
Poucos, como este Henrique Raposo, simbolizam tão bem a falta de qualidade, a decadência, o baixíssimo nível do comentário político nas nossas televisões por parte de um número substancial de comentadores.
A divergência, o contraditório, a crítica fundamentada, a denúncia de erros, fazem parte do bom comentário político e não tem que ser motivo de melindre ou agastamento porque são naturais numa sociedade livre e democrática onde ter opinião é um direito e não um crime.
Não é o caso deste Raposo.
Que é malcriado, acintoso, desrespeitoso, numa permanente tentativa de achincalhar o governo, o primeiro ministro e os ministros ignorando (mas afinal ignorância é mesmo a sua imagem de marca) que ao fazer comentário televisivo não está num tasco com os amigos mas sim a falar para milhares de pessoas para as quais a sua forma de intervir constitui um péssimo exemplo.
É lamentável que as televisões deêm palco a gente de tão baixo nível.
Nem sequer percebendo que ao fazerem-no contribuem para a sua própria descredibilização e perda de audiências porque são cada vez mais os que se recusam a ouvir badalhoquices como as deste Raposo que não passa, em bom rigor, de um grunho com assento numa televisão.
Depois Falamos.
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