
Tenho uma imensa admiração por estes portugueses.
Que de Houston a Miami e de Miami a Toronto (e em Dallas será igual) acompanham e dão à seleção nacional um apoio extraordinário.
Emigrantes nos Estados Unidos e no Canadá que jogue quem jogar, treine quem treinar, seja o que tenha sido a exibição do jogo anterior estão sempre lá a apoiar a seleção e mostrando um orgulho em serem portugueses que é qualquer coisa de extraordinário.
Mas não é só nos estádios onde Portugal joga.
Nos aeroportos em que a comitiva passa, em frente aos hóteis onde se aloja, nas imediações dos centros de treino onde preparam os jogos há sempre dezenas, centenas e às vezes milhares de portugueses ansioso por verem os seus ídolos, em receberem um aceno deles e quando possivel tirarem uma selfie.
Apoiam a seleção, gastam o seu dinheiro em bilhetes (nada baratos por sinal), em transportes, em refeições, em camisolas e cachecóis e às vezes alojamento para poderem dizer presente , para poderem apoiar a seleção de Portugal e ajudá-la a cumprir os seus objectivos.
E se um jogo não correr como esperado não esmorecem, não desanimam, não viram as costas, não se dedicam a apontar o dedo a este ou aquele.
Estão lá, no próximo jogo, com o entusiasmo, a devoção e o amor a Portugal de sempre.
São um orgulho para Portugal e um exemplo para todos nós.
E muito em especial para aqueles que comodamente sentados em casa em frente à televisão apenas sabem criticar treinador e jogadores (um em especial), quase se congratulando quando as coisas correm mal e Portugal não ganha.
Quase nuns casos mas contratulando-se mesmo noutros casos porque a imbecilidade não tem pátria, é universal.
E, sim, a adoração que mostram por Cristiano Ronaldo ( os milhares de camisolas com o seu nome nas bancadas são mais uma prova disso) tem toda a razão de ser.

Não apenas por ser o excepcional futebolista que é mas também porque lhes permitiu ao longo de mais de vinte anos, tantas e tantas vezes. com os seus golos, as suas exibições, os seus titulos e troféus, as suas "Bolas de Ouro", as suas vitórias na "Champions", os seus inúmeros e fabulosos rcordes, lhes permitiu, dizia, afirmarem o seu orgulho no seu país e olharem os naturais dos países para onde emigraram olhos nos olhos e às vezes até de cima para baixo face aos feitos do compatriota que elevava o nome de Portugal ao Olimpo dos sucessos desportivos.
E só quem está emigrado sabe a importância plena disso.
Dúvidas?
Perguntem aos portugueses emigrados em França o que significou para eles o triunfo no Euro 2016.
E por isso esses portugueses, agora nos EUA e no Canadá mas anteriormente noutros países e noutras competições onde Portugal esteve sempre presente desde que Ronaldo joga (seis mundiais e seis europeus convém recordar) lhe estarão eternamente gratos.
Porque não são invejosos nem ingratos e tem muito orgulho em serem portugueses e em quem deu ao nome de Portugal uma dimensão mundial que não tinha.
As coisas são o que são.
Depois Falamos.
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