sexta-feira, maio 15, 2015

Jogo de Paradoxos

O enfrentamento de domingo, entre os clubes mais representativos de Guimarães e de Lisboa, é para além do confronto desportivo entre dois dos maiores clubes portugueses uma oportunidade de constatar os paradoxos que existem em volta dele.
Destacaria os seguintes.
Disputa-se entre os clubes mais representativos da primeira e da ultima capital de Portugal.
Na cidade de um os mouros nunca entraram enquanto na do outro nunca saíram.
Um representa como ninguém o amor dos adeptos ao clube enquanto o outro é o fiel representante do amor dos adeptos ás vitórias.
No futebol porque nas modalidades eles não são sequer vistos.
Um tem orgulho nos seus adeptos e no apoio que eles lhe dão nos estádios e pavilhões em que joga enquanto o outro se orgulha de um número imaginário de adeptos a esmagadora maioria dos quais nunca o viu jogar ao vivo nem passou sequer perto das suas instalações desportivas.
Um tem milhares a apoiá-lo nas bancadas enquanto o outro tem  milhões no sofá.
Um não tem o nome da cidade na denominação social,mas os ignorantes teimam em tratá-lo assim, enquanto o outro tem o nome da cidade na sua denominação mas ninguém o trata dessa forma.
Um nasceu numa cidade que dele se orgulha e o outro num bairro de uma cidade que divide com vários outros oriundos de outros bairros.
Um tem um percurso que o honra, feito a pé e pelo seu pé (e sempre contra o vento), enquanto o outro anda à décadas a ser levado ao colo por todos os poderes dos políticos aos económicos passando por uma comunicação social servil.
Um o pouco que ganhou...mereceu enquanto o outro do muito que ganhou há boa parte que foi dado.
Na cidade de um não são admitidas "feitorias coloniais" (eles chamam-lhes "Casas do Benfica") dado o profundo respeito pela Constituição da República que proíbe todas as formas de colonialismo, enquanto na cidade do outro acham que "isto é tudo deles"...mas não é!
É pois um jogo de paradoxos.
E o confronto de duas formas de ver e estar no desporto.
Entre a afirmação dos valores da Terra, do orgulho em ser de Guimarães e do Vitória independentemente das vitórias ou das derrotas, e o "vale tudo" desde que se ganhe e se possa dizer que se é de um clube que ganha muitas vezes.
Mas o maior dos paradoxos,do meu ponto de vista, é o facto de domingo a cidade que foi Capital Europeia da Cultura em 2012 ser visitada por um fenómeno, o "benfiquismo", que traduz um dos mais chocantes atrasos culturais deste país.
O de um deslumbramento que vem de séculos passados de uma "provincia" parola e atrasada por uma cidade" desenvolvida e culta" que muitos não conhecem mas de que ouvem falar com  a emoção do desconhecido e o deslumbramento que nem a imaginação parece limitar.
Já nada é assim.
Mas a cultura demora  tempo a fazer o seu caminho!
Depois Falamos.

33 comentários:

Anónimo disse...

Excelente. Excelente. Excelente.

Anónimo disse...

Sr. Luis Cirilo Porque nao fez "o nosso 14" contra o nacional

Júlio Vieira de Castro disse...

"Na cidade de um os mouros nunca entraram enquanto na do outro nunca saíram."

Sr. Luís Cirilo,

Esta é uma frase "à porto". Na minha opinião, foi infeliz na escolha desta frase. A história desmente-o.

Quanto ao restante artigo, revejo-me em muita coisa. Na frase acima mencionada não.

1 Abraço!
Viva o Vitória!

Anónimo disse...

Ora aí está!
Bom texto que subscrevo a 100%.
Saudações Vitorianas.

J.M.

luis cirilo disse...

Caro Anónimo:
Obrigado. Vai-se escrevendo ao sabor do orgulho em ser vitoriano.
Caro Anónimo:
Tem toda a razão. Nos dias a seguir ao jogo tive pouco tempo e agora acho que já não vale a pena.
Curiosamente até seria um "O nosso 14" com algumas coisas para dizer.
Caro Júlio Vieira de Castro:
creio já lhe ter respondido no facebook. Mesmo assim reitero o seguinte:
Em Guimarães não conheço vestígios da presença moura(embora há quem deles fale) enquanto em Lisboa se sabe que D.Afonso Henriques permitiu aos mouros lá continuarem a viver depois da conquista. E por lá continuam.
Não é frase "à Porto"de forma nenhuma.
Caro J.M.
Obrigado.
Um abraço vitoriano

Só dá ESTRÔNDO disse...

Olhe que ele tem razão...VoCê luis cometeu um pavoroso dislate!
Não só não ficaram lá os Mouros como também até os camêlos abalaram ! O que lá continuou e se multiplica nauseabundamente são os dejectos deixados pelos animais em questão que poluem com seus hálitos fétidos tudo por ande se arrastam e andrajam.
Em alguns casos estendem-lhes a passadeira vermelha...Que é nada mais que o esgôto a céu aberto onde se ufanam de chafurdar,e onde deixam estes tubos processadores de bosta descarregar
a imundice de que são feitos !
É só entrar no site do record que qual E.T.A.R sem filtragem permite que essas cloacas se exprimam pestilentamente,e sabendo eu que aqui se filtram aragens inquinadas,prefiro só advertir para não se deixarem conspurcar indo na onda provocatória onde esses ordinários estão a fazer tudo para nos afogar,pois por eles teremos a garantio de um trágico evento do qual se safarão sem nada lhes apontarem e que vai sobrar para nós e nos transformará no bode espiatória do costume,como de costume lhes dá jeito.
Por isso apelo a que os ignorem quando eles à laia de qualquer de qualquer festejo se sirvam disso como pretexto para nos acicatar como vem fazendo dese sempre com todos e particularmente connosco,só porque lhes doi imensamente que numa Cidade - fora da lisboa que cheira horrivelmente por todos os cantos,eles não são a maioria dentro dela,nem dentro do do resoectivo estádio.
Porque quem cheira bem é Guimarães :D

cards disse...

caro Luís Cirilo, não havia necessidade...

luis cirilo disse...

Caro "Só dá estrondo":
Constato a sua "simpatia" por Lisboa e pelos lisboetas.
Partilho da sua certeza que no nosso estádio seremos uma enorme maioria e continuaremos a ser uma cidade e um concelho orgulhosamente livres de "intoxicações" vindas de outros lados.
Caro cards:
Havia...Havia...

cards disse...

Domingo vão jogar duas equipas uma da cidade de guimarães outra da cidade de Lisboa. nada mais

Miguel Batista disse...

Mas há mais paradoxos. Um já passeou pela segunda divisão, o outro não. Um já ganhou na Europa, o outro é raro por lá passar. Um , o da atual capital, e tal como a sua cidade, é conhecido e respeitado na Europa. O outro, bem o outro, na Europa ninguém o conhece. Quanto à cidade, na Europa poucos a conhecem e nenhuns sabem que foi a primeira capital. E eu sei do que falo porque sei o que é a Europa e falo com muita gente por essa Europa fora.
E não, não sou benfiquista. Mas respeito o clube, a sua história e os seus adeptos. Terá os seus podres como todos os teem. Repito, todos. E o que o senhor diz do benfiquismo ser um atraso, é uma afirmação de uma tal baixeza que nem sequer merece comentário.
Gosto de futebol, mas não sou doente. E apesar de o Benfica ser rival do clube que gosto de ver ganhar, espero sinceramente que o Benfica no próximo domingo ganhe e seja campeão. Porque a nobre cidade de Guimarães merece uma festa digna desse nome. A festa do título.
Já agora, não esfaqueiem ninguém. Por favor.

Luís Ferreira disse...

Caro Luís Cirilo,

Queria começar por dizer que sei que sou minoritário no universo vitoriano, mas acho que o facto de não existirem casas de outro clube na cidade não é nada elogioso para a própria cidade. Basta pensarmos nas outras situações onde se verificam ou verificaram tamanhas unanimidades: plenários de braço no ar do PREC, “eleições” para a Assembleia Nacional antes do 25 de Abril, eleições no Iraque de Saddam Hussein e, dentro deste género, os exemplos seriam incontáveis. Em democracia seria um milagre encontrar um… e eu, sou agnóstico, não acredito em milagres. Pelo que percebo, é um homem que gosta de tradições e de tudo o que é ligado ao povo. E o povo, que de tempos a tempos lá acerta, costuma dizer: “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.” Neste capítulo das unanimidades parece-me que nós, vitorianos, não andamos em boa companhia. Quanto ao chamar “feitorias coloniais” às casas dos clubes, parece-me uma comparação falaciosa, visto que o colonialismo se impõe e a essas casas só vai quem quer. Impedir a abertura de casas de clubes, isso sim, é coacção. Um clube de futebol não é dono de uma terra, é simplesmente uma associação e tem de respeitar a liberdade individual de cada cidadão. Sou seu colega de bancada nascente; apesar de ser bem mais novo do que a esmagadora maioria da direcção, sou sócio há mais anos do que boa parte deles, mas se tivesse de decidir entre defender a liberdade seja de quem for ou o Vitória… meu caro Luís Cirilo, a não ser que tivesse perdido completamente o juízo é que não optaria pelo bem que é a liberdade de cada um poder escolher o que quer para a sua vida, incluindo o seu clube e a abertura de cafés com conotações clubísticas… seja onde for. Em Guimarães, pelos vistos, eles não existem, resta a cada um acreditar no porquê que mais lhe interessa… mas eu tenho a consciência muito clara de que a dissimulação se paga sempre, é só uma questão de tempo. E temo que, se continuarmos com este discurso, o Vitória acabará por pagar também. A este propósito, já tivemos uma salutar troca de ideias neste mesmo blog (aqui está o link: http://depoisfalamos.blogspot.pt/2013/12/missao-crescer.html). Continuo sem conseguir entender, passado mais de um ano, como é que pensa em articular o discurso que apresenta no presente post com a visão aberta e, quanto a mim, correcta que apresentava no outro cujo link deixei atrás.

Lembro-me agora de um curioso episódio que aconteceu numa assembleia geral, pouco depois da formação da SAD, logo pouquíssimo concorrida, já que não havia “jurisdição” sobre o futebol profissional. Um sócio dizia que Marcelo Rebelo de Sousa não se cansava de divulgar que era Braguista e lamentava que Freitas do Amaral e outras figuras conhecidas não dissessem que eram do Vitória. Eu não sei se Freitas do Amaral é do Vitória, suponho que não o seja… na verdade não me interessa muito. Vou ser sincero, não me interessa mesmo nada. Mas sei que com um discurso como aquele que é adoptado pelo nosso clube e que o senhor expressa fielmente neste post, não vai haver muita gente com responsabilidades a dar a cara por ele. Imagino que se José Lello fosse vitoriano não tivesse problemas em fazê-lo. Valentim Loureiro… sem dúvida. Marinho Pinto era bem capaz. Ir mais longe do que isso já me parece improvável. Penso que mesmo Emídio Guerreiro, que por vezes deixa escapar a sua veia bairrista (que eu creio ser uma característica mais tolerada pelas generalidade das pessoas do que verdadeiramente admirada) arriscaria a comprometer-se com o nível de fanatismo que as coisas assumem nos momentos destes jogos. Mais uma vez… diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Ao contrário de si, eu sou completamente avesso a valores tradicionais e dedicação às raízes, mas a sabedoria popular tem destas coisas, às vezes aplica-se muito bem. (Continua)

Luís Ferreira disse...

(Continuação)
Gosto do Vitória porque, desde que me lembro de mim, que vou ao futebol ver o Vitória. Nada mais. Nada de valores vitorianos (suspeito seriamente que sejam iguaizinhos aos valores da generalidade dos outros clubes), nada de lutas históricas e de idades ancestrais com Braga (a história, pela análise que eu faço da realidade, é mais uma fonte de problemas do que um contributo para a sua resolução), nada. Simplesmente isto: quando joga o Vitória, eu quero que ganhe sempre. Ser vitoriano, para mim, resume-se a esse desejo. Se há algo mais que é necessário, eu não o tenho. Mas, nos últimos 20 anos, devo ter estado presente em mais de 95% dos jogos em casa. Portanto, creio que cumpro os mínimos de vitorianismo. E não saio destes mínimos porque tenho para mim que o desporto e o futebol não servem para fazer política nem politiquices, nenhuma vitória futebolística pode ser extrapolada para outro campo, caso contrário o Brasil seria um país desenvolvidíssimo. Na verdade, penso até que se o futebol continuar a ser usado como forma de criar conflitos entre as pessoas, então, com a evolução social, estará tristemente condenado a tornar-se numa perda tempo. E é pena porque, do meu ponto de vista, enquanto jogo é a coisa mais interessante que já se inventou. E isto traz-nos ao pano de fundo do seu texto, que nunca é referido mas que lhe serve de cenário, que é questão Toural, a ideia que Guimarães é do Vitória (ideia bem diferente do Vitória ter sede em Guimarães). Ao fim de tantas linhas, se teve paciência para as ler, é mais do que óbvio que eu discordo completamente deste princípio. Por alguma razão já há portistas que festejam campeonatos em Lisboa e Benfiquistas que o fazem no Porto. E isso não é provincianismo, tal como não o é ser-se de um clube de outra terra (é nisto que eu acho que o Luís Cirilo entra em contradição com a ideia de expansão do Vitória). Eu não costumo seguir debates do dia seguinte, mas creio que, há uns anos, o representante do Benfica num desses programas era o Júlio Machado Vaz… claramente um portuense inculto e provinciano. Na verdade, eu acho que os festejos ruidosos e que têm o potencial de interromper o trânsito devem acontecer nos estádios (não fui dos que acharam a melhor opção termos ido para o toural quando ganhámos a taça). Mas a liberdade de alguém poder circular em qualquer ponto do país animado com uma vitória do seu clube é fundamental. Por isso, tal como você, eu não quero que os benfiquistas se passeiem felizes no Toural. Não por Guimarães ser propriedade do Vitória, mas antes porque, se isso acontecer, é sinal de que provavelmente o Vitória não ganhou o jogo. E essa é que era uma boa razão para preocupar os vitorianos, em vez de se ter passado uma parte da semana a dar a ideia que o clube se queria apropriar indevidamente de uma fracção do território nacional.

Perdoe-me a extensão do texto, mas o tema que aborda nas linhas e, particularmente, nas entrelinhas tem grande interesse para mim enquanto vitoriano e, particularmente, enquanto cidadão português.

luis cirilo disse...

Caro cards:
Ora nem mais. E se toda a gente pensasse assim,desde sempre,era exactamente o que aconteceria.
Caro Miguel Batista:
Obrigado por vir aqui provar o atraso cultural a que me referi no texto. Não pensei que tivesse a sorte de aqui aparecer um expoente dele.
Caro Luís Ferreira:
Responderei ao seu interessante texto em breve.

JRV disse...

Concordo em toda linha com o seu texto.

Costumo dizer que se a ignorância matasse, o "benfiquismo" (leia-se parolismo, já que são sinónimos) não existia.

Este é o tipo de ignorância ou insipiência que se manifesta, desde logo, quando se acha que em Guimarães nunca se festejou nada, nunca o Vitória foi campeão de nada... São décadas de história e títulos nacionais e internacionais conquistados a pulso, fruto do trabalho e esforço de Homens e Mulheres de carácter, sem os favores, o cólinho e o servilismo a que os parolos estão tão habituados.

Há atrasos que nem o acumular de milhas aéreas resolvem.

Miguel Batista disse...

Carissimo Dr. Cirilo,

Não tem que agradecer a minha participação no seu blog. Faço - o com muito gosto e de livre e espontânea vontade. Quanto ao meu atraso cultural, esse é por demais evidente e demonstro -o diariamente, tanto em debates como na vida profissional. Fico também lisonjeado por ser um expoente do seu blog. You made my day! !

Só dá ESTRÔNDO disse...

Nós passamos pela segunda divisão e nesse ano aumentaram exponencionalmente o númro de sócios e de assistências cuja média foi a 3ª maior do país,enquanto o fica mal da capital mal cheirosa deve muitos anos à divisão secundária por tão protegido que é e sempre foi no relvado e nos bastidôres.Financeiramente também são conhecidas as atrocidades fiscais que vem praticando desde há muitos anos.
As presenças do Vitória nas competições europeias tem sido mais frequente do que inexactamente e desonestamente se diz enquanto o outro é conhecido unica e exclusivamente por causa de um Eusébio que roubaram ao parceiro do lado e que depois de ter terminado a carreira foi despachado como lixo para o Beira-Mar,e só depois apercebendo-se do ero foram pedir-lhe que voltasse para continuarem a explorá-lo até à morte e depois dela aproveitando-se descaradamente à pala do mediatismo que ele conquistou e construiu por sí próprio.
É também conhecido e ridicularizado por ser o campeão das finais perdidas,e à falta de competência e de estofo justificam-se culpando hilarientemente e cobardemente uma suposta maldição de alguem a quem não respeitam a memória,pela façanha de ter sido sovado,humilhado e espezinhado por um um cilosso de vigo que jogou a meio-gás e a certa altura preferiu recrear-se por piedade deles.
É também famoso por ser o pedinte da nação lançando peditórios quais gritos desesperados a quem chamaram operação coração (pobreza envergonhada é do pior que pode haver...),pelos marginais que acolhe e dá cobertura,que por sua vez"cultivam",se entregam e idolatram psicoparias de extrema-direita e assassinam adeptos rivais.
Também é conhecido por viver de uma fachada mentirosa de serem os 6 milhões (provavelmente tem acordos com empresas funerárias que lhes facultam cadáveres que depois inscrevem como sócios),mas que no entanto raramente enchem o próprio estádio.
São também conhecidos pela falte de charme e de fair-play,prendando adversários com apagões e regadelas,e por desrespeitarem adversários que os vencem em finais de taças,abandonando o relvado antes da cerimónia de entrega do respectivo troféu na qual também estão presentes figuras as mais altas instâncias governativas do pais a quem também ignoram por má fé e que os privelegia com imensas abébias.
Por último,movem campanhas encarniçadas contra um clube que não tendo palmarés significativo é dono de um tal carisma a quem ninguém fica indiferente e que arrasta multidões atrás dele tanto da própria cidade como de outras que a ele se converteram derivado à sua impar unicidade e nessa campanha persegue um outro que desde há 30 anos se mete numas tropelias,mas que não tem moral para os criticar,porque se uns dão por fora umas calheiradas misturadas com fruta,os acusadôres vivem de calabotagens desde sempre,e sempre patrocinados e acobertados pelos sucessivos governos e regimes que vão passando e passeando pela cúpula do país.
Quanto à cidades...Na Europa e no Mundo Guimarães é sobejamente conhecida mesmo antes de ser elevada a património mundial e já mereceu artigos elogiosos em jornais de referencia mundial como o New York Times,a outra é famosa pelos electricos velhos,os carteiristas,o terramoto,as ruas degradadsa,os ambientes tétricos como o do Intendente,a pedófilia na casa pia,e por também ter tido um estripador.
Esperemos que amanhã que os pobres de espirito vendidos a titulos oferecidos não venham acompanhados por assassinos portadores de very-lights,ou por faquistas que à socapa se aproximam de bancadas a que lhes é vedado acesso e atacam claques de miudos,e ou aínda...Por favor não deêm boleia aos filhos do estripadôr.

José Duarte disse...

O Jogo de Paradoxos e a Matemática:

Diz Paulo Côrte-Real no "i" que o país conta com 1 milhão de homossexuais...!

Ora, se no universo dos nossos 10 milhões, 6 milhões são benfiquistas, isto quer dizer que há 600 mil benfiquistas homossexuais em todo o país!?

Domingo, estando uns 6 mil benfiquistas no Estádio D. Afonso Henriques, isto quer dizer, também, que haverá lá dentro uns parcos 600 benfiquistas homossexuais... nada de afligir!!!, e bem que estes podiam manifestar-se no Toural - nós recebemos na cidade todo o mundo. Por isso é que ela está sempre tão limpa e asseada.

Anónimo disse...

Não existe uma figura pública que se declare mais vitoriana que o caríssimo Luís Cirilo!

Depois do seu excelente texto, fico com a sensação que o atraso cultural também existe em terras vimaranenses.

O nível de atraso cultural atinge mesmo o expoente máximo nas palavras de Miguel Batista "Já agora, não esfaqueiem ninguém. Por favor." O caso very light só por si é suficiente para manchar os adeptos desse clube. Em 2008 um adepto do vitória foi esfaqueado antes do jogo e este sr. (miúdo? jovem?) vem falar de esfaqueamentos.

Ainda gostava de ler a opinião destes entendidos em democracia se o PSD ganhar as eleições (vai ganhar!) e fosse festejar para o Largo do Rato!

Caro Luís Cirilo, concordo a 100% consigo: «Eu, como vitoriano, não festejo um quinto lugar»!

Talvez nunca se concretize, mas tenho a certeza que daria um bom presidente do Vitória.

Fernandes.

King_vsc disse...

Sr. Cirilo, concordo com as suas interpretações, que comparadas com o que se lê, vê e escuta nessa comunicação social, que se diz independente e isenta... Os seus comentários não terão nada de clubismo exacerbado!
Amamos um enorme Clube, porque ao contrário dos que são levados na bandeja (não posso esquecer os impedimentos impostos ao Cafú e Bernard), o Nosso é certamente maior, apesar dos filmes das vitórias premeditadas desses Velhos do Restelo e dos seus seguidistas provincianos que vivem à sombra das conquistas do tempo da outra senhora, terão, ainda assim, que esperar pela última jornada para poderem cantar vitória, apesar de trazerem consigo o homem do apito.
Para os que não se cansam de quer denegrir a imagem dos adeptos vitorianos e trazem à coação o lamentável incidente do esfaqueamento de um adepto nas imediações do D. Afonso Henriques, o qual felizmente não provocou a morte de ninguém, queria recordar a morte de um adepto em pleno estádio, provocada pelo arremesso de um very light. Não servirá de álibi para um crime igualmente grave, mas energúmenos há em todo o lado e não basta lamentar...
Vitória, Vitória...

cards disse...

caro Luis Cirilo,
tudo a saltar tudo a saltar é SLB É SLB

Rui Cordeiro da Silva disse...

1.Confrontos com a Policia antes do jogo fora do estádio
2.Tochas durante o jogo na bancada visitante
3.Destruição de casas de banho, bares e armazém na bancada visitante
4.Confrontos com a Polícia em Lisboa depois do jogo

Parafraseando o Scolari: "E os arruaceiros e violentos somos nós"???

luis cirilo disse...

Caro JRV:
Inteiramente de acordo.
Caro Miguel Batista:
Nada como termos um bom espelho em casa.
Caro Só dá Estrondo:
Não atiraram very lights mas não faltaram tochas e petardos que se fossem arremessados por vitorianos davam multas ou até interdições. Fora do estádio toda a gente fala do abuso de força da PSP sobre um benfiquista mas ninguém (CS) refere as dezenas de automóveis vandalizados por criminosos que se faziam transportar em carrinhas de 9 lugares cujos ocupantes usavam camisolas e outros adereços do SLB.
Realmente Guimarães e o Vitória suscitam muitas invejas e muitos ódios. Especialmente naqueles parolos que nunca viram o mar nem sabem onde é o estádio da Luz mas que se dizem benfiquistas. É a raiva de não serem como nós e a má consciência de serem pelas vitórias e não pelos clubes das suas terras.
Caro José Duarte:
Fino humor. Nós recebemos bem toda a gente que o merece sem qualquer dúvida.
Caro Fernandes:
Aponta bons exemplos com que concordo. Nomeadamente o do largo do rato é muito bom. Quanto a mim agradeço a confiança. O futuro a Deus pertence. Mas sou feliz na minha cadeira na bancada nascente.
Caro king_vsc:
Depois do que ontem fizeram em Guimarães e em Lisboa alguns adeptos do SLB acho que falar desses incidentes com os adeptos do SCP até será ridiculo.
Quanto á comunicação social ela é simplesmente vergonhosa no servilismo e nos fretes aos chamados "grandes". Especialmente em relação ao SLB. Por isso nós vitorianos temos de ser cada vez mais intransigentes na defesa do nosso clube.
Caro cards:
Tudo não.
Apenas o Portugal parolo.
Caro Rui:
Vale que o país viu uma vez mais o que é o benfiquismo no seu estado natural

Emanuel Cosme disse...

Boa noite a todos.

Gostaria de comentar a opinião expressa pelo senhor Luís Ferreira,opinião de que discordo,mas que evidentemente tenho de respeitar.

Ou melhor,gostaria de lhe deixar algumas questões.Que são as seguintes:Láser foral,em países como a Inglaterra,a Alemanha,a Holanda etc etc etc as pessoas não apoiam exclusivamente o clube das suas terras?

Há casa do Barça em Mdrid ou vice-versa?Ou do Bayern em Dortmund,oulu do Ajax em Roterdão?

Depreendo pelo que escreveu que lá fora são todos ignorantes e o Ze Tuga é inteligente.No entanto,eles é que são países desenvolvidos a todos os níveis,e nos,apesar de termos sido donos de meio mundo,os atrasadinhos...Deve ser azar nítido...

Emanel Cosme

luis cirilo disse...

Caro Emanuel Cosme:
Questões interessantes sem duvida. Esperemos que o Luis Ferreira responda.

luis cirilo disse...

Caro Luís Ferreira:
Vamos então a um comentário mais detalhado ao que afirmou.
Há,desde logo, uma falsa questão que inquina o seu interessante texto. Ninguém proíbe que existam delegações de outros clubes em Guimarães.
Nem eu defenderia uma eventual lei nesse sentido como é óbvio. Elas não existem pura e simplesmente porque em Guimarães não há "massa critica" (leia-se adeptos) que justifiquem a sua abertura. Porque existe um grande clube chamado Vitória que é seguido pela esmagadora maioria dos vimaranenses que nele se reveêm e não necessitam de alimentar o ego com vitórias alheias conseguidas por clubes que nada lhes dizem. De resto sei que existem simpatizantes de outros clubes em Guimarães e estão no seu pleno direito. Não sabem o que perdem mas isso é problema deles.
Quanto ás "feitorias coloniais" há que perceber a ironia subjacente ao conceito. Como sabe as feitorias coloniais destinavam-se a marcar a presença da potência colonizadora que a troco de umas bugigangas levava as maiores riquezas locais. É fácil fazer a analogia com o desporto em geral e o futebol em particular.
Crescimento do Vitória? Mantenho o que disse. O Vitória deve expandir-se para fora dos limites do concelho angariando novos adeptos no país mas com base no seu projecto desportivo, nos seus valores, no orgulho em ser diferente. Um pouco como o Atlético de Bilbau. Não com base nas vitórias ou no "colinho" que é dado a outros.
Quanto aos VIP que refere pouco me importa se são ou não vitorianos. Vitorianos somos todos nós e uma das nossas marcas identitárias deve ser precisamente o sermos todos iguais uns perante outros. Caso contrário estaremos a ir por caminhos por onde outros já vão há muito tempo.
Toural?
Não vejo nenhum problema em que seja o "salão" de festas vitoriano tal como outros espaços de outras cidades são dos clubes nelas existentes. Tive oportunidade de escrever que discordava de se fazer uma festa se o motivo fosse impedir eventuais festejos de outro clube lá. Agora como confraternização de vitorianos no fim de uma época futebolistica nada a opor. Acho ,sinceramente, que as suas opiniões enfermam de um rigor excessivo em relação ao Vitória,aos vitorianos e a alguns dos valores que defendemos no dia a dia. Guimarães não é do Vitória nem os vitorianos querem apropriar-se de parcelas do território nacional. Temos, isso sim, gosto em sermos diferentes dos adeptos das vitórias. Faz parte do nosso ADN. Nota final: A vida o ensinará a olhar para tradições e raizes com outros olhos. São muito mais importantes do que ás vezes parece. Porque fazem parte da nossa identidade

Luís Ferreira disse...

Caros Luís Cirilo e Emanuel Cosme,

Terei todo o gosto em dar seguimento a esta troca de ideias. Em breve responderei.

Cumprimentos

Luís Ferreira disse...

Caro Emanuel Cosme,

Antes de mais, peço desculpa pela demora na resposta, mas não pude mesmo fazê-lo mais cedo.
Em rigor não sei se há ou não adeptos de clubes de terras diferentes nesses países. Tenho ideia que o Real Madrid é um clube com adeptos a nível mundial, mas não sou conhecedor profundo das realidades dos clubes e isso será irrelevante para a minha linha de argumentação. Tomemos, pois, a sua informação como certa. Repare, eu não discuto a pena de morte com base na premissa de que os Estados Unidos da América, um país desenvolvidíssimo, a mantém em muitos dos seus estados. Não a discuto sequer com base nos resultados práticos (que, pelo que vou sabendo, não são grande coisa). Discuto-a com base naquilo que se encaixa nos meus princípios ou, pelo contrário, os fere. Se olhássemos para o mundo nesses termos, seguiríamos qualquer país que se destacasse, sem olhar a características boas ou más (sendo que estes dois conceitos são, obviamente, idiossincráticos). Ainda utilizando o exemplo da pena de morte, se, no final do século XIX, um Emanuel Cosme e um Luís Ferreira se cruzassem nalguma espécie de Jornal de Parede (se é que tal coisa existia) de um Luís Cirilo, o senhor poderia deixar escrito em resposta à minha defesa do fim da referida pena: “Acabaram com a pena de Morte na Espanha ou na França? Depreendo pelo que escreveu que lá fora são todos ignorantes e o Zé Tuga” – acho que isto do Tuga ainda não era moda na época – “é inteligente. No entanto, eles é que são países desenvolvidos a todos os níveis, e nós, apesar de ainda sermos donos de um bom Império, os atrasadinhos... Deve ser azar nítido...”. Note que uso a pena de morte como exemplo, não sei se o senhor é a favor ou contra, nem sequer vem ao caso, pode substituí-la por outra coisa qualquer. Substitua-a, por exemplo, pelo hooliganismo na Inglaterra quando em Portugal a violência no desporto era muito menor do que a que se verificava por lá. Será que quando se espatifou um estádio de alto abaixo pela primeira vez em Portugal alguém se lembrou de dizer: Ah! Agora já somos quase tão desenvolvidos como a desenvolvida Inglaterra! A questão é de princípio e não de comparação. E eu não vejo uma única forma de conjugar o princípio da liberdade de escolha com a ideia de que as pessoas devem ser dos clubes das suas terras (note que na freguesia onde eu nasci existe também um clube, pelo que, segundo os mais puritanos dessa ideia, se calhar eu deveria concentrar-me no apoio a esse). E como disse no meu texto original, para mim a liberdade é um valor superior à unidade clubística. Admito, no entanto, que para si a união clubística seja mais importante do que a liberdade de escolha, contudo não concordo e bato-me por esse direito. Não há aqui nada relacionado com países mais avançados e menos avançados, visto que só o futuro é bom juiz dos avanços. Na minha argumentação há apenas o direito a cada pessoa poder escolher uma coisa tão simples como ser adepto de um clube de futebol ou outro desporto qualquer sem ser coagido por ninguém. Trata-se de um grupo de pessoas poder ter um mísero café temático de um clube, tal como os portugueses de Paris têm cafés relacionados com a cultura portuguesa. Trata-se, em última análise, de um dia ouvir falar na casa do Vitória Sport Clube de Ponte de Lima, sem que os adeptos do Limianos queiram correr com aquilo dali para fora.

Luís Ferreira disse...

Caro Luís Cirilo,

Ninguém em Guimarães tem o poder de proibir, como é evidente. Contudo tem a possibilidade de criar um ambiente, digamos de forma meiga, desconfortável à manifestação de preferências clubísticas diferentes. Quando, em 1993, saí da escola da minha freguesia para a Francisco de Holanda, fiquei surpreendido com a quantidade de benfiquistas, portistas e mesmo sportinguistas, estes últimos insuspeitos de serem adeptos das vitórias, que lá encontrei (entre muita gente que pura e simplesmente não queria saber de clubes para nada). A não ser que todos tenham sofrido uma mudança de Saulo para Paulo a caminho de uma qualquer Damasco, ainda existirão muitos sobreviventes com essas cores, visto que andamos entre os 30 e os 40 anos. Como lhe disse no texto original, não acredito em milagres. Acho contudo interessante a velha história da alheira de Mirandela e dos cristãos novos. E acredito que haja gente a comer miolo de pão fazendo cara de quem come carne de porco. Mas acredito que haja muito mais gente que desistiu de comer em público para poder comer mais sossegada. No fundo, há muitas maneiras de impedir que uma pessoa não coma o que quer em público, não é necessário criar uma lei. Basta criar um ambiente nas folgas dadas pela lei. Eu acredito que esse ambiente está criado, discordo dele por princípio e acho que, no limite, irá voltar-se contra o Vitória, pela razão final que deixei na resposta ao Sr. Emanuel Cosme, ou seja, pelo fenómeno de imitação que poderá criar noutras paragens, tornando-se numa barreira ao crescimento do nosso clube, o famoso feitiço contra o feiticeiro. O Luís Cirilo não acredita sequer na existência desse ambiente. A partir daqui é evidente que não faz sentido eu continuar a argumentar contra ele, visto que a sua existência não é uma premissa estabelecida entre nós. Note que não tenho dúvidas que, mesmo numa eleição por voto secreto, o Vitória fosse actualmente o clube com mais adeptos no concelho. Não acredito é que fosse o único, nem que os restantes fossem residuais. Mas nisso creio que estamos de acordo. A nossa divergência está mesmo na existência do que eu chamaria um ilegítimo ambiente de coacção. E essa parece-me insanável de momento, aguardemos pelo futuro para que ele nos clarifique.

Relativamente ao crescimento do Vitória, a minha perspectiva está mais do que esclarecida na resposta a Emanuel Cosme e no último parágrafo. A partir daqui, creio que, mais uma vez, só o futuro nos poderá tirar as dúvidas sobre qual seria o melhor caminho a seguir.

Quanto àqueles que designou por VIP, clarifico apenas que falei no Júlio Machado Vaz, que é um portuense benfiquista, para dizer que não me parece que seja um parolo por isso. Mas é evidente que o senhor estará no seu direito de o achar um parolo. Sobre os restantes nomes que citei não vou dizer mais nada, penso que ficou claro no texto original que eu não os venerava ou deixava de venerar. Não vale a pena perder mais tempo com isso, quem ler o texto facilmente inferirá o que eu queria dizer com cada um deles.

Quanto às festas no Toural, no Marquês, nos Aliados ou numa praça qualquer de Beja, também penso que não vale a pena acrescentar mais nada. Tenho uma visão da utilização do espaço público em contexto de festa (futebolística ou não), mas não sou fundamentalista em relação a ela, pelo que avancemos para o fim.

(Continua)

Luís Ferreira disse...

(Continuação)

É certo que a vida me ensinará muitas coisas nos anos que eu venha a viver, e acredito que continue a ensinar-lhe a si também, aprender faz parte da relação do ser humano com a própria vida. É até possível que a vida me venha a ensinar a olhar para tradições e raízes com outros olhos, por serem muito mais importantes do que às vezes parece e fazerem parte da nossa identidade. Mas é muito improvável. Porque, voltando ao início deste texto, quando fui para a Francisco de Holanda, havia lá um tipo que passava a vida a chatear os colegas para eles serem sócios do Vitória. Insistia que aquele era o clube da terra, não fazia sentido as pessoas serem de clubes de outras terras quando tinham um ali para apoiar. Esse tipo era eu. E um outro colega, já farto, respondeu-me: mas tu nem sequer és de Guimarães (na altura a ideia de unidade concelhia não era lá muito forte), porque é que não vais apoiar o clube da tua freguesia, pá? E aí eu percebi que mesmo as pessoas da nossa terra podem dizer-nos que essa terra não é nossa. Por isso dediquei-me a alicerçar a minha identidade em raízes geográficas muito mais difusas e latas e, principalmente, nas pessoas com quem vou contactando ao longo da vida. Por isso, enquanto acredita que eu possa voltar-me para as raízes, deixe que eu acredite também que possa deixar de dar tanta importância ao bairrismo e talvez um dia nos encontremos num ponto que une essas duas extremidades. E paro por aqui, antes que me diga: Este blog nem sequer é teu, pá. Vai escrever bíblias para outra freguesia.

Cumprimentos.

Miguel 81 disse...

Caro Luis Ferreira,

Tiro o chapéu a todas as suas intervenções neste blog. Por acaso também entrei na Francisco de Holanda em 1993 e por acaso nem tudo era Vitória. E nem sequer perto disso. Em relaçao a quem diz q no estrangeiro se apoia exclusivamente o clube da terra, só posso dizer que o estrangeiro vai muito para lá de S. João de Ponte. Vivi 6 anos em Leicester e tinha muitos conhecidos do Liverpool e do Man United, com quem tive oportunidade de conhecer Old Trafford e Anfield Road. Agora vivo noutro país que não liga muito à bola.
Saudações desportivas Luis Ferreira.

luis cirilo disse...

Caro Luís Ferreira:
Não sei onde foi buscar a minha concordância,que obviamente não existe, com aquilo a que chama o "ilegitimo ambiente de coacção".
Até porque esse ambiente, que eu saiba,não existe também.
Em Guimarães qualquer pessoa tem direito de ser pelo clube que quiser independentemente do que a maioria dos seus concidadãos pense sobre isso.
E a prova do que digo é que um grupo de sportinguistas chegou a abrir um espaço a que chamaram "núcleo leonino do Vale do Ave" ou coisa do género ali para os lados da estação da CP.
Fechou passado pouco tempo,é verdade, mas não por ambientes de coacção. Ap que me dizem foi mesmo por falta de frequentadores.
E por isso caro Luís Ferreira não me parece curial disfarçar as fraquezas, em Guimarães, de outros clubes com supostas pressões nas folgas da lei porque não é nada disso.
E penso que no futuro cada vez será mais assim.
Cada vez mais vitorianos e cada vez menos adeptos de outros clubes porque as novas gerações já não se iludem com triunfos e troféus que a nós nada dizem obtidos por clubes que nos são estranhos.
Quanto ao resto estamos de acordo.
A vida é um processo contínuo de aprendizagem e eu se há coisa que não sou (excepto no vitorianismo)é dogmático e avesso a reconhecer a evolução dos tempos.
Mas acredito na importância das raizes e dos valores que comungamos numa comunidade que é,para o bem e ás vezes para o mal, muito sui generis.
Quanto ás suas presenças neste blogue é sempre muito bem vindo.
A sua participação enriquece o debate e eu valorizo muito isso.

Luís Ferreira disse...

Caro Miguel 81,

Só para cumprimentá-lo e retribuir as saudações que me enviou no seu simpático comentário.

Caro Luís Cirilo,

Apenas para agradecer a cedência do seu blog para este meu último comentário, que não o envolve directamente a si.

luis cirilo disse...

caro Luís Ferreira:
Disponha :-)