
terça-feira, fevereiro 14, 2017
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
O Nosso 14

Naturalmente que o fundamento para essas declarações será aferido no que resta de campeonato e na classificação final mas nunca o poderia ser neste jogo em que o Vitória estava regulamentarmente impedido de utilizar dois dos seus principais jogadores pelo que notoriamente inferiorizado em termos de soluções ofensivas.
Mas pelo que se viu nos substitutos estes terão de melhorar muito o rendimento para se equivalerem aos que saíram.
Individualmente:
Douglas: Sem culpas directas nos golos ainda evitou outros com oportunas defesas. De negativo apenas a precipitação a repor a bola em jogo no lance de que viria a resultar o segundo golo.
Bruno Gaspar: Mais uma excelente exibição do lateral vitoriano jogando os 90 minutos em grande ritmo e assegurando alto nível à dupla função de defender e atacar. Está em grande forma e provavelmente já tem lugar marcado no "catálogo de vendas" do final de época.
Josué: Ele e Bruno Gaspar foram os melhores jogadores do Vitória e jogaram a um nível de quem quer ganhar. Uma excelente actuação.
Pedro Henrique: Também fez uma boa actuação apenas manchada por um ou outro desacerto na marcação e por alguns passes mal medidos. Mas não foi pelos centrais que a derrota veio.
Konan: Começou menos bem mas depois recuperou e fez um jogo de boa qualidade. Precisa apenas de rectificar alguns posicionamentos defensivos para se transformar num excelente lateral.
Celis: Chegado na semana anterior ainda mal deve conhecer os nomes de todos os colegas e por isso,compreensivelmente, "defendeu-se". Bom posicionamento, bom toque de bola mas jogo muito curto com corridas de quatro metros e passes de cinco ou corridas de cinco e passes de quatro. A rever.
Zungu: Tal como o colega do lado,com quem jogou (ele e todos os outros) pela primeira vez , optou por futebol curto e passes pela certa. Equivale isto a dizer que passes de ruptura, mudanças de flanco, visão alargada do jogo foram predicados que não se viram. Não comprometeu mas esteve aquém do necessário.
Bernard: Uma oportunidade perdida. Lento e complicativo nunca deu dimensão ao futebol do Vitória. Danilo foi demais para ele.
Hurtado: Desviado para o flanco direito combinou bem com Bruno Gaspar. Quando descaiu para o meio perdeu algum protagonismo. Mesmo assim dos melhores jogadores vitorianos.
Rafael Martins: Um remate ao lado. Mais nada!
Raphinha: O mais acutilante dos avançados vimaranenses com um bom remate a rasar o poste e uma excelente assistência que ninguém conseguiu concretizar à boca da baliza. Fora isso não desequilibrou como se esperava do único que restou (para este jogo) de um ataque que já foi muito mais produtivo.
Foram suplentes utilizados:
Sturgeon: Também ele em estreia a sua entrada não trouxe nada de novo.
João Aurélio:Começou no banco,quando se esperava que fosse titular,e entrou a substituir Zungu provavelmente com a intenção de dar mais equilíbrio ao meio campo. sem resultados práticos.
Texeira: Também ele sem possibilidade de ter influência no resultado face à inexistência do Vitória nos últimos trinta metros.
Não foram utilizados:
João Miguel Silva, Prince, Rubem Ferreira e Tozé
Melhor em campo: Bruno Gaspar
Depois deste jogo com derrota "anunciada" o Vitória entre numa fase da competição em que as definições vão começar a aparecer e em que o tempo para recuperar de deslizes será cada vez menos.
Racionalmente o terceiro lugar foi definitivamente perdido nesta jornada e a partir de agora a equipa vai ter de dizer o que quer da "vida": Ou lutar por um quarto lugar que está apenas a três pontos ou remeter-se à defesa do quinto face à progressiva aproximação de adversários que chegaram a estar a sete,oito ou dez pontos de distância.
Depois Falamos
Sugestão de Leitura
Como os visitantes regulares desta página bem sabem sou um leitor entusiástico de temas relacionados com a II Guerra Mundial quer na optica militar, quer na política , quer na social.
Devo dizer que das muitas dezenas de livros que já terei lido sobre o assunto poucos terão a qualidade, a dimensão e o rigor desta obra do reputado historiador Antony Beevor sobre o desembarques dos aliados nas praias da Normandia em Junho de 1944.
Está lá "tudo".
Desde a longa e metódica preparação , às manobras de diversão para enganar os nazis sobre os verdadeiros locais da invasão, à forma como as tropas foram preparadas e depois transportadas ao longo do canal da Mancha rumo à costa francesa.
E depois uma narrativa minuciosa, cheia de testemunhos de participantes, do que foram os desembarques nas praias de "Utah", "Omaha","Gold", "Juno" e "Sword", dos terríveis e sangrentos combates que nelas se travaram , da marcha dos aliados nos primeiros meses da invasão rumo a Paris e ao centro da Europa tremendamente dificultada pela forças alemãs em retirada.
Um livro magnifico, retratando fielmente meses decisivos da II guerra mundial vistos do lado dos aliados e do lado alemão, que culmina com a reconquista de Paris prenunciando o avanço decisivo rumo a Berlim e ao fim da guerra.
Para quem gostar do tema é uma obra imperdível.
Para os outros dá um bom contributo para a cultura geral sobre uma guerra decisiva para a Europa e o mundo que temos hoje.
Depois Falamos.
Previsível e Inevitável

Poucos minutos após o término do Vitória-Porto escrevi na minha página de facebook que para o Vitória este jogo estava perdido muito antes de ser jogado.
A esmagadora maioria percebeu, poucos não e um ou outro perceberam mas fizeram de conta que não tinham percebido.
Vou agora desenvolve raciocínio que me levou a essa conclusão e que aponta para o resultado como algo de previsível e inevitável.
Previsível pelo tal "estar perdido muito antes de ser jogado" e inevitável pelo jogo em si mesmo.
À entrada em campo das duas equipas sabia-se ,sem hipótese de contestação que o Porto tem melhores valores, um plantel mais equilibrado e mais soluções ao dispor do seu treinador do que o Vitória por razões que nem vale a pena comentar dado repetirem-se ano após ano desde...sempre.
Mas também se sabia que fruto de um politica de estreito relacionamento e permanente cooperação entre ambas as SAD, que se resume no facto de o Vitória emprestar jogadores à equipa B do Porto (Zitouni, Claudio, Areias e quase...João Pedro) e de o Porto emprestar jogadores à equipa A do Vitória (Marega, Hernâni,Otávio, Sami,Ivo Rodrigues, Abdoulaye, etc) a par de lhes vendermos a preços módicos alguns dos nossos melhores valores (Ricardo, André André, Hernâni, Soares,etc), já se sabia pois que o Vitória entraria em campo severamente diminuido no seu poder atacante dado que dos seus quatro mais utilizados atacantes apenas Raphinha estaria disponivel dado que Marega e Hernâni, pertencendo aos quadros do Porto, não podiam ser utilizados e o Vitória tinha acabado de vender...ao Porto o seu melhor ponta de lança.
No futebol raramente há milagres e uma equipa tão severamente desfalcada tinha-se posto numa posição demasiado frágil para sequer poder aspirar a um.
Daí o ser fácil prever a derrota.
Depois vem o jogo propriamente dito e o porque da derrota inevitável.
Onde o Porto longe de fazer uma grande exibição limitou-se a assegurar a supremacia táctica e a jogar o necessário para marcar, segurar a vantagem e depois sentenciar o jogo aproveitando erros defensivos do Vitória.
De um Vitória que entrou em campo, perante um Porto moralizado e em crescendo, estreando uma dupla de pivots à frente da defesa (Zungu e Celis) com o primeiro deles a ter chegado à equipa apenas um mês atrás depois de prolongada lesão e o outro chegado na semana passada (emprestado pelo Benfica) o que significava que não tinham um minuto de jogo em comum e apenas três ou quatro treinos se tanto.
Isto para defrontarem um trio com a qualidade de Danilo, André André e Herrera!
Só podia dar no que deu.
Total supremacia da intermediária portista, André André colocado numa zona entre os dois pivots e Bernard bloqueou totalmente a ligação entre o meio campo vitoriano enquanto Danilo anulava facilmente Bernard deixando o já de si débil ataque vitoriano sem ligação ao seu meio campo pese embora algumas deambulações de Hurtado terem aliviado o bloqueio azul e branco.
Mas sem consequências.
E por isso o triunfo portista tornou-se inevitável face ao jogo jogado e à realidade de Casillas não ter feito uma única defesa com um mínimo de dificuldade durante os 90 minutos.
Uma que fosse.
E quando uma equipa não faz um remate enquadrado com a baliza durante 90 minutos o máximo a que pode aspirar é a empatar o jogo se o adversário alinhar pelo mesmo diapasão.
Infelizmente não alinhou.
Fez dois golos e Douglas ainda evitou outros tantos com excelentes defesas a adiarem o segundo golo portista.
Daí a inevitável derrota que nem o apoio dos adeptos conseguiu evitar.
Face a tudo o exposto, especialmente às fragilizações decorrentes dos negócios com o Porto, não era este o jogo para confirmar a afirmação de Pedro Martins sobre um plantel mais equilibrado e com mais soluções depois do mercado de Janeiro.
Mas a partir da próxima jornada isso vai ter de ser provado de forma irrefutável sob pena de nos restar a luta por um quinto lugar que saberá a muito pouco face ao que Braga e Sporting vem fazendo na liga.
Carlos Xistra não presta como árbitro e no sábado uma vez mais o provou.
Um pénalti sobre Bernard que não foi assinalado e uma tolerância incompreensível perante o jogo faltoso dos portistas com André André a ver "amarelo" apenas depois da quinta falta a travar saídas do Vitória para o ataque e Herrera nem à décima falta o viu.
Por acaso o jogo não "descambou" mas podia tê-lo feito face à permissividade de um árbitro de quem o futebol não sentirá falta quando chegar o dia (feliz) da sua retirada dos relvados.
Fair Play

Alguém disse um dia uma frase mais ou menos com estes termos mas de
certeza absoluta com o sentido que aqui lhe é dado.
“O râguebi é um desporto de rufias praticado por cavalheiros enquanto
o futebol é um desporto de cavalheiros praticado por rufias”.
Claro que há exagero, quanto aos praticantes de futebol porque quanto
aos de râguebi estou completamente de acordo, mas sem dúvida que a beleza do
futebol merecia em tantas e tão diversas ocasiões um cavalheirismo bem superior
ao que se vai vendo por esses estádios fora semana após semana.
A esse cavalheirismo chama-se fair play!
Que é algo de que todos quanto gostam de futebol apreciam embora
muitos, que vêem o futebol como uma autêntica guerra tribal em que a única
coisa que conta é a vitória das cores da tribo seja a que preço for, não lhe
dêem o justo valor e até desprezem aqueles que o praticam..
Eu aprecio fair play.
Gosto de ver uma equipa deitar a bola fora quando um adversário está
lesionado e gosto de ver a equipa do lesionado devolver a bola; gosto de ver
uma equipa médica assistir um jogador adversário quando por qualquer razão (às
vezes dois lesionados em simultâneo) a equipa médica dessa equipa não o pode
fazer; gosto de ver um avançado saltar sobre o guarda-redes para não o
lesionar; gosto de ver um guarda-redes aplaudir um golo do avançado adversário
ou este aplaudir uma grande defesa do guarda-redes (vi Eusébio e Damas
fazerem-no reciprocamente por mais que uma vez); aprecio quando um jogador
marca um golo à ex equipa e não festeja; admiro os adeptos capazes de
aplaudirem uma grande jogada do adversário; admiro um jogador que cai na área
adversária e diz ao árbitro que não foi penalti depois de este o ter assinalado;
gosto de ver os adeptos aplaudirem um jogador que hoje é adversário mas no
passado representou com brio e profissionalismo a sua equipa; louvo um
treinador que assume os seus erros e não justifica derrotas com erros dos seus
jogadores ou dos árbitros; admiro adeptos que no final de um jogo intensamente
disputado, e com cada um a puxar pela sua equipa até ao limite, são capazes de
se aplaudirem uns aos outros; admiro uma equipa que perde uma final e fica no
relvado a assistir à entrega do troféu ao adversário.
E tantos exemplos mais que poderia dar sobre como o fair play tem lugar
no futebol e é um factor da sua valorização.
Infelizmente no futebol português o fair play, por mais que FPF e LPFP
“puxem” por ele, é cada vez mais uma excepção e não uma regra face ao ambiente
de conflitualidade tribal que nele se vive e em que os adeptos começam por ver
nos dirigentes dos clubes mais mediáticos o pior exemplo de falta de fair play
e, quantas vezes de bom senso e até de educação!
Bastará ler nos jornais, depois ampliadas nas televisões pelos
paineleiros afectos aos três clubes do costume, as constantes polémicas, trocas
de acusações e quantas vezes insultos e insinuações arrasadoras para se
perceber o porquê do mau ambiente que se vive em tantos estádios e que obriga à
mobilização de enormes contingentes policiais para assegurar a segurança de
quem vai ao futebol para ver…futebol.
Caso para dizer, em algumas ocasiões, que o futebol é um desporto para
cavalheiros assistido por rufias que fazem de um confronto desportivo uma
guerra em que vale tudo para abater o adversário.
Tive a sorte de nascer em Guimarães e ser ensinado a ser vitoriano
desde pequenino.
Tenho orgulho de integrar uma massa associativa e adepta conhecida
pela sua fidelidade ao Vitória, pelo fervor com que o apoia, por alguns
excessos que também comete mas essencialmente por ser de uma dedicação
extraordinária e que não teme comparações com ninguém.
E esse orgulho ainda aumenta
porque ao longo dos anos e em muitas ocasiões já vi essa massa adepta prestar
tributo a jogadores e treinadores que tendo servido bem o Vitória regressam a
Guimarães ao serviço de outros clubes, como também já a vi aplaudir jogadores
adversários por jogadas excepcionais ou golos para a história.
No sábado o Vitória recebeu o Porto.
Um jogo de grande rivalidade, um jogo “quente”, um jogo que também já
tem a sua História e as suas histórias fora das quatro linhas.
Mas também tem os seus momentos de elevação.
Como o de Soares ao não festejar o golo ou o de os adeptos do Vitória
tributarem uma enorme ovação a André André quanto este foi substituído (a que
este retribui aplaudido os adeptos vitorianos e os do seu actual clube)
reconhecendo o grande profissional que ele foi enquanto ao serviço do Vitória.
Foram dois momentos bonitos, de fair play, que engrandeceram o jogo.
E como o nosso futebol precisa de momentos desses…
P.S. Pena foi que após o aplauso de todo o estádio, vitorianos e
portistas, a André André de imediato os adeptos do Porto tenham desatado a uma
vez mais insultarem os adeptos vitorianos.
Mas, lá está, isso remete para a questão dos cavalheiros e dos rufias…
sexta-feira, fevereiro 10, 2017
Eutanásia

A eutanásia, como todas as questões que se prendem com a Vida como por exemplo o aborto ou a pena de morte, encerra em si tantas questões morais e éticas, tantas visões possíveis, tantas questões filosóficas que não me parece possível que alguém possa ter certezas definitivas sobre o assunto.
Há, isso sim, opiniões fundamentadas a favor e contra tão respeitáveis umas quanto outras.
Naturalmente que quando se trata de legalizar matéria tão complexa é normal que o debate redobre e se extremem posições face aos valores em causa sendo impossível encontrar um ponto de equilíbrio precisamente porque em matérias destas não há meio termo.
Ou sim ou não.
Pessoalmente tenho reflectido ao longo dos anos sobre o assunto com a ajuda, até, de vários casos que acompanhei e que me permitiram definir uma posição sobre o assunto que não sendo uma posição hermeticamente fechada é, ainda assim, uma posição bastante consolidada.
Creio que todos os seres humanos tem direito a uma morte com o máximo de dignidade .
E acredito que nos casos em que um doente, na plena posse das suas faculdades mentais, condenado a um percurso de atroz sofrimento até a morte dele o libertar e sem esperança mínima de cura deve ter o direito de optar sobre a sua própria vida.
De continuar a viver em condições terríveis ou de optar peça dignidade de uma morte sem mais dor e sem mais sofrimento.
E ao contrário do aborto, onde a decisão é no limite sobre a vida de alguém a quem não é dada opção nem escutada a opinião, na eutanásia em que uma pessoa decide sobre a própria vida essa decisão não deve ser impedida pelas convicções morais e religiosas de terceiros que não estão a opinar em causa própria mas sim a quererem tomar decisões que não lhes competem sobre a vida e o sofrimento de outras pessoas.
Sou a favor da eutanásia.
Depois Falamos.
quinta-feira, fevereiro 09, 2017
Um Jogo Especial

Um Vitória vs Porto é sempre um jogo especial.
Desde logo por serem os dois maiores clubes do Norte, e dois dos quatro maiores do país, mas também porque a proximidade geográfica entre ambos contribui sempre para que sejam vividos com extrema intensidade.
Depois porque ao longo dos muitos anos em que se defrontam a História está recheada de episódios memoráveis referentes aos jogos entre ambos, às transferências de jogadores entre os clubes, a confrontos directivos mediáticos (Pimenta Machado contra Pinto da Costa em várias ocasiões)e até ao facto de ambos terem sido treinados por José Maria Pedroto o mais carismático treinador de sempre dos azuis e brancos e que também deixou uma marca no Vitória.
O jogo de sábado será por tudo isso, mas não só, mais um jogo especial.
O não só, que à sua maneira também traz um "picante" especial ao jogo, prende-se com o actual momento das duas equipas, as relações estreitas entre as duas SAD e a recente transferência de Soares.
Vamos por partes:
As duas equipas encontram-se em momentos que não podiam ser mais diferentes quanto ao trajecto e forma de cada uma delas.
O Vitória depois de uma primeira volta de bom nível encontra-se a três pontos do terceiro lugar (e até podia ocupá-lo com algum conforto não fora alguns deslizes perfeitamente evitáveis) mas dando a clara sensação de ser uma equipa afectada pelas movimentações de mercado.
Ainda iniciou a segunda volta matando na Pedreira um velho "borrego" mas depois perdeu cinco pontos face a Marítimo e Paços de Ferreira não marcando nenhum golo e dando ideia de uma equipa a perder "gaz" por factores diversos.
Do outro lado aparece uma equipa em crescendo que começou mal a Liga mas depois foi recuperando e está hoje a apenas um ponto da liderança,ou seja depende de si própria para ser campeã, o que dá uma motivação extra a quem a certa altura chegou a ver o campeonato como perdido.
As relações estreitas entre as duas SAD tem permitido nos últimos anos um numero invulgar de negócios entre os dois clubes que se caracterizam, grosso modo, por o Porto via a Guimarães buscar alguns dos melhores jogadores do Vitória dando como moeda de troca para além de dinheiro o empréstimo de jogadores que não cabem no seu plantel.
E isso condiciona o jogo de sábado.
Porque da habitual frente de ataque vitoriana há dois jogadores que não podem defrontar o Porto porque os regulamentos não o permitem e outro porque entretanto se transferiu para o ...Porto o que obrigará Pedro Martins a encontrar soluções para montar a sua estratégia ofensiva.
Finalmente a transferência de Soares.
Que era a principal referência do nosso ataque (desde que saiu o Vitória não marcou um golo), um ponta de lança de grande qualidade que não por acaso chegou ao Porto e pegou de estaca e cuja substituição não se faz da noite para o dia.
Quem não perceber nada de futebol pode pensar que uma equipa é como uma qualquer máquina a quem tirando dois parafusos e colocando outros dois continua a funcionar da mesma forma sem prejuízo do rendimento.
Mas não é.
E por isso a saída de Soares (e de João Pedro) teve inevitável reflexo na equipa e vai ser necessário algum tempo para que ela "absorva" os novos jogadores e regresse ao nível exibicional (e de resultados ) da primeira volta.
As coisas são o que são por mais que de forma compreensível se tentem passar mensagens noutro sentido.
Quero com isto dizer que o Vitória já perdeu e o Porto já ganhou?
Nem pensar!
Apenas que as duas equipas se encontram num momento mais favorável aos visitantes que aos visitados e que para contrariar tudo o atrás exposto os jogadores que vão alinhar com a camisola branca (assim se espera...) terão de actuar em permanente superação para contrariar a vantagem que parece estar do lado do Porto.
De uma coisa podem os nossos jogadores estar certos:
Na bancada, no apoio e na paixão dos adeptos, já ganharam.
Agora tem de fazer a sua parte e ganharem no relvado!
Depois Falamos
quarta-feira, fevereiro 08, 2017
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