domingo, outubro 04, 2026

Barbaridade

Este texto não é sobre a pena de morte, matéria em que não tenho posição definitiva, mas sim sobre um caso concreto.
Christa Pike em 1995, com vinte anos de idade, foi condenada à pena de morte por juntamente com o namorado terem assassinado uma outra rapariga. 
Foi uma das condenadas mais jovens de sempre no estado do Tennessee. 
Passou trinta e um anos na cadeia ( !!!) sem a pena ser cumprida. 
Na semana passada, finalmente, foi executada através de injeção letal. 
Foi? Não. Não foi. 
Administrada uma injeção não morreu, administrada segunda injeção também não morreu e a execução foi suspensa e ela levada para o hospital em estado crítico e com os médicos a fazerem tudo para a salvarem. 
Para quê? Para voltar a ser executada supõe-se! 
Não me pronuncio sobre a pena de morte mas não posso deixar de considerar que manter uma pessoa na cadeia por 31 anos à espera de a matarem é uma barbaridade moral. 
E barbaridade ainda maior nem sequer conseguirem fazê-lo de forma minimamente decente poupando-a a todo o sofrimento que tem experimentado desde a execução falhada. 
Talvez seja a oportunidade de todos, a começar pelo governos dos EUA, fazerem uma reflexão profunda sobre a pena de morte. 
Há barbáries inadmissíveis no século XXI. 
O que está a acontecer com Christa Pike é uma delas.
Depois Falamos.

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