
É da História e repete-se ciclicmente através dos tempos.
Sempre que os regimes caem e os seus maiores protagonistas revelam a sua dimensão de falhados em toda a sua plenitude deixam atrás de si um cortejo lacrimejante de "viúvos" e "viúvas" que os choram até à eternidade.
Em negação da realidade, na recusa de darem o braço a torcer, na incapidade de reconhecerem que estavam errados no apoio dado a quem não o merecia.
Criam-se mitos, saudosismos, lendas de última Coca Cola antes do deserto em torno de falhados que em nada merecem esse seguidismo profundamente patético e completamente divorciado da realidade dos factos.
Simultâneamente, mas de forma igualmente deplorável, aparecem os "outros".
Que depois do regime cair trocam o silêncio cúmplice e o branqueamento contínuo pela opinião agora lúcida, pela análise agora rigorosa, pelas dúvidas agora pertinentes, pela coragem agora existente e outrora desconhecida.
São de alguma forma os seguidores de S.Pedro que também negou Jesus Cristo por três vezes.
Só que em vida e estes agora é depois da morte física ou figurada.
Caso para dizer que cada falhado teve os seguidores que merecia.
Desde aqueles que nunca conseguiram ver um palmo à frente do nariz, e daí estas viuvezas, aos que tem como forma de vida o estarem a cada momento onde lhes dá mais jeito e por isso mudam de falhado como quem muda de camisa.
É a vida como disse em tempos um também ele falhado primeiro ministro de Portugal e agora falhado secretário geral da ONU.
Depois Falamos.
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