segunda-feira, outubro 05, 2026

Qualificados

Com quatro vitórias nos quatro primeiros jogos Portugal já conseguiu o primeiro objectivo que era o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações e praticamente garantiu também o segundo objectivo que é vencer o grupo. 
Hoje face a uma Noruega, que venceramos em Oslo com alguma sorte porque o adversário foi superior, a seleção nacional voltou a vencer mas desta vez sendo superior ao adversário pese embora este se ter adiantado no marcador. 
Portugal não fez um jogo brilhante, longe disso, mas fez o suficiente para vencer e isso era o que importava. 
Dia 14 de Novembro, em Braga, frente à Dinamarca será oportunidade para garantir a vitória no grupo que lhe permitirá ser cabeça de série no sorteio dos quartos de final e disputar o segundo jogo em casa. Uma coisa é certa. 
Portugal fez até agora, face aos adversários que lhe coube defrontar, o que era sua obrigação fazer. 
Que assim continue.
Depois Falamos.

domingo, outubro 04, 2026

Siga

Gonçalo Inácio com Gales ficou na bancada. 
Com a Noruega e a Dinamarca não saiu do banco. 
Hoje volta a ficar na bancada. 
Não discuto a opção técnica e o treinador tem todo o direito de fazer as opções que entende até porque é o primeiro a pagar por elas quando correm mal. 
Mas as palavras ditas aquando da convocatória foram deselegantes para com Rui Borges ( " comigo" vai jogar bem o que significa que com o treinador no clube não o fazia) e ilusórias para o jogador que pensava ser opção e afinal não o foi. 
Mas nisto de fazer crer aos jogadores uma coisa e depois fazer outra já sabemos do que a casa gasta!
Siga...
Depois Falamos.

Sui Generis

Há coisas que são absolutamente" sui generis" e em nada contribuem para o prestigio do Parlamento e das suas comissões de inquérito.
Uma é atribuir a presidência de uma comissão de inquérito ao partido que a requereu e cuja opinião sobre o motivo da mesma já está formada há muito tempo pelo que é inevitável pensar-se que fará tudo para orientar os trabalhos no sentido de as conclusões serem conforme os seus desejos.
A outra, creio que coisa nunca vista em 50 anos de parlamentarismo, é ver uma comissão de inquérito presidida por um líder partidário. 
Ainda por cima um líder cuja forma de actuar é de absoluto privilégio pelo espectáculo diário perante a comunicação social.
Receio bem que com prejuízo do Parlamento esta comissão corra o risco de se transformar num circo com vários espectáculos por dia.
É pena.
Depois Falamos

Paris

Ursos

Sobrevivência

Barbaridade

Este texto não é sobre a pena de morte, matéria em que não tenho posição definitiva, mas sim sobre um caso concreto.
Christa Pike em 1995, com vinte anos de idade, foi condenada à pena de morte por juntamente com o namorado terem assassinado uma outra rapariga. 
Foi uma das condenadas mais jovens de sempre no estado do Tennessee. 
Passou trinta e um anos na cadeia ( !!!) sem a pena ser cumprida. 
Na semana passada, finalmente, foi executada através de injeção letal. 
Foi? Não. Não foi. 
Administrada uma injeção não morreu, administrada segunda injeção também não morreu e a execução foi suspensa e ela levada para o hospital em estado crítico e com os médicos a fazerem tudo para a salvarem. 
Para quê? Para voltar a ser executada supõe-se! 
Não me pronuncio sobre a pena de morte mas não posso deixar de considerar que manter uma pessoa na cadeia por 31 anos à espera de a matarem é uma barbaridade moral. 
E barbaridade ainda maior nem sequer conseguirem fazê-lo de forma minimamente decente poupando-a a todo o sofrimento que tem experimentado desde a execução falhada. 
Talvez seja a oportunidade de todos, a começar pelo governos dos EUA, fazerem uma reflexão profunda sobre a pena de morte. 
Há barbáries inadmissíveis no século XXI. 
O que está a acontecer com Christa Pike é uma delas.
Depois Falamos.

Pedestal

quinta-feira, outubro 01, 2026

Excessivo

Confesso que do alto do meu metro e oitenta e seis às vezes me sinto, como direi, pequenino ao ler algumas notícias.
Esta foi uma delas.
Antes de mais acho que é óbvio para quem habitualmente lê os meus escritos que sou um admirador de Cristiano Ronaldo e um apoiante de Luís Montenegro enquanto primeiro ministro de Portugal e assim continuarei em relação a ambos salvo forte motivo em contrário.
Mas reconhecendo a importância do futebol nos tempos de hoje, sabendo da importância da imagem do país no mundo, reconhecendo que Ronaldo é o português mais conhecido de todos os tempos e uma figura mediática a nível mundial ainda assim questiono-me sobre se o primeiro ministro se deve preocupar com um desentendimento na seleção ao ponto de andar a telefonar aos protagonistas?
Creio que não.
Porque é apenas futebol e o futebol é coisa mais importante das coisas menos importantes e creio que a atenção do PM se deve concentrar nos problemas reais do país e não em questões futebolísticas que tem os seus agentes próprios para as resolverem.
Perceberia que o secretário de estado do desporto fizesse este tipo de diligência mas ser o primeiro ministro a fazê-la acho francamente excessivo.
Depois Falamos.