jogo de hoje na Covilhã entre o Sporting local e um Vitória que vinha da enorme frustração de Arouca onde ,ao invés de hoje, complicou, e muito o que chegou a parecer relativamente fácil.
No onze inicial, escalado para o jogo no velhinho estádio Santos Pinto, Pepa entendeu dar minutos a jogadores pouco ou nada utilizados e assim apareceram a titulares Bruno Varela, João Ferreira, André Amaro, Hélder Sá, Janvier e Rúben Lameiras tendo posteriormente vindo a entrar Gui e Sílvio que também não tem jogado.
Percebeu-se a intenção que foi coroada de sucesso porque todos eles rubricaram boas exibições, especialmente os que foram titulares porque os outros pouco tempo tiveram, dizendo ao treinador que tem ali opções válidas para as três provas em que o clube está envolvido.
Mostrando que a lição de Arouca não estava esquecida o Vitória entrou bem, dominou o jogo a seu bel prazer, fez dois excelentes golos por Janvier e foi para as cabines com uma vantagem merecida mas que já noutras circunstâncias mostrara poder não ser suficiente.
E por isso não admirou que no segundo tempo o Vitória mantivesse a postura, embora menos ofensivo, mantendo o controle do jogo e a bola sempre longe da baliza de um Bruno Varela que teve uma noite sem grandes problemas para resolver.
Em suma um triunfo que era obrigatório e agora fica para o jogo com o Benfica a decisão sobre quem estará na "final four" de Leiria.
O árbitro Gustavo Correia, um dos melhores do actual quadro da primeira categoria, fez um trabalho tão discreto quanto excelente como devia acontecer sempre mas infelizmente não acontece.
Depois Falamos.