
Tenho, por razões familiares, uma certa simpatia pelo Atlético Cabeceirense.
Conhecia o clube de outros tempos, nomeadamente quando andou pela III divisão, e até me recordo de no tempo em que José Maria Pedroto treinava o Vitória termos sido derrotadoes pelo Atlético Cabeceirense na final da Taça de Honra da Associação de Futebol de Braga uma prova já extinta e que se disputou entre 1978/1979 e 1992/1993 e na qual participavam todos os clubes do distrito que disputavam provas nacionais.
A talhe de foice recordo que apesar da derrota nessa final o Vitória foi o clube que mais vezes venceu a prova tendo-o feito por quatro vezes.
A verdade é que depois desses tempos aureos , e mesmo com a construção de um novo estádio municipal, o Atlético foi decaindo, mergulhou nos distritais e acabou por cessar actividade largos anos atrás.
E assim se manteve até que dois anos atrás um grupo de jovens cabeceirenses com ligações afectivas e familiares a essa primeira vida do clube resolveu, apesar de todas a sdificuldades incluindo o não terem campo próprio para jogar, dar-lhe uma segunda vida.
E assim foi.
Começaram naturalmente por baixo inscrevendo o clube na terceira escalão distrital (a que se chama primeira divisão) e na falta de instalações próprias utilizaram um campo pelado na freguesia de S. Nicolau com condições muito insuficientes para atletas e público (sei do que falo porque já lá fui ver vários jogos) mas foi o que se arranjou e mesmo assim fizeram uma época tranquila classificando-se a meio da tabela.
Este ano usando o mesmo pelado mas com uma equipa mais competitiva o Atlético fez um campeonato excelente e sagrou-se campeão da série F conseguindo a subida ao segundo escalão distrital ( a chamada divisão de honra) que disputará na próxima época.
Já no "seu" estádio municipal, já num piso de relva sintéctica e não em pelado, já num escalão mais competitvo e interessante.
Mas para lá do sucesso desportivo acredito que a grande vitória do Atlético foi mesmo o entusiasmo que instalou nos adeptos , nomeadamente nos mais novos que nem nascidos eram na primeira vida do clube, que lhe permitiu ter regularmente assistências no campo " António Gomes da Cunha", o tal da freguesia de S. Nicolau, de fazerem inveja a muitos clubes da segunda liga e até a um ou outro clube de primeira liga.
E esse entusiasmo dos adeptos, essa captação continua de novos adeptos, o congregar da vila em volta do clube permitirá certamente ao Atlético Cabeceirense continuar o seu caminho tendo no horizonte, quem sabe, um dia chegar no mínimo ao campeonato de Portugal ou até à Liga 3.
Mas para já é preciso dando passos seguos estabilizar o percurso do clube.
Mais sócios, mais patrocinadores, diversificação das fontes de receita.
E depois pensando em subir ao primeiro escalão distrital ( chamado pró nacional) e a médio prazo aos campeonatos nacionais.
Mas isso pode ser o futuro de médio prazo.
Agora é o tempo de festejar um titulo e uma subida ao fim de apenas dois anos de actividade.
Parabéns Atlético Cabeceirense.
Depois Falamos.
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