segunda-feira, janeiro 26, 2026

Muito Bem

Votei na AD, em geral, e em Luís Montenegro, particularmente, nas  eleições legislativas disputadas em 2024 e 2025.
Conheço-o há mais de vinte anos, fomos colegas no parlamento, partilhamos posições comuns em disputas internas do PSD.
Foi um excelente líder parlamentar, no dificílimo tempo da troica, onde foi um apoio decisivo ao governo liderado por Pedro Passos Coelho e às duras medidas que este se viu obrigado a tomar na sequência do memorando de entendimento assinado pelo governo de José Sócrates e do PS. 
Deu a cara quando outros se esconderam, assumiu o risco quando outros se pouparam, serviu o PSD e Portugal quando outros se preocuparam com as respectivas carreiras políticas.
Nunca confundiu amigos com inimigos, nunca se deixou enlear em cantos de sereia que faziam de  adversários apoiantes, nunca deixou que a espuma dos tempos superasse o essencial.
E o essencial hoje para o primeiro ministro e para o governo é governarem.
Sem se deixarem perturbar ou envolver por uma segunda volta das presidenciais onde a sua área política não está representada e sem caírem na armadilha de apoios que mais cerdo ou mais tarde se virariam contra eles.
Faz bem Luís Montenegro em não apoiar nenhum dos candidatos.
Como fariam bem algumas "personalidades" do PSD a quem nunca ouvi uma palavra em defesa do actual governo ( e menos ainda vi a assinar manifestos solidários com ele) em respeitarem a posição do líder do partido em vez de darem largas aos respectivos egos.
A cada um a sua consciência.
A minha diz-me que fiz muito bem em votar em Luís Montenegro e que devo voltar a fazê-lo nas próximas legislativas sejam elas quando forem.
E assim farei!
Depois Falamos.

domingo, janeiro 25, 2026

Marte

Hong Kong

Coala

Ociosos

Um destes dias um grupo de ociosos na falta de melhor para fazerem, ou por não terem mesmo nada para fazer, resolveu encetar uma digressão turístico/desportiva até ao centro de treinos do seu clube aproveitando para manifestar o seu descontentamento com o que consideram ser maus resultados.
Recebidos pelo director geral, pelo treinador, pelos "capitães" de equipa para além dos porteiros, é claro, lá apresentaram as suas queixas e terão ouvido as promessas que não podiam deixar de ser feitas.
Nada a opor.
Até porque situações semelhantes já ocorreram noutros clubes incluindo o meu.
E portanto o agora acontecido é  problema desse clube, de quem o dirige, dos seus adeptos e de mais ninguém.
Mais ninguém?
Pois, passou a ser problema de quase todos quando as televisões fizeram daquilo notícia e a repetiram exaustivamente em sucessivos telejornais como se fosse algo com um mínimo de relevância a mercer tratamento daquela amplitude.
Sabe-se a conhecida subserviência da comunicação social, televisões na primeira linha, a três clubes e muito em especial ao destes adeptos a quem a sabujice jornalística nunca perde oportunidade de bajular.
Mas é demais!
E vai sendo tempo, especialmente na RTP dita serviço público, de alguém põr mão naquilo.
Porque a informação desportiva em Portugal é de terceiro mundo e isso em 2026, passado o primeiro quarto do século XXI, já não pode ser tolerado.
Depois Falamos.

Presunção

Em suma há 250 pessoas, que provavelmente até são mais, que se acham mais inteligentes, mais relevantes, mais esclarecidas que o comum dos mortais e portanto dando às suas opiniões uma importância superlativa acham que alguém vai votar em Seguro porque suas excelências assim o recomendam como se a opinião de cada um deles fosse algum dogma da República. 
Já o povo na sua infinita sabedoria diz que "presunção e água benta cada um toma a que quer". 
A que acrescento que se o ridículo e a arrogância matassem não havia carta aberta nenhuma.
Depois Falamos.

sábado, janeiro 24, 2026

Reflectir

 Imagem: Mais Liberdade

Acho que o tempo é de reflexão.
Não só sobre a opção de voto na segunda volta de cada cidadão, que se espera seja individual e livre de pressões, mas essencialmente sobre o que os resultados da primeira volta revelaram e que presumivelmente os da segunda confirmarão.
Reflexão especialmente para a área política do governo e da AD que são os grandes perdedores destas eleições seja qual for o resultado final.
A imagem que ilustra este texto, retirada do mural "Mais Liberdade" é perfeitamente exemplificativa do que devem ser as preocupações dos responsáveis da AD porque se não for encontrado um antidoto eficaz para a actual situação as preocupações podem bem converter-se em pesadelos!
Nas legislativas de Maio de 2025a AD venceu em 199 concelhos, o Chega em 60 e o PS em 49.
Na primeira volta das presidenciais o candidato apoiado pela AD venceu em 3 concelhos (Fafe, Boticas e Sernancelhe), o candidato apoiado pelo Chega em 80 concelhos e o candidato apoiado (a custo) pelo PS em 225 concelhos.
O que numa extrapolação simples permite concluir que a AD perdeu 20 concelhos para o Chega e 176 para o PS.
É, como diria outro ex lider do PS, uma questão de fazer as contas.
Claro que eleições legislativas e eleições presidenciais são realidades diferentes, claro que as motivações dos eleitores são diversas, claro que o grau de satisfação com o governo não estava em avaliação nestas eleições.
Mas as coisas são o que são.
E o que neste caso são é que houve uma brutal transferência de votos da AD para outras áreas politicas representadas pelos seus candidatos presidenciais.
Especialmente para a Iniciativa Liberal que atrás de Cotrim de Figueiredo viu o seu score aumentar em 564.537 votos (não venceu nenhum concelho mas ficou em terceiro na sua imensa maioria e em segundo nalguns como Lisboa e Porto por exemplo) e para o PS que via António José Seguro conseguiu mais 313.570 votos e são a maior fatia do 1.334.023 votos perdidos pela AD das legislativas para o candidato Luís Marques Mendes.
Curiosamente o Chega através de André Ventura perdeu 110.939 votos.
O que significa isto para o futuro?
Para já que seja qual for o resultado da segunda volta o PS e o Chega já ganharam e a AD já perdeu.
A IL parece também ter ganho mas creio ser claro que a votação de Cotrim de Figueiredo é dele e não será transmissivel para o partido pelo que destas eleições a IL não  poderá retirar grandes razões para optimismo bem pelo contrário porque as posições de apoio a Seguro na segunda volta vão provocar danos internos que nesta altura não são quantificáveis.
Depois que há um conjunto significativo de eleitores que abandonou a AD rumo ao PS, que pelo PS continuará na segunda volta e que no PS poderá ficar se a AD não tiver uma resposta política eficaz a esta "tragédia" eleitoral que foi o resultado do seu candidato.
E esse número até poderá aumentar se tiverem sucesso os apelos ao voto em Seguro de personalidades (seja lá isso o que for) da área da AD e do governo que estão a funcionar como verdadeiros cabos eleitrais de Seguro e do PS (nesta fase já são indissociáveis) para a segunda volta.
A seguir, e se as sondagens se confirmarem (na primeira volta bateram certo excepto o frete de uma empresa a Marques Mendes) , António José Seguro vencerá claramente a segunda volta e André Ventura terá o melhor resultado de sempre da sua área politica com uma votação acima dos 30% tudo o indica .
E isso significará um PS a cavalgar o resultado de Seguro, mesmo tendo relativo mérito nele mas as coisas são que são, e o Chega a ver a sua posição reforçada com um resultado que percentualmente pode até ser superior ao da AD nas legislativas o que fará aumentar o volume do discurso de André Ventura sobre a liderança do espaço á direita do PS.
Tudo más notícias para a AD.
O que reforça as razões sensatas pelas quais Luís Montenegro explicou que o PSD não dará indicação de voto na segunda volta mas também torna cada vez mais inexplicáveis as razões insensatas pelas quais outros dirigentes e autarcas do partido em desrespeito pela posição vinculada pelo líder foram a correr marcar lugar nas fotografias ao lado ( mais propriamente atrás) de António José Seguro mostrando-se mais interessados em receberem os atestados de bom comportamento que a esquerda lhes passa do que em cerrarem fileiras num momento difícil do PSD e por tabela do governo
Será assim tão difícil perceber que ao PSD e à AD nem interessa um enorme vitória de Seguro nem um grande resultado de Ventura?
E por isso jamais poderia recomendar o voto num ou noutro?
Alguns parece que precisam que lhes façam um desenho para entenderem.
Outros nem com desenho lá iam porque o que realmente lhes importa é o protagonismo pessoal.
Seja como for depois de 8 de Fevereiro começa outro ciclo político.
E é para vencer  esse ciclo difícil, com PS e Chega cada vez mais acutilantes na oposição ao governo até chegarmos ao quase inevitável drama do OE para 2027, que a AD vai ter de encontrar estratégias e soluções para manter não só a liderança do processo político como o  próprio governo.
A ver vamos se para tanto há engenho e arte.
Espero sinceramente que sim!
Depois Falamos.

Estádios

Órix do Cabo

Paris

Demência

Esta fotografia que um amigo me enviou foi publicada pela Casa Branca na sua página oficial no X. Nela se vê Trump de mão dada com um pinguim a caminho da Gronelândia. 
Acontece que na Gronelândia não há pinguins! 
Aves que apenas existem no hemisfério sul e na sua esmagadora maioria na Antárctida. 
Por aqui se pode avaliar o grau de demência, e de profunda ignorância, que lavra por aquelas paragens. O mundo está perigoso. 
Cada vez mais perigoso.
Depois Falamos.

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Não e Não

A minha decisão quanto á segunda volta das presidenciais está tomada.
Não voto António José Seguro e não voto André Ventura.
Não tenho paciência nem feitio para participar no processo de "beatificação" de Seguro, em curso desde domingo passado, nem no processo de "diabolização" de Ventura em curso desde 2017 e que foi acelerado também desde domingo passado.
Não e não.
António José Seguro é um socialista moderado, tão moderado que o silêncio foi muitas vezes a sua posição sobre problemas do país, europeista sem a deriva esquerdista de alguns dos seus camaradas de partido,  um político equilibrado e razoavelmente sensato.
Mas é socialista.
Esteve no governo de Guterres que levou ao pântano, apoiou e e louvou Sócrates que levou o país à bancarrota, ficou calado perante o atropelo à História do PS que foi a criação da geringonça, e calado ficou com o estado a que ela levou o país.
Com o caos instalado nos serviços publicos, na saúde, na imigração, da defesa , na credibilidade do próprio  Estado com os sucessivos escândalos protagonizados pelos governos de António Costa.
A tudo isso Seguro disse...nada!
Apoiado por alguns socialistas desde que apresentou a candidatura, por outros quando se começou a perceber que podia ganhar, por quase todos quando ficou claro que tem imensa possibilidades de ser presidente da república recolhe agora o apoio de políticos de outros sectores que vivem na permanente ânsia de que a esquerda lhes passe atestados de bom comportamento democrático e que nalguns casos não tem qualquer problema em desdizerem hoje o que disseram ontem.
A que se soma o apoio de partidos totalitários defensores de ditaduras e ditadores, solidários com movimentos terroristas a quem Seguro não teve a coragem (nem sei se a vontade sequer)  de rejeitar os apoios envenenados.
António José Seguro é socialista e vai ganhar as eleições tudo o indica.
Nunca votei em socialistas e não é agora que vou começar a fazê-lo.
E sou daqueles que sabe bem que não se pode ganhar sempre sem perda da coerência de posições nem acrobacias políticas interesseiras.
André Ventura é um político radical, já todos o sabemos, mas está muito longe de ser aquilo que a esquerda e os inocentes de centro e de direita  "pintam" dele.
Não é fascista, não quer acabar com a democracia, não quer impor uma ditadura.
É um democrata da direita radical, muitíssimo mais democrata que qualquer comunista ou bloquista, que, por exemplo, em termos de política externa defende a participação de Portugal na União Europeia e na NATO bem ao contrário de PCP , BE e Livre.
Simplesmente tem um programa político que não é o meu, defende ideias que em grande parte não são as minhas, tem um grupo parlamentar por ele escolhido cujo comportamento  (para não falar de outros aspectos não políticos de muitos deles) está longe de ser aquilo a que o Parlamento obriga.
Já lá estive, sei do que falo.
Em suma a agenda de André Ventura vai muito para lá de Belém e sendo legítima não é  aquela com que me identifico nem acredito que seja a melhor solução para o país.
A isso acresce o facto de sendo André Ventura um homem extremamente inteligente e um brilhante parlamentar não me parece reunir, pelo menos nesta fase da sua vida e da sua idade, a sensatez e a maturidade que a presidência da república exige a quem a ocupa.
Do que muitos dos cartazes colocados pelo Chega (por exemplo o que compara Luís Montenegro com José Sócrates) são prova evidente.
André Ventura é um homem da direita radical já o disse.
Nunca votei em radicais e não é agora que vou começar a fazê-lo.
E por tudo o atrás exposto não votarei em António José Seguro nem em André Ventura.
Até porque como já o disse por várias vezes, antes da primeira volta quando eram cinco os putativos candidatos a passarem à segunda volta, com nenhum deles a democracia, a liberdade, o estado democrático de direito estão minimamente em causa.
Votarei nulo, desejando que o que for escolhido pelos portugueses  venha a ser um bom presidente, porque em consciência não consigo encontrar a motivação necessária a votar em qualquer um deles.
Depois Falamos.

Nota 1: Se António José Seguro ou André Ventura disputassem a segunda volta com Catarina Martins ou António Filipe  votaria em qualquer um deles mesmo sabendo que um é socialista e o outro radical.
Porque, aí sim, o confronto seria entre democracia e totalitarismo. 

Nota 2: Não faço qualquer futurologia sobre qual dos dois será melhor ou pior para o governo da AD em que votei. Certeza é que nenhum será bom. E ainda me lembro quando o PSD de Cavaco Silva apoiou Mário Soares para o seu segundo mandato presidencial e da forma como tudo isso acabou.

Médias

A média de assistências e percentagem de ocupação dos estádios no final da primeira volta do campeonato não traz novidades.
O Benfica sendo o maior clube em número de adeptos e possuindo o estádio com maior lotação comanda destacado sendo seguido a razoável distância por Porto e Sporting com números praticamente idênticos e que traduzem também algum equilíbrio competitivo entre ambos.
Depois o Vitória, quarto clube nestas matérias há muitas décadas a esta parte, seguido pelo Sporting de Braga também a razoável distância e com estes dois clubes se esgota o número daqueles que tem assistências "decentes" para um campeonato de primeira liga.
Porque daí para baixo, com alguma tolerância pelo Gil Vicente, de Famalicão até AFS as médias de assistências são simplesmente deploráveis e demonstram bem que em Portugal há tão poucos verdadeiros adeptos dos clubes das suas terras e muitos adeptos das vitórias  ou seja dos três clubes que ganham mais vezes.
Este gráfico tem ainda a curiosidade de se constatar que a seguir aos tais três clubes que ganham mais vezes ( algumas delas sabe-se bem como...) aparecem os cinco clubes do Minho e só depois todos os outros.
Mas a interrogação que fica é mesmo como podem disputar um campeonato de primeira divisão clubes cuja  média de assistência é inferior a cinco mil espectadores com o tudo que isso significa em termos de escassez das mais diversas receitas das cotas aos lugares anuais passando por bilhetes para jogos e merchandising.
E não é a negociacão centralizada dos direitos televisivos que vai resolver esse problema.
Pelo menos no curto prazo.
Porque quem tem números destes não pode acalentar grandes expectativas.
Depois Falamos.

quinta-feira, janeiro 22, 2026

Farol Sumburgh Head ,ilhas Shetland,Escócia

Peixe lua

Chicago

Nostalgias

O tempo passa, as sociedades evoluem, vão aparecendo novas realidades e novas situações que comparadas com o passado mostram em muitos casos diferenças bem acentuadas.
O futebol não foge a essa regra e por isso comparando o futebol de hoje com aquilo que ele era no início dos anos setenta do século passado as diferenas são naturalmente enormes e as semelhanças muito poucoas,
Veja-se a titulo de exemplo como ia o campeonato nacional da  II divisão em Janeiro de 1972 ou seja mais ou menos a meio da época.
Desde logo constata-se que a esse campeonato estava dividido em duas zonas  - norte e sul- ao sabor do que no tempo era o seu modelo organizacional.
Comecemos pela zona norte.
Era comandada pelo Riopele, clube que já não existe mas que deixou a memória do bom futebol que praticava, seguido pelo Penafiel que joga actualmente no mesmo escalão e pelo Sporting de Braga que anda hoje por voos bem mais elevados.
Depois veem-se clubes que já andaram pela primeira divisão mas estão hoje em escalões inferiores ou desapareceram (Sporting de Espinho, Salgueiros, União de Coimbra, Fafe, Sanjoanense, Sporting da Covilhã, Varzim) outros que estão de novo na primeira divisão ( Gil Vicente e Famalicão) e outros ainda que nunca jogaram no principal escalão (Marinhense, Desportivo de Gouveia e Alba) que também eles militam em escalões inferiores ou desapareceram.
Na zona sul o panorama não era muito diferente embora nenhum deles se encontre actualmente na primeira liga.
Por lá andaram  e estão hoje na  II liga União de Leiria, Portimonense e Torriense.
Por lá andaram mas estão hoje em escalões inferiores à II liga  Montijo, Olhanense, Oriental, Seixal e Lusitano de Évora.
E depois todos os outros que nunca jogaram o campeonato maior e que há muito estão em escalões inferiores ou já nem existem como são os casos de Peniche, Sacavenense, Nazarenos, Sesimbra, Tramagal, Torres Novas, Cova da Piedade e Sintrense.
De facto o futebol mudou muito e, sendo as coisas o que são, alguns destes clubes pelo seu percurso, pelo seu carisma, pela sua mística deixaram saudades de os ver nos grandes palcos do futebol nacional.
É a vida.
Depois Falamos.

quarta-feira, janeiro 21, 2026

Presidente

A primeira volta das presidenciais já lá vai, a segunda vem a caminho, as opções dos portugueses foram as que foram e a História não anda para trás.
Mas num tempo em que várias personalidades do PSD, da Iniciativa Liberal e do CDS (uma ou outra das quais até considerava insuspeitas de semelhante desiderato) iniciaram uma verdadeira corrida sprint, mais rápida que as existentes nalguns grandes prémios de Fórmula Um, para ver quem aparece primeiro ao lado de António José Seguro não posso deixar de dizer o seguinte.
Apoiei e votei em João Cotrim de Figueiredo e se fosse hoje voltaria a fazê-lo.
Mas não escondo, nunca o escondi e pensarei isso sempre, que o "meu" presidente seria Pedro Passos Coelho.
Um estadista, um patriota, um homem de convicções, uma pessoa extremamente corajosa, um grande português que muito fez por Portugal em tempos muito difíceis.
Um homem que sempre disse o que pensava, que nunca se preocupou com a popularidade do que dizia e que interpretou melhor que ninguém a máxima de Francisco Sá Carneiro segundo a qual "primeiro Portugal, depois a democracia e só depois a social democracia".
Seria um grande Presidente para Portugal.
E até digo mais; face ao quadro de candidaturas, face ao que a campanha foi, face à dispersão de votos, acredito que se tem sido candidato venceria logo à primeira volta.
Faria o pleno da AD e com ele em "pista" creio que nem Cotrim de Figueiredo nem André Ventura teriam sido candidatos pelo que a esquerda minoritária nem toda junta teria qualquer hipótese.
Pedro Passos Coelho não quis, ou não lhe foram criadas condições para querer (isso só a História esclarecerá) , e esteve no seu pleno direito.
Mas foi pena.
E receio que mais pena venhamos a ter no futuro.
Depois Falamos.

Nota: Não deixo de achar piada à forma como os "sprinters" atrás referidos se marimbaram para as posições quanto à segunda volta de Luís Montenegro e Luis Marques Mendes no caso do PSD e de Cotrim de Figueiredo no caso da Iniciativa Liberal. Há de facto solidariedades a termo certo. Quando, como cantava Luis de Camões , "outros interesses se alevantam"...

terça-feira, janeiro 20, 2026

Companhias

Devo dizer que começa a tornar-se no mínimo irritante esta "União Nacional " do século 21 que se está a formar em torno da candidatura de António José Seguro. 
Que junta a velha geringonça, que já está lá toda, a pessoas de outras áreas políticas que sobre o pretexto ridículo de combaterem o radicalismo de André Ventura quase se atropelam na ânsia de aparecerem ao lado de quem acham que vai ganhar. 
E pretexto ridiculo porquê? 
Porque achar-se, ou no mínimo querer convencer os outros disso, que se combate o radicalismo ao lado do PCP, do BE, do Livre e de figurões como Pedro Nuno Santos, Augusto Santos Silva , Alexandra Leitão ou Ana Gomes é pura charlatanice e falta de respeito pela inteligência alheia. 
André Ventura tem seguramente, disso não duvido, laivos de radicalismo que afastam eleitores moderados. 
Mas faço-lhe a justiça de reconhecer que nunca o vi defender ou manifestar qualquer simpatia por Putin, por Maduro, por Fidel Castro , pelo regime da Coreia do Norte, pela barbárie medieval do Irão, ou pelos terroristas do Hamas. 
Sei bem que António José Seguro é um socialista moderado, um politico responsável e um europeísta convicto. 
Mas tem ter cuidado com as companhias. 
Sob pena de o velho provérbio "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és" poder vir a prejudicar o seu resultado. 
E isso aplica-se na integra a todos os apoiantes que lhe apareceram depois da noite de domingo. 
Da extrema esquerda à direita.
Depois Falamos.

segunda-feira, janeiro 19, 2026

Sant'Agata de' Goti, Itália

Vitímas

Cidade do Cabo

Opinião

Na primeira volta das presidenciais apoiei Cotrim de Figueiredo. 
Tinha a esperança de o poder voltar a fazer na segunda volta mas os eleitores quiseram outros candidatos e há que respeitar essa opção como é óbvio. 
Sem dar o dito por não dito. 
E por isso percebo bem a posição de Luis Montenegro que é também a minha. 
Os projectos políticos de António José Seguro e André Ventura são diferentes dos de Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes pelo que só faria sentido uma transferência de apoio, desdizendo o anteriormente dito, se fosse o próprio regime democrático a estar em causa o que não é manifestamente o caso. 
Seria se na segunda volta tivesse assento algum dos candidatos defensores de ditaduras, ditadores e terroristas como os três da extrema esquerda que o povo reduziu à insignificância. 
Sempre disse que dos cinco principais candidatos nenhum me causava qualquer preocupação democrática nem qualquer sobressalto cívico. 
Mantenho essa opinião e por isso tal como Luis Montenegro, Cotrim de Figueiredo , Marques Mendes ou Pedro Passos Coelho não apoiarei nenhum candidato na segunda volta. 
Irei votar ,sem qualquer dúvida, mas por aí me ficarei.
Depois Falamos.

Nota: Estando de acordo com a posição de Luís Montenegro só faço uma pequena observação. Talvez tivesse sido mais curial divulga-la depois de ouvir o conselho nacional. Afinal foi o órgão que aprovou o apoio à candidatura de Luís Marques Mendes e faria sentido aprovar também esta posição.

Povo

O povo, em democracia e liberdade, votou manifestando a sua vontade de forma clara. 
E essa vontade é que a segunda volta seja disputada entre António José Seguro e André Ventura. 
E aqui já se detecta uma primeira vitória. 
A das sondagens que apontavam nesse sentido. Acertaram. 
Excepto aquele frete da Intercampus de que nem vale a pena falar. 
Quanto aos candidatos há que dizer o seguinte. 
Uma vitória clara de Seguro, da sua forma de fazer politica fugindo de polémicas, evitando compromissos de fundo e tendo a perfeita noção do que os eleitores gostam de ouvir. 
Ainda não é mas tudo aponta no sentido de vir a ser presidente da republica. 
Para já é uma vitória essencialmente dele, da sua coragem em avançar, da forma como conduziu a campanha. 
E uma derrota da falta de solidariedade de muitas figuras gradas do PS que o arrasaram com criticas, lhe trataram cenários de catástrofe e depois apareceram sem vergonha quando perceberam que as coisas podiam correr bem. 
E nesse lote de derrotados está o caladinho de Bruxelas, chamado António Costa, que um dia esfaqueou Seguro à traição depois de este ganhar dois actos eleitorais enquanto líder do PS.
O segundo vencedor da noite é André Ventura. 
Que seguiu uma estratégia inteligente e bem delineada de falar para os seu eleitorado, para o fixar sabendo que quase bastaria para lhe garantir a segunda volta, e depois nos últimos dias moderou o discurso para ir buscar os "pozinhos" entre indecisos que lhe garantiriam a passagem à segunda volta. Já lá está.
Cotrim de Figueiredo foi a boa surpresa destas eleições. 
Partiu de uma expectativa muito baixa e depois foi sempre a subir até ao terceiro lugar face a um discurso arejado e diferente e a um conjunto de ideias muito interessantes e que fizeram o seu caminho. A ultima semana não correu bem com a cabala da Bichão e a atrapalhação sobre um possível apoio a Ventura mas isso se lhe tirou alguns votos não era com esses que conseguia chegar à segunda volta. Teve um bom resultado, apesar de tudo, e fica com esse capital politico.
Gouveia e Melo foi exactamente o contrário. 
Começou com expectativas e sondagens muito altas e depois foi sempre a afundar fazendo jus à sua vida profissional nos submarinos. 
Manifestamente a politica não era a sua "praia" pese embora ser um homem sério e ter feito uma campanha esforçada atendendo até que dos cinco principais candidatos era o único sem apoios partidários. 
Teve um resultado honroso e pode ir gozar a sua reforma tranquilamente.
Marques Mendes é o grande derrotado da noite eleitoral. 
Um resultado muito mau, a incapacidade de fidelizar o eleitorado da AD, a confirmação de que não era ele o candidato adequado a representar aquela área politica ao ponto de os eleitores da AD se terem espalhado também pelas quatro outras candidaturas.
Dos restantes há que registar os miseráveis resultados de Catarina Martins e António Filipe confirmando o declinio da extrema esquerda defensora de ditaduras e ditadores e o ainda mais miserável reultado do presunçoso Jorge Pinto que até atrás de Manuel João Vieira conseguiu ficar. 
Foi simplesmente divertido ver os três declararem pomposamente apoio a António José Seguro como se este precisasse dos votos deles para alguma coisa. 
Percebo que Seguro diga que aceita todos os apoios mas se tivesse o golpe de asa de rejeitar os apoio de PCP, BE e Livre creio que capitalizaria ao centro muito mais votos do que é suposto esses partidozinhos darem-lhe. 
A 8 de Fevereiro saberemos quem será o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. 
Espera-se e deseja-se que depois de uma campanha digna e esclarecedora.
Depois Falamos.

domingo, janeiro 18, 2026

Cerimónia

Hoje no estádio D. Afonso Henriques houve uma cerimónia, não prevista mas nem por isso menos impactante, evocativa do " Apito Dourado". 
Lá estiveram os continuadores, a jogar e a apitar, desses tempos e para que tudo fosse em linha com o que variadas vezes aconteceu no passado nem faltou a melhor equipa perder e uma equipa banalissima ganhar, fruto de uma artificial superioridade numérica esmagadora, um jogo em que empatar já seria lisonjeiro face ao que se viu no relvado. 
É o futebol que temos. 
Parabéns à FPF, à LPFP e muito em especial ao Conselho de Arbitragem.
Depois Falamos.

sexta-feira, janeiro 16, 2026

Orangotangos

Farol Cabo Egmont, Nova Zelândia

Angkor Vat, Cambodja

Claras

Creio que neste momento as coisas estão perfeitamente claras. 
Apenas António José Seguro, André Ventura e João Cotrim de Figueiredo tem reais hipóteses de passar à segunda volta. 
Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes já estão demasiado longe nas sondagens para poderem almejar esse objectivo. 
São as sondagens que o dizem. 
E portanto quem quiser um presidente socialista, que na segunda volta será apoiado por uma geringonça recauchutada ( lembro que em política não há almoços grátis), vota em António José Seguro. 
Quem quiser um presidente da direita radical com uma agenda política que vai muito lá de Belém e não é consensual com alguns valores abrangentes da sociedade portugesa vota em André Ventura. 
Quem quiser um presidente moderado, que exercerá o cargo com isenção e independência e não será uma força de bloqueio nem um contrapoder então vota em João Cotrim de Figueiredo. 
E é nisso que os eleitores do centro direita ao centro esquerda devem reflectir. 
Muito em especial os eleitores da AD, de que faço parte, que valorizam a estabilidade e querem um presidente que sem perda da independência e espírito crítico saiba cooperar e trabalhar com o governo no desenvolvimenro de Portugal. 
E esse presidente é João Cotrim de Figueiredo. 
É nele que o eleitorado do centro direita ao centro esquerda deve concentrar o voto para o levar à segunda volta e nesta à presidência. 
As coisas são o que são!
Depois Falamos.

Decisão

Mesmo depois de dois dias de linchamento mediático à custa de uma canalhice oportunamente ( para os seus autores é claro) plantada nas redes sociais a que uma comunicação social ávida de sangue e sem qualquer critério jornalístico responsável deu uma divulgação inaudita a verdade é que João Cotrim de Figueiredo resiste e continua a ser o único capaz de evitar uma segunda volta entre um candidato da direita radical e um candidato socialista.
A par de ser o candidato que mais ideias apresentou, mais reformas propôs, melhor visão para Portugal demonstrou ter. Cultura, Conhecimento, Crescimento são as suas bandeiras e correspondem ao que o país precisa.
A decisão está agora na mão dos eleitores.
Em Liberdade, em Democracia, escolherão o candidato que lhes parecer melhor. Espera-se que pelas ideias, pelo seu programa, pelo seu percurso de vida e sem influências das canalhices plantadas nas redes sociais por quem acha que o " vale tudo" é forma de vida.
Por mim já votei no domingo passado em João Cotrim de Figueiredo. E espero que depois de amanhã ele seja um dos dois candidatos a passar à segunda volta.
Ele merece e Portugal precisa.
Depois Falamos.

Comentário

Muito raramente partilho textos de outras pessoas. 
Mas este comentário de Elsa Veloso ao " casinho" oportunisticamente plantado nas redes sociais, a que a comunicação social deu um relevo jornalisticamente incompreensível, é de uma clareza e de um bom senso que merece a máxima divulgação possível.
Depois Falamos

Uma leitura serena e juridicamente responsável deste episódio com João Cotrim de Figueiredo impõe prudência, proporcionalidade e sentido institucional.
Em primeiro lugar, João Cotrim de Figueiredo não foi acusado formalmente de nada, não existe qualquer processo judicial conhecido, nem factos apurados que sustentem uma condenação pública. Num Estado de Direito, a presunção de inocência não é um detalhe retórico: é um pilar civilizacional. Vale para todos — sobretudo quando é politicamente incómodo que assim seja.
Em segundo lugar, o timing e o modus operandi levantam, legitimamente, questões. Um relato divulgado a poucos dias de eleições, por alguém com formação jurídica sólida, consciência do impacto mediático e experiência institucional, seguido da remoção rápida do conteúdo, mas mantendo-o tempo suficiente para ser replicado e amplificado, não é um gesto neutro. Não é censura dizê-lo; é análise crítica. Quem conhece minimamente comunicação política sabe que retirar não apaga — potencia.
Terceiro ponto, igualmente relevante: quando alguém exerce hoje funções num governo que apoia um candidato adversário, a fronteira entre o direito à expressão pessoal e o risco de instrumentalização política torna-se inevitavelmente mais sensível. Isso não invalida a palavra de ninguém, mas obriga a um escrutínio redobrado, sobretudo quando se opta por não seguir canais formais e se escolhe o espaço público digital em plena campanha eleitoral.
Nada disto é negar direitos, silenciar vítimas ou relativizar temas graves. É, precisamente, o contrário: é recusar julgamentos sumários, linchamentos mediáticos e a transformação de redes sociais em tribunais paralelos. É também recusar a lógica perigosa de que basta “lançar a suspeita” para que o dano esteja feito — mesmo quando todos são, como se diz “inocentes até prova em contrário”.
Defender João Cotrim de Figueiredo neste contexto não é um ato partidário. É um ato de defesa do Estado de Direito, da ética institucional e da decência democrática. Porque hoje é ele; amanhã pode ser qualquer um. E quando normalizamos exceções convenientes, acabamos sempre por pagar o preço coletivo.

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Sol

"Sushi"

Vida

Convicção

No passado domingo votei em João Cotrim de Figueiredo. 
Se fosse possível voltaria a fazê-lo no próximo. 
Por duas razões. 
Uma é que estou certo que é o melhor presidente para Portugal. 
A outra é que já sou demasiado crescido para acreditar em historinhas plantadas nas redes sociais. 
Votei nele e expliquei porquê sem precisar de atacar os outros candidatos nem alimentar maledicências. Porque se quisesse ir por esse caminho em relação a qualquer um desses quatro ( os que podem ir à segunda volta) não faltariam assuntos a avaliar pelo que tenho ouvido e lido. 
Mas não quero. 
Por uma questão de consideração pessoal pelos dois que conheço, de respeito democrático pelos outros dois e porque considero esses "caminhos" indignos de um debate político sério e ético. 
Vejo nas redes sociais alguns amigos, alguns conhecidos e muitos desconhecidos, apoiantes das outras quatro candidaturas, seguirem um caminho diferente. 
Ao invés de falarem sobre os seus candidatos, realçarem os seus méritos e divulgarem as suas ideias, apenas falam obsessivamente de ... Cotrim de Figueiredo. 
Alimentando as calúnias plantadas nas redes sociais, faltando à verdade sobre as suas propostas, deturpando o que ele disse. 
Esquecendo que depois do dia 18 de Janeiro há o dia 8 de Fevereiro onde a avaliar pelo desespero desses comportamentos parecem, nalguns casos, terem poucas esperanças de lá verem os seus candidatos. 
Cada um escolhe os caminhos que gosta de percorrer. 
Por mim, que até já votei, continuarei a dar um apoio pela positiva a João Cotrim de Figueiredo. Respeitando os outros que não foram a minha opção. 
E com a firme esperança que no dia 8 de Fevereiro ele seja eleito Presidente da República. 
A bem de Portugal.
Depois Falamos.

Sugestão de Leitura

 

Um livro curioso.
Porque elenca um conjunto de cem escândalos que afectaram Portugal desde o 25 de Abril e que são transversais a governos, partidos e ideologias.
Desde o fax de Macau à Casa Pia, passando pelo Face Oculta, pela Operação Marquês , pelo Freeport, pelo Homeland, pelos envelopes de Ovar ou a Operação Influencer são muitos os casos referidos e dos quais uma parte ainda se arrasta pelos tribunais.
Tem também uma primeira parte em que o autor, Bruno Paixão,  caracteriza os tipos de escândalos  em quatro divisões.  
Escândalo politico de poder, político sexual, político financeiro e político de conduta.
Em suma um livro que se lê com interesse e se guarda para memória futura. 
Depois Falamos.

quarta-feira, janeiro 14, 2026

Gronelândia

A Gronelândia está ligada à coroa dinamarquesa desde 1380, é colonizada em permanência desde 1721 e faz parte integrante do Reino da Dinamarca desde 1953.
Em 1979 obteve um estatuto de autonomia interna criando o seu próprio Parlamento e em 2009 obteve o direito ao seu próprio governo e ao seu povo poder decidir sobre a sua independência no futuro.
Ou seja a Gronelândia é quase um país dentro de outro país.
Mantém o rei da Dinamarca como chefe de Estado, usa a coroa dinamarquesa como moeda e a Dinamarca é responsável pela Defesa e pela política externa.
Naturalmente que fazendo a Dinamarca parte da NATO isso também abrange a Gronelândia.
Tudo claro e tudo pacífico para toda a gente ao longo dos anos.
Até ao dia em que o novo "Pirata das Caraíbas" resolveu deitar a mão às imensas riquezas naturais do território.
Coisa que ainda não fez mas que ameaça fazer a qualquer momento sabendo que face ao poderio militar americano a Dinamarca não tem qualquer possibilidade de se defender e que a agressão a outro país da NATO vai ser o fim da organização para gaudio dos seus amigos Putin e Xi Jinping.
De repente o mundo voltou ao tempo dos piratas e da pirataria.
Depois do ataque da Rússia à Ucrânia aparece o filibusteiro Trump a querer saquear países em que há riquezas apeteciveis, como é o caso do petróleo da Venezuela e das riquezas naturais da Gronelândia, da mesma forma que os piratas ingleses dos séculos 17 e 18 atacavam as colónias portuguesas e espanholas na América e saqueavam os navios que traziam mercadorias valiosas para a Europa.
E se na Venezuela o pretexto de combate aos traficntes de droga ainda podia ter um pequeno fundo de verdade embora se percebesse desde logo que nõ passava de um...pretexto já a questão dos navios e submarinos russos em torno da Gronelândia que põe em causa a segurança dos EUA não passa de uma rotunda mentira de um dos maiores mentirosos que o mundo alguma vez conheceu.
Para o pirata Trump o direito internacional, os tratados com outros países, as alianças defensivas como a NATO são letra morta face à possibilidade de rapinar riquezas diversas para as grandes empresas americanas se tornarem ainda mais ricas e poderosas.
O mundo vive tempos perigosos e problemas para os quais não se vê solução adequada.
Porque o corsário que preside aos EUA é apenas a tradução de uma nova forma de pensar e de estar no mundo do seu próprio país e que se traduz por um "vale tudo" desde  que lhes interesse.
E isso vindo da maior potência militar do planeta é brutalmente preocupante.
Depois Falamos.

Nota: Em Portugal também há "Trumpteiros" (admiradores de Trump) que o consideram um génio e defendem tudo que ele diz e faz. Mesmo as mentiras, mesmo os crimes. Se um destes dias o pirata se lembrar que os Açores também são vitais para a segurança dos EUA sempre estou para ver o que esses "Trumpteiros" dirão...

Mercado, Maeklong, Tailândia

Farol, Noruega

Mocho

terça-feira, janeiro 13, 2026

Voto Útil

As sondagens valem o que valem, já se sabe, e esse é um argumento correntemente utilizado na análise das mesmas e muito em especial por aqueles a quem elas dão maus resultados.
Já se sabe que às vezes as sondagens falham, que por vezes os resultados de facto são diferentes daqueles para que elas apontavam, que a verdadeira sondagem é apenas nas eleições.
Mas se é verdade que as sondagens também falham é igualmente verdade que quando todas apontam no mesmo sentido isso alguma coisa há de querer dizer em termos de fiabilidade das mesmas.
E desde a sondagem diária da Pitagórica para a TVI, cujos resultados tem sido consistentes no sentido que apontam, quer na grande sondagem da Universidade Católica para a RTP é cada vez mais claro que a três dias do fim da campanha há apenas três candidatos com possibilidades de passarem á segunda volta.
André Ventura, António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo.
E dos três apenas um  se posiciona na área do centro e da direita democrática que em legislativas é ocupado pela AD.
João Cotrim de Figueiredo.
André Ventura representa a direita radical, a extrema direita e uma franja diminuta da AD enquanto António José Seguro representa a esquerda socialista e na segunda volta, se lá chegar, terá o apoio da extrema esquerda totalitária e amiga de ditadores, ditaduras e terroristas representada por PCP, BE e Livre numa verdadeira ressurreição da malfadada geringonça.
O que significa, claro como a água, que se o enorme espaço do centro quiser estar presente na segunda volta e depois vencer as eleiçoes terá de concentrar o voto em Cotrim de Figueiredo para reforçar as suas hipóteses eleitorais.
Isso dificilmente acontecerá, já se sabe, mas se Luis Marques Mendes desistisse a favor de João Cotrim de Figueiredo isso garantiria a eleição de um presidente da área do centro e da direita democrática.
Como  aconteceu com Anibal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.
Isto pode parecer estranho a alguns, desagradar a outros, mas é o que politicamente faria (fará?) sentido numa lógica de eleger um moderado e evitar a eleição de um radical de direita ou de um socialista.
As coisa são o que são!
Depois Falamos.

Domingo

Fui daqueles que votei João Cotrim de Figueiredo no passado domingo. 
E não estou nada, mas mesmo nada, arrependido. 
Bem pelo contrário estou cada vez mais convicto que ele será o Presidente da República de que Portugal necessita nesta fase da sua Historia. 
E só tenho pena de no próximo domingo não poder voltar a votar. 
Em João Cotrim de Figueiredo é claro.
Depois Falamos.

Muito Bem


Uma excelente decisão do governo. 
José Manuel Durão Barroso é um dos políticos portugueses com maior experiência internacional face aos seus dez anos como presidente da comissão europeia. 
Portanto, e sabendo-se das relações privilegiadas que tem com Washington, a sua escolha é o aproveitar natural de alguém que tem todas as condições pessoais e políticas para fazer um excelente trabalho à frente da FLAD.
Depois Falamos,

Orictéropo

Rio Colorado, Grande Canyon, EUA

Monumentos

Cabala

 
A senhora, digamos assim, foi supostamente vitima de assédio em 2023.
Ficou calada.
Em 2024 João Cotrim de Figueredo foi cabeça de lista da IL nas eleições para o Parlamento Europeu.
Ficou calada.
Em meados do ano passado Cotrim anunciou que era candidato presidencial.
Ficou calada.
A uma semana das eleições todas as sondagens dão grandes possibilidades a Cotrim de Figueiredo de passar à segunda volta
Falou.
Atirando a "pedra" e tentando esconder a mão. 
Porque publicou um texto acusatório, para a comunicação social tomar conhecimento, e depois apagou-o.
Há seguramente formas muito mais inteligentes de querer fazer dos eleitores estúpidos.
Mas o desespero de quem quer que esteja por trás desta cabala é muito mau conselheiro.
Depois Falamos.

Nota: Não faço nem farei qualquer ligação entre esta nojice e as funções profissionais que a senhora, digamos assim, desempenha actualmente. Recuso-me liminarmente a acreditar que alguma vez o primeiro-ministro Luis Montenegro consentisse que o governo fosse usado em manobras vergonhosas como esta. Não. Não vem daí.

segunda-feira, janeiro 12, 2026

Hipocrisia

Se há coisa para que me falta cada vez mais a paciência é para a hipocrisia e o farisaísmo com que alguns insistem em fazerem política em Portugal.
Hoje João Cotrim de Figueiredo disse à comunicação social que está absolutamente certo de que vai passar à segunda volta mas que se isso não acontecer equacionará todos os cenários de apoio aqueles que o consigam.
Equacionar todo os cenários significa poder apoiar Luis Marques Mendes, António José Seguro, André Ventura ,Henrique Gouveia e Melo sem neste momento mnifestar qualquer preferência como é mais que óbvio e compreensível até porque está convicto que são os únicos que podem, juntamente com ele, ambicionar a passagem à segunda volta.
Pessoalmente, e por razões que noutro texto referi, isso em nada me incomoda.
Por um lado porque acredito que Cotrim passará à segunda volta.
Por outro porque nenhum dos outros quatro me traz qualquer preocupação em termos de manutenção do regime democrático.
Bem diferente seria se ele admitisse apoiar Catarina Martins, António Filipe ou Jorge Pinto.
Mas face a essa declaração os fariseus entraram em acção diabolizando um hipotético apoio de Cotrim a Ventura como se Portugal estivesse em perigo de retorno ao Estado Novo ou de ser invadido por Trump (que Ventura admira) em busca de petróleo.
Eu sei que há sondagens que aterrorizam os apoiantes de uma ou outra candidatura mas deixo apenas uma pergunta.
Se a segunda volta for entre António José Seguro e Luís Marques Mendes (cada vez menos provável mas pode acontecer) a candidatura do segundo não quer os votos de  André Ventura? Sabendo que só os terá massivamente se o candidato der orientações nesses sentido?
E mesma questão se põe quanto aos apoiantes de Henrique Gouveia e Melo se este for a uma segunda volta com Seguro o que não sendo provável pode acontecer..
Parece-me o cúmulo da hipocrisia.
Declarar André Ventura como mau e os seus votos como bons.
Sabendo claro como a água que quer Marques Mendes quer Gouveia e Melo jamais serão eleitos contra António José Seguro sem os votos de André Ventura!
O desespero é mesmo mau conselheiro.
Depois Falamos.

Nota: Felizmente João Cotrim de Figueiredo vai passar à segunda volta. E ficará a aguardar quem a vai disputar com ele e com que apoios.  Entretanto já desmentiu com absoluta clareza qualquer manifestação de apoio a André Ventura admitindo o erro (só lhe ficou bem) de não ter sido claro nas suas afirmações.

"Querido"

Não "querido" Canal 11 não foi o Sporting de Braga que ganhou a Taça da Liga.
Foi o Vitória Sport Clube.
Não sei se andavas tão ocupado a fazer as mesmas notícias, os mesmos fretes e a mostrar o mesmo servilismo a três outros clubes como as outras televisões que nem reparaste que nesta competição o Vitória foi ao "Dragão" eliminar o Porto vencendo-o depois de estar a perder, nas meias finais eliminou o Sporting vencendo-o depois de estar a perder e na final bateu o Sporting de Braga vencendo-o depois de estar a perder.
E esse extraordinário percurso merecia da tua parte mais respeito e mais atenção.
É uma pena, "querido" Canal 11, que depois de nos primeiros tempos de emissão teres sido tão diferente dos outros para melhor sejas agora igualzinho para pior.
Eu sei que a locutora anunciava correctamente o vencedor enquanto o rodapé traduzia incompetência, desejo não cumprido ou seja lá o que for do seu responsável.
Mas, "querido" Canal 11, quem ficou muito mal foste tu.
E é pena. Porque prometias bem mais do que aquilo que actualmente és.
Desejo-te sinceras melhoras se elas ainda forem possíveis.
A informação desportiva neste país bem precisa do que já foste.
Depois Falamos.

Icebergue