domingo, julho 25, 2021

Critérios

Na passada sexta feira o Vitória apresentou o plantel para 2021/2022 bem como os equipamentos que os jogadores irão envergar ao longo da época.
Consciente da importância do público neste tipo de eventos, e muito mais nos jogos mas isso é outro assunto, o clube atempadamente pediu à DGS para se pronunciar sobre a possibilidade de estarem presentes no estádio, respeitando todas a condições de segurança e sendo portadores de certificados de vacinação ou testes negativos ao covid , 2213 adeptos que ficariam na bancada nascente que tem capacidade para crca de dez mil pessoas.
O parecer da DGS foi negativo!
Nem quero entrar em comparações para outros eventos futebolísticos recentemente autorizados pela DGS e nos quais adeptos ingleses tiveram o acesso que lhes apeteceu ter.
Mas não posso deixar de comparar esta proibição com o absoluto à vontade com que António Costa enquanto secretário geral do PS ( e como ele outros líderes partidários) andou este fim de semana pelo país a apresentar candidatos socialistas às próximas autárquicas.
Mobilizando dezenas, centenas de pessoas para esses eventos sem preocupação de maior com a pandemia.
Já sabemos que há uma lei estúpida que isenta os eventos políticos das restrições que outros eventos tem como se o virus distinguisse o que é político do que é desportivo , cultural ou associativo.
Mas basta a lei ser estúpida.
Não queiram fazer de nós estúpidos também.
Depois Falamos.

Otelo

No dia em que morreu Otelo Saraiva de Carvalho direi apenas o seguinte. 
Lamento o desaparecimento de um ser humano e de alguém que teve papel determinante no 25 de Abril. Mas não tenho pena. 
Pena tenho é das vítimas inocentes das FP 25, das quais ele foi no mínimo o ideólogo, assassinadas por terroristas em nome de falsos conceitos ideológicos e que deixaram as respectivas famílias mergulhadas numa dor para sempre inexplicável.
O 25 de Abril ter-se-ia feito com Otelo ou sem Otelo mas as FP 25 não. 
Razão pela qual o que o país lhe deve em termos de conquista da Liberdade fica bem aquém do mal que ele fez ao país enquanto lider ideológico de um bando terrorista. 
Gostaria de poder escrever outra coisa mas não posso.
Deixo essa hipocrisia para todos aqueles que passaram o dia de hoje a lembrarem o bom e a branquearem o mau. 
Estou convencido que a História, com o distanciamento e o rigor que só ela tem, não reservará a Otelo um bom papel nem fará dele o "herói" que os seus apaniguados querem fazer-nos crer que foi. 
Não foi!
Depois Falamos

sábado, julho 24, 2021

Lince

Malé, Maldivas

Castelo de Hiroshima, Japão

Cerimónia

A cerimónia de apresentação do plantel e dos novos equipamentos do Vitória foi muito bem conseguida e pecou apenas pela ausência de público por exclusiva responsabilidade da DGS que muda de critérios conforme quem lhe aparece a pedir pareceres.
O cenário era excelente, o medley de hinos e cânticos vitorianos francamente bom e o ritmo de chamada dos jogadores ao palco manteve a cerimónia com bom ritmo e sem as quebras que sempre prejudicam este tipo de evento.
O momento mais emotivo foi, como era mais que evidente, a evocação de Neno que tantas e tantas cerimónias como esta apresentou e foi de forma sentida que o plantel se reuniu em volta daquela que será a camisla número 1 para esta época.
André André fez o discurso habitual do "capitão" de equipa enquanto Pepa esteve uma vez mais muito bem na forma como traduziu a ambição do grupo face aos desafios que tem pela frente ao longo de toda esta temporada.
Caso para dizer que "foi uma festa bonita pá..."
Depois Falamos.

Equipamentos

O Vitória apresentou ontem dois equipamentos para a época de 2021/2022.
As tradicionais camisolas branca e preta que serão complementadas pelos também tradicionais calções brancos e pretos sendo que o primeiro equipamento será todo branco e o segundo todo preto.
Sobre eles direi o seguinte:
A camisola branca não deslumbra mas é bonita ficando especialmente bem o arco do padrão da Oliveira e as letras em relevo "Aqui nasceu Portugal" reforçando a ligação sempre presente entre o Vitória e Guimarães.
Do calção branco ,sinceramente, não gosto e creio que usar o preto valorizaria a camisola.
A camisola preta é francamente bonita e acredito que será um sucesso de vendas porque me parece a mais bem conseguida das desenhadas pela Macron para o Vitória, como camisola alternativa, até à data.
Espero é que o seu uso seja parcimonioso e nunca nos clássicos onde não tem lugar.
Em suma são duas camisolas que não sendo deslumbrantes são, ainda assim , bonitas e asseguram perspectivas muito razoáveis de sucesso junto dos adeptos.
Depois Falamos.

Parque Kenai, Alasca

Utrecht, Holanda


 

Wombat

Jornalixo

As capas dos jornais desportivos de ontem são exemplares quanto ao jornalixo que se faz em Portugal. No dia em que começaram os Jogos Olímpicos, e a eles os melhores jornais desportivos do mundo dedicaram as suas capas, por cá o grande destaque eram os golos que um jogador do Benfica marcou num treino. 
Jornalixo no seu pior de jornais que não merecem que se gaste um cêntimo a compra-los.
O haver quem o faça revela apenas o atraso cultural em que vivemos e a falta de exigência do cidadão consumidor.
Depois Falamos.

sexta-feira, julho 23, 2021

Entardecer

Castelo de S.Jorge, Lisboa

Cardeal

Medalhite...

Costuma dizer-se que os Jogos Olímpicos são o maior espectáculo desportivo do planeta e isso parece-me incontestável tantas as modalidades que deles constam e tantos os atletas que neles participam como motivações que vão desde a simples participação até à conquista de medalhas e recordes.
São muitos os nomes associados a gestas olímpicas lendárias, de Jesse Owens a Carl Lewis passando por Alberto Juantorena, Edwin Moses, Carlos Lopes, Nadia Comaneci, Mark Spitz, Michael Phelps, Paavo Nurmi, Ian Thorpe, Ludmila Turischeva, Bob Beamon, Usain Bolt, Larissa Latynina, Daley Thompson e tantos outros que a memória nos vai trazendo.
Portugal, à sua dimensão, também tem a sua história em termos de campeões olimpícos. 
Para lá das medalhas de prata e de bronze tem as medalhas de ouro do atrás citado Carlos Lopes, de Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nélson Évora que foram as medalhas do nosso maior contentamento e que fizeram soar o hino de Portugal em Los Angeles, Seoul, Atlanta e Pequim.
Para Tóquio Portugal levou 92 atletas de 17 modalidades diferentes.
Dezassseis deles são atletas oriundos de países como Cuba, Brasil, São Tomé e Princípe, Congo, Camarões, Costa do Marfim, Geórgia, Ucrânia, China e Cabo Verde que na esmagadora maioria dos casos se tornaram portugueses apenas e só pela "medalhite" de alguns dirigentes federativos que acham que naturalizar atletas é a melhor forma de apresentar resultados e ganhar medalhas escondendo a realidade da falta de trabalho de base e da inexistência de atletas nacionais capazes de competirem por medalhas nalgumas das modalidades em que o país se faz representar nos Jogos.
Caindo-se até no ridiculo de alguns dos atletas que vão competir agora por Portugal já terem representados os seus países de origem em anteriores Olímpiadas como é o caso, por exemplo, da velocista Lorene Bazolo que em Londres 2012 representou o Congo (seu país natal), tendo até sido a porta estandarte da delegação congolesa, e agora vai correr sob as cores da bandeira portuguesa!
E por isso perdoar-me-ão que  contra a corrente, continue, tal como no futebol, a não me sentir representado por atletas que de portugueses tem apenas a "medalhite" de quem os naturalizou em busca de sucessos imediatos e sem qualquer respeito pelos atletas verdadeiramente nacionais.
Ainda penso que no Desporto não vale tudo para se ganhar de qualquer maneira.
Depois Falamos.