
quarta-feira, janeiro 06, 2016
segunda-feira, janeiro 04, 2016
Retrato Perfeito
Texto e cartoon : http://miguelsalazar.blogs.sapo.pt/carlos-xistra-renovou-jogou-e-415567
Sempre gostei muito do cartoon como forma não só de fazer humor mas também de retratar situações com uma abordagem muito própria.
Há muitos anos que o Miguel Salazar, com o seu talento único, nos vem habituando a através de magnificos desenhos temperados com um humor incisivo retratar as mais diversas situações nomeadamente desportivas.
E quando se trata de defender o Vitória o lápis nunca lhe "dói"porque é daqueles vitorianos que sente as ofensas ao clube como se feitas a ele próprio!
E por isso acho particularmente feliz este desenho,que complementado com três parágrafos de texto que podem ser lidos no seu blogue,retrata na perfeição o roubo de igreja a que todos assistimos no jogo do passado sábado.
Depois Falamos
P.S: Delicioso o pormenor do "novo" patrocinador na camisola do SLB.
Sempre gostei muito do cartoon como forma não só de fazer humor mas também de retratar situações com uma abordagem muito própria.
Há muitos anos que o Miguel Salazar, com o seu talento único, nos vem habituando a através de magnificos desenhos temperados com um humor incisivo retratar as mais diversas situações nomeadamente desportivas.
E quando se trata de defender o Vitória o lápis nunca lhe "dói"porque é daqueles vitorianos que sente as ofensas ao clube como se feitas a ele próprio!
E por isso acho particularmente feliz este desenho,que complementado com três parágrafos de texto que podem ser lidos no seu blogue,retrata na perfeição o roubo de igreja a que todos assistimos no jogo do passado sábado.
Depois Falamos
P.S: Delicioso o pormenor do "novo" patrocinador na camisola do SLB.
domingo, janeiro 03, 2016
Roubo de Igreja


O Vitória-Benfica, que teve como "tarefeiro" de serviço aos interesses do clube de todos os regimes um bandalho chamado Xistra, foi um dos maiores roubos de igreja a que o nosso futebol assistiu nos últimos anos.
Um conjunto de erros propositados sempre contra o Vitória inclinaram decisivamente o campo a favor de uma equipa banal que com um árbitro sério teria saído de Guimarães vergada ao peso de uma clara derrota.
Mas o "sistema" , desta vez representado por um "vigaXistra" não deixou.
Três penáltis, uma permanente disparidade na avaliação técnica e disciplinar de lances idênticos, uma clara intenção de intimidar a equipa vitoriana através da amostragem de amarelos logo nos primeiros lances da partida.
Aos outros...tudo permitia.
Cotoveladas, empurrões, encostar de cabeças, sapatadas nos jogadores vitorianos e a permanente recusa de marcar livres contra o SLB nas imediações da sua área como aconteceu aos 92 minutos quando Jardel fez clara falta sobre Dourado à entrada da área.
Um exibição digna de figurar em qualquer manual do favorecimento ao mais forte.
Mais forte nos bastidores, é claro, porque no terreno de jogo o Vitória foi de longe melhor.
Uma vergonha.
Que merece, mas não vai ter, a mais firme denúncia não só por parte dos lesados como de todos aqueles que dizem defender a verdade desportiva no futebol.
Tivesse este roubo de igreja sido a favor do Vitória (algo que nunca aconteceu como é óbvio) e abriam-se telejornais para denunciar o atropelo.
Assim... nem se fala do assunto.
Em Portugal o feudalismo desportivo teima em desaparecer.
Até ao dia em que os "servos da gleba" ganhem a dignidade e a coragem de darem um valente murro na mesa.
Um dia...
Depois Falamos
O "Xistrema" ...

Creio que hoje todos os vitorianos terão saído do estádio contentes com o Vitória.
Porque a equipa jogou bem, criou bons lances de futebol, foi em muitos períodos de jogo superior ao adversário e apenas pecou na finalização ao desperdiçar dois ou três lances de golo feito.
Por seu turno o Benfica, um dos Benfica mais banais que me lembro de ver,foi jogando o que o Vitória lhe permitiu sem criar oportunidades e demonstrando um claro respeito pelo adversário que tinha pela frente.
De tal forma que apenas criou uma verdadeira oportunidade de golo ao longo dos 45 minutos iniciais,precisamente ao cair do pano, a que João Miguel se opôs com uma espantosa defesa em que demonstrou reflexos verdadeiramente extraordinários.
Seguramente uma das melhores defesas deste campeonato pelo grau de dificuldade de que se revestiu.
É claro que à supremacia vitoriana faltou o acerto na concretização que impediu que a equipa fosse para intervalo a vencer, como bem merecia, porque fez o suficiente para isso.
Mesmo tendo de jogar com um campo inclinado a favor do adversário por força de uma vergonhosa arbitragem que desde o primeiro minuto prejudicou claramente o Vitória com uma disparidade de critérios técnicos e disciplinares que deixou bem evidente ao que vinha.
Na segunda parte o Benfica esteve ligeiramente melhor que na primeira parte enquanto que o Vitória continuou a manter o nível de jogo da primeira apenas criando menos ocasiões de golo pese embora a grande oportunidade do segundo período tenha sido sua com Licá a atirar por alto a dois ou três metros da linha de golo.
A par disso o soprador de apito ia empurrando o Vitória para trás de forma visível que teve o seu expoente no inacreditável amarelo a Cafu (a asneira foi tamanha que acabou por retirá-lo) num lance em que o capitão vitoriano nem sequer tocou no mergulhador benfiquista.
Só que Cafu vinha assumindo um papel preponderante na luta de meio campo e o "tarefeiro" do "sistema" queria intimidá-lo de qualquer forma demonstrando bem a má fé com que andou pelo relvado durante os 93 minutos de jogo.
A partir dos 70 minutos pareceu-me haver uma pequena quebra física em alguns jogadores vitorianos a que logo por azar correspondeu um momento de inspiração de Renato Sanches que fez um grande golo e sentenciou a partida pese embora a briosa reacção do Vitória em busca do empate que bem merecia.
E foi precisamente neste período que me parece existir lugar a uma critica a Sérgio Conceição ao não esgotar as substituições permitindo assim refrescar uma equipa que chegou ao fim do jogo com alguns jogadores claramente cansados como Otávio ou Alexandre Silva por exemplo.
Penso que a entrada de Tozé para os minutos finais teria feito sentido porque daria "pulmão" e consequente posse de bola a uma equipa que estava a denotar algum cansaço.
Mas no resto há que dizer que SC esteve muito bem quer na equipa que escolheu,quer na estratégia de jogo, quer nas duas substituições que fez.
E tal como noutras ocasiões o tenho criticado hoje elogio-o com gosto.
Quanto ao soprador do apito culminou a "encomenda" dando três minutos de descontos(!!!) a um jogo que na segunda parte teve cinco substituições, um golo com festejos superiores a dois minutos e uma entrada da equipa médica forasteira que durou seguramente três minutos no mínimo.
Mas o Xistra, ao serviço do "Xistrema", deu três minutos durante os quais olhou várias vezes para o relógio tal a pressa de acabar o jogo.
Nada de novo em jogos com o Benfica para sermos realistas.
Apenas a constatação de que no que toca ao futebol português continua a ser preciso um verdadeiro 25 de Abril que acabe com esta porcaria e permita que todos os clubes sejam tratados por igual.
Depois Falamos.
sábado, janeiro 02, 2016
Reflexões "TelePresidenciais"

Ontem tive oportunidade de assistir a quase todos os debates entre candidatos a Presidente da República.
Vi os "duelos" entre Edgar Silva e Henrique Neto, entre Paulo Morais e Maria de Belém e depois aquilo que devia ser um debate a quatro mas foi,isso sim, uma animada tertúlia a três entre Marcelo Rebelo de Sousa, Vitorino Silva (Tino de Rans) e Jorge Sequeira já que o outro participante-Cândido Ferreira- optou por ler um papel contra os critérios das televisões em termos de debates e ...foi embora.
Há duas coisas que devem,desde já, ser ditas.
Uma é que os dez candidatos merecem ser respeitados por igual.
Todos eles encontraram no mínimo 7500 cidadãos portugueses que entenderam dever subscrever as respectivas candidaturas e por isso não há candidatos de primeira e candidatos de segunda.
Há candidatos!
Diferentes em ideias, em capacidades, em preparação intelectual, em experiência política e em muitas outras coisas que o voto livre dos portugueses se encarregará de diferenciar no dia 24 de Janeiro escolhendo o que considera mais apto para o cargo e rejeitando os restantes.
A outra coisa é que percebe-se bem o problema das televisões perante um número recorde de candidaturas que impossibilita aquilo que noutras ocasiões tem sido possível e que são os debates a dois entre candidatos.
Porque isso nesta eleições representaria a necessidade de fazer dezenas e dezenas de debates.
E não há tempo para os fazer nem programação que resistisse a tanto debate.
Agora também não me parece nada justo serem as televisões a decidirem quem tem mais ou menos hipóteses de vencer e criarem dois patamares de candidaturas colocando no primeiro Marcelo,Sampaio da Nóvoa,Maria de Belém,Marisa Matias, Edgar Silva,Henrique Neto e Paulo Morais e no segundo Vitorino Silva,Jorge Sequeira e Cândido Ferreira sendo que os primeiros tem direito a debates a dois enquanto os do segundo patamar apenas tem direito a debates a quatro com os três candidatos do primeiro grupo que as televisões consideram susceptíveis de melhor resultado nas eleições.
Sendo igualmente certo que debates a dez pouco mais seriam do que ...ruído.
Não sei se não seria preferível cada candidato ter direito a uma entrevista individual, em simultâneo nas três televisões, suficientemente longa para se ter a possibilidade de avaliar bem a pessoa,o candidato e as ideias e depois em função dos shares televisivos das entrevistas definir os candidatos que participariam em debates entre eles.
No fundo as entrevistas individuais seriam uma espécie de "primárias" dos debates.
Talvez fosse mais justo para os candidatos e mais esclarecedor para os telespectadores.
Talvez...
Depois Falamos
sexta-feira, janeiro 01, 2016
Quem?

Não sou,como é sabido,militante do CDS.
Não sei ,nem tenho que saber, o que se passa dentro do partido,qual a correlação de forças entre candidatos à liderança,qual a tendência de voto dos militantes.
Não sei sequer-nem eu nem ninguém-quantos vão ser os candidatos à sucessão de Paulo Portas.
Nem sequer o raciocínio que faço sobre este assunto tem a ver com aquele que será o interesse do meu partido na figura que venha a liderar o CDS.
Olho apenas como um observador interessado.
Que conhece pessoalmente alguns dos candidatos e não conhece outros.
Neste momento ,a meses do congresso onde tudo se decidirá (e os congressos do CDS são razoavelmente incertos quanto aos resultados), parece que há dois candidatos na "pole position- Nuno Melo e Assunção Cristas- e outros três -Mota Soares , Nuno Magalhães e João Almeida- que estarão mais atrás na linha de partida.
Não sendo para admirar que até ao congresso ainda apareça um ou outro enquanto destes atrás enunciados nem todos irão a votos.
Como observador vejo qualidades e defeitos em todas as candidaturas mas não deixo de considerar o seguinte:
Creio que João Almeida não irá até ao fim porque sendo um dos mais brilhantes novos quadros do CDS este ainda não é o tempo dele. É jovem e pode esperar.
Nuno Magalhães também não me parece que avance.
Porque sendo um excelente líder parlamentar não é certo que neste tempo fosse um bom líder do partido. Também tem tempo para esperar e não necessita agora de trocar o certo pelo incerto.
O mesmo se aplica a Mota Soares.
Que fez um bom lugar nos Assuntos Sociais mas não me parece que tenha a notoriedade e o carisma necessários a garantir com êxito uma sucessão tão difícil como a de Paulo Portas.
"Restam" (será?) os dois que estão na primeira linha dos vaticínios.
Melo e Cristas.
Como observador acho que Assunção Cristas é a que tem melhores condições para assegurar um novo ciclo depois dos 16 anos de Portas.
Jovem,inteligente, carismática e determinada pode ser uma líder de grande sucesso e bem capaz de manter o partido na dimensão eleitoral das melhores fases de Paulo Portas.
Nuno Melo será uma solução mais consensual em termos internos, e tem um mediatismo talvez superior ao da colega de partido por força das candidaturas ao parlamento europeu e ao seu trabalho na comissão de inquérito parlamentar ao BPN, mas é uma espécie de "Portismo" sem Portas tal a sua ligação umbilical ao líder cessante.
E substituir o original pela cópia raramente dá bom resultado.
A que acresce o problema de coerência:
É que Melo para ser hoje líder do CDS teria de fazer exactamente o mesmo que tanto criticou a Ribeiro e Castro num passado não muito distante.
Estar com um pé no "Caldas" e outro em Bruxelas.
Mas o novo líder é uma decisão que cabe exclusivamente aos militantes do CDS e não aos observadores e menos ainda a militantes de outros partidos.
A seu tempo resolverão.
Eu se fosse militante do CDS e pudesse escolher um novo líder não teria duvidas.
Telmo Correia.
O mais brilhante político,do meu ponto de vista, que o CDS sem Portas tem na actualidade.
Depois Falamos.
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