sexta-feira, março 20, 2026

Eternos

A propósito do falecimento ontem de Silvino Louro encontrei esta curiosa imagem nas redes sociais e que de alguma forma é uma homenagem a seis grandes guarda redes já desaparecidos.
E que encerra algumas curiosidades para além do triste facto de já todos terem morrido.
Todos os seis foram internacionais por Portugal.
Dos seis apenas Zé Beto não faleceu de doença mas sim vitimado por uma acidente de automóvel.
Os restantes cinco faleceram por doenças diversas e em idades que não era suposto isso ter acontecido como, curiosamente ou talvez não, vários outros jogadores da sua geração que também faleceram cedo como Jordão, Gomes, Manuel Fernandes e Paquito para citar apenas quatro de uma lista infelizmente bem mais longa.
Quatro deles - Silvino, Neno, Damas e Jesus- jogaram no Vitória.
Todos os seis, e isso é o que agora mais importa, deixaram memórias que os tornam eternos nos adeptos dos clubes que serviram e nos adeptos de futebol em geral.
Depois Falamos.

Categóricos

Depois do brilhante apuramento do Sporting para os quartos de final da Liga dos Campeões ontem e anteontem foi a vez de Porto e Braga conseguirem categóricos apuramentos para os quartos de final da Liga Europa.
Na quarta feira, e num horário perfeitamente insólito a remeter para o século passado, o Braga que tinha trazido da Hungria um resultado negativo conseguiu com uma primeira parte arrasadora reverter o resultado e chegar ao intervalo com a eliminatória já a seu favor.
Depois na segunda parte um grande golo de Ricardo Horta confirmou o apuramento.
O Porto que vencera na Alemanha e recebia o Estugarda no Dragão numa posição vantajosa conseguiu novo triunfo num jogo em que apesar de estar em vantagem teve de sofrer a bom sofre porque os alemães , como era sua obrigação, deram tudo por tudo para darem a volta ao texto.
Agora seguem-se Bétis e Nottingham Forest com a duas equipas portuguesas a jogarem primeiro em casa.
O Braga novamente numa quarta feira ( para não coincidir com o jogo do Porto) e novamente num horário insólito (para não coincidir com horários da Liga dos Campeões ) recebe o Bétis, que na época passada pôs termo à brilhante carreira do Vitória na Liga Conferência, actual quinto classificado de La Liga e que será um adversário muito difícil mas não intransponível.
O Porto recebe o Nottingham Forest num encontro entre dois clubes que já foram campeões europeus (duas vezes cada) mas que actualmente fazem carreiras bem diferentes nos respectivos campeonatos. 
O Porto lidera a liga portuguesa enquanto o Nottingham é décimo sétimo na liga inglesa e luta para fugir à descida de divisão.
Com a curiosidade de ser treinado por Vitor Perereira que já treinou com sucesso o Porto.
O Porto é favorito na eliminatória mas terá de o provar em campo porque o adversário é melhor do que parece.
De qualquer forma há que realçar o haver três equipas portuguesas nos quartos de final das duas principais competições europeias de clubes provando que quando os clubes portugueses se preocupam em jogarem  futebol em vez de se entreterem com as domésticas e patéticas guerrinhas de alecrim e manjerona também conseguem ter sucesso.
Depois Falamos.

quinta-feira, março 19, 2026

Historinha

Esta historinha da escolha de três juizes para o Tribunal Constitucional já cheira mal e é uma vergonha para o Parlamento e para os maiores partidos democráticos continuarem a arrastar as escolhas como se o TC fosse algo de pouca importância.
E nessa matéria o maior responsável é o PS que ainda não percebeu, ou fez de conta que não percebeu, a realidade actual.
Como é sabido para a eleição são precisos dois terços dos votos dos deputados e durante muitos anos PSD e PS em conjunto asseguravam essa marca razão pela qual essa e outras escolhas foi sempre assunto do Bloco Central.
Mas os tempos mudaram.
E não só PSD e PS juntos já não asseguram os dois terços como existe o Chega que tendo mais deputados que o PS acha, e com toda a razão, que também tem de ser ouvido na hora das escolhas.
Sendo o PSD o maior partido é natural que queira escolher dois juizes sendo igualmente natural que o restante seja escolhido pelo segundo maior partido pelo que nada sobra para o PS.
Realidade que o PS não aceita e por isso não viabiliza os dois terços sendo certo que a extrema esquerda e a Iniciativa Liberal (por vezes a IL anda em más companhias) também não o farão pelo que se mergulhou neste impasse absolutamente desprestigiante para as instituições envolvidas e para a visão que os portugueses tem da política.
Do qual só se sairá se o PSD ceder um juiz ao PS, aceitando uma divisão paritária e esquecendo que é o maior partido, ou se o PS perceber a realidade e aceitar a viabilização sem poder escolher um juiz.
Veremos o que decidem sendo certo que percebo perfeitamente a posição do PSD.
Que seria a do PS se este fosse o partido mais votado.
Mas não deixa de ter piada ver o PS usar a tradição de sempre ter participado na escolha de juízes para o TC como argumento para desta vez alcançar aquilo que parece estar fora do seu alcance quando a prática política do PS mostra que só usa a tradição quando lhe dá jeito porque de resto faz dela tábua rasa.
Exemplos? 
Era tradição o partido mais votado governar tendo ou não maioria absoluta num sinal de respeito pelas escolhas do povo.
Em 2015 o PS atirou essa tradição para o caixote do lixo com uma geringonça em que negava a sua própria História.
Como era tradição o partido mais votado, mesmo não tendo maioria, designar o presidente da assembleia da república e o PS em 2015 mandou essa tradição ás malvas para eleger a sinistra figura de Ferro Rodrigues para o cargo.
Apenas dois entre vários exemplos possíveis.
Por isso ver o PS a falar de tradições é uma piada que se faz por si só.
Importa agora é resolver a questão de forma célere e lógica e talvez aí o presidente da república possa dar uma ajuda.
Bem precisa é.
Depois Falamos.

Concorde

Castelsardo, Itália

Istambul

Dia do Pai

Hoje é dia do pai.
E sendo óbvio que não é necessário um dia específico para nos lembrarmos dos pais e dos avôs, especialmente quando já não os temos entre nós, é sempre uma boa oportunidade para lembrarmos com gratidão o papel que tiveram nas nossas vidas em tão variados aspectos.
Como por exemplo a nossa opção desportiva por um clube.
E digo-o com algum conhecimento de causa porque na família directa já vamos na quinta geração vitoriana (avô, pai, eu, filhos, neto mais sobrinha, sobrinho e sobrinhos netos) e de umas gerações para outras o Vitória é sempre transmitido como opção única e indiscutível de amor clubístico.
Foi pela mão do meu pai que entrei pela primeira vez na Amorosa e depois no Municipal, foi ele que me fez associado do clube e foi nas tertúlias da "Casa das Gravatas" ouvindo o meu avô e os amigos a falarem do Vitória ( usando termos que agora já não se usam como  "back", "corner", "liner" e outros) que consolidei o clube como algo de importante para a vida.
E do meu ponto de vista, com 53 anos de associado e de vida associativa  e alguma experiência do que é o clube em termos directivos, considero como factor decisivo do crescimento e comprensão do mesmo aquilo que os nossos pais e avôs (também mães e avós mas hoje é dia do pai) nos vão transmitindo desde a mais tenra idade e que depois consolidamos ao longo da vida.
O Vitória é grande e é único porque tem uma relação de amor com os seus adeptos tão forte quanto inigualável.
E quem melhor para nos ensinar a amar o nosso clube que os nossos pais e avôs?
Ninguém.
E hoje é um excelente dia para recordar isso.
Depois Falamos.

Quartos

E vai chegando a hora da verdade na Liga dos Campeões.
A hora em que se saberá quem será o campeão europeu desta temporada de 2025/2026.
Para já, uma vez disputados os oitavos de final, sabe-se quem são as oito melhores equipas desta edição da prova e que decidirão entre elas quem vai ergur o troféu no estádio "Ferenc Puskas"em Budapeste no dia 30 de Maio.
Para já nos quartos de final teremos quatro excelentes confrontos com vencedores imprevisíveis porque nesta fase da prova e pese embora as diferenças de valor entre equipas tudo pode acontecer.
De registar que entre as oito há cinco campeões europeus o que em nada influenciando, porque é História, a edição deste ano dá ainda assim a noção da valia das equipas presentes.
E previsões?
Reiterando que todas as oito são candidatas a chegarem ás meias finais ainda assim , e face ao valor de cada, há sempre previsões possíveis de fazer.
No PSG-Liverpool o actual campeao europeu parece favorito , até porque os "Beatles" estão a fazer uma época menos boa, mas terão de o confirmas no conjunto dos dois jogos. Sendo que o segundo é em Anfield Road.
Real Madrid e Bayern disputarão uma eliminatória tremenda em que todos os detalhes vão contar porque se de um lado está o "senhor Champions" do outro está uma equipa em tremenda forma que nos oitavos de final arrasou positivamente a Atalanta. E o segundo jogo será em Munique.
O Barcelona vs Atlético de Madrid é um jogo curioso entre duas equipas espanholas.
Ainda recentemente na Taça do Rei os colchoneros eliminaram os blaugranas mas estes comandam o campeonato de forma clara e são os grande favoritos ao titulo pelo que a incerteza paira sobre o que conseguirá o apuramento. O segundo jogo é em Madrid.
Finalmente o Sporting-Arsenal.
O confronto entre o segundo classificado da liga portuguesa e o líder destacado da liga inglesa sendo que a diferença de valor entre ambos os campeonatos é imensa pelo que em teoria os arsenalistas são os favoritos . E a reforçar isso o facto de o segundo jogo ser em Londres.
Em suma que previsão?
Umas meias finais entre PSG e Bayern e entre Barcelona e Arsenal.
Sendo certo que Liverpool, Real Madrid, Atlético de Madrid e Sporting tem todo o direito de terem uma opinião bem diferente.
E é um direito que ninguém lhes pode negar.
Em 14 e 15 de Abril saberemos.
Depois Falamos.

Luís & Pedro

Tenho estima e consideração pessoal por Pedro Passos Coelho e por Luís Montenegro.
Conheço-os há muitos anos, ao Pedro ainda do tempo da JSD e ao Luís desde que em 2002 chegou ao Parlamento, sei das suas( de ambos) muitas qualidades e também de alguns dos seus defeitos.
A consideração e a estima não aumentaram em relação a um por ser agora líder do PSD e primeiro ministro nem diminuiram em relação ao outro por terem deixado de o ser alguns anos atrás.
Era o que mais faltava!
Apreciei muito, e com orgulho devo dizê-lo, a forma como fizeram uma equipa perfeita entre 2011 e 2015 o Pedro como primeiro ministro e o Luís como líder parlamentar durante uma legislatura difícílima e em que tão bem souberam defender os interesses de Portugal.
E assim continuaram no grupo parlamentar entre 2015 e 2017 depois de terem ganho eleições e uma certa geringonça os ter impedido de continuarem a governar como era vontade dos portugueses.
Depois o Pedro deixou a liderança do PSD e o Luís deixou o parlamento e ambos foram trabalhar fora do universo político como é comum a quem tem vida profissional independente da vida política e partidária.
A história de lá para cá é conhecida.
Hoje o Luís é líder do PSD e primeiro ministro e o Pedro vai pontualmente dando as suas opiniões sobre o país e sobre a política como é seu direito ( é, aliás direito de qualquer cidadão num país livre) e dentro da sua forma de ser e estar que é de todos bem conhecida.
O Pedro apoiou o Luís nas legislativas de 2024 aparecendo nalgumas iniciativas de campanha e depois regressou ao "anonimato" do qual tem pontualmente saído para intervir quando lhe  lhe parece oportuno e adequado com a legitimidade acrescida de ser perfeitamente conhecedor das matérias sobre as quais se pronuncia.
A verdade é que nos últimos tempos algumas das opiniões do Pedro não tem sido bem aceites pelo Luís ( ou , se calhar, pelos seus mais próximos) e criou-se um ambiente entre ambos que nem é agradável de ver nem corresponde, acredito nisso, aquilo que é de facto a vontade dos dois.
O que levou o Luís a antecipar as directas do partido e implicitamente a convidar o Pedro a ir a jogo e o Pedro a declarar que não seria candidato e a aconselhar o Luís a preocupar-se é com a governação do país.
E o assunto devia ter ficado por aí. Mas não ficou.
Porque o Pedro calou-se, o Luís, que se saiba, também mas apoiantes do segundo parece persistirem em agravarem as divegências e a separação entre ambos em vez de convergirem numa tentativa de resolver o problema e terem o Luís e o Pedro novamente juntos como é do interesse do PSD e do país!
No que foram prontamente secundados por aquelas "claques" partidárias sempre prontas a defenderem até á morte quem está nem que para isso seja preciso excomungarem quem esteve.
Não é fenómeno novo no PSD nem vale a pena perder tempo com essas "claques" porque como hoje negam Pedro amanhã negarão Luís bastando para isso que ele deixe de ser líder do partido.
Pessoalmente, não sendo militante mas sendo eleitor do PSD/AD, a minha posição é muito simples.
Apoio e apoiarei o Luís  como primeiro ministro e estou certo que ele , se o deixarem, levará Portugal para um futuro melhor que o presente.
Mas fico igualmente satisfeito por saber que se por qualquer razão não conseguir (convém não esquecer que não tem maioria no parlamento) e tiver de deixar os cargos que ocupa então o PSD e o país podem contar com o Pedro  como uma "reserva da República" prestigiada, credível e experiente e da qual Portugal pode esperar sempre o melhor.
É tudo tão simples quando não se quer complicar!
Depois Falamos.

quarta-feira, março 18, 2026

Leoa

Praia de Vik, Islândia

Motas

Entusiasmo

Duas notas prévias.
Uma para dizer que como é sabido não sou sportinguista. Sou vitorianao apenas e só. E com muito orgulho nisso.
A outra para reiterar que rejeito completamente essa tese "patrioteira/estarolista" de que devemos apoiar as equipas portuguesas (especialmente as três do costume) nas competições europeias porque representam Portugal dado que em termos clubísticos apenas me sinto representado pelo Vitória e em termos nacionais pela seleção nacional.
Dito isto reconheço que ontem vi com entusiasmo o Sporting - Bodo/Glimt.
Com o entusiasmo de quem gosta de bom futebol e viu a equipa leonina realizar uma enorme exibição e fazer-lhe corresponder um triunfo e um apuramento inteiramente justos graças ao talento e empenho dos seus jogadores e à competência do seu treinador que soube organizar a equipa na estratégia adequada para conseguir os seus objectivos.
Espero agora que o Sporting continue em prova e consiga o apuramento para as meias finais pese embora o valioso adversário que vai enfrentar nos quartos de final e onde actua o bem conhecido Viktor Gyokeres que tantas alegrias deu aos sportinguistas num passado bem recente.
E desejo isso não por ser um clube  português mas por ser  uma equipa que joga excelente futebol e que tem vindo a fazer um excelente percurso na actual edição da Liga dos Campeões onde já derrotou o PSG actual campeão em titulo.
De ontem fica ainda a curiosidade significativa de o Sporting se ter juntado a Deportivo da Corunha, Barcelona, Roma e Liverpool como únicos cinco clubes que conseguiram na segunda mão reverter um resultado negativo de três golos de diferença.
É a cereja em cima do bolo de uma grande  noite europeia em Alvalade.
Depois Falamos.

Nota: Já o escrevi várias vezes mas repito. Não posso apoiar lá fora quem cá dentro deu, ao longo de muitos anos, fartas razões de queixa ao "meu" clube . Não por normais  razões desportivas mas por anormais  influências de bastidores que prejudicaram o Vitória e o impediram de vencer titulos e taças.
E como tenho boa memória e não cultivo a hipocrisia penso assim.
E penso assim relativamente a Benfica, Sporting e Porto que fique bem claro.

terça-feira, março 17, 2026

Épico

O apuramento do Sporting para os quartos de final da Liga dos Campeões assumiu um carácter verdadeiramente épico face ao que se passou hoje no estádio de Alvalade e ao que se tinha passado na Noruega na semana passada.
Lá um Sporting muito abaixo do que lhe é normal, também por força do relvado sintéctico, do frio e de alguns jogadores impossibilitados, perdeu claramente com o seu adversário e deixou a clara sensação de que a Liga dos Campeões está época já era.
Hoje tudo foi diferente para muito melhor.
Um Sporting absolutamente arrasador produziu uma exibição de excelência e se um resultado de 5-0 nesta fase da prova já é pouco normal há que dizer que se tivesse sido o dobro não seria escândalo nenhum tantas as oportunidades criadas e desperdiçadas pela equipa leonina que apenas nos 90 minutos iniciais rematou por 35 (!!!) vezes à baliza na sequência de 76 (!!!) lances ofensivos.
Que aos 15 minutos já tinha criado três ou quatro situações de golo perante um adversário atordoado pelo volume de jogo e pela intensidade atacante de um "leão" verdadeiramente imparável.
E por isso o resultado tangencial com que se chegou ao intervalo era claramente injusto
Na segunda parte o Sporting fez mais dois golos e "obrigou-se" a um prolongamento bem dispensável mas em que a equipa foi capaz de resistir à fadiga e sentenciou a eliminatória com um golo a abrir e outro a fechar esse tempo extra.
Missão cumprida com enorme brilho numa das poucas vezes em que na Liga dos Campeões uma equipa conseguiu dar a volta a um resultado negativo de três golos trazido da primeira mão de uma eliminatória.
A equipa fez toda ela uma exibição notável mas na minha opinião Fresneda, Hjulmand e Maxi Araújo foram simplesmente notáveis.
Agora o Arsenal de Gyokeres numa eliminatória muito difícil mas com o Sporting a jogar como hoje logo se verá para quem é mais difícil.
Depois Falamos.

segunda-feira, março 16, 2026

Sugestão de Leitura

Um excelente romance histórico em torno da figura de Júlio César.
Primeiro volume, e único até agora publiado, de uma série de romances dedicados a essa excepcional figura histórica este livro dá-nos uma visão romanceada mas de grande rigor histórico em torno dos primeiros anos do futuro imperador de Romas enquanto jovem advogado que aceita ser patrocinar uma causa contra um poderoso senador corrupto.
São 752 páginas de uma narrativa empolgante e que prende a atenção da primeira à última linha.
Excelente leitura.
Depois Falamos.. 

Pitohui

Kilimanjaro

Fiorde, Noruega

 

Ruído

Provavelmente há quem pense, no âmbito de uma mentalidade com laivos  censórios desjustada dos dias de hoje que são de comunicação global e onde é sempre possível fazer passar as mensagens, que o volume do ruído ainda que disfarçado de música possa ter efeito para calar discordâncias.
Mas é um erro.
Porque o ruído pode abafar as palavras mas não abafa a razão.
E é essa que no fim conta.
Depois Falamos.

Perder

Vivem-se hoje tempos em que ganhar é o objectivo maior e dos que perdem não reza a História.
Mas nem sempre foi assim e muito em especial no mundo do desporto onde por vezes é mais forte a memória dos que perderam do que a deixada pelos vencedores. 
Johan Cruyff foi um dos maiores jogadores (e treinadores também) da História do futebol e o grande líder da inesquecível Holanda de 1974 conhecida como a laranja mecânica. 
Que embora derrotada na final foi a vencedora moral do Mundial desse ano tal a qualidade do seu futebol. 
O mesmo aconteceu com o Brasil de 1982. 
O Brasil de Zico, Falcão, Sócrates, Cerezzo e mais uma quantidade de enormes jogadores (excepto o "frangueiro" Valdir Peres e o desajeitado Serginho ) que foram derrotados nos quartos de final por uma Itália cínica numa tarde perfeita de Paolo Rossi. 
Os italianos viriam a ganhar a prova mas quando se fala do Mundial de 1982 fala-se do Brasil e do seu espectacular futebol. 
Ou seja nem sempre perder significa ser derrotado. 
Pode apenas significar ter razão no tempo errado.
Depois Falamos.

Vitória

Alguns amigos vitorianos e outras pessoas com quem interajo nas redes sociais mas nem conheço pessoalmente tem-me feito chegar mensagens incentivando-me a comentar publicamente o actual momento do Vitória.
Agradeço sinceramente as palavras que me dirigem mas não o farei.
E contextualizo porquê.
No início de 2025 eu e um conjunto de amigos vitorianos olhando a situação do clube em termos desportivos, financeiros, patrimoniais e associativos concluimos que o Vitória ia por muito mau caminho e era preciso fazer alguma coisa para lá de tomar posições mais ou menos criticas nas redes sociais.
E apresentamos uma candidatura aos orgãos sociais do clube permitindo aos associados terem uma alternativa ao caminho que vinha sendo seguido.
Diagnosticamos os problemas , construimos potenciais soluções, encontramos parcerias financeiras, elaboramos um programa eleitoral, fizemos dezasseis sessões de esclarecimento pelo concelho e eu , enquanto candidato a presidente, dei várias entrevistas a televisões, rádios locais e nacionais, jornais desportivos,  jornais de Guimarães e outros orgãos de comunicação social.
Explicamos detalhadamente e até á exaustão quais os problemas do Vitória e como nos propunhamos resolvê-los.
A outra lista optou por não dar explicações sobre o mandato terminado, por não apresentar programa eleitoral, por não fazer campanha, por não ter para com os associados o respeito que os associados mereciam.
Sabe-se qual foi o resultado das eleições.
Os votantes disseram de forma mais que clara, esmagadora até, que apoiavam aquela gestão, que gostavam daquela forma de proceder, que achavam adequado o caminho seguido, que a situação desportiva, financeira, patrimonial e associativa  (incluindo o misterioso negócio com a Vsports) era excelente e que portanto os orgãos cessantes mereciam continuar e com um apoio absolutamente expressivo.
Humildemente percebi o resultado, percebi a vontade da grande maioria dos votantes e remeti-me ao silêncio (desde o dia 8 de Março de 2025 em que neste blogue escrevi o último texto sobre o Vitória) sobre a gestão do clube, a direção, a SAD, os planteis, os jogadores, os treinadores e os jogos.
Pontualmente escrevo sobre o futebol português em termos de organização, competições, arbitragem, jornalismo e aí sim posso referir o Vitória, especialmente quando vejo o clube ser prejudicado, mas apenas nesse contexto.
No resto não.
E assim continuarei.
Porque tudo que tinha a dizer foi dito na campanha eleitoral e de lá para cá nada melhorou (infelizmente bem pelo contrário) pelo que não vale a pena estar a repetir o que então foi afirmado e que a grande maioria dos votantes não entendeu como válido.
E por isso agradecendo de novo aqueles que me incentivam a escrever sobre o Vitória manterei o silêncio a que me remeti há mais de um ano.
Espero , sinceramente, que entendam a minha posição.
Depois Falamos.

Farol de Sørhaugøy, Noruega

Concorde

Bilby


sábado, março 14, 2026

Estranho

O futebol português ( ou será apenas fenómeno minhoto?) vive momentos absolutamente estranhos. Recentemente em Braga a PSP retirou uma tarja normalíssima dos adeptos do Braga a realçarem o seu clube. 
Não insultava, não ofendia, apenas era uma manifestação de amor clubistico. 
O presidente do Braga reagiu de forma indignada e levou o assunto a várias instâncias do futebol e não só. 
Hoje no D. Afonso Henriques mais do mesmo. 
Uma tarja normalíssima colocada na zona da claque White Angels - A nossa História exige respeito- que não insultava nem ofendia ninguém e apenas proclamava uma verdade indiscutível foi também retirada pela PSP. 
Fica apenas uma pergunta: Porquê?
Depois Falamos.

Nota: Isto quando noutros estádios se vêem festivais de pirotecnia passarem impunes e até se vê levantarem-se estendais com adereços do clube visitante para serem queimados numa manifestação da mais grosseira intolerância e num apelo à violência que devia merecer severa repressão e apenas recebe tolerância e encobrimento.

Dúvida

Este engenheiro dominical e socialista suscita-me uma dúvida para a qual não consigo encontrar resposta satisfatória. 
Se como apregoa está tão convencido da sua inocência porque razão não é o primeiro interessado em que o julgamento se realize o mais depressa possível para que a Justiça possa proclamar a tal inocência de que se diz credor em vez de andar com estas constantes manobras dilatórias rumo a prescrições inevitáveis? 
É que uma coisa é a Justiça declara-lo inocente e outra ver-se livre de processos por prescrição dos mesmos.
Depois Falamos.

sexta-feira, março 13, 2026

80 e 8

Sortes bem diferentes para as duas equipas portuguesas que ontem disputaram a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa em busca de um lugar nos quartos de final.
Muito bem o Porto vencendo em casa do Estugarda, uma boa equipa alemã, com a nuance de Francesco Farioli ter procedido a oito alterações no onze inicial em relação ao jogo da Luz numa rotação que mostra a valia do plantel e ajuda a explicar que o clube se mantenha em três frentes e com claras possibilidadea (mais as internas convenhamos) de as vencer a todas.
O segundo jogo não será um pró forma, muito longe disso, porque os alemães tem de facto uma equipa de valor mas o resultado trazido da Alemanha torna o Porto claramente favorito para seguir em frente.
Mal o Braga que na Hungria foi derrotado por um Ferencvaros de boa valia com os minhotos a comprovarem uma vez mais a fragilidade da sua defesa (de longe o pior sector da equipa) num dia em que o seu bom sector atacante não foi capaz de transformar oportunidades em golos o que ajuda a explicar a derrota.
Isso não significa, longe disso, que a eliminatória esteja decidida.
Em Braga se o ataque estiver ao seu nível habitual e a defesa não voltar a comprometer (na fragilidade defensiva não incluo Hornicek que ainda vai disfarçando muita coisa) o Braga pode perfeitamente seguir em frente.
Em suma desta semana europeia resta a convicção que o Porto tem mais de meio caminho andado para o apuramento, o Braga pode consegui-lo embora seja difícil e o Sporting precisa de uma noite "mágica" para o conseguir.
Para a semana se saberá.
Depois Falamos.

Urso Polar

Goleadores

Farol Cabo Neddick, EUA

Sexta 13

São muitos aqueles que consideram que o número 13 dá azar.
E por isso os carros de F1 não usam o número 13, há companhias de aviação que nos seus aparelhos passam da fila 12 para a fila 14, tal como edifícios que passam do décimo segundo para o décimo quarto andar e há quem evite viajar, tomar decisões ou até casar em dias 13.
Há quem atribua esse azar do número 13 à última ceia de Cristo, à mitologia dos deuses nórdicos, á data de extinção da Ordem dos Templários e a várias outras razões tão válidas ou inválidas como estas aqui referidas.
E então quando o dia 13 calha à sexta feira, como hoje, são ainda mais os supersticiosos que vivem esses dias com receio do azar e por isso evitam passar debaixo de escadas, cruzarem-se com gatos pretos, quebrarem espelhos e mais uma boa série de crendices sem qualquer sustentação.
Sustentadas, as crendices, por exemplos como o da data da referida extinção do Templarios ou o dia em que Eva comeu a maçã (ambos os eventos em sextas feira 13) embor me pareça dif´cil provar que neste segundo caso as coisas foram memso assim.
Seja como for o 13 e a sexta feira 13 são propícios aos supersticiosos deixarem vir ao de cima todos os seus receios e medos.
Pessoalmente não tenho qualquer problema com superstições não só porque não as tenho e até gosto de brincar com elas.
Um dia em conversa com um treinador de futebol, e já se sabe que o futebol é o reino das superstições a um nível inimaginável para quem nunca por lá tenha andado, ele falava-me das várias superstições que tinha e admirava-se de eu não as ter.
Face a isso lá admiti que tinha uma superstição e relacionada precisamente com futebol.
E perante o olhar admirado dele disse-lhe que a minha superstição era que marcar golos dá sorte e sofre-los dá azar!
Homem inteligente percebeu a ironia e nunca mais foi assunto de conversa entre nós.
Depois Falamos.

quinta-feira, março 12, 2026

Drama

Pelo que vou lendo nas redes sociais os sportinguistas, incluindo alguns amigos meus, mergulharam num drama depois da derrota pesada sofrida ontem na Noruega face a um Bodo/Glimt que nesta altura é tudo menos uma surpresa face aos adversários que já venceu nesta edição da Liga dos Campeões.
Há, contudo, algumas coisas a dizer.
Primeiro não é drama nenhum perder (mesmo por 0-3) com uma equipa que já derrotou o Manchester City, o Atlético de Madrid e o Inter de Milão, guia destacado do campeonato de Itália, a quem eliminou na ronda anterior.
Segundo o resultado foi pesado mas não é irreversível se na segunda volta o Sporting fizer bem feito aquilo que tem para fazer.
É certo que a exibição de ontem foi uns furos abaixo do normal mas para lá da boa valia do adversário, do relvado sintéctico e do frio há que reconhecer que a equipa do Sporting parece cansada em termos fisicos e mentais o que, aliás, já fôra perceptível na segunda parte do jogo de Braga e ontem se confirmou.
E é fácil de perceber porquê.
O Sporting entrou nesta época a disputar cinco frentes.
Perdeu a supertaça com o Benfica, foi eliminado na final four da taça da liga pelo Vitória, mas permanece com legítimas aspirações de vencer campeonato e taça de Portugal e de continuar na Liga dos Campeões.
Só que o plantel não é inesgotável e parece-me até curto para tantas frentes.
E quando como ontem não pode contar com Pedro Gonçalves (para mim o mais talentoso jogador leonino), Maxi Araujo, Ioanidis, Ricardo Mangas e Quenda e se vê obrigado a levar para o banco cinco miudos da equipa B percebe-se bem a dimensão do problema.
Não se percebem é algumas opções da SAD que não me parece ter acautelado devidamente o desgaste que esta época provocaria e deixou sair jogadores que agora fazem falta.
Dou apenas um exemplo.
Qualquer equipa com aspirações em várias frentes deve ter pelo menos três pontas de lança.
O Sporting tem apenas dois e está muito dependente de um pelo que não se percebe a saída em janeiro do jovem e talentoso Rodrigo Ribeiro que seria mais uma opção para o lugar e já com alguma experiência de jogos de alta competição.
E está na escassez de soluções, muito mais que num jogo mal conseguido, o grande problema do Sporting para o que resta de Liga dos Campeões e da própria época.
Depois Falamos.

Nota : Vejo também algumas comparações, algo despropositadas, entre a rotação que Francesco Farioli faz entre jogos de campeonato e competição europeia com as rotações que Rui Borges não faz nas mesmas vertentes. E são despropositadas porque o plantel do Porto é superior ao do Sporting e porque o grau de dificuldade da Liga Europa não é o da Liga dos Campeões.

quarta-feira, março 11, 2026

11 Março

Hoje é dia 11 de Março.
Uma data que ninguém comemora mas que também não deve ser esquecida por ninguém.
Porque representa o início de um processo que colocou Portugal, nem um ano depois do 25 de Abril, novamente à beira de uma ditadura.
Desta vez uma ditadura marxista que os sectores radicais do MFA em conluio com a extrema esquerda albergada no PCP, na UDP, no PSR, na FEC-ML ( que hoje se chamam Bloco  de Esquerda e Livre) e mais uns grupelhos extremistas, como os terroristas da LUAR, tentaram implantar à boleia de um suposto golpe ainda hoje mal explicado dos sectores afectos ao general Spinola.
Foi o tempo da nacionalização da banca e dos seguros, da ilegalização de partidos como o MRPP e o PDC, da perseguição a PPD e CDS ( e até ao próprio PS), dos mandatos assinados em branco por Otelo, da assembleia selvagem do MFA que queria mandar fuzilar os supostos golpistas afectos a Spinola, das detenções sem culpa formada de portugueses apenas por serem opositores à extrema esquerda, das barricadas nas estradas montadas por militantes dos partidos de extrema esquerda.
Portugal via o PREC acelerar rumo ao "Verão Quente"  (e a uma ameaça cada vez maior de guerra civil) que nem as eleições para a Assembleia Constituinte, que deram a PS e PPD as duas maiores bancadas, conseguiu arrefecer.
Depois viria o 25 de Novembro em que as forças militares democráticas chefiadas por Ramalho Eanes e Jaime Neves com o apoio de PS, PPD e CDS reporiam o país num curso normal e garantiriam a Democracia e a Liberdade.
Talvez por isso ainda hoje os que não tem a coragem de festejarem o "seu" 11 de Março não gostam das comemorações do 25 de Novembro.
Para eles foi o fim de festa. 
E da tentativa de tornarem Portugal a Cuba da Europa!
Depois Falamos.

Morella, Espanha

Tubarão baleia

Felicidade

Habituem-se

Surpreendido? Nem por isso!
Desagradado? Ligeiramente.
Acho que na primeira saída como PR não havia necessidade. 
Mas o " Habituem-se" de António Costa provavelmente vai voltar a estar na moda. 
Há ironias que não tem preço.
Depois Falamos.

terça-feira, março 10, 2026

Transparência

Creio que quem gosta de futebol, quem gosta do seu clube, quem vê funções dirigentes (remuneradas ou não porque não é isso que está em questão) como um serviço prestado ao clube  não pode gostar daquilo que se vê cada vez mais.
Clubes mal dirigidos e cada vez mais pobres e endividados, mas com dirigentes cada vez mais ricos, remunerações e outras regalias ( e algumas bem sui generis diga-se de passagem como num clube em que as regalias incluem uma curiosa modalidade de Alojamento Local) sem qualquer correspondência com resultados desportivos e qualidade da gestão global.
E isso desacredita o futebol, tira credibilidade aos clubes e entristece os adeptos.
Alguma coisa tem de ser feita em nome da transparência.
Que leva a uma exigência de outra qualidade de gestão como é óbvio.
Penso que uma das formas de melhorar a qualidade e a seriedade do dirigismo desportivo seria os administradores das SAD, algumas delas cotadas em Bolsa, serem obrigados a no início e termo dos seus mandatos, como acontece com membros do governo, deputados, juizes do tribunal constitucional, autarcas a tempo inteiro e administradores de empresasdo Estado,  apresentarem uma declaração da qual constassem os rendimentos, o património, interesses e funções e passivo. 
Pela qual se saberia como era a sua situação financeira e patrimonial no início de funções na SAD e permitiria comparar com a situação no fim do mandato.
Não resolveria todos os problemas mas seguramente que melhoraria , e muito, a transparência com que as SAD são geridas e contribuiria para impedir que algumas delas se parecessem aterradoramente com a quadrilha dos Irmãos Metralha.
Depois Falamos.

Nota: Naturalmente que este texto só incomodará quem se revir nos problemas nele elencados.
Porque, de resto, quem não deve não teme!

Nota 2: *Rendimentos: Todos os salários, rendas ou lucros recebidos no ano anterior.
*Património: Imóveis, carros, barcos, contas bancárias, ações e participações em empresas.
*Interesses e Funções: Atividades profissionais passadas, cargos em fundações ou associações, e quaisquer funções que possam gerar um conflito de interesses com o cargo público.
*Passivo: Dívidas a bancos ou a outras entidades. 
*Declaração entregue por via eletrónica junto do Tribunal Constitucional, mais especificamente na Entidade para a Transparência.

segunda-feira, março 09, 2026

Início

António José Seguro iniciou hoje as suas funções como Presidente da República.
Não votei nele mas desejo obviamente que desempenhe bem o cargo e dê ao mandato o prestígio e a dignidade merecidas e que o antecessor nem sempre soube fazer cumprir.
Gostei do seu discurso na tomada de posse, moderado e abrangente, transmitindo uma mensagem clara de que não está ali para criar problemas e o desejo de que o país aproveite agora estes três anos sem eleições ( só não percebe essa mensagem quem não quiser) para em estabilidade se desenvolver e levar a cabo reformas que não são adiáveis.
Começou bem e esse é um sinal que permite algum optimismo moderado.
A sessão de tomada de posse em si foi interessante com a presença do Rei de Espanha e dos Chefes de Estado de Moçambique, Angola, Timor Leste , Cabo Verde e S.Tomé e Princípe tendo apenas faltado, por razões bem compreensíveis, o da Guiné no que toca a PALOPs e também o do Brasil em termos de CPLP.
Já no que toca à política interna há algumas curiosidades a destacar.
Ex presidentes apenas Aníbal Cavaco Silva marcou presença enquanto no que toca a ex primeiros ministros apenas o mesmo Cavaco Silva e Pedro Santana Lopes ambos do PSD.
No que toca a ex primeiros ministro do PS  António Guterres não esteve, o que se compreende perfeitamente dadas as suas funções na ONU e António Costa também não porque era o último lugar em que gostaria de estar no dia de hoje enquanto José Sócrates desconfio que nem convidado tenha sido.
Mas a maior curiosidade está mesmo nos ex presidentes do parlamento.
Assunção Esteves e João Bosco Mot Amaral , do PSD, marcaram presença mas dos ex presidentes socialistas nem um para amostra.
Jaime Gama, Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva primaram por uma ausência apenas explicável pela azia (pelo menos os dois últimos) de verem Seguro em Belém.
O que comprova que nunca um presidente tendo sido eleito com tantos votos como António José Seguro também nunca o foi com tão pouco apoio do próprio partido.
O que seguramente não o incomodará e até lhe dará uma maior abrangência no exercício do cargo.
Depois Falamos.

domingo, março 08, 2026

Lince

Farol de Rondout, Kingston, NY

Concorde

PCP

De facto o humor é uma arma terrível.
Especialmente quando tem piada e não ofende como neste caso.
O PCP que já foi um grande partido mas actualmente é apenas uma sombra do seu passado vive na nostalgia de tempos que não voltam e na defesa de posições e ideologias que a História condenou. Sempre ao lado de ditaduras e ditadores, sempre defendendo o indefensável, sempre do lado errado do Muro, mantendo o patético discurso de ser o maior defensor de um povo que não quer saber dele para nada o PCP caminha para uma irreversível extinção.
Não soube modernizar-se, não soube ler os sinais dos tempos, não percebeu que a sua forma de estar já era e a suas causas já eram.
Nem sequer aprendeu com o que aconteceu aos seus congéneres de França, Espanha, Itália, etc.
E no dia em que se extinguir que descanse em paz porque falta não fará nenhuma!
Depois Falamos.

Estúpidos

Há gente a escrever tamanhas barbaridades nas redes sociais que das duas uma: Ou são completamente estúpidos ou são pagos para defenderem o indefensável. 
Nalguns casos ambas as coisas!
Depois Falamos.

sábado, março 07, 2026

Chega

Creio que ninguém de boa fé pode considerar que neste mural o partido Chega seja alvo de algum tipo de sectarismo ou de atitudes persecutórias. 
Bem pelo contrário, e embora não seja o meu partido, tenho defendido algumas das suas posições que considero adequadas e combatido algumas discriminações que contra ele são feitas. 
Dito isto há dizer o seguinte sobre o que se passou esta semana no parlamento entre o lider e a bancada do Chega por um lado e a Presidente, em exercício, da Mesa do Parlamento Teresa Morais por outro. Em primeiro lugar considero a dra Teresa Morais, que conheço pessoalmente e de quem fui colega naquele mesmo parlamento, uma deputada de excelência, uma jurista reputada e uma Senhora em todas as acepções do termo. 
Pelo que repudio totalmente as atitudes da bancada do Chega perante ela que são indignas de um parlamento democrático e de gente civilizada mais parecendo aquela forma de proceder uma exaltação de taberna a altas horas da noite. 
É inaceitável o abandono do hemiciclo, é inaceitável a forma como vários deputados se dirigiram à presidente parecendo adeptos de futebol a vaiarem um árbitro, é totalmente inaceitável um deputado que é secretário da mesa abandonar a mesma para se vir juntar à "claque" na vaia. 
O segundo partido parlamentar, que mereceu a confiança eleitoral de 1.437.881 portugueses , não pode comportar-se assim. 
Não só pela falta de respeito ao próprio Parlamento mas também a quem neles votou. 
Depois os incidentes propriamente ditos encerram uma ironia. 
Porque em ambos se pode constatar que o Chega tem alguma razão. 
No primeiro porque ter tempo disponível para intervir não impede a figura regimental da interpelação à Mesa desde que seja uma verdeira interpelação e não um subterfugio para aumentar o tempo de intervenção no debate político. 
No segundo porque de facto a quem preside à Mesa não compete comentar as intervenções dos deputados nem participar, seja de que forma for no debate dos temas, mas sim dirigir os trabalhos de forma isenta e apartidária. 
E aí Teresa Morais, do meu ponto de vista, extravasou as suas competências. 
Mas não há razão, ainda que parcial, que possa ser sustentada por atitudes de falta de educação e de respeito como as vistas no Parlamento por total responsabilidade dos deputados do Chega. 
Talvez aquela forma de proceder agrade aos eleitores mais radicais do partido, aqueles que acham que vale tudo para conquista do poder, mas seguramente que desagrada à maioria dos que nele votam mais que não seja por questões de urbanidade e de respeito pela casa da democracia. 
O que face ao repetir de situaçoes deste género acabará por os afastar do partido. 
Mas esse é um problema do Chega com o qual o país pode bem. 
Muito bem até!
Depois Falamos.

Tubarões

Parques temáticos

Arco iris