domingo, junho 07, 2026

Newsweek

Na semana em que começa o campeonato mundial de futebol de 2026 a Newsweek, uma das mais prestigiadas revistas de informação geral de todo o mundo, lança uma edição especial com cem páginas totalmente dedicada ao português Cristiano Ronaldo!
Sob o justíssimo título " Ronaldo o orgulho de Portugal".
Nela se refere toda a carreira, os clubes onde jogou, os grandes golos que marcou, os seus negócios fora do futebol, os grandes adversários contra quem jogou como Messi e Neymar ou com quem jogou como Modric e Benzema entre muitas outras coisas.
E já se sabe que quando se fala de Ronaldo fala-se de Portugal.
Cuja seleção vai capitanear no seu sexto mundial e cuja presença torna os bilhetes para os jogos da nossa seleção como dos mais procurados (sempre no top 3) para o torneio.
Eu sei que para os luso-argentinos, para os "Messi lovers" ou mais simplesmente para os invejosos que não suportam o êxito extraordnário de um compatriota , nada disto tem valor nem importância porque a única coisa que sabem é dizer mal, criticarem, porem defeitos e viverem no seu pequeno universo de inveja desenfreada.
Mas habituem-se que dói menos porque a verdade é que para Portugal ter alguém como Cristiano Ronaldo é um motivo de imenso orgulho e de enorme prestígio para o país.
Como esta edição especial Newsweek comprovaria uma vez mais caso ainda fosse necessário.
Mas não é!
Depois Falamos.

Cidades EUA

Lago Carezza, Itália

Elefante

Voto e Razão

Por vezes confunde-se a legitimidade para governar dada pelo voto em eleições livres e democráticas, seja para um pais, uma autarquia,uma associação, um sindicato,um clube desportivo, etc, com a razão de quem governa.
Entendendo-se razão como o ter as melhores propostas, as melhores soluções e a capacidade de transformar propostas em soluções governando de forma competente e eficaz. 
E se há coisa de que a história dos países, das autarquias, das associações, dos sindicatos, dos clubes desportivos ,etc, está cheia é de o voto livre e democrático, e às vezes manifestado de forma absolutamente expressiva, legitimar para governar quem não tinha as melhores soluções mas apenas quem teve o engenho e a arte de convencer os eleitores de que as tinha. 
E depois as coisas correm mal, os.problemas não são resolvidos e os países, autarquias, associações, sindicatos, clubes desportivos, etc ,onde isso acontece veêm-se na necessidade de voltarem a escolher quem os dirija muitas das vezes sem os mandatos terem sido cumpridos. 
Como atrás escrevi são fenómenos mais frequentes do que se pensa e estão perante os olhos de todos quantos andem com eles abertos. 
Pelo que mantendo toda o respeito pela legitimidade conferida pelo voto há que sermos, todos, cada vez mais exigentes em relação aqueles a quem o confiamos. 
E essa exigência tem sempre de passar por duas etapas. 
A primeira para avaliar a razoabilidade do que é proposto. 
A segunda para aferir da capacidade de quem propõe ser capaz de cumprir. 
Se for sempre assim certamente que no futuro próximo ou mais distante se evitarão erros bem dispensáveis já que não adianta chorar sobre erros do passado assentes nessa falta de exigência crítica. 
E assim teremos países, autarquias, associações, sindicatos, clubes desportivos, etc, bem melhores!
Depois Falamos.

sexta-feira, junho 05, 2026

Limites

Não tenho qualquer simpatia ou antipatia pelos movimentos LGBTi desde que se cumpra uma regra essencial que é a de não me chatearem ou incomodarem.
Infelizmente tem alguma propensão para isso porque se acham no direito de atirarem à cara do comum dos cidadãos com as suas opções, chamemos-lhes assim, sexuais como se elas tivessem algum interesse para alguém que não os próprios.
São as manifestações nas ruas, as paradas, os dias disto e daquilo, o hastear das suas bandeiras em edifícios públicos e monumentos algo que felizmente o governo proibiu pese embora a lamentável "xico espertice" de alguns autarcas tenha contornado essa proibição.
Em suma numa permanente choraminguice contra a discriminação, algo que nunca ouvi a qualquer heterossexual porque esses não fazem do sexo questão alheia nem andam a atirar com a sua orientação sexual à cara dos outros, mais não fazem do que na verdade exigirem um tratamento e um estatuto de excepção como se todos tivéssemos de nos vergar perante os seus ditames e estados de alma.
Acontece que a arrogância de que usam e abusam e a impunidade de que se acham credores vá-se lá saber porquê, chega a um ponto em que esbarra na própria lei como o que a imagem documenta.
Em que se vê um símbolo nacional emporcalhado pela mistura com uma bandeira que de nacional nada tem.
E isto é crime punível por lei.
E para que os LGBTi não se sintam discriminados, desta vez com razão, espero que a Justiça os faça responder por este ultraje a um símbolo nacional como faria certamente a qualquer outro cidadão que não se abrigasse debaixo de uma bandeira que dá para tudo.
Não tenho, repito, qualquer simpatia ou antipatia pelos movimentos LGBTi.
Mas tem de haver limites para a impunidade e para a arrogância!
E esses limites nada tem a ver com a orientação sexual mas tem tudo a ver com as leis da República porque ao contrário do que alguns parecem pensar não há cidadãos iguais nos direitos e diferentes nos deveres.
Depois Falamos

quinta-feira, junho 04, 2026

Números

Olho com interesse e natural curiosidade para este quadro que na sua simplicidade, e portanto fácil entendimento, mostra de forma muito clara o que tem sido o exponencial crescimento do Chega em eleições legislativas e de André Ventura em eleições presidenciais.
Olho para um partido que em 2019 elegeu apenas um deputado e que apenas seis anos depois se tornou a segunda força parlamentar elegendo sessenta deputados.
Olho para um candidato presidencial que em 2021 foi apenas mais um candidato dos que não passou a uma aliás inexistente segunda volta e em 2026 "forçou" uma segunda volta algo que não acontecia há quarenta anos quando Mário Soares derroutou Freitas do Amaral por curta margem.
Não sou eleitor do Chega.
Nunca fui nem é nada provável que o venha a ser.
Mas não desvalorizo estes números nem a insatisfação de muitos portugueses que permitem que eles tenham esta expressão.
Discordp do Chega em muita coisa mas dou-lhe razão nalgumas e sei que o discurso de André Ventura, essencialmente de André Ventura, é ouvido com agrado e aplauso por muitos portugueses que valorizam o ele dizer em voz alta o que muita gente pensa mas tem receio de dizer.
Não considero o Chega um partido de extrema direita e muito menos um partido fascista mas sim um partido de direita radical que não põe em causa a presença de Portugal na União Europeia nem na NATO porque esse é a posição de partidos totalitários de extrema direita fascista e extrema esquerda comunista. 
Se gosto destes números?
Não, não gosto.
Não por serem obtidos especificamente pelo Chega mas porque traduzem que há muitos portugueses a quem Portugal continua a não dar razões para estarem satisfeitos com o seu país.
Se me preocupam?
Preocupariam bem mais se fossem obtidos pelo PCP , pelo BE ou pelo Livre.
Porque é bem preferível a direita, radical mas democrática, à extrema esquerda totalitária pelo menos para quem gosta de viver num país livre e democrático.
As coisas são o que são.
Depois Falamos. 

Kulusuk, Gronelândia

"Deus" Hathor

Chitas

Debate

Assisti com natural interesses a este debate entre os quatro candidatos à presidência do Vitória.
Ouvi as propostas, acompanhei as pequenas picardias naturais neste tipo de confronto eleitoral, esclareci algumas dúvidas e fiquei com outras que procurarei esclarecer até ao dia das eleições para  poder fazer a minha opção eleitoral possuindo o máximo de informação possível.
Não vou avaliar a prestação de cada um nem sequer pronunciar-me sobre as ideias que apresentaram mas direi, com gosto, que foi um debate civilizado e que em nada envergonhou o Vitória e menos ainda face ao que por vezes se vê noutros clubes.
Haverá mais dois debates que a que também procurarei assistir e apenas lamento que a sport-tv, pelo menos a sport-tv, não tenha também ela enquanto canal desportivo promovido um encontro entre os quatro candidatos.
Assisti a este debate no Facebook do Grupo Santiago e lamento muito, mas parece nada haver a fazer nessa materia porque é algo que se repete continuamente de há anos a esta parte quando há eleições no clube, que uma corja de perfis falsos a par de gente sem qualquer educação nem civismo tenha passado o debate a colocar comentários ofensivos para os candidatos e até para outras pessoas que lá iam comentar de forma bem intencionada e pretendendo enriquecer o debate com as ideias , as sugestões e as dúvidas que legitimamente expressavam.
Não sei se essa corja de idiotas é sequer associada e adepta do Vitória ou se é apenas gente que se entretem a exibir a sua estupidez.
Mas nalguns casos se são adeptos do Vitória há que dizer que mais valia não serem porque são gente que não faz falta nenhuma ao clube e que estão lá a mais face à baixeza dos comportamentos evidenciados.
O Vitória não é aquilo!
Há quatro candidaturas, quatro programas, quatro candidatos a presidente.
Cada um é obviamente livre de apoiar quem muito bem quiser mas que o faça com pleno respeito por todos porque  todos estão a prestar um serviço ao Vitória aceitando candidatarem-se num cenário tão complexo.
Não ignorando nem desvalorizando o facto de nessa situação complexa existirem dois candidatos sem qualquer responsabilidade nisso e outros dois com responsabilidades na matéria embora em graus muito diferentes.
Mas isso, como aliás  tudo o resto de  programas a listas, é um factor a que cada eleitor dará a ponderação que entender.
Definitivamente é tempo de nos convencermos que os nossos adversários, às vezes inimigos, estão fora do clube porque dentro apenas podem e devem estar aqueles que querem o sucesso doVitória com o inalienável direito de para esse sucesso preconizarem caminhos e opções diferentes.
A diversidade de opiniões e a vivacidade associativa tem de nos enriquecer e não ser um factor de enfraquecimento como tem acontecido nos últimos anos.
E talvez o primeiro e maior desafio para o próximo presidente do Vitória vencer seja o de saber unir a massa associativa e acabar com já demasiados anos de divisões.
Ganhe quem ganhar e se o vier a conseguir terá prestado um extraordinário serviço ao Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

quarta-feira, junho 03, 2026

Greve Geral

O país está hoje perante mais uma greve geral convocada pelo CGTP e que como as anteriores não é previsível que tenha sucesso.
Desta vez o pretexto é o pacote laboral mas podia ser outro qualquer porque sempre que há um governo liderado pelo PSD a central sindical, que não passa de uma correia de trasnmissão do quase extinto PCP, arranja sempre motivo para uma greve geral na tentativa de obstaculizar qualquer reforma que o governo queira fazer.
Mais que não seja para tentar justificar para que servem dirigentes sindicais que não trabalham nas suas profissões (nalguns casos há muitos anos como aquele "professor" da Fenprof já aposentado e que durante trinta anos não deu uma aula) mas vivem do sindicalismo e das cotas dos associados dos sindicatos.
Porque para lá do estafado e demagógico "ganhar mais e trabalhar menos", que é a cassete com cinquenta anos que se ouve em todas as greves, nunca da CGTP se ouviu uma palavra sobre produtividade (cujo aumento é a única forma de a sempresas poderem pagar mais), sobre a importância do trabalho e das empresas, sobre a responsabilidade social que os trabalhadores também tem perante as empresas e não apenas as empresas perante quem nelas trabalha.
Para a CGTP, fossilizada no tempo tal como o único patrão de que gosta (o "seu" PCP) , o mundo ainda vive na luta de classes de finais do século XIX e primeira metade do séulo XX e todos os trabalhadores são uns oprimidos e todos os patrões uns exploradores que tem de ser combatidos de preferência até as suas empresas falirem.
A greve geral de hoje vai ser um fracasso como outras também o foram porque os trabalhadores estão cada vez mais fartos de serem utilizados em estratégias que não são suas e que em nada defendem os seus interesses.
E se é verdade que o pacote laboral , ainda em apreciação no parlamento onde até pode nem ser aprovado porque o governo não tem maioria, merece discussão para isso é preciso que todos o queiram discutir de espirito aberto e com postura construtiva e não levar para essa discussão posições radicalizadas e de uma rigidez inultrapassável como sempre acontece com a CGTP quando os governos são de centro direita,
E nessa matéria a UGT também fica amiúde, como hoje por exemplo, mal na fotografia porque também ela às vezes parece uma correia de transmissão só que do PS.
Em suma maus uma greve geral em véspera de um feriado e com uma "ponte "logo a seguir o que demonstra bem o tipo de sindicalismo que se faz neste país.
O sindicalismo da malandrice.
Depois Falamos.

Nota: Logo num telejornal das oito da manhã vi um directo da Autoeuropa em que um dirigente sindical da CGTP, façanhudo e mal encarado, debitava a cassete do costume alheio(?) à realidade de estar a falar de uma empresa que é maior do país e onde as condições laborais são superiores à média nacional.
E " brincar" coma  Autoeuropa é brincar com o fogo.
Algo de que só os incendiários gostam!

terça-feira, junho 02, 2026

Princesa

Não sou, nunca fui, nem nunca serei monárquico.
Porque embora reconheça o papel extraordinário que muitos reis desempenharam na História dos respectivos países e muito em especial de Portugal, tendo até a honra de ser conterrâneo do maior de todos eles -D. Afonso Henriques- sem o qual nem Portugal haveria , a verdade é que não aceito que alguém já nasça com privilégios especiais como o de ser Chefe de Estado.
Acredito firmemente que todos os seres humanos devem ter direitos e deveres iguais e a monarquia é o contrário disso.
O que não obsta a que reconheça com admiração a forma extraordinária como em Espanha a princesa das Astúrias , a exemplo do que já acontecera com o seu pai o rei Filipe VI, está a ser preparada para um dia ser raínha e chefe do Estado espanhol.
Uma formação rigorosa, intensa, extremamente exigente em que para lá da formação académica em ciência política a princesa teve também formação militar nos três ramos das forças armadas estando hoje perfeitamente habilitada a tripular um "caça" e sendo o primeiro membro da família real a tirar o curso de paraquedismo.
Se Leonor vai ser uma boa raínha, ou sequer se vai ser raínha, apenas o futuro o dirá.
Mas que está a ser adequadamente preparada para isso não há qualquer dúvida e essa é a vantagem dos estados monárquicos sobre os estados republicanos.
Porque preparam durante longos anos ( Carlos III de Inglaterra até foram anos em excesso mas Isabel II foi uma extraordinária raínha quer na função quer no tempo em que reinou) os seus chefes de estado enquanto nas repúblicas os presidentes muitas vezes sem qualquer habilitação especial para a função limitam-se a ser aqueles que estavam no lugar certo na hora certa e que proferindo meia dúzia de banalidades e lugares comuns convencem os eleitores de uma predestinação que nunca existiu.
De que António José Seguro é o mais recente dos exemplos.
Depois Falamos.

Monte Isola, Itália

Raposa

Genocidas

Salgado

A decisão do tribunal, a pedido do ministério público e da defesa do réu, acaba por fazer justiça porque o estado de saúde de Ricardo Salgado não lhe permite perceber aquilo em que está metido mas também não deixa de confirmar aquela que foi a "vox populi" desde o início deste processo.
E que era a convicção de que o outrora "dono disto tudo" jamais iria para a prisão.
Não foi nem vai.
Porque é evidente que o seu quadro clínico, a que acresce a sua idade, jamais conhecerá uma evolução positiva e por isso Ricardo Salgado acabará os seus dias em casa sem ter pessado pela prisão como bem merecia pelos crimes que cometeu e por tanta gente que desgraçou.
E também não escreverá as suas memórias, como chegou a ameaçar fazer, o que será uma pena porque se elas fossem ao âmago da questão, as negociatas que se fizeram sobre a égide do BES e muito especialmente quem as fez, seriam certamente um "best seller" e contribuiriam para muito trabalho dos tribunais!
Infelizmente isso não vai acontecer e por isso continuaremos todos coma sensação de que em volta do caso BES há Justiça por fazer.
Que provavelmente nunca será feita.
Depois Falamos.

https://24horas.pt/noticia/caso-bes-salgado-escapa-a-prisao 

Minho

Terminado o campeonato  2025/2026 as cinco equipas do Minho, e quando se lê Minho deve ler-se distrito de Braga porque o de Viana nunca teve uma equipa na primeira liga, garantiram que a Associação de Futebol de Braga continuará a ser extremamente importante no panorama nacional.
Já não é a que tem mais clubes porque a A.F. Lisboa ultrapassou-a ( Sporting , Benfica, Estoril, Alverca, Estrela da Amadora e Casa Pia ) mas tem ainda assim um claro segundo lugar bem á frente da outrora poderoasa A.F.Porto que hoje tem apenas dois clubes (F.C.Porto e Rio Ave) depois das diversas "tragédias" acontecidas a Boavista, Salgueiros, Varzim, Paços de Ferreira, Tirsense, Leixões, Felgueiras e Penafiel que noutros tempos também andaram pela divisão maior.
Quanto às equipas do Minho fizeram um campEOnato tranquilo mas o saldo ficou claramente aquém do que chegou a ser expectável e desejável.
O Braga apurou-se para as competições europeias mas não para a competição que desejava.
O Famalicão chegou a pensar que também mas afinal não.
O Gil Vicente também acalentou essa possibilidade europeia mas acabou por fazendo um excelente campeonato não conseguir lá chegar.
O Moreirese fez o campeonato tranquilo como era seu desejo e pode considerar-se que dos cinco foi o único que atingiu plenamente o objectivo.
O Vitória foi o quinto clube do Minho em termos de classificação e isso basta como comentário.
Veremos o que a próxima época reserva a estes cinco clubes.
Com expectativa na maioria dos casos mas com muita preocupação noutro.
Depois Falamos.

segunda-feira, junho 01, 2026

Talento

 Fotos: Mural de Katia Aveiro

Dinis Pereira é um jovem de dezasseis anos que chega agora ao Vitória vindo do Barreirense.
Estará nos escalões de formação, fará o seu percurso e oxalá o talento o leve à primeira equipa do Vitória e mais longe ainda incluindo as seleções nacionais. 
No fundo é mais um jovem cheio de sonhos a quem se deseja o melhor dos futuros e que escolheu bem o clube para dar caminho a esses sonhos. 
Espero e desejo que tenha sucesso. 
Pelo menos tanto como o primo tem tido na sua ainda curta carreira. 
ADN não lhes falta porque Dinis Pereira é sobrinho de Cristiano Ronaldo. 
E se o Vitória é uma boa oportunidade para este jovem também ele pode ser uma boa oportunidade para o Vitória. 
Também aí haja talento.
Depois Falamos.

Patagónia, Argentina

Eliminados

"Deus" Anúbis

Alerta

Os números das últimas eleições internas do PSD não sendo nenhum drama nem permitindo interpretações fantasiosas sobre apoios ou falta deles ao líder do partido devem merecer ainda assim alguma preocupação dos responsáveis e são um alerta que não deve ser desvalorizado.
Passei anos suficientes no PSD e participei em tantas eleições internas que sei bem que uma recandidatura de um líder que é primeiro ministro e que por isso concorre sozinho não é particularmente mobilizadora nem um estímulo suficientemente forte para levar muitos militantes a sairem de casa para irem à sede respectiva ( e em muitos casos nada perto) para porem uma cruz no boletim e voltarem para casa.
Talvez um dia o PSD , que já inovou em tanta coisa, também seja pioneiro no voto via internet a par do voto presencial e aí de certeza que os números serão outros como acontece quando há disputa pela liderança.
Mas agora foram estes.
E de facto apenas 22% dos militantes terem a cota em dia e apenas 5% terem exercido o direito de voto é um alerta claro de que alguma coisa não vai bem e isso deve merecer a preocupação imediata da direção do PSD para inverter a situação.
E acho isso bem mais importante do que por vezes perderem tempo, e gastarem energias que tão uteis serão para resolverem verdadeiros problemas, a parecer  quererem fazer  de Pedro Passos Coelho um inimigo interno ( dá sempre jeito arranjar inimigos para desviar atenções de coisas que estejam a correr menos bem) quando de certeza absoluta que o que este mais deseja é o sucesso do governo e consequente desenvolvimento do país sendo contudo legítimo que discorde deste ou daquele caminho e desta ou daquela solução.
O PSD é e sempre foi um partido de gente livre e seria uma contradição tão sui generis quanto inexplicável querer privar um dos seus mais ilustres militantes dessa mesma liberdade como alguns parecem defemder!
Em suma acho, enquanto eleitor da AD e especialmente do PSD, que este problema deve merecer atenção da direção do PSD porque a desejável vitória eleitoral de 2029 não existirá sem a reconquista/mobilização dos militantes do PSD.
E disso tenho a certeza absoluta.
Depois Falamos.

domingo, maio 31, 2026

Esclarecimento

Imagem gerada por IA

Não pensava ter de voltar ao assunto mas a Verdade impõe-me que o faça. 
No âmbito da candidatura que um grupo de vitorianas e vitorianos  apresentou às eleições para os orgãos sociais do clube no ano passado, e em que eu era candidato a presidente da direção, tinhamos como uma das propostas a cobertura integral das bancadas do estádio D. Afonso Henriques para acabar com a degradante situação de haver vitorianos a verem o seu clube, no seu estádio, sujeitos a fazerem-no à chuva ou debaixo de um sol inclemente consoante os ditames da metereologia.
Havia uma empresa interessada em fazer a obra sem custos financeiros para o Vitória e a troco de contrapartidas publicitárias.
E nas sessões de esclarecimento e em várias entrevistas assumi em relação a esse assunto duas coisas:
Uma é que se a minha lista vencesse as eleições daríamos prioridade a esse projecto entrando de imediato em negociações com a empresa.
Outra que caso não ganhássemos e se a direção eleita tivesse interesse no assunto estaríamos completamente disponíveis para dar os contacto da empresa para que pudessem desenvolver o assunto.
Repito para que não haja dúvidas; se houvesse interesse por parte da direção eleita daríamos os contactos.
Mas não houve!
Nem eu nem qualquer um dos meus colegas de lista foi alguma vez contactado pela direção eleita para esse fim pelo que da nossa parte consideramos o assunto por encerrado até por reconhecermos que quem foi eleito tinha total legitimidade para não querer dar sequência a essa proposta por não lhe dar a importância e a prioridade que a minha lista dava ou porque simplesmente não concordava com ela.
Uma legitimidade que nem sequer é discutível como é óbvio.
E se hoje volto ao assunto é porque depois de ele ter sido falado numa assembleia  geral em Julho do ano passado de forma tão falaciosa que entendi na altura que nem merecia qualquer comentário, foi agora novamente abordado no âmbito da campanha eleitoral para os orgãos sociais do Vitória numa sessão de esclarecimento da Lista C  e não sei se em sessões das outras três listas já foi ou virá a ser referido.
E para que os vitorianos conheçam o que de facto se passou aqui deixo este esclarecimento.
Com o qual pela minha parte encerro definitivamente o assunto.
Depois Falamos.

sábado, maio 30, 2026

Sugestão de Leitura

Num tempo em que o mundo está perante várias guerras regionais- Ucrânia, Irão, Gaza- que ameaçam poder transformar-se em guerras de outra dimensão essencialmente face ao nunca extinto expansionismo russo/soviético ,aos ventos de loucura que perpassam pela Casa Branca e aum fundamentalismo islâmico em crescendo, este livro de Victor Davis Hanson é muito oportuno porque nos recorda que pese embora a evolução ao longo dos séculos de muita coisa a naturza humana permanece inalterada.
E pegando em quatro exemplos do passado, desde a Antiguidade à conquista do Novo Mundo, o autor recorda-nos a forma como guerras extinguiram civilizações, arrasaram impérios e destruiram cidades que eram o centro deles.
Tebas, Constantinopla, Cartago e Tenochtitlán (actual Cidade do México) são exemplos tratados no livro e mostram bem que se a humanidade não soubes aprender com os erros do passado vai repeti-los no presente e no futuro.
Um livro de História que se deve ler com a preocupação de não esquecer os avisos nele constantes.
Depois Falamos.

Palácio de Westminster, Londres

Flamingos

Farol de Stranraer, Escócia

Carta Aberta

Exmos Senhores Rui Costa e Florentino Pérez:
Apresentando as melhores saudações desportivas a Vossas Excelências venho pela presente solicitar-vos aquilo que será um enorme favor para quem como eu nada tem a ver com os vossos clubes.
Resolvam de uma vez por todas quem vai treinar as vossas equipas na próxima temporada.
Pouco me importa que seja o Mourinho, o Marco Silva, o Klopp, o Arbeloa, o Guardiola, o Ancelotti, o Jorge Jesus, o Unai Emery, o Roger Schmidt, o Carlos Queiroz , o Rui Vitória ou outro qualquer de idêntico gabarito.
Não me interessa se o Mourinho fica ou vai, se a indemnização são sete ou quinze milhões, se o Marco Silva não há maneira de se comvencer a aceitar o convite, se o Klopp é o preferido do outro candidato a presidente do Real Madrid.
Como sinceramente não me interessa nada se na próxima época vão ser campeões, se ficam em segundo, em terceiro ou descem de divisão. É-me indiferente.
Mas resolvam a questão dos treinadores se fazem favor.
É que já não há paciência que aguente em todos os telejornais, de todas as televisões porrtuguesas, todos os dias sem excepção ouvirmos falar do Benfica, do Mourinho , do Real Madrid, do treinador do Benfica que vai para o Real Madrid e das eleições no Real Madrid que podem impedir o treinador do Benfica de para lá ir sem esquecer as hipóteses de treinador para o Benfica se Mourinho for e para o Real Madrid se Mourinho não for.
Bem sei que a culpa não é vossa mas olhem a satisfação deste pedido como autêntica ajuda humanitária a todos quantos tem do jornalismo, do desporto e dos clubes uma visão bem diferente daqueles que mandam nas televisões de Portugal.
Agradeço antecipadamente a atenção que possam dar a este tema.
Com os melhores cumprimentos.
Um adepto do Vitória Sport Clube.
Depois Falamos.

Nota: Só para verem o que se sofre neste país com a comunicação social recordo que o meu clube está em eleições e pese embora as dificuldades que enfrenta e o péssimo campeonato que fez tem, ainda assim, quatro candidaturas aos seus orgãos sociais o que demonstra bem a sua vitalidade associativa.
Não sabiam? Claro, nenhum telejornal de nenhuma televisão dedicou até agora um minuto que fosse ao assunto!

sexta-feira, maio 29, 2026

Geografia 2

Num texto anterior abordei a geografia de La Liga, o campeonato primodivisonário de Espanha, e o equilíbrio existente entre litoral e interior bem como a dispersão geográfica da prova que está presente em nove das dezassete regiões autónomas do país e, dependendo de quem será o vigésimo participante, ainda pode estar em mais uma.
E depois olha-se a geografia do campeonato português.
Em dezoito distritos do continente e duas regiões autónomas qual é o panorama?
As autonomias estão bem com a Madeira a ter dois participantes (Nacional e Marítimo) e o Açores um através do Santa Clara.
Mas depois é o descalabro.
Em dezoito distritos apenas 5 (!!!) tem futebol de primeira divisão.
Lisboa com seis clubes (Sporting, Benfica, Estoril, Alverca, Estrela da Amadora e Casa Pia), Braga com cinco (Braga, Famalicão, Gil Vicente, Moreirense e Vitória), o outro poderoso Porto com apenas dois (F.C.Porto e Rio Ave), Aveiro com o Arouca e Viseu com o regressado Académico,
Ou seja dois distritos, Lisboa e Braga, tem mais de metade dos participantes enquanto treze distritos não tem um único incluindo aqueles com larga tradição de primeira liga como Faro, Setúbal, Coimbra e até Leiria.
É evidente que a responsabilidade disto está longe, muito longe, de ser exclusiva do futebol porque corresponde à realidade de um país há muitos anos em permanente fuga para o litoral, com tudo que isso significa em termos de desertificação demográfica e económica do interior, mas o futebol tem de saber encontrar no seu seio mecanismos que permitam combater este fenómeno profundamente negativo.
E essa devia ser uma preocupação prioritária de FPF e LPFP ao invés de viverem na permanente ânsia de modificarem regulamentos e encontrarem ainda outras formas de beneficiar os que são desde sempre beneficiados.
Depois Falamos.

Lirismo

Desde o passado domingo e com especial incidência a partir da noite de ontem quando o Torreense não conseguiu a promoção à primeira liga (também com 3 jogos decisivos numa semana não era fácil) tenho assistido a um recrudescer de comentários nas redes sociais e não só defendendo que a equipa de Torres Vedras devia desistir de particpar na Liga Europa.
Os argumentos são vários.
Não tem estádio apropriado a uma competição europeia, é um desafio demasiado grande para uma equipa que nunca jogou na Europa, não conseguirão ter plantel para disputarem condignamente a competição, não se deviam dispersar nas competições europeias para darem total atenção ao campeonato e tentarem subir, não faz sentido uma equipa de segunda divisão jogar uma competição europeia.
É um misto de lirismo e de perspectiva interesseira.
De lirismo porque ao Torreense, independentemente dos resultados desportivos, a entrada na fase de liga da Liga Europa rende imediatamente 4,3 milhões de euros o que somado a outras receitas oriundas da participação chega facilmente aos seis milhões de euros sem contar com prémios adicionais por empate ou vitória.
E só dirigentes momentaneamente loucos deitariam fora verbas que garantem ao clube metade ou até dois terços do seu orçamento anual.
Para lá de tudo o mais desde o orgulho de jogar numa competição europeia até à promoção (espero que resolvam condignamente a questão do estádio onde vão jogar) da região através do poderoso veiculo que o futebol sempre é.
Sendo igualmente claro que essas verbas europeias vão permitir ao clube construir um plantel capaz de disputar claramente a subida  à primeira liga como é bom de ver.
E portanto os líricos vão ter de ser conformar com  verem o Torreense a jogar na Europa como merecidamente conseguiu em campo e sem favores de qualquer espécie.
A perpspectiva interesseira de muitos desses comentários prende-se com a ligação clubista dos seus autores mas vão ter de se conformar.
O Torreense vai estar nas competições europeias e por isso o Benfica vai jogar a segunda pré eliminatória da Liga Europa, o Braga vai jogar a Liga Conferência e o Famalicão ainda não será este ano que se vai estrear na Europa.
Aceitem que dói menos.
Depois Falamos.

Petroica

Desportos

"Deus" Amon

Memes

Nos tempos de hoje é bem conhecida a facilidade com que a propósito de acontecimentos essencialmente desportivos ou políticos aparecem rapidamente uma enxurrada de memes a glosarem as situações e normalmente a gozarem com aqueles a quem as coisas correm mal.
Bastará atentar na recente vitória do Torreense na Taça de Portugal e a enorme profusão de memes a respeito disso, com o Sporting como alvo, para se ter um exemplo do que atrás se afirma.
E há que dizer que quer no desporto quer na política a assertividade de muitos desses memes ultrapassa de longe centenas de textos que a propósito dos mesmos assuntos sejam escritos dando cumprimento á máxima de que uma imagem vale por mil palavras!
Mas o âmbito dos memes está longe de se circunscrever a desporto e política porque abrange muitas outras áreas como a imagem que ilustra este texto bem demonstra.
Recentemente a Ferrari apresentou o seu modelo totalmente eléctrico e completamnte horrível diga-se passagam porque nada tem a ver a com uma longa e magnífica tradição de automóveis Ferrari.
Tem sido muitas as criticas ao carro, algumas delas duríssimas como a do antigo presidente do conselho de administração da Ferrari, Luca de Montezemolo, mas este meme é na sua "brutalidade" uma crítica extraordinariamente assertiva ao modelo agora apresentado.
Porque quando o "Cavallino Rompante" abandona Maranello está tudo dito!
Depois Falamos. 

Pena

Tive pena que o Torreense não tenha conseguido subir de divisão.
São trinta e sete anos de ausência dos grandes palcos e depois da espectacular conquista da Taça de Portugal seria o corolário perfeito para uma semana inesquecível para o clube de Torres Vedras.
Por outro lado confesso não simpatizar com a contínua ausência de estádio próprio do Casa Pia que anda há anos a jogar em casas emprestadas porque o seu estádio Pina Manique parece estar em obras mais demoradas que as de Santa Engrácia!
Mas também por outra razão.
O Torreense vai jogar a fase de grupos da Liga Europa e se tivesse subido à primeira liga certamente teria um plantel mais bem apetrechado do que aquele que vai constituir para continuar na segunda liga porque com receitas menores o investimento será necessariamente menor também.
E uma equipa da segunda liga de Portugal a jogar na fase de grupos da Liga Europa dificilmente deixará de ser carne para canhão com o consequente reflexo no ranking de pontos.
Espero estar enganado mas acho que não estou.
Depois Falamos.

Nota: A única nota de satisfação na manutenção do Casa Pia é que ela consagra o trabalho sério e competente de Álvaro Pacheco. Um treinador que passou pelo Vitória com sucesso e que daqui saiu de forma tão estranha quanto injusta. Como outros aliás.

quinta-feira, maio 28, 2026

"Boca"

Não gosto de touradas. 
Mas esta " boca" de um espectador na Praça de Touros de Madrid - Las Ventas- é deliciosa. 
O humor é de facto uma arma terrível e o local muito bem escolhido. 
Pedro Sanchez acabará por cair.
Não pela vergonha ( ele não sabe o que isso é) mas pelo ridículo a que será exposto dia após dia e de que este exemplo é bem significativo.
Depois Falamos.

Plâncton Bioluminescente, Maldivas

Farol de Mukiteo, EUA

Cangurus arborícolas

Geografia

Esta curiosa imagem mostra o que será a distribuição geográfica das equipas participantes em La Liga na próxima temporada nela faltando um emblema porque ainda está por apurar o vigésimo clube que nela terá direito a participar.
Depois da subida dos históricos Deportivo da Corunha e Racing de Santander há ainda seis candidatos á subida que são Almeria, Málaga, Las Palmas , Castellon, Burgos e Eibar só se sabendo quem disputará os play off depois da ultima jornada do campeonato a disputar no próximo fim de semana.
E na imagem podem constatar-se que também em Espanha há uma certa "litoralização" do campeonato, pese embora com muito maior equilíbrio nessa matéria do que em Portugal, porque com excepão das quatro equipas da região de Madrid (Real, Atlético, Rayo e Getafe) dos bascos do Alavés e Athletic , dos navarros do Osasuna e dos andaluzes Bétis e Sevilha todas as outras equipas são à beira mar ou perto disso.
Os galegos Depor e Celta, o cantabro Racing, o basco Real Sociedad, os catalães Barcelona e Espanhol, os valencianos Levante, Valência , Elche e Villarreal garantem uma pequena maioria de 10-9 do litoral sobre o interior.
Veremos agora se o vigésimo clube empata a disputa entre litoral e interior ou se reforça o peso do litoral.
Os andaluzes Almeria e Málaga, o canário Las Palmas, o valenciano Castellon apostam nesse sentido enquanto o castelhano Burgos e o basco Eibar vão no sentido oposto.
Curiosidades da geografia de um campeonato.
Depois Falamos.

Memórias

Um destes dias apareceu-me num mural do Facebook esta fotografia que me trouxe memórias inesquecíveis deste jogo entre Vitória e Porto que presenciei precisamente na bancada que aparece na foto.
Mas também do que era o estádio D. Afonso Henriques nos seus primórdios com a parte de cima da bancada central e os camarotes em madeira e ao centro o camarote principal destinado à câmara municipal e à direção do clube assinalado por dois paines nas cores verde e branco (o da câmara) e preto e branco (o do Vitória) e que ficavam precisamente por cima da entrada nessa bancada.
E por cima dele o camarote de imprensa cuja construção é posterior à do estádio.
Pois este jogo é inesquecível porquê?
Basta reparar na fotografia com o público em cima da linha lateral (nesse dia foi assim em torno de todo o relvado) para se perceber que estávamos perante uma enchente extraordinária do estádio, provavelmente a maior de sempre na sua versão primitiva, motivada pela presença do recém chegado Cubillas na equipa do Porto.
Foi em Março de 1974, o Vitória era treinado por Mário Wilson e o Porto por Bella Guttmann, o resultado final foi 0-0 e Cubillas falhou uma grande penalidade.
Memórias de outros tempos.
E alguma saudade também.
Depois Falamos.

quarta-feira, maio 27, 2026

Nike

Fui durante muitos anos um admirador dos equipamentos de futebol da Nike.
Muito por força dos excelente equipamentos que ano após ano criavam para o Barcelona, mas também para a seleção portuguesa, e que considerava como os mais espectaculares do mundo do futebol.
No caso do Barcelona, e comprei alguns deles, lembro especialmente a fabulosa camisola do Centenário do clube e também este da foto vestida por Rivaldo e que foi um dos mais bonitos de sempre.
E não era apenas na camisola principal porque também criaram camisolas de segundo equipamento históricas.
Depois, por razões que desconheço, a Nike começou a inventar demais e acabou a fazer camisolas horríveis como uma aos quadrados que parecia a do Boavista em azul grenã e outra em que as listas verticais passaram a horizontais.
Sinceramente nunca percebi como a direção do Barcelona aceitou essa perversão aos equipamentos tradicionais e se me vierem dizer que são tendências de marketing então direi que são tendências bem dispensáveis.
E não foi apenas no Barcelona porque noutros clubes vestidos pela marca e até na seleção nacional começaram a ver-se "inovações" bem dispensáveis o que arrefeceu muito o meu entusiasmo pela marca ao ponto de quando ela veio equipar o Vitória a minha expectativa já não se tão alta como outrora.
E sendo verdade que fizeram uns equipamentos engraçados nunca fizeram um equipamento que se pudesse considerar " o tal" que marcasse a passagem da Nike pelo clube.
Eu sei que Vitória e Barcelona são realidades diferentes e enquanto um leva com produtos de catálogo ou quase o outro tem produtos exclusivos criados propositadamente para o clube.
O problema está quando catálogo e exclusivo não entusiasmam e essa tem sido a realidade da Nike nestes últimos anos.
E é pena.
Depois Falamos.

Castelo Hohenwerfen, Áustria

Ursos polares

Goleadores

Acreditar

As declarações de Pedro Passos Coelho na apresentação de um livro causaram o reboliço normal naqueles que vivem na ânsia quase doentia de encontrarem discordâncias, divergências, inimizades até entre o ex primeiro ministo e Luís Montenegro.
Depois de perceber a polémica que andava pela comunicação social e pelas suas caixas de repercussão chamadas redes sociais tive a curiosidade de ir ouvir as declarações porque uma coisa é o que se lê e outra bem diferente aquilo que se ouve de viva voz.
Ouvi.
E ouvindo fiquei convencido que Pedro Passos Coelho não se estava a referir minimamente a Luís Montenegro mas sim a caracterizar situações que se vivem hoje um pouco pelo mundo em que há agentes políticos que tem comportamentos como aqueles que caracterizou.
Basta olhar o vizinho Pedro Sanchez para ter um bom exemplo de um prostituto da política.
Não duvido que Passos Coelho esteja desiludido com determinados aspectos da governação e manda a verdade dizer que na área política da AD não será o único.
Mas daí a apodar Luís Montenegro de prostituto é algo em que não acredito.
Não acredito mesmo.
Porque sei que não é essa a forma de Pedro Passos Coelho estar na vida e na política.
E essa convicção não é abalada por comentários tendenciosos e por comentadores facciosos, por politiquices intriguistas e por chicana política rasteira, por aqueles que querem fazer da política um lamaçal e não olham a meios para isso.
Depois Falamos.

Nota: Não é problema meu mas não consigo deixar de me espantar com algumas pessoas do PSD que enquanto Pedro Passos Coelho foi primeiro ministro e líder do partido o defendiam com unhas e dentes e agora são os primeiros a atacá-lo cada vez que às suas palavras são dadas interpretações que apenas interessam aos adversários do próprio partido e em que esses ex apoiantes de Passos acreditam de imediato. De facto a ortodoxia e o seguidismo perante quem manda a cada momento parece não serem exclusivos da extrema esquerda.

Activismo

Se o wokismo é um cancro das sociedades modernas o activismo é uma praga!
Pelo menos aquele activismo que todos os dias a comunicação social nos põe à frente e que se resume a vandalizar, estragar, roubar e apoiar terroristas que o wokismo latente impede que se tratem os autores pelos seus verdadeiros nomes - vândalos, criminosos, ladrões e cúmplices de terrorismo- para serem denominados como activistas por uma comunicação social altamente influenciada pelo tal wokismo.
Que narra as suas "façanhas" misturando os crimes que cometem com as causas nobres que seria suposto defenderem mas não defendem.
Essa escumalha activista, que se entretém a vandalizar obras de arte e monumentos, a roubar supermercados , a cortarem estradas e ligações ferroviárias e a organizar flotilhas entre outras malfeitorias tem , contudo, uma caracteristica que os define de forma irrefutável.
São uns cobardes!
Que só agem em democracias sabendo que os seus direitos serão defendidos até ao tutano e que as formas de punição pelas suas actividades criminosas serão leves e muito aquém do que merecem.
Agem em democracia, para fragilizarem a democracia, ao serviço de agendas totalitárias impostadas dos países e oranizações que os financiam e alimentam e nos quais a democracia não existe.
Porque ninguém os vê em países onde há graves atropelos dos direitos humanos a defenderem as vítimas desses atropelos e a fazerem gala de um activismo que, esse sim, seria louvável e mereceria o apoio de todos.
Na Rússia dos Gulags, na China dos campos de concentração, no Afeganistão onde as mulheres são tratadas como seres de quarta categoria, no Irão em que o regime medieval dos aiatolás já assassinou centenas de milhares de pessoas, na Nigéria onde tem existido terríveis massacres de cristãos pelos terroristas do Boko Haram , na Coreia do Norte onde todo um povo vive escravizado por uma ditadura feroz e de uma crueldade inimaginável, no norte do Iraque onde os yatidis são massacrados pelo Estado Islâmico e em vários outros paises, incluindo algumas monarquias quase medievais do Golfo Pérsico  onde as mulheres são tratadas como objectos e os homossexuais enforcados, ninguém vê os tais activistas enfeitados com panos de cozinha e armados de uma prosápia arrogante que parece capaz de salvar o mundo para quem acreditar neles é claro.
Porque sendo cobardes mas estando bem informados sabem o risco de afrontarem ditaduras e tendo medo metem o activismo na gaveta.
Preferem exercê-lo na Europa porque é mais fofinho, tem mais audiências, enganam com mais facilidade os crédulos da vida e vão cumprindo a sua agenda destruidora sem problemas de maior.
Mas sem conseguirem esconder que o activismo de que se dizem agentes não passa de vanalismo, criminalidade, gatunagem e cumplicidade com terroristas sem mistura possível, ainda que remota, com causas humanitárias ou a defesa de valores essenciais à humanidade.
Depois Falamos.

Nota: Quem não concordar está à vontade para explicar em que é que vandalizar uma obra de Monet , de Picasso, a Porta de Brandenburgo ou o Psdrão dos Descobrimentos (quatro exemplos entre muitos outros) contribui para defender uma Causa minimamente decente.

Horrível

Sou desde sempre um fã da Ferrari.
Da Ferrari na Fórmula 1, a mais histórica e mítica das marcas que disputou todos os campeonatos desde 1950, mas também dos Ferrari de estrada onde a marca ao longos dos anos construiu carros fabulosos pela beleza e pelas capacidades técnicas das quais o característico trabalhar dos motores não era seguramente a menos importante em termos de construção do mito.
E pese embora a evolução dos tempos e das tecnologias ser o que é e introduzir alterações nem sempre bem vindas, quer na F1 quer nos modelos de estrada, nunca pensei chegar ao ponto de ver um Ferrari simplesmente horrível.
O Ferrari Luce, primeiro modelo totalmente eléctrico da marca, não tem ponta por onde se lhe pegue porque é feio até dizer basta.
Parece muito mais um Tesla que um Ferrari.
E sendo totalmente eléctrico nem o típico som de um motor Ferrari se ouve!
Esteja onde estiver o Comendador Enzo Ferrari deve estar horrorizado!
Depois Falamos.

Nota; Na Fórmula Um sonhei durante anos em ver Ayrton Senna sentado num "Cavallino Rampante".
Infelizmente não aconteceu.