
Com o debate entre Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes terminou a longa maratona de debates entre os oito candidatos que tiveram o privilégio de para eles serem convidados pelas televisões porque outros seis ficaram á porta das mesmas.
A primeira conclusão a tirar, depois de ter visto quase todos os debates ( é claro que não perdi um minuto a ver debates entre Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto ), é que não foram grandemente esclarecedores comprovando que é provavelmente o mais fraco naipe de candidatos presidenciais da História da democracia.
A segunda conclusão é que esse não esclarecimento resulta também do facto de os debates se terem centrado em questões governativas e não nos poderes presidenciais e na visão que os candidatos tem sobre o futuro do país no âmbito das suas competências.
E depois as questões pessoais deste e daquele candidato, especialmente Marques Mendes, relacionados com a respectiva vida profissional.
Que ao contrário do que alguns apoiantes do candidato dizem não é questão nova nem Marques Mendes a primeira "vítima" deste tipo de campanha.
Aconteceu nos anos mais recentes com José Sócrates, com Pedro Passos Coelho, com Luís Montenegro.
Por razões diferentes mas sempre com os adversários a utilizarem esse tipo de estratégia.
Com a diferença de em relação a Passos e Montenegro o "fumo" não ter correspondência em "fogo" enquanto Sócrates é o que se sabe!
Quanto a este último debate foi mais um exemplo do que eles não devem ser.
Pobre, conflituoso, recheado de ataques pessoais e passando ao lado do que é realmente importante.
Ainda assim a melhor prestação de Gouveia e Melo e a pior de Marques Mendes.
No geral um debate desolador.
Depois Falamos.
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