segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Dentes

A pouco e pouco, suavemente, conforme a data das eleições se vai aproximando o candidato António José Seguro vai dizendo ao que vem. 
Ou seja vai mostrando os dentes. 
Depois de eleito, se for essa a opção dos portugueses, vai mostrar a dentadura toda. 
É só uma questão de tempo e de oportunidade para replicar o que Jorge Sampaio fez em 2004. 
Também por essa memória não voto nele. 
Mas registo a sua preocupação com o " a culpa não morrer solteira" que agora manifesta do alto de uma suposta cátedra moral de que se acha ocupante único.
E pergunto por onde andava o cidadão António José Seguro em 2017 aquando dos incêndios em Pedrogão nos quais morreram mais de seis dezenas de pessoas. 
Aí não me lembro de o ver preocupado com a culpa morrer solteira nem com as falhas do Estado. 
Ficou calado para que memórias futuras não se tornassem inconvenientes.
Depois Falamos.

Nota: Tenho cada vez mais pena que pessoas da AD ,e muito em especial do PSD, não tenham percebido ( algumas perceberam mas dá-lhes jeito fazerem-se distraidas) a inteligência estratégica de Luís Montenegro quando à posição do partido na segunda volta. Um dia todos vão lamentar. Os que perceberam e seguiram e os que perceberam e não seguiram. Os "distraídos", esses, estarão como sempre a tratar da vidinha deles.

domingo, fevereiro 01, 2026

Limites

É inenarrável a tragédia que se abateu sobre vários pontos do país face ao mau tempo que se tem verificado. 
Perda de vidas, de bens materiais, de empresas industriais e agrícolas, populações em aflição e vivendo grandes dificuldades. 
Governo e autarquias, cidadãos voluntários, bombeiros, forças armadas , instituições de solidariedade social estão a fazer o que podem mas o momento é muito difícil. 
Neste cenário de catástrofe os dois candidatos presidenciais não só não suspenderam as campanhas como ainda se entretiveram um a encenar ações de solidariedade e o outro a arvorar-se em estadista preocupado em conhecer a dimensão dos problemas sem ( teoricamente e apenas teoricamente) levar os jornalistas atrás. 
Patéticos um e outro. 
Até na caça ao voto deve haver limites. 
E com estas atitudes André Ventura e António José Seguro ultrapassaram todos os limites em termos de razoabilidade, bom senso e até respeito pelas vitimas das catástrofes. 
Reforçando as dúvidas cada vez maiores se estão realmente à altura do cargo a que se candidatam.
Depois Falamos.

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