quarta-feira, agosto 05, 2026

Papas

Com o passar dos anos vai-se chegando a uma idade em que até os Papas nos põe velhos!
É incrível mas verdadeiro.
Ao olhar para esta imagem que me apareceu, como tans outras, no Facebook constatei que pelo que me toca já vou no sétimo Papa desde que nasci o que não sendo nem de perto nem de longe comparável com os Papas (e presidentes dos EUA) que a raínha Iabel II conheceu tem ainda assim algm significado.
Nasci era Papa o pontífice do concílio Vaticano II conhecido como João XXIII. Dele não tenho nenhuma memória.
A seguir Paulo VI. De que recordo que foi o primeiro Papa a visitar Portugal e que gerou grande controvérsia com uma audiência a Agostonho Neto, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane que muito chocou o governo português de então. Foi também o primeiro a viajar pelo mundo saindo dos muros do Vaticano.
De João Paulo I tenho evidentemente muitas memórias. Não pelo tempo que foi Papa, apenas 33 dias, mas por tudo quanto li sobre a sua morte que continua ainda hoje a suscutar inúmeras teorias da conspiração.
João Paulo II é  o meu Papa preferido. Um longo pontificado, um apostolado exemplar, um Papa que teve decisiva influência no panorama mundial, um amigo de Portugal, um pontífice que correu mundo levando a mensagem da Igreja e um exemplo de resignação e sacrifício que talvez tenha ido para lá do razoável. Um Papa admirável e um Homem extraordinário.
Sucedeu-lhe Bento XVI. Um homem  de extraordinária inteligência, um intelectual de craveira excepcional, que não tendo a empatia do seu antecessor soube criar laços comunicacionais muito fortes e levar a "carta a Garcia" como se costuma dizer. Foi também o primeiro Papa em muitos séculos a resignar ao cargo.
Tenho também uma enorme admiração pelo Papa Francisco. Quase tanta como por João Paulo II embora de natureza diferente.
Nele, para lá das suas qualidades pastorais, apreciei muito a simplicidade, a humildade, a jovialidade com que desempenhou as suas funções. Um homem do nosso tempo, com uma visão moderna do que deve ser a Igreja, que saiu do meio do povo para a cadeira papal sem nunca deixar de ser um homem do povo. Foi o primeiro jesuíta a ser Papa e dele guardarei sempre a memória das extraordinarías jornadas mundiais da juventde que decorreram em Lisboa.
Foi um Papa genuinamente popular e creio que também com isso prestou relevante serviço à Igreja.
O actual Papa, Leão XIV, tenho alguma dificuldade em definir.
Suceder a Francisco, Bento XVI e João Paulo II não é seguramente tarefa nada fácil porque além terem sido os três últimos Papas antes dele deixaram marcas fortissímas dos respectivos pontificados que tornam difícil a afirmação do actual pontífice.
Do qual tenho a imagem de ser um Papa bem intencionado, a querer intervir nos assuntos mais difíceis da actualidade ( Irão, Ucrânia, Gaza, Sudão do Sul) mas ainda à procura de um estilo e de uma forma de conseguir influenciar alguns desses ( e doutros) problemas.
Mas com apenas um ano e pouco de pontificado terá ainda muito tempo pela frente para afirmar o seu próprio estilo.
Que será seguramente diferentes dos antecessores referidos.
E é melhor que assim seja porque as comparações seriam sempre muito complexas.
Depois Falamos.

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