
Portugal não entrou com o pé direito no mundial. Nem com o esquerdo. Foi uma entrada assim assim.
E só se pode queixar de si próprio porque a seleção do Congo pese embora bem dotada fisicamente e muito esforçada está muito longe de ser uma equipa de primeiro ou até segundo plano do futebol mundial.
De resto Marrocos, face ao Brasil, e Cabo Verde, face a Espanha, já tinham avisado que é preciso levar as seleções africanas muito a sério porque elas compensam com entrega ao jogo aquilo que lhes falta em talento e valia técnica.
A verdade é que Portugal entrou bem, fez rapidamente um golo, mas depois entrou numa quase displicência absolutamente inexplicável transmitindo a sensação de que fazia da posse de bola e não do golo o objectivo primeiro.
Jogando parada ou muito devagar, o que facilitou o trabalho defensivo congolês, permitindo ao adversário ir paulatinamente ganhando confiança e começar a arriscar em acções ofensivas acabando por chegar ao empate em cima do intervalo num lance em que acção defensiva de Portugal, incluindo Diogo Costa, foi muito deficiente.
No segundo tempo a entrada de Francisco Conceição fez bem à equipa porque acelerou o jogo a espaços mas sem consequências práticas ficando também a sensação de que Roberto Martinez demorou muito tempo a refrescar a equipa embora a entrada de Rafael Leão não tenha correspondido às expectativas enquanto Nélsom Semedo trouxe qualquer coisa de positivo porque formou uma boa ala com Conceição.
Talvez, mas já se sabe que de fora é fácil falar, fosse de ter chamado ao jogo Trincão porque além de ser exímio a assistir também remata bem de fora da área algo que Portugal só fez uma vez mas é apenas a minha opinião.
O empate acaba por ser um resultado aceitável mas a haver um vencedor teria de ser Portugal num jogo em que o árbitro do Catar também não brilhou pelo acerto. Mas não foi por ele que não vencemos.
Em suma um mau início mas nada está perdido desde que no próximo jogo a seleção mude aquilo que hoje não esteve bem.
Depois Falamos.
Nota: Quase tão mau como o resultado foram os comentários dos jornalistas da SIC. Nada de novo numa televisão especialista em "assassinar" o futebol que transmite.
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