quarta-feira, junho 24, 2026

Ronaldo e Eusébio

Ontem Cristiano Ronaldo tornou-se o melhor marcador português de sempre nas fases finais de  mundiais ultrapassando um velho recorde estabelecido por Eusébio em 1966 no mundial de Inglaterra.
O recorde de Eusébio e o de Ronaldo são dois marcos na História do nosso futebol e ambos mecerem destaque, elogio e reconhecimento.
O de Eusébio porque foi obtido numa única fase final e o de Ronaldo porque foi obtido em seis fases finais.
E como não há competição entre eles, o que seria imposssível por muitas razões e também pela admiração que sempre demonstraram um pelo outro, há que dar o devido valor a um português que numa fase final conseguiu ser o melhor marcador com nove golos e a outro que conseguiu o espantoso feito de estar presente em seis fases finais  e nelas ter marcado até ao momento dez golos.
Creio que dificilmente algum dia outro português marcará nove golos numa fase final do mundial e mais dificilmente ainda marcará presença em seis fases finais e ainda por cima marcando em todas elas.
Ronaldo e Eusébio são seguramente os dois futebolistas portugueses que mais admirei e admiro e são seguramente os dois melhores de sempre do futebol português e estão na élite das lendas do futebol mundial.
E tenho pena, muita pena, que o imenso talento de Eusébio não tenha tido a oportunidade de se exprimir mais vezes em fases finais de mundiais e europeus (onde nunca esteve) porque seguramente ainda aumentaria os seus recordes enquanto goleador de excelência.
Aliás digo muitas vezes que Eusébio e Pelé (essencialmente os dois) nasceram demasiado cedo para darem toda a expressão ao talento que tinham.
Com os relvados de hoje, os equipamentos, as botas, as bolas, os métodos de treino, a medicina desportiva, o profissionalismo das estruturas, chegariam a patamares que nem é bom imaginar quão elevados seriam.
Em suma Ronaldo bateu o recorde Eusébio e agora há duas coisas a esperar.
Uma é que o próprio Ronaldo o eleve para números mais altos. 
Outra que não demore sessenta anos até aparecer quem o bata.
Depois Falamos.

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