terça-feira, outubro 06, 2026

Ódio

Sabe-se, e não é de agora mas sim de há muitos anos, que há portugueses que odeiam Cristiano Ronaldo. 
Odeiam e ferozmente. 
As razões não sei. 
Provavelmente a inveja de verem um compatriota ter tanto sucesso que se tornou uma figura pública a nível mundial, seguramente a estupidez de não perceberem o quanto Portugal e a seleção beneficiaram de terem uma figura como ele, certamente a ingratidão de serem incapazes de reconhecerem que Ronaldo pôs a seleção e o país num patamar de notoriedade onde jamais estivera e receio que jamais volte a estar, mas de certeza absoluta que por não aceitarem na sua mesquinhez abjecta que um menino que nasceu pobre numa família cheia de dificuldades seja hoje um homem riquissímo que viaja em avião próprio de um lado para outro e tem uma fortuna avaliada em mais de mil milhões de euros. 
É demais para mentalidades mesquinhas e invejosas que gostam de nivelar tudo por baixo e que não se importam de não terem desde que os outros também não tenham. 
Hoje, casualmente, deparei com este exemplo limite dessa corja de portugueses. 
Chama-se Alfredo Barroso, nunca fez nada pelo país embora o país tenha feito por ele, viveu durante anos à sombra dos tios (Mário Soares e Maria Barroso) e dos cargos para que o nomearam e resolveu também ele vir a público bolsar o seu ódio a Ronaldo. 
Num texto absolutamente deplorável. 
Em que a tentativa de rebaixar Ronaldo já não se fica pela afirmação de que Maradona, Messi ou Pelé foram melhores que ele (não foram na minha opinião mas são nomes que se aceita que se usem em comparações porque de génios se trata) mas alinhava mais uma quantidade de jogadores que foi buscar provavelmente ao chat gpt e que conhece tão bem que nem os nomes de alguns escreve direito. 
E além destes ainda diz que há mais uma dúzia melhores que o compatriota.
Vamos ser claros.
Para lá do inexplicável ódio (será também por Ronaldo ser madeirense e publicamente defendido por figuras como Alberto João Jardim e Miguel Albuquerque?) há uma brutal ignorância do que é o futebol e que o devia inibir de escrever sobre o assunto se o ódio cego e irracional não falasse mais alto.
Um traste em suma.
De tudo que escreve há, porém, algo de que não duvido que seja verdade.
Diz que jogou futebol até aos 40 anos altura em que se lesionou. 
E seguramente a lesão foi na cabeça e bem grave a avaliar pelo que escreve!
Depois Falamos.

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