sábado, junho 20, 2026

Uzbequistão

Ao resultado com o Congo não há volta a dar e por isso há que olhar para a frente a aproveitar as lições boas e más que resultaram da estreia portuguesa no Mundial.
Estas duas imagens ajudam a isso.
Uma é um erro que não pode ser repetido e que se prende com a excessiva circulação de bola, como se ela fosse um objectivo e não um meio, e que levou a que no total imenso de 724 passes apenas sete tenham chegado ao interior da área. 
É precisa mais objectividade e mais jogo para a frente, mais cruzamentos da linha que deêm vantagem a que tem de finalizar e mais velocidade nas transições.
A outra revela uma curiosidade que tem de ser aproveitada.
Como não é provável que os congoleses sejam leitores de alguns murais de Facebook portugueses ou ouçam alguns comentadores das nossas televisões a atenção que deram a Ronaldo foi em função do seu valor e não da opinião dos seus críticos. 
E por isso cada vez que ele tinha a bola arrastava na marcação dois ou três adversários ( como aconteceu nos dois remates que fez estorvado por dois defensores) criando espaços por onde os seus colegas deviam ter aparecido mas raramente o fizeram. 
Não acredito que a equipa do Uzbequistão tenha mais informação sobre os tais Facebooks ou sobre os tais comentadores que os congoleses. 
E por isso é muito provável que se repita a marcação apertada a Ronaldo e os consequentes espaços para outros jogadores aparecerem a finalizar. 
E talvez aqui fizesse sentido jogar com dois pontas de lança porque certamente da complementaridade em Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos surgirão os tais golos pelos quais todos quantos desejam o sucesso de Portugal anseiam. É apenas a minha opinião.
Depois Falamos.

Nota: A utilização de Gonçalo Ramos mais em ponta e Gonçalo Guedes mais solto, guardando Ronaldo para um forcing final caso necessário, também seria uma boa solução. Até porque o jogo com a Colômbia será decisivo para o primeiro lugar do grupo e aí um Cristiano Ronaldo mais "fresco" pode ser importante

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