sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Cuidado...

Um Vitória-Moreirense não é bem um dérbi.
Esses são com o Braga.
Mas é um jogo especial, entre duas equipas do mesmo concelho, que tem privilegiado ao longo dos anos a manutenção de um relacionamento exemplar entre elas bem ao contrário do que acontece no Porto, em Lisboa ou no Funchal únicos concelhos que também tem mais de uma equipa na primeira liga.
Claro que esse relacionamento e essa amizade entre clubes, extensível aos adeptos, não confunda as coisas e quando as equipas se defrontam cada uma faz pela sua vida porque "amigos amigos campeonato à parte".
E na história dos jogos entre os dois clubes tem havido triunfos para ambos os lados, mais para o Vitória com a naturalidade própria de ser o maior dos dois, pelo que cada jogo com o Moreirense deve ser olhado de uma forma muito própria e com o cuidado acrescido que merece um jogo entre "irmãos".
Todos nos recordamos, vitorianos e cónegos, das três vezes em que o Moreirense eliminou o Vitória da Taça de Portugal, de forma quase consecutiva, e duas delas em pleno estádio D.Afonso Henriques!
Por isso há que ter muito cuidado na abordagem ao jogo de hoje.
É certo que enquanto o Vitória luta pela Europa o Moreirense luta pela manutenção mas isso não o impediu de bem recentemente ter vencido Porto, Benfica e Braga (e o Sporting esteve quase...) e ganho a Taça CTT.
E por isso, pese embora a distância pontual entre as equipas, há que jogar hoje como se de uma final se tratasse e fazer da recepção ao Moreirense a oportunidade para terminar um ciclo de quatro resultados maus em que a equipa perdeu pontos de forma impensável.
Tem a palavra Pedro Martins e a sua equipa.
Depois Falamos

P.S. O facto de o Moreirense ser treinado por Augusto Inácio, um técnico competente e de larga experiência, bom conhecedor do Vitória e dos seus adeptos é "apenas" mais uma razão para o cuidado com que é preciso abordar este jogo.

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Lendas da B.D.- Lanterna Verde e Superman


Ravello, Itália


Rinocerontes Enamorados


Respect !

No Porto -Juventus de ontem, e sendo dois clubes que não me dizem nada em termos de afectos, o meu principal interesse centrava-se no confronto, a 100 metros de distância, entre duas lendas vivas do futebol.
Buffon e Casillas.
Durante muitos anos, na minha modesta opinião, os melhores guarda redes do mundo (depois apareceu Manuel Neuer...) que protagonizaram exibições épicas ao serviço de Juventus e Real Madrid e das selecções nacionais de Itália e Espanha pelos relvados deste mundo.
Sempre tive, e naturalmente mantenho, uma enorme admiração pelos dois e pelos palmarés que conquistaram ao longo dos anos beneficiando, é verdade, do facto de jogarem em grandes equipas mas também sendo essas equipas grandes graças ao inestimável contributo de ambos.
De ambos lembro momentos marcantes.
Assisti à estreia internacional de Buffon num Vitória-Parma, de boa memória para os vitorianos, em que ainda muito jovem dava início a uma caminhada que se revelaria extraordinária e ainda não terminou.
E de Casillas lembrarei sempre a final da liga dos campeões de 2001/2002 em que entrando a vinte minutos do fim, a substituir o lesionado César Sanchez, protagonizou três ou quatro espectaculares defesas a garantirem o triunfo (2-1) do Real Madrid sobre o Bayer Leverkusen.
Tinha vinte anos mas já era um grande guarda redes.
Ontem , no "Dragão", reencontraram-se estes dois "monstros" das balizas.
Provavelmente pela penúltima vez.
Foi bom revê-los e constatar o enorme fair play que existe entre ambos de há muitos anos a esta parte cimentado por tantos jogos históricos entre as suas equipas.
As suas carreiras aproximam-se do fim mas são daqueles que vão deixar saudade, a quem gosta de futebol, um dia que arrumem as luvas.
Depois Falamos

"Filmes"

Quando depois de muitos anos de política activa no PSD (e às vezes no país) tendo ocupado cargos concelhios , distritais e nacionais e depois se regressa à honrosa situação de militante de base sem outra obrigação que não pagar cotas e respeitar programa, estatutos e regulamentos do partido consegue-se ter uma visão mais distanciada, e talvez mais rigorosa, do estado actual da política e da própria organização partidária de que fazemos parte.
É um pouco como saltar da tela para a plateia e assistir ao "filme" com algum distanciamento.
E em duas penadas direi o seguinte sobre o "filme" que estou a ver.
No país, governado por um executivo com legitimidade constitucional mas sem a ética dos valores, é evidente que pese embora todas as mentiras de Costa, erros de percepção de Centeno e despudorado encobrimento de Jerónimo e Catarina a situação caminha para o abismo de novo resgate face aos indicadores económicos que apontam para uma divida pública a aumentar colossalmente (à boa maneira socialista), os juros da mesma a dispararem, a Europa (credores) com cada vez mais duvidas sobre a veracidade dos números que lhe são apresentados entre outros números do nosso descontentamento.
No PSD, com a tal distância crítica que o ser militante de base sem qualquer responsabilidade em qualquer orgão executivo do partido me dá, estou absolutamente certo que Pedro Passos Coelho é o líder certo para conduzir o partido neste "caminho das pedras" que um dia o levará de novo ao poder.
Mais que provavelmente cumprindo a triste sina de ser novamente chamado a resolver os problemas, erros e disparates da governação socialista.
Devo dizer que tendo apoiado , com o tal distanciamento critico, a governação e a liderança partidária de Passos Coelho entre 2011 e 2015 e nem sempre tendo concordado com ele em ambos os patamares estou hoje mais ao seu lado do que estive nesses tempos.
Não só por lhe reconhecer o mérito da obra feita enquanto primeiro-ministro numas condições dificílimas mas também porque acho que cada vez mais o nosso país precisa de um homem pessoalmente sério, politicamente coerente, institucionalmente ponderado, competente e responsável na governação e patrioticamente preocupado com Portugal para dirigir os nossos destinos.
Passos Coelho é tudo isso ao contrário de António Costa que não é nada disso.
É o que se vê desta "plateia" onde assisto ao "filme".
Onde infelizmente vejo outros espectadores comodamente sentados, e que nalguns casos nem se abstém de comentarem o "filme" em voz alta, quando deviam estar na "tela" a participarem no espectáculo face às responsabilidades que tiveram noutros tempos em que o caminho não era de pedras mas sim das suaves alcatifas dos gabinetes ministeriais ou dos lugares de nomeação governamental e generosa retribuição no vencimento  mensal.

Guaxinins


quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Favoritos

Jogados os restantes quatro desafios da primeira mão dos oitavos de final pode já detectar-se uma clara tendência quanto aos que passarão aos quartos de final na maior parte dos casos.
Na passada semana passada já tinha apontado claro favoritismo a Bayern e PSG, favoritismo... mas.. a Real Madrid e favoritismo a Borussia de Dortmund.
Ontem, depois de dois espectaculares jogos, é fácil prever o Atlético de Madrid na fase seguinte e algum favoritismo do Manchester City sem nada estar perdido, longe disso, para o Mónaco.
Hoje dois jogos e duas situações bem diferentes. 
A Juventus, salvo cataclismo de todo improvável, já está nos quartos de final enquanto Sevilha e Leicester deixarão tudo para decidir em Inglaterra com o favoritismo a repartir-se pelo Leicester por jogar em casa e pelo Sevilha pela experiência europeia.
Em suma "arrisco" uns quartos de final com as seguintes equipas:
Atlético de Madrid, Real Madrid, PSG,Leicester,Juventus,Manchester City,Borussia e Bayern.
Lá para meados de Março saberemos.
Depois Falamos

Futebol!

Às vezes a televisão prega-nos boas partidas.
Foi o caso de ontem com a RTP.
Que transmitindo o Manchester City vs Mónaco permitiu que milhões de telespectadores vissem um excelente jogo de futebol, cheio de golos e alternâncias no marcador, com grandes exibições individuais naquela que foi certamente uma noite de bela propaganda para o futebol
Pep Guardiola e Leonardo Jardim mostraram ontem de forma exuberante que estar a disputar uns 1/8 da Liga dos Campeões não implica necessariamente conservadorismo táctico, cautelas defensivas, jogar no erro do adversário.
Ambos consideraram, e bem, que a melhor defesa é o ataque e por isso ambas as equipas fizeram da procura do golo a sua prioridade primeira oferendo a espectadores e telespectadores um jogo vibrante e cheio de emoção que perdurará nas memórias por muito tempo.
Ganhou o City, como podia ter ganho o Mónaco, mas ganhou essencialmente o futebol que bem precisa de espectáculos destes face a tanta mediocridade que por aí se vê e afasta os espectadores dos estádios.
Uma referências às exibições individuais de Sané e Aguero no City e de Bernardo Silva e Falcao no Mónaco com saliência especial para o segundo golo do colombiano que foi uma autêntica obra de arte.
Oito golos em Manchester mais seis no Bayer Leverkusen vs Atlético de Madrid ambos jogados ontem dão o espantoso, e muito invulgar, pecúlio de catorze golos em apenas dois jogos dos oitavos de final da Champions.
E se considerarmos que,excepto a "sovinice" do golo solitário no Benfica vs Dortmund,  em todos os outros jogos já realizados se marcaram  quatro golos no PSG vs Barcelona e no Real Madrid vs Nápoles e seis no Bayern-Arsenal podemos bem estar perante os oitavos de final mais produtivos em golos desde sempre.
Para já em seis jogos já se marcaram vinte e nove golos.
Hoje tem a palavra Porto vs Juventus e Sevilha vs Leicester.
Esperemos que contribuam para manter a média.
Depois Falamos

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Tolerância

O meu artigo de hoje no Duas Caras

Não existe, naturalmente, uma bitola universal que permita medir a qualidade da democracia, o sentir democrático das pessoas e a prática civilizada de uma convivência em sociedade que permita ultrapassar as naturais divergências de opinião e posicionamento perante factos.
Cada um terá a sua.
Eu dou imenso valor à tolerância.
A tolerância com que se ouve, a tolerância com que se dialoga, a tolerância com que ao entrarmos num debate nos permite estarmos receptivos à opinião e aos pontos de vista com quem debatemos.
Essa tolerância inclui, embora de forma sempre capaz de ser melhorada, o sermos capazes de aceitar a diferença, respeitarmos aquilo com que não concordamos e acima de tudo capacitarmo-nos que quando há duas opiniões razoavelmente diferentes sobre algo isso não significa que uma das opiniões vise céu e a outra o inferno.
Creio que a democratização das opiniões expressas que atinge o seu expoente na comunicação social e nas redes sociais ao mesmo tempo em que permite a todos terem uma opinião publicada, mais que não seja no facebook ou twitter, tem o perverso efeito colateral de exacerbar alguns tipos de radicalismo, alguns fundamentalismo bem dispensáveis e fazer aumentar o grau de intolerância tal a ferocidade com que se opina e a facilidade com que se transforma quem não pensa da mesma forma num autêntico inimigo a abater.
Para tudo tem de haver um limite.
Mais que não seja a educação, o bom senso e a humildade de se saber que nem sempre se tem razão e às vezes os “outros” também a tem.
Nos últimos dias, quer a nível nacional quer a nível local, tem aparecido alguns fenómenos de intolerância que me custam a perceber embora andando há tantos anos na vida pública, quer na política quer no desporto, já consiga reduzir o espanto a níveis próximos da insignificância.
Um ex Presidente da República entendeu, mais de um ano após deixar funções, publicar um livro sobre os dez anos em que por votações expressas, claras e maioritárias dos portugueses exerceu esse cargo.
Fê-lo como já o tinha feito quando deixara o cargo de ministro das finanças e depois o de primeiro-ministro por entender prestar contas aos portugueses da forma como exercera os cargos.
Contou a sua versão, a sua verdade e naturalmente sujeita-se ao contraditório de outros personagens que aparecem na narrativa e à crítica dos leitores e dos comentadores políticos como é de bom tom em democracia.
Mas não tem que se sujeitar, nem ele nem ninguém seja de que área politica for, ao chorrilho de mentiras, insultos, calúnias e invenções de que foi alvo quer nas redes sociais quer por parte de alguns políticos com responsabilidades, e alguns deles com frágeis telhados de vidro, desde que a obra veio a público.
Seguramente que muitos deles nem o livro leram mas o ódio e o ressabiamento contra o seu autor é de tal ordem que tiveram como primeira prioridade insultar, mentir, caluniar, denegrir fosse de que forma fosse antes de terem o rigor e a honestidade intelectual de lerem a obra.
Naturalmente que nas redes sociais, especialmente no facebook que é terreno fértil para os cobardes, o fenómeno multiplicou-se para pior porque anda por lá gente que de facto não tem os mínimos de educação, bom senso e inteligência e para os quais “vale tudo”.
Mas mesmo tudo.
Naturalmente que esse fenómeno da falta de tolerância repercute-se depois a nível local nas mais diversas áreas sociais assistindo-se a demonstrações recentes de pessoas com responsabilidades em instituições de fins diversos a aceitarem muito mal a critica, o contraditório, o afirmar de opiniões diferentes.
Agindo como se as instituições fossem delas, olhando quem diverge como perigosos agentes subversivos, arrogando-se de uma infalibilidade que nem o Papa Francisco quer embora o Sumo Pontífice tenha com ele o dogma da infalibilidade.
Em Guimarães é preciso mais tolerância, mais democracia, mais fair play em várias áreas.
Porque Guimarães é de todos.
E todos querem, de forma diferente como é normal em democracia, o melhor para o concelho e para as suas instituições.

Macaco


Castelo Javier, Espanha