sexta-feira, Janeiro 02, 2009

Mercado de Inverno

Foto:http://www.gloriasdopassado.blogspot.com

Publiquei,hoje, este artigo no Correio do Minho
MERCADO DE INVERNO
Com o campeonato a caminhar para o fim da primeira volta vai sendo tempo de avaliar a prestação que nele tem tido os principais clubes portugueses.
Sempre com a noção, para não se cair numa onda de ridículo que por aí anda, que nem a primeira volta está concluída e até Maio muita água vai correr debaixo das pontes.
A primeira constatação a fazer é o nível global não está a ser muito alto.
E nem comparo com outras Ligas europeias (Inglaterra, Espanha, Itália) porque então seria de chorar.
A verdade é que os clubes de topo estão, de forma geral, a jogar abaixo do nível exigido o que permite que Leixões, Marítimo e Nacional ocupem posições que não lhe são totalmente habituais e disputem o acesso ás provas europeias.
O Porto, campeão em título, dá claros indícios de abaixamento de qualidade porque as saídas de jogadores vitais como Quaresma, Bosingwa e Paulo Assunção não foram devidamente cobertas.
O Benfica, vice campeão e o clube que apesar de tudo melhor se terá reforçado, dá mostras de uma irregularidade que tanto lhe permite golear o Marítimo na Madeira como empatar em casa com o Nacional.
O Vitória, terceiro classificado da última Liga, fez uma pré temporada desastrosa em termos de planificação de época, contratação de reforços e substituição de pedras nucleares que saíram (Geromel, Alan e Ghilas) e anda agora a correr atrás do prejuízo.
O Sporting que se reforçou bem e mantém o treinador entrou numa autofagia induzida de fora para dentro que está a minar a sua época.
Miguel Veloso, Djaló, Vukcevic, Stoijkovic, João Moutinho, são os rostos de problemas que hipotecam a possibilidade de os leões serem fortíssimo candidato ao título.
São-no, como é evidente, mas enfraquecidos por questiúnculas desnecessárias e que ninguém soube evitar a tempo.
O Braga, excelentes reforços, óptimo plantel, bom treinador, tem realizado uma meritória campanha europeia mas no plano interno tem ficado aquém do potencial que o grupo indiscutivelmente tem.
Neste campeonato o Braga pode ser candidato ao título.
É preciso querer e saber.
Está, pois, tudo em aberto na frente da Liga Sagres.
Normalmente é nesta altura que as equipas, quase todas em bom rigor, procedem ao reajustamento do seu plantel recorrendo ao mercado de Inverno e procurando compensar, em Janeiro, lacunas que na pré temporada não foram preenchidas ou detectadas.
Este ano a regra não se deve alterar.
Com a diferença de, fruto da crise que por aí anda, as idas ás compras estarem a ser em muito menor número do que é normal em anos anteriores.
Porto, Benfica, Sporting e Braga não dão até agora indícios de grande movimentações percebendo-se, até, que alguns deles estarão mais disponíveis para vender do que para comprar.
O Vitória parece ser a excepção.
Pela voz do presidente anunciou cinco reforços para a reabertura do mercado.
Tal prende-se com evidentes necessidades da equipa em todos os sectores (menos a baliza) oriunda de uma pré temporada em que de facto o Vitória não foi nada feliz.
Saíram jogadores nucleares, não se fizeram reforços á altura (excepto Douglas e, vá lá, Gregory) e os cedidos pelo Benfica tem dado um contributo quase nulo.
A Europa…foi-se e o apuramento para as competições europeias da próxima temporada está em sério risco se os reforços não forem de facto…reforços!
E o primeiro a chegar, e único até agora, é-o de facto.
Custódio, jovem internacional português feito nas escolas do clube, regressa a Portugal depois de uma passagem mal sucedida pelo Dínamo de Moscovo.
E é um perfil de reforço que se saúda e cujo exemplo deve ser seguido.
Porque ao invés de se contratar mais um brasileiro de valor desconhecido ou um africano sem referências o Vitória recuperou para o nosso futebol um valor seguro.
Que muito útil será ao clube e á própria selecção nacional que naquele lugar está de facto carente.

BOLA CHEIA
Pedro Mendes
Este internacional português é um dos mistérios dos últimos anos em termos de selecção.
Campeão europeu pelo Porto, peça preponderante no Tottenham e no Portsmouth nunca mereceu uma simples chamada de Scolari.
Agora brilha a grande altura no Glasgow Rangers como foi possível ver no passado sábado no derby com o Celtic.
Grandes exibições, alguns golos, é o líder de uma das mais tradicionais equipas do futebol europeu.
Queiroz chamou-o uma vez, não jogou, mas já desapareceu das convocatórias.
Pior para Portugal.
Porque Pedro Mendes na Inglaterra e na Escócia tem feito provas constantes de ser um dos melhores da sua geração.

BOLA VAZIA
Histeria SLB
Alimentado pelos jornais desportivos e comentadores televisivos do “regime” anda por aí uma histeria sem fim.
“Campeão de Inverno”,”Campeão de Natal”, “Campeão de Dezembro” eles já não sabem que mais títulos inventar para celebrarem o facto de o Benfica liderar o campeonato com dois pontos de avanço sobre Leixões e Porto e três sobre o Sporting.
Á 12ª jornada!
Nem meio campeonato está disputado.
Simplesmente patético!

6 comentários:

nike dunk disse...

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Vimaranes disse...

E mesmo que não seja preciso provar mais nada, Pedro Mendes, continua a fazê-lo. Mais um grande golo hoje.

http://ovimaranes.blogspot.com/2009/01/pedro-mendes-volta-marcar.html

luis cirilo disse...

Caro Vimaranes:
É verdade.
Nem de propósito.

lourenço lima disse...

Completamente de acordo com esta Crónica de Luís Cirilo.
Sobre o nosso Pedro Mendes palavras para quê? É Vitoriano e só por isso não está na selecção.
Mas vale colocar brasileiros neutralizados, do que que portugueses que são reis no futebol Europeu. Vejam também o Caso do Fernando Meira.

Luis Melo disse...

Tudo voltou ao normal na superliga portuguesa de futebol. O meu FC Porto é primeiro classificado, posto esse que não mais lhe fugirá (assim espero) imitando as últimas épocas.

Graças a uma equipa trabalhadora, agerrida e com vontade de vencer (sim, porque o futebol apresentado está longe de ser perfeito) o Porto venceu um difícil Nacional da Madeira.

O Benfica confirma o que tem sido: uma equipa acima da média, tal como Marítimo, Vit. Guimarães, Braga ou Nacional. Todas elas formações com aspirações à UEFA, que são capazes do melhor e do pior. E que devido à falta de consistência não podem aspirar ao título (tal como Sporting e FC Porto).

Mas a culpa deste Benfica é dos próprios dirigentes e de uma comunição social facciosa. Estes resultados advêm de os benfiquistas se enganarem a eles próprios com contratações milionárias (Aimar e Reyes são uma desilusão), de se iludirem com grandes promessas futebolísticas (Mantorras, Sidnei e Di Maria) e de viverem no presente á sombra dos títulos do passado.

in Mudar Portugal?

单机小游戏 disse...

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