
segunda-feira, julho 06, 2015
domingo, julho 05, 2015
Jogos do Vitória

A fantochada de sorteio (assunto a que voltarei)da 1ª Liga realizado ontem no Algarve destinou ao Vitória este calendário para a competição.
Que nos fará começar a Liga jogando com dois clubes que estão nas competições europeias, defrontando a seguir os dois novos primodivisionários e depois de uma ida a Setúbal a recepção ao Braga e a ida a Alvalade.
Sem "mantos protectores", sem privilégios que outros vergonhosamente tem e os põe ao abrigo de calendários mais difíceis, o Vitória nos sete primeiros jogos defronta Porto(2º na época passada) e Sporting(3ª) fora e Braga(4º) e Belenenses(6º) em casa.
Ou seja nos sete primeiros jogos defronta quatro adversários que participam nas competições europeias.
Isto para um clube que terá quatro jogos(assim se espera) exigentes de acesso à fase de grupos da Liga Europa antes de se iniciar a Liga.
É apenas uma constatação até porque quem tinha a obrigação de se incomodar com isto...não se incomoda.
Depois Falamos.
sexta-feira, julho 03, 2015
Chega!

Sou e serei sempre um admirador do extraordinário futebolista que Eusébio foi.
Interrogo-me, sem jamais ter resposta, quanto valeria hoje um jogador como ele face aos valores de mercado que se praticam para os génios do futebol.
No seu tempo, encurtado por lesões graves e pela utilização despudorada que o Benfica dele fez por razões económicas, só teve paralelo em Pelé.
Foram os dois maiores jogadores dos anos sessenta e inicio dos setenta do século passado.
Não sei se foram os melhores de sempre porque há comparações impossíveis de fazer com 50 anos de intervalo.
Nem importa.
Eusébio faz parte de uma galeria muito exclusiva dos "imortais" do futebol.
E por isso merece todas as homenagens que lhe foram feitas, justificou plenamente o lugar no Panteão Nacional, ficará para a História como um dos portugueses mais conhecidos e admirados de sempre.
Por isso acho deplorável todo o "circo" montado em volta da transladação dos seus restos mortais para o Panteão.
Ruas com trânsito cortado, horas de directos televisivos, um percurso que andou a serpentear pela cidade desde o cemitério até ao Panteão passando por tudo quanto era esquina com algum significado na carreira do jogador, uma quase repetição do seu funeral em Janeiro de 2014.
Porquê e para quê?
Com que intuitos?
Não discuto o cerimonial no Panteão porque faz parte do protocolo de Estado para cerimónias deste género.
Mas discuto, e muito, tudo o resto.
Porque foi exactamente o contrário do que a carreira de Eusébio significou.
Ele deixou um legado de grandeza, de superação, de permanente ambição.
Este "circo" de hoje mostrou mentalidades tacanhas, parolice inultrapassável, os piores defeitos do ADN português.
Eusébio foi "maior" que Portugal.
Hoje Portugal conseguiu ser ainda mais pequeno do que é habitual.
Eusébio não "merecia" isto.
Depois Falamos.
P.S. Esperemos que o aproveitamento de Eusébio se fique por aqui.
Já chega!
P.S. Esperemos que o aproveitamento de Eusébio se fique por aqui.
Já chega!
quinta-feira, julho 02, 2015
A solidão de Messi

Lionel Messi é um jogador extraordinário!
Um dos melhores da história do futebol, sem qualquer dúvida, e que com os anos de carreira que ainda tem pela frente pode muito bem vir a ser considerado o melhor de sempre.
Curiosamente a nível de selecção nunca a vida lhe correu tão bem como no Barcelona e o astro argentino ainda procura ,a esse nível, o seu primeiro grande triunfo que lhe lhe permita enriquecer um palmarés já riquissimo em conquistas individuais e colectivas.
Uma estranha e inusitada solidão para um jogador que no clube ganhou tudo que havia para ganhar (e por várias vezes)e na selecção continua à espera do primeiro triunfo.
Podia ter acontecido no ultimo mundial, em que a equipa argentina chegou à final mas perdeu-a para a Alemanha, e pode muito bem acontecer nesta edição da Copa América onde vai disputar a final com os anfitriões chilenos.
E, de certa forma fazendo jus a essa dificuldade de replicar na selecção o muito de extraordinário que faz no clube, Messi tendo vindo a fazer boas exibições não só não conseguiu ainda arrancar uma daquelas "jogatanas" que o celebrizaram como tão pouco conseguiu marcar um golo que fosse.
Muito bem nas "assistências,e bastará recordar que dos seis golos marcados ao Paraguai três resultaram de passes dele, mas no que toca a balançar as redes é que o 10 argentino ainda não se estreou nesta edição da Copa América.
Terá sábado, na final, a oportunidade de o fazer.
Seja como for, e em detrimento de Ronaldo, creio que não lhe escapará a "Bola de Ouro" de 2015.
Campeão e vencedor da taça de Espanha, vencedor da Liga dos Campeões, tudo aponta para que Messi conquiste o seu quinto troféu.
E se sábado a Argentina vencer a Copa América, como é bem provável, então as poucas duvidas existentes dissipar-se-ão definitivamente.
Depois Falamos
Copa América

Mais ou menos entretidos com o europeu de sub 21, e a bela carreira da selecção portuguesa, quase que a Copa América passou ao lado das atenções de muitos dos que gostam de futebol para lá do próprio clube e selecção nacional.
Foi um pouco o meu caso.
Vi alguns jogos, especialmente de Argentina e Brasil, mas confesso que quase fui apanhado de surpresa por já estarmos na iminência de uma final que oporá no próximo sábado o anfitrião Chile a uma selecção argentina que será hoje uma das três sou quatro mais fortes do mundo.
Pese embora o factor casa, e a curiosidade que aguça o apetite de os chilenos nunca terem vencido a competição, creio que a Argentina é claramente favorita e poderá obter a sua 15ª vitória na competição igualando o Uruguai na liderança dos países com mais triunfos na mais antiga prova por selecções de todo o mundo.
Embora numa final isso possa não ser decisivo (e ainda esta semana demos cruelmente por isso...) a qualidade individual e colectiva da Argentina é claramente superior à do Chile e atacantes como Messi, Aguero, Tevez,Di Maria, Pastore, Higuain,Lavezzi fazem uma diferença dificilmente ultrapassável pelo outsider.
Mas uma final é...uma final e a jogar em casa o Chile pode transcender-se.
A outra nota que fica desta Copa América é o declínio acentuado do futebol brasileiro.
Eliminados pelo Paraguai, que logo a seguir a Argentina esmagou por 6-1, os brasileiros mostram carência tácticas, técnicas e de qualidade individual outrora impensáveis.
Um país que deu ao mundo do futebol tantos e tantos grandes jogadores, que sempre se notabilizou pelos avançados de extraordinária qualidade que fazia alinhar na sua selecção, não tem hoje um ponta de lança digno desse nome e de vestir aquela camisola.
Pelo menos nos seleccionados não tem.
E mesmo noutros sectores existe uma falta de qualidade que arrepia quem sempre admirou o futebol brasileiro e não consegue perceber a mediania que nele se instalou e que já vem, no mínimo, desde o Mundial da África do Sul em 2010.
Por este caminho, e se não mudar de processos, o Brasil corre o risco de pela primeira vez na sua história nem para a fase final do próximo Mundial se apurar.
O que seria uma pena por tudo que a "canarinha" representa para o futebol.
Depois Falamos.
quarta-feira, julho 01, 2015
Missão Cumprida

Doze vitórias (onze consecutivas), três empates e zero derrotas foi o percurso da selecção nacional de sub-21 que não foi campeã da Europa mas fez um percurso notável desde o inicio da fase de apuramento até a uma final que apenas perdeu nas grandes penalidades.
Ironia terrível esta de não ter pedido nenhum jogo e não ter sido campeã.
Agora, conhecido o insucesso, seria fácil criticar a táctica (jogar quase todo o jogo sem ponta de lança), as substituições (a de Sérgio Oliveira, salvo problema físico, foi estranhissima pelo que estava a jogar e porque é o capitão) ou os escolhidos para os penaltis (especialmente William Carvalho quando ainda havia Bernardo Silva e Iuri Medeiros por exemplo) mas penso não ser isso o que mais releva.
Importa é dizer que não se tendo cumprido o objectivo principal,que era ganhar o europeu, se conseguiram dois objectivos muito importantes e que serão a memória que fica deste europeu e desta equipa.
O apuramento para os Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil, onde este grupo com alguns reforços terá certamente uma importante palavra a dizer.
E a confirmação de que nesta equipa e neste escalão etário existe muito talento a pedir uma oportunidade não só na selecção A como nos seus clubes.
E se há jogadores que já estão num plano consagrado, digamos assim, como são os casos de Paulo Oliveira , Bernardo Silva ou Raphael Guerreiro há outros para os quais 2015/2016 poderá ser uma época de grande afirmação.
Muito estranho será se José Sá, Sérgio Oliveira, Iuri Medeiros, Tiago Llori ou Ricardo Esgaio não surgirem em plano de grande destaque ao longo da temporada que se avizinha.
Estes e outros que estão na calha para isso.
Uma palavra final para Ricardo Pereira.
Que fez um belo europeu, jogando no seu lugar, e que merece amplamente que o seu treinador de clube não continue a apostar em estragar um excelente avançado fazendo dele um razoável defesa direito mas não mais do que isso.
Se Lopetegui não percebe a evidencia de que Ricardo é um avançado então mais vale deixarem-no ir embora.
Não faltarão clubes e treinadores que lhe saibam dar o seu justo valor.
Depois Falamos.
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