Um destes dias apareceu-me num mural do Facebook esta fotografia que me trouxe memórias inesquecíveis deste jogo entre Vitória e Porto que presenciei precisamente na bancada que aparece na foto.
Mas também do que era o estádio D. Afonso Henriques nos seus primórdios com a parte de cima da bancada central e os camarotes em madeira e ao centro o camarote principal destinado à câmara municipal e à direção do clube assinalado por dois paines nas cores verde e branco (o da câmara) e preto e branco (o do Vitória) e que ficavam precisamente por cima da entrada nessa bancada.
E por cima dele o camarote de imprensa cuja construção é posterior à do estádio.
Pois este jogo é inesquecível porquê?
Basta reparar na fotografia com o público em cima da linha lateral (nesse dia foi assim em torno de todo o relvado) para se perceber que estávamos perante uma enchente extraordinária do estádio, provavelmente a maior de sempre na sua versão primitiva, motivada pela presença do recém chegado Cubillas na equipa do Porto.
Foi em Março de 1974, o Vitória era treinado por Mário Wilson e o Porto por Bella Guttmann, o resultado final foi 0-0 e Cubillas falhou uma grande penalidade.
Memórias de outros tempos.
E alguma saudade também.
Depois Falamos.

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