domingo, abril 22, 2018

O Nosso 14

Perdendo em casa do último classificado (a nossa velha tendência para sermos "pais dos pobres") o Vitória disse definitivamente adeus a um quinto lugar que os resultados deste fim de semana de Rio Ave e Marítimo, ironicamente, provaram ainda ser possível,
Mas para isso era necessário, ao menos, termos ganho ao Vitória FC a semana passada e ontem em Vila da Feira.
Como não ganhamos o assunto europeu deixou de ser ...assunto!
Individualmente:
Miguel Silva: Sem culpa nos golos teve algumas intervenções de excelente qualidade que evitaram golos quase certos.
João Aurélio: Menos participativo pareceu algo fatigado.
Jubal: Tem responsabilidades no primeiro golo. Saiu lesionado depois de exibição intranquila.
Pedro Henrique: Partilha com Jubal responsabilidades no golo do Feirense. Atenuadas em ambos os casos por João Silva ter partido em posição de fora de jogo. No resto esteve bem.
Konan: Joga a um ritmo e com uma intensidade superior à média da equipa. E por isso voltou a ser dos melhores.
Rafael Miranda: Uma exibição sem falhas mas também sem brilho.
Matheus Oliveira: Cada vez mais o jogo da equipa passa por ele face à sua capacidade de fazer circular a bola. Tem de ter mais cautela em termos disciplinares.
Sturgeon: Foi titular e saiu aos 67 minutos. Nesse espaço de tempo não se viu. Um verdadeiro mistério a continua aposta nele.
Heldon: Esforçado mas algo trapalhão. Podia ter feito mais e melhor.
Rafael Martins: Muito discreto.
Raphinha: Formou com Miguel Silva e Konan o trio de melhores jogadores do Vitória. Marcou mais um golo, lutou muito e revelou-se sempre inconformado com o andar das coisas.
Foram suplentes utilizados:
Tallo: Entrou bem e criou vários lances perigosos com , por exemplo, dois remates a levarem perigo á baliza adversária. Caiu na área num lance que deixou muitas duvidas sobre a existência de grande penalidade.
Wakaso: Uma substituição surpreendente. A jogar com o último e com o jogo empatado meter um segundo trinco não pareceu outra coisa que não fosse falta de ambição.
Moreno: Terceiro mistério depois da titularidade de Sturgeon e da entrada de Wakaso. Com Jubal lesionado percebe-se que tenha entrado outro central embora o recuo de um dos trincos, nomeadamente Wakaso que conhece a posição, pudesse ser oportunidade de apostar no ataque com a entrada de Estupinan. Mas a surpresa está mesmo no central que entrou. Porque não se supunha que nesta altura Moreno tivesse preferência sobre João Afonso ou os centrais da B (que não jogava este fim de semana) Dénis Duarte e Marcos Valente. Incompreensível. Resta dizer que Moreno cumpriu sem margem para reparos.
Não foram utilizados:
Douglas, Vigário, Rincon e Estupinan.

Melhor em campo: Miguel Silva

Resta ao Vitória cumprir calendário nos três jogos que tem para disputar até ao fim do campeonato.
Espera-se que para além de honrar a camisola ,disputando todos esse jogos no limite, eles sirvam para ajudar a definir o plantel da próxima época.
Porque outra como esta é simplesmente inaceitável.
Depois Falamos.

4 comentários:

Francisco Guimarães disse...

Não concordo com a frase antes do seu famoso "Depois Falamos", simplesmente porque ter optado nas eleições pela continuidade, corporizada na apresentação durante a campanha dos mesmos directores e afins para os mesmos cargos de decisão no futebol (e também nas modalidades), foi o mesmo que assinar por baixo nas escolhas desta época.
Não foi o meu caso, nem sei se foi o do blogger.

Mas o que quero dizer é que: SIM, quem escolheu quem lá está, aguenta bem mais uma época aliás três iguais a esta.
E acrescentei no primeiro paragrafo que também os mesmos das modalidades foram sufragados e mandatados pela maioria, pois esses também já estão a dar "alegrias" com a recente descida do Voleibol.

Mas atenção, eu sou democrata e como tal aceito a escolha da maioria e não deixo de sofrer e lamentar como todos os Vitorianos todos estes e futuros maus momentos, aguardando nova oportunidade para decidir.

Pedro Silva disse...

Vamos ser sérios!
Temos aguentado de tudo na nossa história, não é o caso de ser está direção, foi sempre o mesmo em relação às outras direções e frustrações em iguais épocas! Somos um clube de extremos temos adeptos de primeira e equipas de segunda e assim não vamos lá, vivemos de fogachos de jogadores bons e grandes treinadores que partem logo que podem. Nos anos setenta fomos passados pelos vitória de Setúbal, nos anos oitenta e noventa pelo Boavista e no novo milénio apanhamos uma tremenda lição de gestão por parte do nosso grande rival de sempre, essa a mais difícil de engolir porque eles vieram para ficar, basta ver as classificações deles nos últimos 15 anos.Estar mal para eles é ficar em quinto e ir à Europa na mesma a poucos pontos de nós, eles neste momento devem ter dobro dos nossos pontos! Isto é a nossa história, Pimenta Machado falou muito mas nunca conseguiu por o vitória como quarto grande, essa é a verdade! Não cá tivemos taças, apenas com estes verdade seja feita, segundos lugares ou liga dos campeões. Temos de pensar o nosso modelo de gestão e pensar o futebol moderno, de que vale clube ser nosso quando à jogadores de qualidade que nos trocam, não é pela braga, é pelo aves... temos de repensar o que é e o que quer ser o vitória! Assim não dá, e não se iludam, podemos fazer outra época boa, mas voltamos sempre a cair nisto! É a nossa história infelizmente! Saudações vitorianas!

luis cirilo disse...

Caro Francisco Guimarães:
Pense o que cada um pensar sobre o assunto a verdade é que nas eleições a gestão global do clube foi sufragada positivamente. O futebol, as modalidades, a área financeira, a comunicação, o marketing,etc.
Por pouco,é verdade, mas em democracia por um voto se ganha e por um voto se perde.
Espero que esse sufrágio não signifique mais três anos idênticos,porque isso significaria que não aprenderam com os erros, mas sim um salto qualitativo significativo porque agora até há dinheiro fruto do contrato com a MEO. E portanto espera-se um futebol muito mais competitivo, um basquetebol ainda mais competitivo e o imediato regresso do voleibol. Entre outras coisas.

luis cirilo disse...

Caro Pedro Silva:
Não vejo as coisas de forma tão negativa como você embora lhe dê razão em muito do que escreve.
O nosso grande problema tem sido, desde sempre, a estabilidade nos bons resultados estou de acordo.
Em 1968/1969 ficamos a três pontos de ser campeões nacionais e no ano seguinte só na ultima jornada,com um empate miraculoso (estive lá e lembro-me bem do que foi esse jogo)nas Antas,evitamos a descida.
E d elá para cá tem sido muitas vezes assim ao contrário dos vizinhos que nos ultimos quinze anos tem sido muito consistentes na conquista de boas classificações.
Apenas duas notas: Um apara dizer que quando se faz a análise dos anos noventa e início deste século não podemos esquecer o poder tenebroso que o Boavista tinha nos bastidores do futebol e que lhe permitiu classificações à nossa frente que de outra forma não conseguiria. Nesse tempo o Vitória tinha de ser bem melhor que eles para conseguir superiorizar-se. A outra nota tem a ver com a Taça de Portugal. É verdade que apenas temos uma. Mas é igualmente verdade que em 1976 apenas um patife chamado Garrido impediu que tivessemos outra. Tal como em 1988 em que o "sistema tratou de nosfragilizar nas meias finais.
Em conclusão é evidente que há algumas coisas, e importantes, para mudar na gestão do nosso futebol. Sob pena de um dia os nossos rivais serem Tondela, Belenenses ou Portimonense.