
quarta-feira, agosto 05, 2026
Sugestão de Leitura
Para quem gosta de ler biografias e é admirador de Cristiano Ronaldo uma biografia do genial futebolista português é um livro irrecusável.
Lançada em tempos de Mundial, seguramente que não por acaso, rapidamente se transformou num sucesso de vendas ou não versasse a história de vida de alguém que transforma em ouro tudo aquilo em que toca.
Cento e nove capitulos que contam a sua vida desde os tempos de pobreza no Funchal até ao fabuloso contrato com o Al Nassr passando pelos clubes onde jogou, pela seleção nacional, pelos negócios e obviamente pelas relações afectivas que teve até Georgina Rodriguez e pelos cinco filhos.
Escrita por Régis Dupont, um dos mais prestigiados jornalistas franceses ( grande repórter do LEquipe), é uma biografia cujo autor confessando-se admirador de Ronaldo conseguiu o distanciamento profissional necessário a escrever uma obra isenta na qual elogiando-se as muitas qualidades do biografado também são destacados os seus defeitos e os erros que cometeu ao longo da carreira.
Gostei imenso deste livro e por isso o aconselho vivamente a quem quiser saber mais sobre Ronaldo fugindo à toxicidade das redes sociais e aos comentadores de ocasião que nas televisões e jornais procuram os seus cnco minutos de fama à custa do mais conhecido e famoso portugues de todos os tempos.
Depois Falamos.
Papas

Com o passar dos anos vai-se chegando a uma idade em que até os Papas nos põe velhos!
É incrível mas verdadeiro.
Ao olhar para esta imagem que me apareceu, como tans outras, no Facebook constatei que pelo que me toca já vou no sétimo Papa desde que nasci o que não sendo nem de perto nem de longe comparável com os Papas (e presidentes dos EUA) que a raínha Iabel II conheceu tem ainda assim algm significado.
Nasci era Papa o pontífice do concílio Vaticano II conhecido como João XXIII. Dele não tenho nenhuma memória.
A seguir Paulo VI. De que recordo que foi o primeiro Papa a visitar Portugal e que gerou grande controvérsia com uma audiência a Agostonho Neto, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane que muito chocou o governo português de então. Foi também o primeiro a viajar pelo mundo saindo dos muros do Vaticano.
De João Paulo I tenho evidentemente muitas memórias. Não pelo tempo que foi Papa, apenas 33 dias, mas por tudo quanto li sobre a sua morte que continua ainda hoje a suscutar inúmeras teorias da conspiração.
João Paulo II é o meu Papa preferido. Um longo pontificado, um apostolado exemplar, um Papa que teve decisiva influência no panorama mundial, um amigo de Portugal, um pontífice que correu mundo levando a mensagem da Igreja e um exemplo de resignação e sacrifício que talvez tenha ido para lá do razoável. Um Papa admirável e um Homem extraordinário.
Sucedeu-lhe Bento XVI. Um homem de extraordinária inteligência, um intelectual de craveira excepcional, que não tendo a empatia do seu antecessor soube criar laços comunicacionais muito fortes e levar a "carta a Garcia" como se costuma dizer. Foi também o primeiro Papa em muitos séculos a resignar ao cargo.
Tenho também uma enorme admiração pelo Papa Francisco. Quase tanta como por João Paulo II embora de natureza diferente.
Nele, para lá das suas qualidades pastorais, apreciei muito a simplicidade, a humildade, a jovialidade com que desempenhou as suas funções. Um homem do nosso tempo, com uma visão moderna do que deve ser a Igreja, que saiu do meio do povo para a cadeira papal sem nunca deixar de ser um homem do povo. Foi o primeiro jesuíta a ser Papa e dele guardarei sempre a memória das extraordinarías jornadas mundiais da juventde que decorreram em Lisboa.
Foi um Papa genuinamente popular e creio que também com isso prestou relevante serviço à Igreja.
O actual Papa, Leão XIV, tenho alguma dificuldade em definir.
Suceder a Francisco, Bento XVI e João Paulo II não é seguramente tarefa nada fácil porque além terem sido os três últimos Papas antes dele deixaram marcas fortissímas dos respectivos pontificados que tornam difícil a afirmação do actual pontífice.
Do qual tenho a imagem de ser um Papa bem intencionado, a querer intervir nos assuntos mais difíceis da actualidade ( Irão, Ucrânia, Gaza, Sudão do Sul) mas ainda à procura de um estilo e de uma forma de conseguir influenciar alguns desses ( e doutros) problemas.
Mas com apenas um ano e pouco de pontificado terá ainda muito tempo pela frente para afirmar o seu próprio estilo.
Que será seguramente diferentes dos antecessores referidos.
E é melhor que assim seja porque as comparações seriam sempre muito complexas.
Depois Falamos.
terça-feira, agosto 04, 2026
Desfaçatez

Há gente, opinadores, comentadores, "influencers" , chamem-lhes o que quiserem chamar que andaram anos a insistir no erro, a apoiar os errados, a quererem (e nalguns casos conseguirem) convencer outros a alinharem em opções erradas.
Mas há uma velha máxima que nos diz que se pode enganar muita gente durante muito tempo mas é impossível enganar toda a gente sempre pelo que um dia a verdade veio ao de cima, comprovou-se o erro embora sem se saber ainda a sua verdadeira dimensão.
E quando os errados desapareceram do dia para a noite, fugindo a responsabilidades e compromissos, os seus arautos permaneceram e com a desfaçatez que os caracteriza rapidamente se prontificaram a anunciarem os "amanhãs que cantam" como se nada tivessem a ver com o passado nem responsabilidades de grau diverso na manutenção do erro e dos errados.
Pior ainda acham-se no direito, sem qualquer acto de contrição ou manifestação de arrependimento, de apontarem caminhos, defenderem soluções, apoiarem os que a cada momento estao no poder.
Há gente cuja desfaçatez não tem limites.
E também por isso há instituições centenárias que estão como estão.
Depois Falamos.
segunda-feira, agosto 03, 2026
Proença

São várias as semelhanças entre Pedro Proença e Gianni Infantino e infelizmente para eles, e para os organismos que lideram, nenhuma é particularmente lisonjeira.
Uma delas é a absoluta incapacidade de perceberem (ou a arte de fazerem de conta que não percebem) que depois das asneiras que disseram e fizeram nas últimas semanas nenhum deles tem condições para permanecer em cargos que não souberam merecer.
Até podem aguentar-se, tipo Maduro na Venezuela que se manteve no poder a qualquer preço e um dia teve um despertar complicado, mas completamente fragilizados nas sua autoridade, desacreditados no que dizem e fazem e sob uma suspeição que nunca parará de aumentar enquanto estiverem em funções.
No caso do Infantino português esta declaração a separar posições entre ele enquanto cidadão e ele enquanto presidente da FPF é de uma pobreza ética, de uma falta de principios rigorosos, de uma tentativa de se escapulir de qualquer forma à responsabilidade dos erros cometidos que por si só o inabilita para o cargo que ocupa.
As posições do cidadão não podem confundir-se com as do presidente da FPF?
Então quando elas forem contraditórias em quem se deve acreditar?
No cidadão ou no presidente da FPF?
É mais que óbvio que em nenhum deles!
Como pode um individuo cuja credibilidade está reduzida a este nível manter-se como presidente da FPF?
Responda quem souber.
Eu não sei.
Depois Falamos.
domingo, agosto 02, 2026
Defesa

É uma pergunta teórica e que nunca terá resposta, penso eu, mas ainda gostava de saber qual o conceito de defesa do futebol, e dos espectadores em função do qual ele existe, que se pratica hoje em Portugal.
O torneio da Póvoa de Varzim decidiu-se por grandes penalidades e para tal foi necessário escolher em que baliza elas seriam marcadas.
O estádio tem duas bancadas de topo, como é sabido, por trás de cada uma das balizas e enquanto numa bancada estavam milhares de espectadores ( conforme a foto) na outra estavam duas dúzias de pessoas! Em que baliza foram marcadas as grandes penalidades?
Na que tinha a bancada vazia por trás!
E depois de um processo de escolha estranhamente demorado diga-se de passagem.
É assim que se defende o futebol?
É assim que se respeitam os espectadores que pagam o seu bilhete?
E isto não é nenhuma desculpa para o insucesso do Vitória porque se as grandes penalidades fossem na outra baliza o resultado poderia perfeitamente ser o mesmo.
É apenas indignação pela forma como em Portugal (não) se defende o futebol.
Nem quando é tão fácil fazê-lo.
Depois Falamos.
Tralhão

Não conhecia Luis Tralhão até Maio passado.
O que nem admira muito porque tem 47 anos e está apenas na sua segunda época como técnico de uma equipa profissional.
Passou décadas no futebol de formação e boa parte deles no Benfica.
O ano passado assumiu o Torreense com a época em curso e conseguiu " apenas" lutar pela subida até ao play off com o Casa Pia mas essencialmente conseguiu vencer a Taça de Portugal derrotando no Jamor o vice campeão nacional Sporting.
Conseguindo assim que o Torreense fosse a primeira equipa da II liga a conquistar o troféu.
Claro que a partir dai passou a ser um técnico cuja carreira merece o maior interesse.
Ontem em Coimbra não venceu o campeão nacional mas jogou os 90 minutos de igual para igual, olhos nos olhos, com períodos de domínio do jogo e não foi a prolongamento porque não calhou ou não quiseram que calhasse.
Certo é que um treinador que ao comando de uma equipa do escalão secundário joga como jogou contra as duas melhores equipas nacionais da ultima época só pode ser um excelente treinador.
Que aos 47 anos ainda pode aspirar fazer uma bela carreira em patamares superiores aos que pisou até agora.
Porque treinador é ele. Dos bons!
Depois Falamos.
sábado, agosto 01, 2026
Penalti

Já se sabe que uma grande penalidade não é um golo.
É uma clara oportunidade de golo, isso sim, mas está longe de ser automaticamente um golo.
As grandes penalidades são faltas previstas nas leis do futebol, como cantos e livres, que quando são infringidas dão lugar à marcação desse castigo.
A que se chama castigo máximo por ser a tal oportunidade clara de golo.
E por isso quando elas existem tem de ser marcadas sejam contra quem forem e seja em que altura do jogo forem.
Na final da supertaça decorria o minuto noventa quando há uma clara grande penalidade a favor do Torreense que devia ter castigado, mas não castigou, falta cometida na grande áre portista por um jogador azul e banco.
Incrível o árbitro não ter marcado e mais incrível ainda o VAR não ter intervido.
O porto vencia por 1-0 e foi esse o resultado final que até podia ter sido o mesmo se a grande penalidade tivesse sido marcada e depois não convertida.
Mas não foi.
Num claro favorecimento ao Porto e deixando para todo o sempre a suspeita que se fosse na outra área e o Torreense estivesse a ganhar ela seria assinalada sem qualquer hesitação.
O nosso futebol infelizmente continua longe da verdade desportiva em alguns jogos de três clubes.
Será que algum dia vai mudar?
Depois Falamos.
Perceber

Não quero polémicas mas quero perceber.
André Ventura está a confessar que agiu como receptador de documentos muito importantes, e portanto confidenciais, da PJ que algum ou alguns funcionários indignos de serem polícias lhe terão enviado violando as leis da República?
Está?
E se está isso não é crime? E crime grave?
Acima de qualquer imunidade parlamentar digo eu.
Porque se assim for e vier a ser constituída uma comissão de inquérito ao ministro Luís Neves está-me a parecer, e muito, que não é apenas o ministro que vai ter de dar explicações!
Depois Falamos.
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