
Este é o terceiro e último texto que escrevo sobre as eleiçõe do Vitória.
Li o comunicado da Lista C e o comunicado de resposta da Mesa da Assembleia Geral.
Não vou opinar sobre quem tem razão porque obviamente não estive lá no apuramento dos votos no pavilhão, desconheço a forma como se processou o apuramento dos votos por correspondência, não sei se facto houve ilegalidades ou se tudo correu da forma mais desejável.
Mas enquanto associado não posso deixar de dizer o seguinte até porque o Vitória tem de fechar este processo eleitoral e seguir em frente.
Os estatutos do clube, sobre os quais tanto tenho escrito, em nada impedem, proibem, obstaculizam uma recontagem dos votos. Não proibem nem preveêm em bom rigor.
Mas dispõe no artigo 65 que nos casos omissos, como este, os orgãos a quem compete decidir o devem fazer segundo os principios gerais do direito e a equidade.
E por isso não vejo onde está o problema em se proceder à recontagem.
E se a lista C tem dúvidas sobre os votos expressos e sobre os votos por correspondência acredito que a lista D está perfeitamente convicta de que tudo se processou na máxima normalidade, que as contagens foram correctas e que venceu as eleições de forma transparente.
Uns terão razão e outros não como é óbvio.
Mas acho que no interesse do Vitória Sport Clube ambas as listas se deviam juntar no pedido de uma recontagem dos votos.
A lista C porque não acredita nos resultados e está convicta que são diferentes e a lista D para mostrar que "como quem não deve não teme" nada tem a recear de recontagem.
E com esse gesto mútuo de sensatez e vitorianismo seria possível fechar de vez o processo eleitoral e permitir que aqueles a quem toque a responsabilidade de dirigirem o clube possam iniciar o mandato sem o peso de qualquer tipo de suspeição.
Acho que o interesse do Vitória passa por aí e deve ser o único interesse a ser defendido.
Depois Falamos.
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