sábado, maio 09, 2026

Rancor

Politicamente tudo me separa de Carlos Brito e não é a sua morte que me faz mudar de opinião. Defendia ideologias inaceitáveis, elogiava ditadores e ditaduras, quis durante muitos anos para Portugal um regime idêntico ao dessas ditaduras e muito em especial ao da União Soviética. 
Reconheço que durante muitos anos lutou, a duras penas até, contra a ditadura do Antigo Regime mas sem a ingenuidade de esquecer que queria substituir essa por outra só que de matriz marxista leninista. Dito isto, por quem nunca se identificou minimamente com Carlos Brito, causa natural repulsa a posição daquele que foi o seu partido durante quase toda a sua vida e ao serviço do qual resistiu à ditadura, esteve vários anos preso, viveu na clandestinidade e depois foi durante vários anos líder parlamentar na Assembleia da República. 
Uma vida quase toda dedicada ao PCP. 
É certo que ele se afastara do partido nos últimos anos, discordando do imobilismo e da cegueira ideológica, mas fazer um comunicado na hora da sua morte " a pedido doa órgãos de comunicação social" é levar o rancor a limites a que apenas o PCP consegue chegar. 
Um partido velho, ultrapassado pela História, abandonado pelos eleitores e que vive de ressentimentos perante o presente, sem expectativas face ao futuro e agarrado a um passado indesejável e que não volta. Caminha para a inevitável extinção e não fará falta nenhuma. 
Os dinossauros também tiveram o seu tempo e quando acabaram a vida continuou sem qualquer problema.
Depois Falamos.

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