domingo, agosto 08, 2021

Futebol

Não tendo podido assistir ao jogo em directo, nem no estádio nem via televisão, só agora o fiz e o que se me oferece dizer é o seguinte: Resultado tão inesperado quanto injusto num jogo em que um quis ganhar e o outro quis perder tempo para garantir o pontinho. 
Mas o futebol não se compadece com justiças e injustiças mas apenas com eficácia e falta dela. 
E aí o Portimonense foi melhor razão pela qual acabou por vencer. 
O Vitória deixou boas indicaçoes mas há naturalmente questões e opções a corrigir. 
Sexta feira no Estoril é preciso recuperar estes três pontos ingloriamente perdidos.
Depois Falamos

Ilha de Elliaday, Islândia

Garça

Bagnoregio, Itália

quinta-feira, agosto 05, 2021

Messi

 

Embora ainda custe a acreditar parece que a ligação de vinte anos de Messi ao Barcelona terá terminado.
O que significa que aos 34 anos o génio argentino fica livre para escolher o seu futuro que passará seguramente por uma entidade que lhe possa pagar os valores que aufere e que o Barça não se encontrava em situação de poder satisfazer.
Foram vinte anos.
Nos quais ajudou a vencer trinta e quatro titulos colectivos, marcou 672 golos em 778 jogos e recebeu seis vezes a "Bola de Ouro".
Tal como Pelé, Eusébio, Beckenbauer e outros génios do futebol não acabará a carreira no clube onde a passou quase toda.
Veremos por onde vai passar o seu futuro.
Provavelmente por PSG ou Manchester City embora pessoalmente gostasse de o ver na Juventus ao lado de Cristiano Ronaldo.
É sem dúvida o grande motivo de interesse desta pré época.
Depois Falamos.

Veado

Farol Moinho de Mliny, Polónia

Dongchuan, China

4 à Grande

 O "4 à Grande" começou ontem a sua terceira temporada mantendo o plantel inicial e sem que tenha recorrido a chicotadas psicológicas até ao momento!
Ou como dizia ontem o Humberto Ferreira (moderador do programa) estamos há mais tempo que a maioria dos treinadores da primeira liga nos respectivos clubes.
Devo dizer que é um programa engraçado.
Desde logo porque o "zerozero" teve a coragem de montar um programa sobre futebol sem sentir a necessidade de recorrer a pessoas ligadas a Porto, Benfica e Sporting preferindo dar a vez, e a voz, a comentadores que são adeptos do Vitória, do Braga e do Boavista embora estejam lá na simples e honrosa qualidade de adeptos e não assumindo qualquer tipo de representação dos clubes.
O que significa , também, que é um programa de gente livre, com opinião e sem cartilhas.
E conhecendo-me a mim próprio e aos meus colegas de programa sei que isso seria impossível de acontecer em qualquer circunstância.
Mas é também um programa que começou por ser de debate mas foi progressivamente tornando-se numa tertúlia entre três amigos improváveis (não nos conhecíamos de lado nenhum antes do programa), com a excelente moderação do Humberto, que falam de futebol com boa disposição, com humor, com algumas provocaçõezinhas que advém da rivalidade entre clubes mas que não aborrecem e dão algum "sal" às emissões.
É também a prova, e aí creio que se tem feito alguma pedagogia, de que rivalidade à parte vitorianos, boavisteiros e braguistas podem ter uma relação sadia, bem disposta e sem as agressividades que por vezes caracterizam as relaçoes entre massas associativas.
No fundo todos os três sabemos que para o futebol português ter a evolução, modernização, verdade e transparência que sabemos indispensáveis a uma indústria saudável, prestigiada e atractiva para patrocinadores e adeptos o Vitória , o Boavista e o Braga tem de estar unidos do mesmo lado da barricada deixando a rivalidade para relvados, pavilhões e piscinas onde equipas e atletas dos três clubes se defrontem.
Mas esse é um caminho que infelizmente ainda me parece mais longo do que devia ser...
Depois Falamos.

Pichardo

Não navegando nas águas da hipocrisia nem fazendo do oportunismo uma forma de estar não vou agora, só porque Pedro Pichardo ganhou a medalha de ouro no triplo salto, mudar a opinião que há muito tenho sobre a utilização de atletas naturalizados pelas selecções nacionais de qualquer modalidade incluindo futebol.
E se aceito sem qualquer problema que uma criança vinda para Portugal na sua infância e não sendo portuguesa decidam os pais naturalizá-la, num tempo em que obviamente não faz a mínima ideia do que vai fazer na vida incluindo ser atleta de alta competição, já não aceito que atletas adultos que até já competiram por outros países (incluindo campeonatos do mundo e Jogos Olímpicos) se naturalizem para competirem por Portugal e disputarem medalhas que não correspondem à realidade do nosso desporto.
É a tal "medalhite", fomentada por dirigentes desportivos em busca de sucessos fáceis e por governos sempre interessados na popularidade do êxito desportivo, que devia merecer severa condenação a todos quantos gostam de desporto e entendem que a representação desportiva do país em termos de selecções deve ser feita por portugueses de sempre e não da vigésima quinta hora.
Não significa isto que Portugal não deve acolher os atletas que nos queiram como país de residência, permitir-lhes se assim o desejarem a obtenção da nacionalidade portuguesa , facultar-lhes a prática desportiva nos clubes que os quiseram acolher ( e em representação desses clubes contribuirem para sucessos desportivos em provas internacionais de ...clubes) mas não deve permitir-lhes representarem as selecções nacionais.
E nome da Verdade desportiva.
Pedro Pichardo , que ainda há três escassos anos competia por Cuba país do qual saiu por razões que respeito mas que não devem ter qualquer repercussão nas representações nacionais em eventos desportivos como os Jogos Olimpicos, venceu o triplo salto envergando a camisola de Portugal.
Não direi que não gostei de ouvir o hino e ver subir a bandeira no mastro principal porque são o hino e a bandeira de Portugal.
Mas seria de uma profunda hipocrisia dizer que tive uma satisfação minimamente comparável com a que senti ao ver idênticas cerimónias com Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nélson Évora.
Porque não tive.
Depois Falamos.
 

domingo, agosto 01, 2021

América Central

Urso Polar

Yokoama, Japão

Dever Cumprido

Vencer o Casa Pia, da II Liga, e seguir em frente na Taça da Liga era obrigatório e o Vitória cumpriu essa obrigação mais na base da transpiração do que da inspiração porque essa ficou reservada para Trmal, Jorge Fernandes e mais um ou outro jogador porque colectivamente a equipa não se revelou nada inspirada.
Fez uma primeira parte aceitável na qual marcou o golo que decidiu a eliminatória e manteve o adversário em respeito mas no segundo tempo recuou, deu a iniciativa aos casapianos e bem pode agrader a Trmal , à sorte e à falta de eficácia dos adversários o não estar agora a lamentar uma eliminação aos pés de uma equipa de segundo escalão.
Em muitos aspectos, da atitude à desinspiração, houve determinadas fases do segundo período em que pareceu que estávamos de novo na segunda metade da época passada e essa é uma recordação que nenhum vitoriano gostará de voltar a ter.
De positivo?
Trmal muito bem e a dar ideia de que poderá ser o titular no arranque da Liga, Jorge Fernandes a comandar a defesa e com alguns cortes providencais, a primeira parte de Rafa Soares, o golo de Bruno Duarte que depois do marcado ao Leixões parece significar um reencontro com a capacidade goleadora e a estreia positiva de Alfa Semedo.
Dos restantes Handel ficou marcado cedo por um "amarelo", Gui esteve discreto, Janvier entrou tarde e Rochinha deixou-se expulsar depois de um primeiro cartão bem escusado.
Pepa tem muito trabalho pela frente para que a estreia no campeonato face ao Portimonense seja coroada com um triunfo mas parece-me claro que além de Borevkovic e Alfa Semedo a equipa ainda precisa de mais um ou dois retoques caso não saia ninguém. 
Se sair por cada saída é preciso uma entrada.
O árbitro Cláudio Pereira perdeu a oportunidade fazer um bom trabalho.
O jogo foi correctissimo e os três amarelos ao Casa Pia e sete ao Vitória, mais o vermelho a Rochinha, dão a imagem de uma batalha campal a justificar a exibição de onze (!!!) cartões quando não aconteceu nada que se parecesse com isso.
Os sete minutos de compensação no segundo tempo ( quase oito) foram um manifesto exagero de um árbitro sem classe e que se acha, como tantos outros, a princial figura do jogo. 
Espero que não nos toque em azar em jogo de outro grau de dificuldade.
Depois Falamos.

Prata

E chegou a segunda medalha olímpica para Portugal em Tóquio.
Depois do Judo o atletismo com Patrícia Mamona a fazer um concurso de triplo salto fantástico e a sagrar-se vice campeã olímpica apenas superada pela "extraterrestre" Yulimar Rojas e o seu estrastosférico salto de 15,67 mt que se tornou novo recorde mundial superando o anterior em 16 cm!
Patrícia bateu por três vezes o recorde nacional e o seu salto de 15,01 mt, que valeu a prata, coloca-a no restritíssimo clube de smulheres que superaram os míticos 15 metro no triplo salto.
Uma grande campeã e um enorme orgulho para Portugal.
Depois Falamos.