
Andei dois ou três dias a pensar se devia publicar este texto.
Resolvi faze-lo muito por má influência de um comentário que li numa página "on line" de um orgão de comunicação social onde uma demente comentava o facto de Cristiano Ronaldo ter anunciado que este foi o seu último Mundial com mais ou menos estas palavras:
" Até que enfim que nos livramos dele mas o problema é que no próximo mundial vamos levar com o filho que quer tenha ou não talento o pai e o Jorge Mendes vão metê-lo na seleção" !!!
Lê-se uma vez, duas vezes, três vezes e ainda assim tem-se dificuldade em aceitar que a estupidez, a maldade, a inveja, a ingratidão, a miséria moral, possam ir tão longe.
Mas vão.
Até porque o comentário da demente tinha vários outros dementes a aplaudir.
Incompreensível.
Não só a ingratidão perante o maior jogador da História do futebol, e português para orgulho de Portugal, como este ódio incomprensível que alguns merdas (desculpem o termo) lhe dedicam.
E que pelos vistos, de forma ainda mais incompreensível, já transferem para um miúdo que acaba de fazer dezasseis anos e que para esses merdas tem como culpa maior ser filho de quem é.
Bem sei que estes merdas não representam o sentir esmagadoramente maioritário dos portugueses que admiram Ronaldo e sentem orgulho na sua fabulosa carreira.
Mas existem. E são mesmo uns merdas!
E são, também, a prova de uma sociedade que precisa de proteger melhor valores fundamentais como a educação, a tolerância e a gratidão.
Depois Falamos.
Nota: Cristiano Júnior tem feito um bom percurso nos escalões jovens da seleção nacional e esperemos que, sem o peso de comparações que neste caso são tremendas, possa fazer uma boa carreira como sénior quando lá chegar. E se aí puder ser útil à seleção nacional tanto melhor.
Ele, e já agora, o seu primo Dinis.
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