segunda-feira, abril 27, 2026

Conselho

Na parede de um espaço simpático que frequento regularmente em Esposende - Pastelaria Havaneza- tem este quadro afixado há já bastantes anos tanto quanto me lembro.
Sempre lhe achei piada e mais do que isso um conselho sensato com uma ironia indisfarçável.
Porque vivemos num tempo em que são cada vez menos aqueles que escapam à escravatura do telmóvel e ao vício constante de estarem a olhar para ele, a consultarem as redes sociais, a fazerem do aparelho o centro das suas vidas.
Conto sempre a história , já com alguns anos, de um certo dia na esplanada de um restaurante perto de casa ter visto quatro casais jovens à espera que lhes servissem o jantar.
Ou seja oito telemóveis e um silêncio sepulcral na mesa porque o mundo de cada um era a internet e não as pessoas com quem tinham ido jantar!
E exemplos como este não faltam e chegam do verem-se carrinhos de bebé cujo ocupante de tenra idade já leva um telemóvel na mão para não chatear os pais até aquelas pessoas incapazes de se sentarem a uma mesa para almoçarem ou jantarem sem terem ao lado do prato o diabólico aparelho numa submissão viciosa total.
Por isso acho este conselho delicioso e que vale a pena ser seguido.
Porque falarmos uns com os outros, sem ser nos whatsapp da vida, começa a ser cada vez mais uma excepção e não uma regra.
E é pena que assim seja.
Depois Falamos.

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