
A televisão tem destas coisas.
Acaba com séries que não deviam acabar.
Claro que se percebem as razões, obviamente que as séries não podem ter uma duração infinita, claro que tudo tem o seu tempo e a sua oportunidade.
Mas há séries que custa ver acabar. Porque sabemos que vamos sentir a falta delas.
No passado foi assim com séries míticas como "Bonanza", "O Fugitivo", "Dallas", "O Santo", a "Balada de Hill Street", "As Teias da Lei" , "Columbo" , "Uma Casa na Pradaria", "Uma Família às Direitas", "Serpico", "Alf", "A Família Walton","Ventos de Guerra","Pequenos Vagabundos", "Star Trek", "Os Vingadores", "Casei com uma Feiticeira", "Flipper", "Alô,Alô", "Espaço 1999", "Twin Peaks", "Ficheiros Secretos" e tantas outras de que guardo inesquecíveis memórias.
Agora chegou a vez de "Castle".
Que durante oito anos representou um um espaço semanal de entretenimento, boa disposição, peripécias com fartura e problemas policiais sempre resolvidos da forma menos usual e mais imprevista.
Podia não ter a densidade de algumas das outras séries, o enredo ou as interpretações que as tornaram míticas, mas era uma série que via sempre com gosto e da qual vou ter saudades porque deixa um espaço por preencher.
É certo que oito temporadas é muita temporada (não estamos a falar de "Os Simpson"...) mas acho que mais uma ou duas temporadas ainda cabiam perfeitamente no modelo e permitiriam aos milhões de fans em todo o mundo mais umas noites bem passadas a ver as aventuras do Castle, da Beckett, do Esposito, do Ryan e por aí fora.
Não quis o destino ( e alguns actores ao que consta) que assim fosse.
Paciência.
Outras séries virão.
Depois Falamos.













