sexta-feira, outubro 16, 2020

Alentejo

 Nestas eleições os autarcas alentejanos tinham duas escolhas.
Eram aliás os únicos em cuja CCDR havia possibilidade de optarem depois do vergonhoso negócio entre Costa e Rio que transformaram as eleições em quatro CCDR numa penosa fantochada.
De um lado o presidente da CCDR/Alentejo nos últimos cinco anos-Roberto Grilo-autor de uma gestão de excelência, competente e isenta, que por isso viu a candidatura subscrita por autarcas de todos os partidos incluindo o PS.
Do outro lado um comissário político do PS- Ceia da Silva- que se candidatava para defender os interesses políticos e autárquicos socialistas como os próximos cinco anos demonstrarão exuberantemente.
Num universo eleitoral de 1288 eleitores venceu Ceia da Silva por uma diferença inferior a 100 votos ( conseguindo apenas 518 dos 615 votos do PS na região) mas registando-se mais de 250 votos brancos que foram os responsáveis pelo seu triunfo.
De facto o PCP numa mescla de rigidez ideológica bafienta com interesses pessoais de alguns baronetes locais do partido, defendeu o voto em branco como forma de protesto contra o processo de eleição levando a que cerca de metade dos seus autarcas tenha seguido essa orientação ( os outros perceberam muito bem o que estava em causa e terão votado massivamente em Roberto Grilo) "votando" assim no candidato contrário aos interesses das suas autarquias.
Pode dizer-se que nesta votacao o PCP ofereceu ao seu principal adversário no Alentejo a corda com que este o vai enforcar como as autárquicas de 2021 e 2025 se encarregarão de provar!
O Bloco Central de interesses obteve no Alentejo a cereja no topo de um bolo de falta de vergonha como foi está falsa eleição dos presidentes da CCDR que mais não passou do que a nomeação por Costa e Rio dos presidentes das CCDR dando depois ordens aos seus autarcas para neles votarem. No Alentejo , por força da coragem de Roberto Grilo, a história podia ter sido bem diferente e ter sido dada uma lição aos que se acham donos disto tudo.
Foi pena.
Por Portugal que está cada vez mais perto de ser a Venezuela europeia por força do "Maduro" que nos governa e de quem não sabe ser-lhe alternativa.

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