As declarações de Pedro Passos Coelho na apresentação de um livro causaram o reboliço normal naqueles que vivem na ânsia quase doentia de encontrarem discordâncias, divergências, inimizades até entre o ex primeiro ministo e Luís Montenegro.
Depois de perceber a polémica que andava pela comunicação social e pelas suas caixas de repercussão chamadas redes sociais tive a curiosidade de ir ouvir as declarações porque uma coisa é o que se lê e outra bem diferente aquilo que se ouve de viva voz.
Ouvi.
E ouvindo fiquei convencido que Pedro Passos Coelho não se estava a referir minimamente a Luís Montenegro mas sim a caracterizar situações que se vivem hoje um pouco pelo mundo em que há agentes políticos que tem comportamentos como aqueles que caracterizou.
Basta olhar o vizinho Pedro Sanchez para ter um bom exemplo de um prostituto da política.
Não duvido que Passos Coelho esteja desiludido com determinados aspectos da governação e manda a verdade dizer que na área política da AD não será o único.
Mas daí a apodar Luís Montenegro de prostituto é algo em que não acredito.
Não acredito mesmo.
Porque sei que não é essa a forma de Pedro Passos Coelho estar na vida e na política.
E essa convicção não é abalada por comentários tendenciosos e por comentadores facciosos, por politiquices intriguistas e por chicana política rasteira, por aqueles que querem fazer da política um lamaçal e não olham a meios para isso.
Depois Falamos.
Nota: Não é problema meu mas não consigo deixar de me espantar com algumas pessoas do PSD que enquanto Pedro Passos Coelho foi primeiro ministro e líder do partido o defendiam com unhas e dentes e agora são os primeiros a atacá-lo cada vez que às suas palavras são dadas interpretações que apenas interessam aos adversários do próprio partido e em que esses ex apoiantes de Passos acreditam de imediato. De facto a ortodoxia e o seguidismo perante quem manda a cada momento parece não serem exclusivos da extrema esquerda.

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