
Lê-se e ...acredita-se porque de há muito que se conhecem os terríveis problemas que assolam o Boavista e para os quais parece não existir outra solução que não seja o fim do clube a venda do património que lhe resta.
De há muitos anos a esta parte, mais propriamente desde um fim de tarde/noite de 1975, e que se reforçou noutro fim de tarde no ano seguinte, que entre Vitória e Boavista nasceu e cresceu exponencialmente uma rivalidade que durou muitos anos e que teve como maiores protagonistas António Pimenta Machado do lado vitoriano e Valentim Loureiro do lado boavisteiro.
Que depois continuou com os respectivos sucessores mas essencialmente entre massas associativas que protagonizaram ao longo dos tempos cenas de acesa rivalidade algumas das quais bem dispensáveis diga-se de passagem.
Mas tudo isso é passado e já pouco importa face ao presente.
Que nos mostra um dos clubes mais antigos do país, campeão nacional e vencedor de cinco (ok, quatro ganhas e uma... dada) Taças de Portugal , à beira da extinção.
Já não tem futebol profissional, das modalidades não há noticias e o património vai ser posto em leilão!
E face a isto a solidariedade desportiva tem que ser sempre maior que a rivalidade.
Porque rivalidade sadia não é querer o fim dos rivais mas sim disputar competições com eles e vencê-los tantas vezes quantas possíveis porque ganhar a um rival tem sempre um gostinho especial.
Rima e é verdade.
E neste tempo em que se lamenta o fim do Boavista, pelo menos como ele existiu ao longo de mais de um século, é também o tempo de todos percebermos o enorme aviso que a tragédia que sobre ele se abateu constitui para todos os clubes profissionais de Portugal.
Más escolhas de direções, presidentes com umbigos maiores que competências, parceiros estratégicos sem dimensão, investidores que disso nada tem, acumular de erros e incapacidade de inverter maus caminhos deram nisto.
E isto é o fim de um dos maiores e mais tradicionais clubes portugueses.
Fica o aviso e a urgência dele ser percebido a todos os níveis.
Desde dirigentes, candidatos a dirigentes e adeptos.
Não é só aos outros que acontecem fatalidades.
Depois Falamos
Nota: É evidente, mas importa realçar, que a actual direção do Boavista presidida por Rui Garrido Pereira não tem qualquer responsabilidade em tudo isto. Movidos por um amor inegável ao clube foram tentar salvar o que já não tinha salvação face aos condicionalismos existentes. Um papel que não desejo a ninguém.
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