sexta-feira, abril 29, 2016

UBER vs Táxi

Nunca utilizei os serviços da plataforma digital UBER.
Mas tenho amigos (ainda um destes dias jantei com um que me disse maravilhas da plataforma que utiliza em diferentes países de três continentes) que são clientes habituais e cujo grau de satisfação é muito elevado.
Referem-se a qualidade do serviço e à facilidade na sua contratação, a educação dos motoristas, os carros esmeradamente limpos, a facilidade do pagamento electrónico, a vantagem de não terem de estar na rua à espera que passe um táxi disponível.
Todos eles me dizem que onde há UBER não querem saber de táxis para nada!
Nunca utilizei a UBER mas já andei centenas de vezes de táxi em Portugal e não só.
E nunca encontrei concentrados num mesmo veiculo/condutor todas as qualidades que me referem nos serviços da UBER.
Já encontrei condutores extremamente simpáticos, com quem mantive conversas bem interessantes, mas também já me calharam em sorte autênticos "grunhos" a quem até parecia custar dizer "bom dia" ou "boa tarde".
Já andei em táxis a brilhar de limpeza mas também nalguns que pareciam uma espécie de contentor de lixo ambulante dos quais saí com uma imensa sensação de alívio.
E portanto admito que será fácil converter-me à UBER quando estiver em cidades onde esse serviço esteja disponível como é o caso,por exemplo, de Lisboa.
E não é por ter alguma coisa contra táxis ou taxistas.
Apenas e só porque quando vivemos num tempo (eu sei que os sindicatos tem muita dificuldade em se adaptar à evolução) em que a concorrência quando posta ao serviço do consumidor é um factor de progresso das sociedades e de estimulo ás economias.
E desde que a plataforma UBER opere dentro da legalidade resta aos taxistas concorrerem com ela naquilo em que ela faz a diferença; a qualidade do serviço.
O resto são tretas de quem quer que o protecionismo estatal substitua aquilo que é da obrigação das empresas de táxis fazerem.
Modernizarem-se e elevarem os níveis de serviço.
Depois Falamos.

7 comentários:

Anónimo disse...

Boa tarde caro Luís Cirilo.

Excelente analise. Estou 100% de acordo.

Não acredito que a UBER pratique a mesma artimanha de ter dois pesos e duas medidas como muitas vezes acontece com os taxis, em especial com os utilizadores estrangeiros.


Fernandes.

luis cirilo disse...

Caro Fernandes:
Sem ainda o ter utilizado, mas sabendo como funciona, tenho simpatia pela Uber.
Acho que os taxistas vão ter de se habituarem à concorrência em vez de tentarem garantir o monopólio

mensagensnanett disse...

Os taxistas gastaram milhares de euros num alvará e num curso de formação... entretanto... é feito tábua rasa para beneficiar uma multinacional.
.
Acontece por todo o lado:
- legislação é feita à medida das multinacionais... milhões de empresas familiares vão à falência.
.
.
-» Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa
.
.
Pelo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones:
-» http://separatismo--50--50.blogspot.com/

luis cirilo disse...

Caro mensagensnanett:
Percebo o seu ponto de vista mas a vida é assim mesmo. Veja o que aconteceu ao comércio tradicional face ao aparecimento das grandes superficies. Os que não souberam adaptar-se...fecharam. Nos transportes é a mesma coisa.
Na aviação o aparecimento das low coast obrigaram as companhias de bandeira a mudarem de estratégias. As que não conseguiram...faliram.
Nos táxis vai passar-se o mesmo.
Quem não souber adaptar-se aos novos tempos não tem futuro.
De resto com todo o respeito pelos taxistas acho que cada consumidor está mais preocupado com o serviço que contrata do que a quem o contrata.

mensagensnanett disse...

Tudo isso não invalida que não existam por aí algumas 'rasteiras' nas mais variadas legislações... em/para benefício das multinacionais...

Raquel Ferreira Veiga disse...

Vou a Lisboa em Julho para um festival de música e pretendo utilizar a UBER para me deslocar numa cidade da qual tenho poucos conhecimentos. Em primeiro lugar porque já tive o (des)prazer de ver taxistas a optar pelo percurso mais longo porque dá mais dinheiro, ao passo que o percurso e preço são apresentados imediatamente na aplicação e é possível pagar através da aplicação, não é necessário andar com os "trocos" atrás. Em segundo lugar pela forma como os taxistas em geral reagiram à UBER. Com manifestações, greves, violência. Em vez de tentarem melhorar, melhorar as condições e modernizar o serviço, atacaram os profissionais da UBER. Essa atitude não funciona comigo.

luis cirilo disse...

Caro mensagensnanet:
Quanto a isso não tenho qualquer duvida.
Cara Raquel:
E faz muito bem Raquel.
E olhe que com os taxistas de Lisboa tenho eu muita experiência e parte delas negativas.Desde a falta de educação ao pensarem que pelo cliente falar à portuguesa (no Norte e em Guimarães nasceu Portugal) podiam ir pelos tais percursos mais longos. Tiveram azar porque conheço muito bem Lisboa e por isso em mais que um caso tive de "ensinar" ao suposto profissional o caminho mais curto para o lugar onde queria ir.