sábado, agosto 21, 2021

Marcelada

https://expresso.pt/politica/2021-08-19-PR-condecora--mais--26-militares-de-Abril-com-a-Ordem-da-Liberdade-1ad61186

Aproveitando o mês de Agosto, em que as pessoas estão entretidas com as férias e nada receptivas a questões políticas, o Presidente da República condecorou à sucapa mais um contentor de militares de Abril com a "Ordem da Liberdade.
Em Fevereiro já tinha condecorado 27 militares e agora foram mais 26 num ritmo que fará do actual PR o campeão das condecorações exactamente ao contrário do que ele tinha prometido aquando da sua primeira eleição. 
Mas porquê agora?
E com tanto secretismo? 
Muito simples. 
Porque entre os condecorados com a "Ordem da Liberdade", repito, está o sinistro Duram Clemente um dos cabecilhas da tentativa de golpe de 25 de Novembro de 1975 que visava instaurar em Portugal uma ditadura marxista e acabar com a Liberdade e a Democracia conquistadas em 25 de Abril. 
Pois foi esse pulha que Marcelo teve a distinta lata de condecorar. 
Dando a "Ordem da Liberdade" a um patife que tudo fez para com ela acabar e que só foi impedido pela acção dos militares defensores do Estado de Direito e muito em especial pelos Comandos de Jaime Neves. 
Morreu gente de bem para impedir que os amotinados, entre os quais esse Duran Clemente (e noutros concedorados, como Mário Tomé, é fácil encontrar apoiantes activos da tentativa de golpe), mergulhassem Portugal numa ditadura e esta condecoração é uma afronta a essa gente que deu a vida pela defesa da liberdade e da democracia. 
Esta condecoração só tem uma vantagem; Representa o enorme equívoco que a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa constitui desde o primeiro momento e ameaça ser até ao último. 
Eleito por uma parte do país para ser Presidente de todos os portugueses tem orientado toda a sua acção para ser apenas o presidente daquela parte que nele não votou. 
Disputará com Jorge Sampaio o bem duvidoso título de pior presidente da História da democracia. 
Com sérias possibilidades de vencer essa disputa.
Depois Falamos.

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