quinta-feira, maio 14, 2026

Estatutos

Com o clube mergulhado num processo eleitoral apenas um ano após as últimas eleições não me pronunciarei (como não o faço desde Março de 2025) sobre a actualidade do mesmo e menos ainda sobre as listas candidatas aos orgãos sociais embora deva louvar a coragem de todas em se apresentarem a votos com o Vitória na situação que se conhece.
Mas não quero deixar de reiterar, e é precupação minha desde pelo menos 2010 conforme textos que fui escrevendo, que espero que quem ganhar as eleições faça finalmente a necessária revisão estatutária porque o clube rege-se por estatutos que datam de 2006 e estão desactualizados em muitos aspectos.
Ao que se sabe houve uma comissão de revisão de estatutos nomeada há quase dez anos pelo presidente Júlio Mendes que depois transitou para o presidente Miguel Pinto Lisboa mas que nunca apresentou uma proposta de revisão para ser levada a Assembleia Geral e aprovada pelos associados.
Ao que se sabe também o presidente António Cardoso terá nomeado uma comissão para esse fim mas o resultado foi idêntico ao das anteriores ou seja nenhum.
E andamos nisto há  quase dez anos!
Espero por isso que a próxima direção, para lá do futebol e das finanças, saiba olhar também para outras realidades como a estatutária e dê os passos necessários à sua modernização.
Sem querer repetir aqui propostas que ja formulei noutros textos e em e-mails que enviei às comissões de revisão de estatutos gostaria que a revisão estatutária contemplasse prioritariamente cinco áreas.
A primeira contemplar nos estatutos a SAD. Por incrivel que pareça estatutariamente nada está previsto quanto á participação do clube numa sociedade anónima desportiva.
A segunda com a definição de antiguidades mínimas para se poder integrar os orgãos sociais. Diferentes para presidentes, vice presidentes e vogais.
A terceira prevendo uma segunda volta em eleições em que á primeira volta nenhuma candidatura obtenha mais de 50%.
A quarta definindo o que é gestão corrente de orgãos sociais demissionários e impedindo , como regra, que sejam tomadas decisões que vinculem o clube para lá da data da eleição de novos orgãos sociais.
A quinta redefinindo e modernizando as funções do Conselho Vitoriano caso se entenda que ainda faz sentido a sua existência.
É a minha opinião.
Depois Falamos.

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