segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Curiosidade

A alteração das leis eleitorais, com a introdução da limitação de mandatos para os autarcas (seja qual for a opinião que cada um de nós tenha sobre o assunto), criou a partir das ultimas eleições um elevado número de ex presidentes de câmara por força da aplicação dessa lei e não de derrotas eleitorais ou abandono por vontade própria.
Interessado que sou (sempre fui) por questões autárquicas tenho procurado, sem preocupações de ser exaustivo, o que tem sido o comportamento de muitos desses ex presidentes privados do exercício de funções(em muitos casos bem contra vontade) presidenciais executivas.
Grosso modo há três tipos de atitude:
Os que voltaram ás suas vidas profissionais sem qualquer problema, dando por concluído o seu ciclo de serviço público, e quem deixou de se ouvir falar.
Os que não conseguiram, porque não quiseram ou não os deixaram, abandonar totalmente as autarquias e são hoje presidentes de assembleia municipal a par do gozo da reforma ou regresso à sua actividade profissional e que fazem assim uma saída faseada da actividade politica.
E depois há o terceiro caso.
O mais interessante de observar.
Aqueles que saíram, contrariadíssimos, mas cujo único objectivo passa por regressarem em 2017.
Ou porque não se readaptaram à sua vida profissional, ou porque nem sequer a tinham, e querem voltar o mais depressa possível a um cargo a que estavam tão habituados que não conseguem viver longe dele por mais juras que façam em contrário.
Esses "andam por aí", à espreita da sua oportunidade, e vão ser (em muitos casos) os piores adversários daqueles que lhes sucederam e que em tantos casos foram seus leais colaboradores durante anos e anos.
São casos a seguir com curiosidade pelos observadores, como eu, mas com preocupação pelos partidos políticos sob pena de as autárquicas de 2017 se transformarem num festival de guerras internas e de proliferação de candidaturas "independentes"!
A ver vamos...
Depois Falamos

Grous


Monte Fuji, Japão


Cancro...Põe-te a Pau!

Cancro é talvez o termo mais aterrador da língua portuguesa.
Porque a ele vem associadas as ideias de sofrimento. de perda e de morte.
Nunca me esquecerei de uma frase que para mim simboliza na plenitude essa terrível doença e que é mais ou menos esta:
"Todos temos mil desejos mas quem tem cancro só tem um. Ver-se livre dele".
O cancro é algo de tão sinistro que muitas vezes até receio tem de se pronunciar o próprio termo preferindo-se, até na comunicação social, justificar o desaparecimento físico das pessoas como "vitimas de doença prolongada" , " doença incurável" e outros eufemismos semelhantes.
O que traduz, além do mais, um preconceito em relação a uma doença.
Terrível mas doença.
Doença e não condenação!
Preconceito que é transversal na sociedade, indiferente a idade, cultura, formação, localização geográfica.
Por isso me sensibiliza imenso uma campanha chamada "Despir o Preconceito" em que um conjunto de mulheres afectadas por diferentes formas de cancro não só não recearam, bem pelo contrário, assumir a doença como ainda  combaterem o preconceito com imagens delas próprias no decurso dos tratamentos a que tiveram de se sujeitar.
É uma atitude de uma enorme nobreza , de coragem pessoal,  de combate eficaz ao preconceito.
Creio que todos lhes devemos um agradecimento sincero.
Não só pela coragem de se exporem na defesa de uma causa mas também pelo exemplo que dão a uma sociedade tão preconceituosa, tão avessa a aceitar determinadas realidades, tão discriminatória em relação à doença e ao sofrimento.
A mensagem que essas mulheres, através dessa campanha já presente em todo o país, deixam é muito clara:
Vencer o medo do inimigo é o primeiro passo para poder vencer o próprio inimigo.
E graças a elas muitas e muitos vencerão combates que noutras circunstâncias estariam perdidos à partida.
Porque terão coragem de lutar.
Depois Falamos

Londres


Ovelhas


Canoista, Alasca


Por do Sol


sábado, fevereiro 08, 2014

3-2

Há alturas em que mais vale não dizer nada.
Quando não se sabe o que dizer.
Quando se sabe o que nos apetece dizer mas achamos que não devemos.
Quando aquilo que podíamos dizer pode ser prematuro em relação ao tempo certo para ser dito.
No fundo a fotografia do "Mais Futebol" diz tudo na nitidez de um jogador e na nebulosidade do outro.
São os retratos de uma noite muito enevoada para um dos dois "Vitórias"e relativamente clara para o outro.
Depois Falamos

P.S. É importante levantar a cabeça para os próximos jogos.
Mas há reflexões que não podem deixar de ser feitas, e correcções de estratégia que são imperiosas, sob pena de comprometermos o objectivo europeu.
E não estou a falar, como é evidente, de "chicotadas psicológicas.

Caribu


sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Seguro?

Ao contrário do que alguns possam pensar não tenho uma má opinião de António José Seguro.
Fui seu colega no Parlamento, conheço-o superficialmente desse tempo, e a ideia que tenho acerca dele é tratar-se de um politico inteligente, civilizado , moderado no seu posicionamento politico e de um homem extremamente bem educado e afável no seu relacionamento com camaradas e adversários políticos.
Se isso chega para o levar a primeiro ministro ou, o que é bem mais importante, para fazer dele um bom primeiro ministro isso é algo que só o tempo se encarregará de explicar.
Para já o que vejo em AJS é um líder partidário extremamente pressionado, com uma deriva esquerdista que não é natural nele, com alguns excessos que advém precisamente da continua pressão em que vive.
Pressões de três diferentes origens:
Por um lado os "socrateiros" que nunca lhe perdoaram o ele não ter sido um incondicional do morador da rua Castilho, e estudante de filosofia em Paris, e à boleia disso vão-lhe colocando quantos escolhos podem no caminho.
Por outro lado da ala esquerda do PS (com alguns membros comuns aos "socrateiros") liderada por essa figura cada vez mais inenarrável chamada Mário Soares e que empurram AJS para posições e atitudes que nem são as suas nem são as de um PS que queira ser alternativa.
A exigência diária de que AJS seja um misto de Lenine e de Che Guevara só lhe prejudica a afirmação como uma verdadeira alternativa a Passos Coelho.
Finalmente a forma errada como PSD e Governo lidaram com ele nos primeiros meses da sua liderança, desconsiderando-o e não lhe dando o estatuto que um líder da oposição merece ( a ida do filósofo parisiense para comentador da RTP é apenas um dos muitos exemplos dos erros cometidos nessa matéria),foi um erro que apenas serviu para enquistar um relacionamento politico que podia ter sido diferente.
Não sei, sinceramente, se algum dia AJS chegará a primeiro ministro.
Com as pressões que referi, com os Galambas e os Lacões que o rodeiam, com a (lenta) melhoria da situação económica não vai ser fácil.
Mas decisivo será, isso sim, a forma como AJS souber encontrar um ponto de equilíbrio entre as pressões, a sua forma de ser e as convicções que o norteiam de há muito tempo a esta parte.
Se conseguir fazer isso de forma eficaz então será um sério candidato a vencer as próximas legislativas!
Depois Falamos

Renas


Muito Cuidado !

Deve ser o jogo mais aguardado de sempre da equipa B do Vitória.
Mais até do que o tristemente célebre Vitória B- Sporting CB B da época passada.
Vem aí o Boavista!
Para grande gozo nosso, diga-se de passagem, a equipa do "pardalito" regressado a funções vem jogar com a nossa equipa B porque é hoje essa a sua realidade depois de anos de glória com um titulo nacional , várias taças de Portugal e presença assídua nas competições europeias.
É verdade que alguns desses troféus (um deles na foto) foram conquistados com forte ajuda dos favores do "sistema" mas em boa verdade nada de que Porto e Benfica não se sirvam generosamente.
E o regresso de um Vitória-Boavista se por um lado anima as tertúlias vitorianas por outro traz fundamentadas razões de preocupação.
Quis o destino, e os sorteios, que no mesmo dia e praticamente à mesma hora as duas equipas do Vitória joguem em casa.
Dia 16 de Fevereiro, desde domingo a oito dias, a equipa A recebe o Rio Ave ás 16 h (coisa rara jogarmos a um domingo a essa hora) no estádio e a B recebe o Boavista ás 15 h no complexo!
E aqui é que a porca torce o rabo como se costuma dizer.
Por várias razões:
É importante os adeptos apoiarem a equipa A na sua luta pela Europa.
É importante os adeptos apoiarem a equipa B na sua luta por subir de divisão e logo face ao adversário mais forte.
Mas os adeptos não tem o dom da ubiquidade e por isso ou estão num lado ou noutro.
Sendo certo que se ouve muita gente dizer que prefere ir ao jogo contra o Boavista.
E por isso é importante que o dia dos jogos seja alterado.
Por exemplo antecipando para sábado o jogo da equipa B.
Acontece que os prazos regulamentares para solicitar alteração já foram ultrapassados pelo que a fazer-se, se é que se pode fazer, tem de ser com multa o que não dá grande jeito como é fácil de imaginar.
Mas vale bem a pena fazer esse esforço.
Mas depois há um problema adicional. E grave.
O complexo não tem condições mínimas de segurança para um Vitória-Boavista.
Mínimas.
Até porque o Boavista traz com ele adeptos que tem causado distúrbios em todo o lado por onde tem passado.
Fazer o jogo ali é um tremendo risco para a segurança de quem lá for.
Já para não falar da penalização (somos sempre a cobaia convém não esquecer) de eventuais incidentes que venham a surgir.
Já bem bastou a ligeireza com que foi organizado o atrás referido Vitória B-Sporting B.
Por isso, mesmo com sacrifício do relvado (que aliás depois de tanto descanso bem pode aguentar um esforço extra), será bom que se antecipe para sábado o jogo e ele seja disputado no estádio.
É o que o bom senso indica.
Depois Falamos

P:S a fotografia refere-se à final da taça de Portugal de 1976, nas Antas, entre Vitória e Boavista que o árbitro António Garrido ofereceu aos axadrezados.
Foi a primeira final do Vitória a que assisti.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Fotografia Simbólica

Ao constatar que Amidó Baldé tem esta foto como sua foto de perfil no facebook resolvi deixar aqui duas ou três linhas sobre ela.
Até porque é a minha foto preferida da final do Jamor.
Mais do que esta, mas já  não do jogo propriamente dito, só a de Alex a levantar a Taça na tribuna.
Desde logo é uma grande imagem e são devidos os parabéns à fotógrafa Catarina Morais uma das mais talentosas da sua profissão.
Depois encerra algumas curiosidades.
Desde logo dois grandes jogadores: Amidó Baldé e Nemaj Matic.
Já nenhum joga em Portugal.
Baldé foi para o Celtic no inicio da época e Matic agora em Janeiro para o Chelsea.
Dois grandes clubes do futebol britânico com que nenhum clube português pode concorrer na hora de por o dinheiro em cima da mesa.
Depois mostra dois dos mais tradicionais equipamentos do nosso futebol em rigorosa observância pela história dos dois clubes.
Camisola branca, calção preto e meias brancas no Vitória (é assim que mais gosto de ver os nossos jogadores equipados)e camisola vermelha,calção branco e meias vermelhas no Benfica.
Dois dos equipamentos mais tradicionais e mais bonitos já agora.
Outra curiosidade é que na dinâmica própria da jogador quer Baldé quer Matic estão com os dois pés no ar o que não deixa de ser curioso e mostra bem o empenhamento que ambos estavam a por na disputa do lance.
Uma curiosidade final é o facto de Baldé ter a bola e avançar à frente de Matic.
Premonitório.
Porque o Vitória ficou à frente do Benfica e ficou com a Taça.
Considerações dispersas em volta de uma fotografia e da memória da mais bela tarde vitoriana.
Depois Falamos

P.S. Claro que também é curiosidade (e muito agradável) e levou a este post o facto de Amidó Baldé ter agora esta fotografia como foto de perfil. Um destes dias vai mudá-la, como todos fazemos com as nossas,mas é sintomática da tremenda identificação que o Amidó conseguiu com o nosso clube no pouco tempo que esteve cá.
E mostra , o que só o enobrece, que sabe ser grato a um clube e uns adeptos que depressa o consideraram um dos "nossos".

Tatuagens