segunda-feira, abril 04, 2016

O Nosso 14

Não se pode negar aos jogadores o esforço, a entrega, a voluntariedade a vontade de que as coisas corram bem.
A verdade é que não tem corrido e o Vitória está a fazer uma fase final da Liga absolutamente penosa com uma sucessão de maus resultados que fazem perigar, e muito, o objectivo europeu.
A nove pontos do Arouca, sete do Rio Ave e quatro do Estoril o panorama é preocupante e o calendário, com quatro jogos fora e dois em casa, também não ajuda.
Com o Boavista foi mais do mesmo.
Erros a defender, falta de fio de jogo e poucas oportunidades de golo.
Na hora de mexer na equipa...nada mudou.
Individualmente:
João Miguel: Deve ter "pesadelos" com os pontapés de canto. Sofreu mais um golo sem culpas e ainda evitou males maiores.
Bruno Gaspar: Uma exibição mediana.
Josué: Outra exibição mediana.
Pedro Henrique: O melhor do quarteto defensivo.
Dalbert: Como sempre melhor a atacar do que a defender.
Rosell: Procurou circular a bola mas a defender não esteve bem.
Cafu: Uma exibição discreta de um jogador que pareceu algo perturbado.
Otávio: Muito marcado (já toda a gente percebeu como se trava a construção de jogo do Vitória) ainda teve dos melhores apontamentos da equipa. Brilhante passe para o golo.
Licá: Discreto.
Dourado: É um goleador a que cada vez chegam menos bolas para fazer golo! Teve de recuar para tabelar com os colegas e esteve bem nesse capitulo.
Valente: Excelente na jogada do golo. Depois a entrega habitual mas longe do seu "habitat" natural. Quando do forcing final esperava-se que fosse para mais perto de Dourado mas foi para...o banho.
João Teixeira: Não trouxe nada de novo o que em boa verdade também não é...novo.
Francis: Sem influência
Alexande Silva: Pareceu mais empenhado em discutir com o lateral boavisteiro do que em jogar futebol. Aspecto a corrigir de imediato.
Douglas, João Afonso, Tozé e Phete não foram utilizados.
Sabemos que o plantel tem lacunas, que a reabertura de mercado em Janeiro não foi aproveitada para as colmatar porque quem veio até agora nada trouxe, mas mesmo assim o grupo de jogadores profissionais do Vitória tem qualidade suficiente para fazer bastante mais e bastante melhor.
Se não faz razões haverá.
E por muito que isso desagrade a este ou aquele o responsável maior é Sérgio Conceição.
Depois Falamos

Templo de Hanging,China


Imagens do Vitória-Boavista















Estrelas no Céu


domingo, abril 03, 2016

A Europa aos Quadradinhos

Creio que hoje em Portugal todos os treinadores sabem como jogar contra o Vitória.
Bloqueando a criatividade de Otávio e não deixando chegar a Dourado bolas rematáveis anula-se grande parte da capacidade ofensiva da equipa e depois, aproveitando as clássicas falhas defensivas (então nos cantos já é demais) , há sempre a oportunidade de fazer um golo que dê o triunfo ou um empate no caso de o Vitória aqui ou ali conseguir livrar-se do espartilho e marcar um golo!
E por isso vamos em oito jogos consecutivos sem ganhar e por isso fizemos nove(!!!) pontos nos últimos dez jogos!
Assim foi,uma vez mais, com o "Boavistazinho" que apareceu em Guimarães em busca de um ponto mas sempre espreitando (embora muito à distância) a possibilidade de levar os três.
O Vitória ainda conseguiu marcar primeiro, numa rara ocasião em que Otávio se livrou do colete de forças e rasgou a defesa com um passe brilhante a que Valente correspondeu da melhor forma, mas depois lá veio a falha defensiva a propiciar o empate e daí nunca mais saímos.
É verdade que o Vitória atacou mais, teve mais posse de bola (58% contra 42%), criou mais lances de muito relativo perigo mas sem conseguir concretizar nem afirmar uma superioridade convincente sobre um Boavista a anos luz do de outros tempos.
E , em boa verdade, o Boavista até rematou mais (9 remates contra 7)e teve mais cantos a favor (8 contra 7) e fez menos faltas que o Vitória (18 contra 20) o que traduz um relativo equilíbrio no jogo jogado.
Na hora das substituições, e quando se impunha o "tudo por tudo" para chegar ao triunfo, o Vitória e o seu treinador não souberam fazer a diferença nem sequer alterar o posicionamento táctico.
A troca de Rosell por João Teixeira não mexeu no jogo e a troca de dois alas experientes (Valente e Licá) por dois jovens  alas inexperientes (Alexandre Silva e Francis) evidentemente que nada trouxe de positivo quer em termos tácticos quer de de produtividade goleadora.
Nada.
Ainda se esperaria que perante um Boavista remetido à defesa do resultado, e num constante anti jogo, o Vitória arriscasse qualquer coisinha como,por exemplo, tirar um lateral para meter um ala abrindo a frente de ataque e pondo Valente a jogar próximo de Dourado para reforçar a capacidade rematadora na área . 
Mas não foi essa a opção e o resultado foi o que se sabe.
Depois dos resultados deste fim de semana, cuja conjugação em nada nos ajudou, o Vitória está cada vez mais do obrigatório apuramento europeu.
A inaceitáveis quinze pontos do Braga, a incríveis nove pontos do Arouca (onde ainda temos de ir),a sete do Rio Ave (onde vamos na próxima jornada)e já a quatro do Estoril (e nem vale a pena falar do ponto de atraso para o Paços de Ferreira embora seja mais um para atrapalhar)é preciso muita fé e esperança para acreditar que o Vitória ainda pode chegar ao "mísero" sexto lugar que dará acesso à Europa.
É que para além dessas duas deslocações ainda temos de ir ao Benfica e ao Marítimo(a apenas três pontos de nós)  e receber Estoril e Moreirense o que significa que em seis jogos quatro deles serão com equipas melhor classificadas do que nós e uma que quando lá formos até já pode estar a nosso par.
E como já toda a gente sabe , repito,como se impede o Vitória de jogar/marcar seria preciso que muita coisa mudasse para melhor para que este panorama sombrio ganhasse alguma cor e conseguíssemos uma ponta final de acordo com aquilo que todos os vitorianos desejam.
Não vai ser fácil.
Mas enquanto há vida...há esperança.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

Sou, não o escondo, um interessado pelos Estados Unidos.
Pelo país, pela sua História, pelo seu sistema político tão peculiar e pelos seus presidentes.
De George Washington a Barak Obama, passando por Abraham Lincoln, John F. Kennedy ou Ronald Reagan.
Creio ter lido mais biografias de presidentes dos Estados Unidos do que que de líderes de qualquer com outro país com excepção de Portugal como é evidente.
E por isso achei particularmente interessante este livro recentemente editado.
Que é de certa forma a história da "Casa Branca" e dos seus ocupantes contada pelos que lá trabalham e trabalharam desde a II Guerra Mundial até aos nossos dias.
De carpinteiros a mordomos, de floristas a secretárias, de cozinheiros a electricistas, entre muitas outras profissões representadas no quadro de pessoal, todos eles contaram à autora do livro episódios relacionados com os presidentes e respectivas famílias que serviram ao longos dos anos permitindo conhecer detalhes e pormenores até então desconhecidos.
Algumas histórias são divertidas, outras tristes, algumas trágicas e outras comoventes.
A autora, Kate Andersen Brower, foi durante anos correspondente de imprensa na "Casa Branca" e teve acesso a "fontes" privilegiadas (incluindo algumas ex primeiras damas)que contribuíram de forma decisiva para a riqueza narrativa do livro.
Li e gostei.
Recomendo vivamente a quem se interesse por este tipo de temas.
Depois Falamos.

Militante Exemplar

Tenho profundo apreço pessoal e político por Pedro Santana Lopes.
O pessoal...é pessoal, e não é para aqui chamado, mas o politico tem a sua sustentação na forma verdadeiramente exemplar como ele tem sabido posicionar-se dentro do partido independentemente das lideranças e do seu maior ou menor grau de concordância com a linha de rumo.
Nunca fui "santanista" nos tempos em que o "santanismo" era moda dentro do PSD.
Só apoiei a sua candidatura à liderança em 2008, já depois de ter sido líder no passado, porque nas suas candidaturas anteriores optei por apoiar Durão Barroso em 1995, Marcelo Rebelo de Sousa em 1996 e novamente Durão Barroso em 2000.
Em 2008 sim estive ao seu lado e ainda hoje penso que se ele tem avançado mais cedo teria vencido as directas e tudo teria sido diferente no PSD e essencialmente em Portugal.
A verdade é que não ganhou.
Pedro Santana Lopes é um dos militantes com maior curriculo do PSD.
Foi líder do partido, foi líder parlamentar, foi deputado europeu e integrou em várias ocasiões os orgãos nacionais do PSD desde o tempo de Sá Carneiro.
Foi primeiro-ministro, foi secretário de estado da cultura, foi presidente das câmaras da Figueira da Foz (onde antes dele o PSD nunca tinha ganho) e de Lisboa numa vitória épica contra tudo e contra todos.
Trabalhou com Francisco Sá Carneiro.
E tendo dado tanto ao PSD continua a exercer a militância com uma humildade e uma entrega ao partido que é um exemplo para todos.
Depois de ter sido primeiro-ministro e líder do PPD/PSD (como gosta de dizer) podia assistir aos congressos pela televisão, ou confortavelmente instalado numa qualquer poltrona de comentador televisivo debitando teorias e tácticas, não se dando ao trabalho de se deslocar até aos locais.
Mas não.
Faz questão de participar, de expor as suas ideias e propostas, de cumprir com indisfarçável gosto os seus deveres de militante.
É um exemplo.
Para todos, mas muito especialmente para aqueles que deram ao partido muito menos e do partido receberam muito mais e que hoje só podem ser vistos na imprensa e regra geral a criticarem o PSD e a sua liderança.
Pedro Santana Lopes é hoje uma referência fundamental do PSD.
De que o partido e o país podem e devem tirar proveito.
Porque infelizmente já há muito poucos politicos com a sua dimensão política e humana.
Depois Falamos

Bill Cosby


Praga


sábado, abril 02, 2016

Candidato

José Pedro Aguiar Branco anunciou hoje, no congresso do PSD, que será candidato à Assembleia Municipal de Guimarães nas autárquicas de 2017.
Foi  presidente da Assembleia Municipal do Porto, foi ministro da Justiça, ministro da Defesa, líder parlamentar do PSD entre outros cargos políticos e do Estado que fazem dele um dos principais quadros políticos do PSD partido de que é militante desde 1974.
É um nome de peso,  cuja candidatura em Guimarães dará projecção nacional ás eleições no concelho, que constitui indiscutível mais valia para a coligação "Juntos por Guimarães" e reforça as suas possibilidades de vencer as autárquicas em 2017.
E é um homem com ligações a Guimarães.
Onde tem casa há muitos anos, na freguesia de Oleiros, e onde tem também fortes ligações familiares a começar por seu Pai que é vimaranense de nascimento.
Mas essa nem é a questão fundamental.
Porque não é forçoso ser vimaranense para poder ser autarca em Guimarães e servir condignamente os interesses do município e das suas gentes.
Muito mais importante é ter capacidade, conhecimentos, dedicação à causa que se vai abraçar e entusiasmos pela função de autarca.
E isso seguramente que Aguiar Branco tem e terá.
Nunca partilhei dessa visão "tribalista" de que "...quem não é de cá não serve..."e estou particularmente à vontade nessa matéria porque nunca nos combates politicos a usei mesmo num tempo em que por vezes o meu próprio partido caiu esporadicamente nessa tentação quando se referia a um antigo presidente da câmara.
A candidatura de Aguiar Branco à Assembleia Municipal é, do meu ponto de vista, muito positiva para Guimarães.
Pela sua qualidade política e pela atenção que chamará para o concelho.
Guimarães em 2017 estará certamente entre os concelhos que mais interesse vão despertar a nível nacional quanto aos resultados das suas eleições autárquicas.
E isso é naturalmente muito bom para o concelho.
Depois Falamos

Castelo de Montemor-O-Velho


Raia

Foto: National Geographic

sexta-feira, abril 01, 2016

O 36º

O PSD inicia hoje o seu 36º congresso.
Estive presente ,até à data, em 23 mas não estarei neste de Espinho por decisão própria assente numa falta de interesse que nem a perspectiva de reencontrar amigos conseguiu demover.
Mas tenho uma natural expectativa quanto ao que lá se vai passar assente em três pontos: Passado,presente e futuro.
Com o passado espero que não se perca tempo. Já todos sabemos que quem ganhou não governa e quem foi derrotado está no governo mas esse é um assunto esgotado em termos de opinião pública e que só serve para maçar os eleitores.
Os portugueses sabem bem o que se passou, acompanharam o processo de formação da geringonça e a seu tempo pronunciar-se-ão sobre tudo isso. A seu tempo…que não é este!
Sobre o presente naturalmente algo terá de ser dito porque faz parte da necessária análise da situação política. Mas para além de umas “pinceladas” sobre os assuntos mais importantes, do aumento da despesa à descrença de agências de rating e parceiros internacionais, passando pelo mau funcionamento da geringonça e das contradições cada vez mais expostas entre os três partidos que a compõe (peço desculpa mas recuso-me a tratar a fraude política que “Os Verdes” são como um partido igual aos outros) mais uns retoques sobre as cedências ás corporações e aos interesses instalados sem esquecer toda a demagogia em volta da reposição dos feriados, creio que não valerá muito a pena ir além disso.
Muito melhor que qualquer coisa que o PSD possa dizer sobre a incompetência deste governo “falam” as filas de automobilistas portugueses nos postos de combustíveis espanhóis junto ás fronteiras…
Importa, isso sim, falar do futuro.
E falar do futuro é definir as “bandeiras” que o partido vai levantar como estratégicas para a sua acção política, escolher os melhores “porta bandeiras” que se assumam como rostos credíveis perante os portugueses, fazer uma oposição construtiva mas firme e sem cedências que configure uma verdadeira alternativa para o dia inevitável em que a geringonça se desfará com maior ou menor estrondo.
É isso que os portugueses esperam do PSD.
Que seja uma esperança para o futuro.

P.S. Claro que a lamentável votação ao lado do PCP, e branqueando de forma completamente inaceitável a ditadura da família Santos, na questão dos activistas presos em Luanda em nada ajuda à credibilização de uma alternativa.
Que seja ,ao menos, mais uma razão para Passos Coelho perceber que tem de aproveitar o congresso para mudar muita coisa no PSD.
A começar por alguns dos que o rodeiam!

Publiquei este texto no blogue Insónias

Igreja da Oliveira, Guimarães


Deserto